domingo, 13 de abril de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.


Constatação I
Quando o obcecado leu na mídia que “nos primórdios da vida, havia muito sexo e nada de predadores” comentou: “Hoje em dia é completamente o revés. Ainda bem que pessoas como eu, que não são predadores, se ocupam da manutenção de que a outra parte continue em diligente vigência”.


Constatação II
Deu na mídia: “Yahoo! diz que oferta da Microsoft de US$ 44,6 bilhões subestima a empresa”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que os valores em discussão subestimam a América Latina, o Caribe, a Asia e a África pelo número de pobres que os povos desses países possuem. É muito dinheiro na mão de poucos...Como sempre...


Constatação III (Teoria da Relatividade para principiantes),
É muito melhor tomar uma cerveja gelada, oferecida pela Juliana Paes, do que, na Inglaterra, uma quente, ofertada por rainhas, princesas, príncipes ou alguém de sangue vermelho mesmo.


Constatação IV
É um pesadelo escutar, todos os dias, em muitos decibéis o carro apregoando seus sonhos...


Constatação V
Em certos setores de certos países, a corrupção é endêmica.


Constatação VI
Rico compila; pobre, copia.


Constatação VII
Jurista rico usa a expressão “Data vênia”; jurista pobre, “Salvo melhor juízo”.


Constatação VIII (Dúvida crucial).
Jurista pobre?


Constatação IX
Rico toma champanhe; pobre, escuta da polícia: “Me acompanhe”.


Constatação X
Rico ultrapassa. Apenas, ultrapassa; pobre ultrapassa dos limites.


Constatação XI
Deu na mídia: “Políticos japoneses fazem dieta para conscientizar população”. Será que os políticos brasileiros não poderiam, pelo menos, deixar de dar maus exemplos? Quem souber a resposta, por favor, cartas à redação. Obrigado.


Constatação XII
Cachorro. Além de se comunicar latindo, também o faz no idioma rabês, isto é, se expressando com o rabo.


Constatação XIII (Colaboração do Amigo Alcy Xavier).
Ouvi de um cliente de um bar na Chinatown curitibana: “rico é deficiente químico, pobre é pinguço”.


Constatação XIV
Quando o convencido leu na revista Isto É as declarações da atriz Thaila Ayalla: “Eu sou viciada em sexo, e se fico uma semana sem, viro mulher-aranha. Seria bom se eu tivesse sete namorados à minha disposição”, estufou o peito, cuspiu para o lado e, do alto da sua empáfia, proferiu grndiloqüente: “Se ela me tivesse como seu namorado, ela dispensaria os outros seis almejados. Não é à-toa que eu sou como certas hipotecas: única – no caso, único –, intransferível e especial”.


Constatação XV
Quem vai pagar os prejuízos dos passageiros, do caos aéreo, com táxi, refeições, hospedagem, etc. sem falar nas perdas por não chegar a tempo para fechar negócios e coisas desse jaez? Não seria o caso, para evitar muita burocracia, que os prejuízos sejam abatidos do imposto de renda? Fica aqui a sugestão de Rumorejando.


Constatação XVI
Ganhei uma medalha de ouro
Quando a gatona me disse:
“Você é meu maior tesouro”.
Eu, modesto: “Não diga asnice”.

“Não é tolice o que eu falei
Tampouco é sandice
Eu sempre te amei
Mesmo com a tua estultice”.

Diante de tanta convicção
Mesmo sem saber o significado
Daquela nova expressão
Eu fiquei lisonjeado.

Quando olhei no dicionário
Que pode ser estupidez
Não achei nada extraordinário
E não foi a primeira vez...


Constatação XVII
E como poetava o obcecado, nada a ver com o outro da outra constatação acima:
“Resisto a um assédio
Quando ela não me interessa
Mas aceito quando é remédio
Na base do que vá, vamos nessa
Pra melhorar o meu já alto promédio
Mesmo que a gata não seja uma peça.


Constatação XVIII
Acho muita graça
Quando, ela, toda rebolativa,
Toda empafiada
Por mim passa
Com um ar de altiva,
Recitando Cora Coralina
A poetisa goiana tão viva,
Tão doce e tão prendada
E tão ferina,
Querendo a atenção chamar
Talvez, quem sabe, me impressionar
Sem conta se dar
Que a simplicidade
Da grande autora
Tava distante da vaidade
E sem dúvida em versejar
Uma senhora doutora.
Malemolente menina
Não esqueça
Que a arrogância,
O pedantismo,
A jactância,
O pernosticismo
Não levam a nada.
E para que ninguém te abomine
Não faça que este, digamos, assim
Escriba termine,
Como costuma sempre no fim,
Empregando a palavra “Coitada!”

Juca

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