sábado, 7 de março de 2009

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I
O inverno já passou a primavera em Curitiba e agora está passando o verão. Quais serão suas intenções para o outono? Quem souber, por favor, correspondência para o e-mail de Rumorejando. Obrigado.

Constatação II (Sugestão de um modelo de recibo para maus pagadores).

R E C I B O

Recebi do Sr. João dos Anzóis a importância de R$ 100,00 (cem reais), concernente à devolução de um empréstimo, que já era considerado perdido, em face da demora da respectiva devolução.
Por ser verdade, firmo, eufórico, jubiloso, feliz o presente recibo na presença de duas testemunhas.
Curitiba, 08 de março de 2009.
(Seguem-se as três assinaturas, em duas vias).

Constatação III
Com todo esse movimento do trânsito em Curitiba está na hora, ou melhor, até já passou da hora, de eliminar a reversão à esquerda. Como é sabido, a reversão à esquerda é assaz egoísta. Os carros que vêm atrás são obrigados a esperar caso o que vai reverter esteja esperando que passem todos os carros em sentido contrário. Com a sua eliminação, muitas ruas passariam a ter sentido único e radares instalados em pontos estratégicos, devidamente anunciados e difundidos da sua existência, mais lombadas eletrônicas ou não, evitariam os excessos de velocidade fatalmente advindos. A instalação de mais semáforos também será necessária.

Constatação IV
E já que se anda falando tanto em castelo, em Minas Gerais ou alhures, vale lembrar que o selvagem capitalismo é um castelo de cartas de um baralho de pôquer; o utópico socialismo é um castelo de cartas de um baralho de truco. Coincidentemente, nos dois jogos se blefa...

Constatação V
Não se pode confundir comprava com comprova, até porque não havia necessidade, no passado, de que o que se comprava não era fresco, portanto não precisava de data de validade e coisas desse jaez que se supõe que comprova. Bons tempos aqueles.

Constatação VI (De ponderações úteis. De nada!)
Quando as sábias, joões-de-barro e outros pássaros fazem ninho em algum local da tua casa, pode ter certeza que – contrariando a opinião dos teus inimigos – você não é um fdp. O fdp, ou melhor, os fdp’s são eles.

Constatação VII
Repercutiu
Na cidade pequena
Que a morena
Sumiu.
Na realidade,
O carnaval
Na cidade vizinha
Era de maneira tal
Imperdível,
Impossível,
Segundo ela
De não participar.
Ela viajou sozinha,
Deixando o pobre marido,
Quase a desmaiar,
Completamente perdido
Na companhia da mãe dela
Que era só maldade
Mais perniciosa,
Mais perigosa
Que uma mortadela
Com prazo de validade
Vencida, no supermercado.
Coitado!

Constatação VIII (Subsídio para os musicólogos, e, particularmente, para o Amigo Hélio Rodriguez).
Indubitavelmente, a música Três lágrimas, de autoria de Ary Barroso – que este assim chamado escriba prefere cantada pelo “Cabloquinho querido”, Silvio Caldas, ainda que as interpretações de Orlando Silva e Maysa são muito bonitas – absolutamente não foi inspirada em carpideiras...

Constatação IX
E como comentava o anatomista com os amigos a sua – dele – desventura amorosa:
“Aí ela fez trabalhar o adutor magno, aquele que se insere na tuberosidade da região glútea e o músculo tibial posterior, aquele que faz a inversão do pé e funciona na extensão e adução dele. Daí, como eu tive uma emoção forte, vendo aquela maravilha ali, oferecida e a minha inteira disposição na posição decúbito dorsal, acionando o músculo adutor das pernas, vejam, depois de muito tempo de insistência para ela ir comigo a um motel, me sucedeu a desgraça tão temida: tive uma disfunção erétil o que ocasionou nela uma gargalhada estrondosa que ela não conseguia estancar, que deve ter doído até o Risório de Santorini além da região abdominal. Quando ela se refez ela enunciou aquela frase terrível que não consola nem ajuda alguém: ‘Não ligue querido, isso acontece... ’ “Coitado de mim!”

Constatação X
O gol de Robinho contra os italianos merece ir para a antologia do futebol. Tenho na minha modesta e abalizada opinião – me revelando o técnico número 200.000.001 do Brasil – dito.

Constatação XI
Rico é senhor de si; pobre, é mascarado.


Juca

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