quarta-feira, 20 de agosto de 2008

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (Balanço e Balancete de Pessoa Física).
Rico sempre tem na coluna “Ativo”: Realizável a Curto e Longo Prazo; pobre, na coluna “Ativo”: quase nada e na coluna “Passivo”: Exigível a Curtíssimo Prazo.


Constatação II
O meu grande amigo e ex-colega do BADEP – Banco de Desenvolvimento do Paraná S.A., Renato Emilio Coimbra, um dia, após ler o jornal, me perguntou o que queria dizer Yom Kipur. –“É o dia do Perdão”, respondi. “Nesse dia, os religiosos vão à sinagoga, a fim de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos durante o ano”. E a pergunta veio rápida: “E chega só um dia?”...


Constatação III
Cada vez que um novo governo assume a liderança do nosso país e novos deputados, senadores e demais são eleitos, tem-se a impressão que o pessoal vem com o intuito de que “agora é a nossa vez”*.
*Fica a critério dos meus prezados leitores a interpretação do que se refere a tal da “nossa vez”...

Constatação IV
E como elucubrava aquele obcecado: “A erectibilidade é tão importante, se não mais, do que a liberdade, igualdade, fraternidade da revolução francesa”.


Constatação V
Não se pode confundir Hong Kong com King Kong, muito embora Hong Kong possua prédio alto, como Nova Iorque, que King Kong podia alcançar, como ficou provado no filme realizado no país que é a maior potência do Planeta.


Constatação VI
E, ainda, não se pode confundir chuncho com funcho, até porque funcho é uma erva aromática que, evidentemente, cheira bem e chuncho sempre envolve determinado tipo de erva que cheira mal, muito mal...


Constatação VII (Perdão, antecipadamente, caros leitores).
Não se pode confundir ocupado com culpado, até porque o cidadão que tenha ocupado o banheiro público, anteriormente às necessidades de quem veio depois, não é culpado pelos apuros eventualmente ocasionados. A recíproca é como é. Tenho espontânea e didaticamente dito.


Constatação VIII (De matemática concernente ao bem-bom).
Dependendo da idade da parceira e da gente mesmo, espelho no teto não resolve o objetivo colimado. Há que se valer dos remédios. Diretamente proporcional, portanto.


Constatação IX
Deu na mídia: “Vítimas de violência sobrecarregam hospitais no país”. Data vênia como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que as cadeias, nem tanto...


Constatação X (De diálogos repetitivos).
-“Doutor. O senhor não acha que essa minha dor de cabeça pode ser algum tumor que eu tenha na cabeça?”
-“Não. Eu acho que o senhor botou minhoca na cabeça”.


Constatação XI (De diálogos políticos mentirosos [político mentiroso é pleonasmo...]).
-“Deputado. Não tenho lhe visto mais na nossa rua”.
-“É que mudei de casa”.
-“Quer dizer que não somos mais vizinhos?”
-“Ah! Isso não. Gente como vocês serão sempre meus vizinhos, porque morarão, eternamente, junto ao meu coração”.


Constatação XII
Rico tem lesão parcial do complexo ligamentar lateral do tornozelo esquerdo; pobre, pisa na bola.


Constatação XIII
Errar é humano; perdoar é induzir a pessoa que errou novamente ao erro...


Constatação XIV (De diálogos matrimoniais).
Comentou a paulista pro marido, depois de ouvir o noticiário na televisão:
-“A Polícia apreendeu, em 2007, aqui em São Paulo, mais de 11,5 milhões de produtos falsificados, importados sem nota fiscal. A maior parte, veio da China”.
Disse o marido, sem tirar os olhos da página esportiva, quando o Corinthians estava ameaçado de rebaixamento como de fato veio a acontecer:
-“É. Parece que nisso nós também somos bons. E a China, hein? Anda estourando em matéria de exportação”.


Constatação XV
Não se pode confundir opacidade, que o dicionário Houaiss define como “qualidade, estado ou propriedade do que é opaco; ausência de transparência”, com capacidade, até porque muito deputado e senador que no seu mandato passa numa opacidade total tem a capacidade de faturar uma nota alta, usando o que instituiram ser de direito através dos seus altos proventos – ainda que as custas do povo –, acrescido de outros negócios não necessariamente transparentes. A recíproca não é verdadeira. Tem gente que, com sua elevada capacidade recebe proventos compatíveis a ela. Como exemplo, os ganhadores de prêmios científicos, literários, artísticos, etc.

Juca

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