sábado, 19 de julho de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (De uma dúvida crucial. Não deste assim chamado escriba).
E como ponderava o obcecado em suas – dele – lucubrações: “Não vejo mal algum no que aconteceu entre o Bill Clinton com a Mônica Levinski. Será que alguma alma piedosa, caridosa e beatífica poderia me explicar o porquê de tanta celeuma?

Constatação II (Dúvida crucial via pseudo-haicai).
É um xereta sexual
Também
O voyeur virtual?

Constatação III
Rico fala com convicção; pobre, enrola.

Constatação IV
Quem não lê, não tem assunto. Consequentemente, ficando falando dos outros. E, evidentemente, em condição (a)normal de pressão e temperatura, só mal...

Constatação V (Dúvida crucial, via pseudo haicai).
Foi o jacaré que ‘seliconou’
A sua – dele – “poupança”
E se sentou?

Constatação VI (De diálogos matrimoniais).
Disse o marido recém casado pra mulher:
-“Um pedido teu pra mim é uma ordem”.
Respondeu a mulher:
-“Eu jamais faço pedido. Eu apenas dou uma ordem”.
-“Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer, ah bom mesmo”.

Constatação VII
A cera técnica no jogo de futebol pode fazer falta no final para quem estava todo o tempo fazendo. Mal comparado, às vezes, é o tipo do tiro (de meta ou de falta) que saiu pela culatra (chutado contra o próprio arco).

Constatação VIII
A gente pode não ter ganhado um Prêmio Nobel, mas tem o fato de sempre estar inovando no nosso sistema democrático, representado pelo Executivo, Legislativo e Judiciário. Principalmente nas incongruências...

Constatação IX
Em homenagem ao Dia Mundial do Rock'n'roll passei o dia escutando chorinho, mas com o pensamento respeitoso aos adeptos desse ritmo. Se houver um Dia Mundial ou, ao menos Brasileiro, do Chorinho vou passar o dia escutando os mesmos chorinhos para lembrar a minha homenagem ao Dia Mundial do Rock’n’roll...

Constatação X (Reminiscências...)
O engenheiro Karlos Rischbieter lançou no dia 1° de abril deste ano o livro Fragmentos de Memória, abordando, dentre outros, aspectos da sua vida profissional. Nele, há referência a sua participação na vinda da Volvo para Curitiba. O que me suscitou a lembrança de um fato, com relação à fábrica de ônibus e caminhões sueca que ocorreu quando eu era empregado do BADEP – Banco de Desenvolvimento do Paraná S. A. Vamos a ela, pois:
Lá pela década de 70 fui instado a atender dois funcionários, ligados à comunicação social da Volvo sueca, que chegaram, após passar por São Paulo, a Curitiba. Do aeroporto Afonso Pena levei-os para a Cidade Industrial de Curitiba, a fim de mostrar o terreno aonde iria se localizar a fábrica, como de fato veio a acontecer. Também para que vissem as indústrias já implantadas ou em fase de implantação. Na volta, passamos pela CEASA – Centrais de Abastecimento do Paraná S.A., o terminal abastecedor de alimentos, onde foi explanado como uma provável fonte supridora para o refeitório da empresa. Quando estávamos circulando pelo pátio da CEASA, os suecos se puseram a gritar: “Um caminhão Volvo! Um caminhão Volvo!” Saltaram do carro e começaram a tirar fotos de todos os ângulos possíveis e imagináveis de um caminhão Volvo, modelo da década de 50, que se encontrava estacionado. Copiaram o número do motor, do chassi, da placa, do certificado de propriedade. Abriram o capô, examinaram por cima e por baixo. Fizeram mil perguntas ao proprietário. Após solicitar que fosse posto em movimento, auscultaram o ritmo do motor. Enfim, fizeram um estardalhaço tal que até o guarda em serviço veio ver o que estava acontecendo. Também ele não deixou de levar sua lembrancinha da Volvo, àquela altura distribuída em profusão. Mormente ao dono do caminhão que já estava ficando tonto com toda aquela inesperada atenção.
Em certo momento, o proprietário – um catarinense dono de uma simplicidade e simpatia irradiantes – me chama ao lado e me pergunta:
-“Mas afinal, quem são esses caras aí?”
-“Esses ‘caras aí’ são funcionários da Volvo. Não sei se o senhor sabe, a Volvo vai implantar uma fábrica de caminhões em Curitiba”.
-“Ah é? E vai demorar muito?”, tornou a perguntar.
-“Não. Acho que daqui a dois anos deverá estar pronta”.
-“Então será que o senhor poderia perguntar se, quando os caminhões estiverem prontos, eles me dariam um novo de presente?”


Juca

Nenhum comentário: