domingo, 27 de julho de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (Homenagem a todos os cartunistas).
Não se pode confundir gênios com gêmeos, exceto no caso mais conhecido por Rumorejando dos gêmeos Caruso, os cartunistas.

Constatação II (Ah, essa falsa cultura).
O Incrível Hulk, cujo nome verdadeiro é Dr. Robert Bruce Banner, é um personagem conhecido das histórias em quadrinhos, criado por Jack Kirby e Stan Lee, em 1962, que se inspiraram em Frederico Garcia Lorca que escreveu Romance sonâmbulo que começa “Verde que te quero verde”.

Constatação III
E como dizia aquela bisavó que ainda lembrava-se do tempo, contado por sua avó que falava no Marechal Deodoro da Fonseca: “Efetivamente, está havendo uma deterioração dos costumes. Depois dos vestidos e blusas ‘tomara que caia’, hoje em dia se vê as mocinhas usando calça comprida que dá pra chamar com o mesmo nome e que, acho que se inspiraram no ator Mario Moreno, mais conhecido por Cantinflas.

Constatação IV (Quadrinha para ser recitada para senhores da assim chamada Terceira Idade, como exemplo da Teoria da Relatividade para principiantes).
Uma prostatite
Não é melhor,
Nem pior
Do que uma uretrite.
(Perdão, jovens leitores e também os nem tanto).

Constatação V
Tenho que ser franco:
Sendo velho freguês,
É um tormento
Pagar, ao banco
Quinze por cento
De juros, ao mês.

Constatação VI (Análise combinatória de: Arranjos, Permutações e Combinações).
Tem obcecado que faz do amor um teatro;
Tem obcecado que faz do teatro um amor;
Tem amor que é obcecado;
Tem amor que é teatro.

Constatação VII (Dúvida crucial via haicai).
É muito dolorido
Ter um amor
Desabrido?

Constatação VIII
Rico tem um atraso temporário; pobre, perde o metrô. (O bonde da história nem falar).

Constatação IX
Rico come caviar; pobre, bóia fria.

Constatação X
Fiz uma seresta
Pra ela.
A mãe enfarruscada,
Enfezada
Apareceu na janela.
Acabou a festa.
Coitada.
Dela*
*Não ficou muito claro se “dela” se refere à mãe ou à filha. Afinal, a mãe também deixou de escutar minha maviosa voz.

Constatação XI
E já que falamos no assunto, não se pode confundir voz com vez, muito embora no mundo, de maneira geral, e em nosso país, em particular, os pobres não têm vez nem voz ao contrário dos ricos que possuem as duas condições retro mencionadas. E, segundo alguns, inclusive, indevidamente...

Constatação XII (Ah, esse nosso vernáculo).
Quando ela pisa no meu calo, eu me abalo e não me calo. Se não, eu me ralo e tudo acaba no ralo. Então, eu falo. E tudo culmina com prejuízo do que falo e, claro, do meu pobre e inocente fal, digo ato falho...

Constatação XIII
Quanto ao tempo passado,
A gente é originado
De algum antepassado,
Provavelmente casado
E de papel passado.

Constatação XIV
O monólogo
Com si mesmo
Descambou
Prum diálogo,
Sem prólogo,
Pra uma discussão
Acirrada
Onde até rolou
Palavrão
A esmo.
Obviamente,
Apenas, não ocorreu,
Não aconteceu,
Pescoção
Ou bofetada
Tão-somente.
Coitada!

Constatação XV (Dúvida crucial de um pobre genro).
Parece um iracundo vulcão,
Da terrível sogra a explosão,
Quando entra em erupção?
Ou assemelhava-se a um tufão?

Constatação XVI
Deu na mídia: “BRASÍLIA - O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesses dias que o vazamento de informações de processos judiciais está generalizado e que são necessárias medidas que inibam essa prática. ‘Há deputados e senadores que vazam mais que chuveiro, tem ministros de tribunais superiores que falam mais com a imprensa do que nos autos, tem Polícia Federal que age fora da lei, tem Ministério Público que às vezes também abusa de sua autoridade’, criticou Chinaglia”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que S. Excia. não lembrou dos vazamentos que permite que escritórios de advocacia liguem pra casa das pessoas oferecendo serviços (20 a 30% de honorários), a fim de recuperar as diferenças dos Planos Bresser, Collor, etc. Indubitavelmente, foram funcionários de bancos que vazaram a lista de pessoas que podem auferir esses montantes. Aliás, o governo teria que obrigar os bancos a devolverem essas diferenças, independente de ter que se entrar em juízo. Passado o prazo, o dinheiro fica e ficou com os bancos. Afinal, isso não é grave, os bancos estão só praticamente dobrando o seu patrimônio a cada ano. E viva “nóis”... E os banqueiros, é claro...

Juca

sábado, 19 de julho de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (De uma dúvida crucial. Não deste assim chamado escriba).
E como ponderava o obcecado em suas – dele – lucubrações: “Não vejo mal algum no que aconteceu entre o Bill Clinton com a Mônica Levinski. Será que alguma alma piedosa, caridosa e beatífica poderia me explicar o porquê de tanta celeuma?

Constatação II (Dúvida crucial via pseudo-haicai).
É um xereta sexual
Também
O voyeur virtual?

Constatação III
Rico fala com convicção; pobre, enrola.

Constatação IV
Quem não lê, não tem assunto. Consequentemente, ficando falando dos outros. E, evidentemente, em condição (a)normal de pressão e temperatura, só mal...

Constatação V (Dúvida crucial, via pseudo haicai).
Foi o jacaré que ‘seliconou’
A sua – dele – “poupança”
E se sentou?

Constatação VI (De diálogos matrimoniais).
Disse o marido recém casado pra mulher:
-“Um pedido teu pra mim é uma ordem”.
Respondeu a mulher:
-“Eu jamais faço pedido. Eu apenas dou uma ordem”.
-“Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer, ah bom mesmo”.

Constatação VII
A cera técnica no jogo de futebol pode fazer falta no final para quem estava todo o tempo fazendo. Mal comparado, às vezes, é o tipo do tiro (de meta ou de falta) que saiu pela culatra (chutado contra o próprio arco).

Constatação VIII
A gente pode não ter ganhado um Prêmio Nobel, mas tem o fato de sempre estar inovando no nosso sistema democrático, representado pelo Executivo, Legislativo e Judiciário. Principalmente nas incongruências...

Constatação IX
Em homenagem ao Dia Mundial do Rock'n'roll passei o dia escutando chorinho, mas com o pensamento respeitoso aos adeptos desse ritmo. Se houver um Dia Mundial ou, ao menos Brasileiro, do Chorinho vou passar o dia escutando os mesmos chorinhos para lembrar a minha homenagem ao Dia Mundial do Rock’n’roll...

Constatação X (Reminiscências...)
O engenheiro Karlos Rischbieter lançou no dia 1° de abril deste ano o livro Fragmentos de Memória, abordando, dentre outros, aspectos da sua vida profissional. Nele, há referência a sua participação na vinda da Volvo para Curitiba. O que me suscitou a lembrança de um fato, com relação à fábrica de ônibus e caminhões sueca que ocorreu quando eu era empregado do BADEP – Banco de Desenvolvimento do Paraná S. A. Vamos a ela, pois:
Lá pela década de 70 fui instado a atender dois funcionários, ligados à comunicação social da Volvo sueca, que chegaram, após passar por São Paulo, a Curitiba. Do aeroporto Afonso Pena levei-os para a Cidade Industrial de Curitiba, a fim de mostrar o terreno aonde iria se localizar a fábrica, como de fato veio a acontecer. Também para que vissem as indústrias já implantadas ou em fase de implantação. Na volta, passamos pela CEASA – Centrais de Abastecimento do Paraná S.A., o terminal abastecedor de alimentos, onde foi explanado como uma provável fonte supridora para o refeitório da empresa. Quando estávamos circulando pelo pátio da CEASA, os suecos se puseram a gritar: “Um caminhão Volvo! Um caminhão Volvo!” Saltaram do carro e começaram a tirar fotos de todos os ângulos possíveis e imagináveis de um caminhão Volvo, modelo da década de 50, que se encontrava estacionado. Copiaram o número do motor, do chassi, da placa, do certificado de propriedade. Abriram o capô, examinaram por cima e por baixo. Fizeram mil perguntas ao proprietário. Após solicitar que fosse posto em movimento, auscultaram o ritmo do motor. Enfim, fizeram um estardalhaço tal que até o guarda em serviço veio ver o que estava acontecendo. Também ele não deixou de levar sua lembrancinha da Volvo, àquela altura distribuída em profusão. Mormente ao dono do caminhão que já estava ficando tonto com toda aquela inesperada atenção.
Em certo momento, o proprietário – um catarinense dono de uma simplicidade e simpatia irradiantes – me chama ao lado e me pergunta:
-“Mas afinal, quem são esses caras aí?”
-“Esses ‘caras aí’ são funcionários da Volvo. Não sei se o senhor sabe, a Volvo vai implantar uma fábrica de caminhões em Curitiba”.
-“Ah é? E vai demorar muito?”, tornou a perguntar.
-“Não. Acho que daqui a dois anos deverá estar pronta”.
-“Então será que o senhor poderia perguntar se, quando os caminhões estiverem prontos, eles me dariam um novo de presente?”


Juca

domingo, 13 de julho de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I
O político mima
O eleitorado
Com sua peroração,
Com sua pantomima,
Com sua empulhação*.
Eleito, esquece,
Com desfaçatez,
Do que falou,
Do que prometeu.
Aí, o safado,
Desaparece.
E, mais uma vez,
O povão
Se f...deu,
Digo, se ferrou.
Coitado!
*Empulhação = “Regionalismo: Brasil. Logro, tapeação, embuste, mentira” (Houaiss).


Constatação II (Com rima apelativa em “ade”).
Eu com mais de 71, minha provecta idade
Vi e asseguro que é verdade:
Pastor explorando a credulidade,
Com promessa de imortalidade;
Padre jurando falsidade
E metido em imoralidade;
Rabino cometendo iniqüidade,
Dando mau exemplo, sem urbanidade.
E também vi, cada vez menos, afetividade
Cada vez mais maldade
Cada vez mais contrariedade.
Presidente, um poço de vaidade;
Desembargador em antijuricidade;
Deputado e senador em cumplicidade
Só roubando que uma barbaridade.
E também prefeito e vereador na maior serenidade.
Gente morrendo em fila, uma infinidade
Por que a Saúde não é prioridade.
Tampouco no Ensino há essencialidade
Que mereça educabilidade.
Violência, dentro e fora da cidade
Com o racismo imperando com irracionalidade
Até nos campos onde deveria haver esportividade.
Brasileiros imigrando ocasionando emotividade,
Por falta de maior oportunidade.
Rico cada vez mais rico por ausência de eqüidade
Pobre cada vez mais pobre por má distribuição da rentabilidade
Sem mudança que se vislumbre uma probabilidade
Enchentes em lugares por falta de permeabilidade
Aquecimento global por excesso de impunidade
Proprietários de terra numa imensidade
Maior que países extraterritorialidade
Como se o mundo devesse ser de sua propriedade
O que não tem nada a ver com a Teoria da Relatividade.
Político discursando com loquacidade,
Enganando o povo de qualquer localidade,
Mas sem dizer algo com razoabilidade.
Mentiras, engodos e empulhações uma diversidade
Com a maior desfaçatez e serenidade
E o que é merecedor de perplexidade
É as gentes acharem que o que dizem é veracidade
O que tornou o fato, para muitos, uma peculiaridade.
Governantes, por favor, mais sobriedade
E parem de mentir também com a palavra: Igualdade.


Constatação III
Rico tem escorregão de comportamento ético; pobre é ladrão.


Constatação IV
Não se pode confundir testa com festa, principalmente no caso que não é uma festa para quem descobre ter um par de chifres na testa. A recíproca não é necessariamente verdadeira, como, por exemplo, é uma festa quando, no último minuto do jogo, o nosso time faz o gol da vitória com a testa, pé, peito, peito do pé, bun, digo, de costas o seja lá como for desde que não esteja impedido e/ou com a mão, cometendo falta, etc.


Constatação V
Deu na mídia principalmente na época do caos aéreo: “Pilotos estrangeiros são alertados de risco de voar no Brasil”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que, de acordo com outras divulgações da mídia, o risco se estende também a caminhar pelas ruas desertas ou não, dentro das casas, chácaras, apartamentos e assim por diante...


Constatação VI
Rico mantém sua presença, mesmo ausente; pobre, não deixa saudades.


Constatação VII
Quando muitos deputados e senadores e outros tantos governantes se inteiraram, na mídia, que “pobreza e fumo aumentam o câncer” devem ter pensado, como de praxe, e o que eu tenho a ver com isso...


Constatação VIII (Sugestão a quem de direito).
Com esse aumento de veículos circulando pelas ruas de Curitiba, tendo em vista, cada vez o maior número dos que entram em circulação, tá na hora de eliminar a reversão à esquerda com a medida, dentre outras, de dotar muitas das ruas com sentido único. O investimento com semáforos e placas de sinalização poderia ser coberta com publicidade das empresas particulares como já vem sendo feito. As ruas com sentido único teriam que ser dotadas de lombadas, eletrônicas ou com elevação e/ou com radar para evitar os abusos de velocidade que fatalmente ensejarão. De nada!

Constatação IX
Deu na mídia: “Carla Bruni nega rumores sobre gravidez”. Taí uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade...


Constatação X
Deu na mídia: “Reunião do G8 no Japão termina sem resultados efetivos”. Alguém tinha alguma dúvida? Alguém se lembra de reuniões desses países ricos resolverem algo a não ser em proveito próprio? Quem se lembrar, por favor, cartas a Rumorejando. Obrigado!

Juca

sábado, 5 de julho de 2008


PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES


Constatação I
Rico é bem-intencionado; pobre, é faccioso.

Constatação II
Rico pondera; pobre, é leviano.

Constatação III
Fui defender minha liderança
Dentro do meu doce lar
Como após a tempestade
Sobrevém a bonança
A também doce cara-metade
Mandou, sem mais delongas,
Xingando-me de xongas*
Eu, incontinente, pirar**.
*Xongas = “coisa nenhuma, nada” (Houaiss).
** Pirar = “Retirar-se discretamente, cair fora, dar o pira” (Houaiss).

Constatação IV
Em certos países, os assaltantes matam como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo. Pelo jeito, pra quem não se importa com o fato, também...

Constatação V
Deu na mídia: “IBGE: mortalidade infantil caiu 64% de 1980 a 2006”. Rumorejando: Imortalidade de deputados e senadores não caiu. Sempre foi de 0%. Salvo rarísssimas (assim mesmo, com três esses para enfatizar o fato...) exceções, alguém se lembra de algum deputado e/ou senador que mereça os encômios da nação?

Constatação VI (“Poesia” do cotidiano).
Ponderou com a patroa
Que a comida não tava boa.
“Vai comer no boteco da esquina
Lá o ‘Jesus me chama’
É iguaria fina,
Recheada com salmonela,
Cozida numa suja panela.
Aí, você cai de cama
E, mais depois, finado,
Nunca mais reclama
Do meu suculento
Cardápio de ensopado
Preparado com esmero
Em fogo lento
E sem exagero
Do meu preferido tempero”.
Coitado!

Constatação VII
Rico faz acordo; pobre, conluio*.
*Conluio = “Cumplicidade para prejudicar terceiro(s); colusão, trama; ajuste maléfico” (Houaiss).

Constatação VIII
Não se pode confundir desperto com esperto até porque tem que ser esperto para adormecer, quer dizer não desperto quando se ouvem discurso de político e/ou as empulhações em época do horário gratuito. E, que fique bem claro, de todos os partidos, sem exceção. A recíproca é como é e tá acabado. Tenho democraticamente dito.

Constatação IX
A pedido do meu dentista
Fiz uma panorâmica,
Um baita de um raio-x.
Eu não sou alarmista
Mas a chapa revelada
De vermelho tava manchada
E me deixou assaz infeliz:
Mostrou dois dentes de cerâmica,
Pontiagudos, assim como, também,
Os que lembram Frankenstein.

Constatação X
“Só um segundo”,
Ela falou
Ao telefone.
Ele esperou
Sem estar insone
Mas, com a demora
E o adiantado
Da hora
Caiu num sono profundo
Quando acordou
Só escutou
Ti... ti... ti...
Aí, incomodado
Pôs-se a pensar
Num raio, não o do círculo,
Nem o da circunferência,
Mas o “que a parta”,
Já que ela está de mim farta.
E se pôs a cantar,
Da vida, fulo,
Sem muita paciência,
O bolero “Sem ti”.
E se sentindo no abandono
Também um pobre dum mono,
Perdeu totalmente o sono.
“Vou pôr os pingos no i”,
Pensou todo amuado.
Coitado!

Constatação XI (Subsídios para uma nova versão de uma velha marchinha de carnaval).
Passou pela minha moleira,
No fim duma segunda-feira
Qual um vento numa veneta*,
Que o pirata da perna de pau
Absolutamente não é perneta
Tampouco, tem cara de mau.
*Veneta = “impulso repentino”.

Constatação XII
Não se pode confundir balela com baleia, principalmente quando alguém conta que montou numa baleia e com o guarda-chuva aberto saiu velejando por mares nunca antes navegados. Não acreditem porque é uma balela. Afinal, não tem guarda-chuva que resista ao vento, sem virar no avesso, provocado por uma baleia singrando o oceano na velocidade que ela normalmente costuma...

Constatação XIII
Deu na mídia: “Um em cada quatro casais no Japão não faz sexo, diz pesquisa”. Taí mais uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Salvo no lamentável caso de se generalizar pelo mundo afora, virando epidemia, endemia, pandemia, coisas assim desse jaez...

Constatação XIV
Amor, teu nome é ternura;
Desamor, teu nome é agrura.
Benquerença, teu nome é doçura.
Desavença, teu nome é broxura

Constatação XV (Coitado!).
Ela sempre cerzia
As meias do marido.
O dedão, um dia,
Também ficou cerzido.

Constatação XVI (Dúvida crucial, via pseudo-haicai).
Dela, a terrível vendeta
Foi exagerar na dose
Da pimenta malagueta?

Constatação XVII (De diálogos um tanto burocráticos e um tanto rimados).
-“Quero que você me apronte
O teu atestado de residência”.
-“A senhora tenha paciência,
Ainda to morando debaixo da ponte”.

Juca