sábado, 21 de março de 2009

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (Medidas não convencionais de tempo).
Por ficar esperando a mulher se aprontar, ele impaciente, sabia quantos passos mediam todas as peças da casa, inclusive os banheiros e quantas baforadas de cachimbo ela demorava.

Constatação II (Ah, esse nosso vernáculo).
Ela fazia fita para iniciar um tratamento fitoterápico: “Reflita, ele conflita com as minhas convicções alopáticas e alopráticas, quero dizer alopradas”.

Constatação III (De conselhos úteis).
Prova documental de entrada e saída de um estacionamento onde o sujeito costuma deixar o carro pode servir de álibi. Isso se a mulher não se der conta e aceitar a ponderação ao ter chegado tarde em casa. Na realidade, tal não prova absolutamente nada. O maridão pode, depois, pegar um táxi e ir pro motel com uma gata. O táxi não deve ser pego no estacionamento e, em nenhuma hipótese, ser aquele com motorista velho conhecido da família. Afinal, ele pode ter vocação para chantagista ainda não revelada. De nada!

Constatação IV (De uma dúvida crucial).
A Justiça tarda, mas não falha?

Constatação V (Quadrinha para ser recitada em festa infantil).
A fada madrinha
É muito boazinha
Ela me traz presente
Quando tô com dor de dente.

Constatação VI (De outra dúvida não necessariamente crucial).
O esporte radical foi inspirado em apresentações circenses?

Constatação VII (Teoria da Relatividade para principiantes).
É muito melhor vestir camisa de força do que pijama de madeira.

Constatação VIII
A vassoura de piaçaba também é um meio de transporte?

Constatação IX
Quando eu era criança eu olhava para o alto e nas nuvens vislumbrava rostos, árvores e animais; agora, com setenta e dois anos, eu só olho para baixo, cuidando para não tropeçar...

Constatação X (Teoria da Relatividade para principiantes).
A Guerra dos Cem Anos, que não levou exatos cem anos parece ser a mais longa da História. Esta como qualquer outra, para os familiares dos soldados levou e leva uma infinidade de anos para acabar. Se é que acaba...

Constatação XI
E como dizia aquele machista: “Mulher não raciocina jamais; ela apenas intui, quando muito”.

Constatação XII
Depois da promessa,
O candidato
Riu a beça:
“Enganei mais um pato”.

Constatação XIII (Mais uma dúvida crucial. Perdão antecipadamente caros leitores).
Dizem que a oportunidade
É careca.
Será que ela tem vontade
De passar na sua oca cabecinha
Alguma loção ou, de galinha,
Meleca?

Constatação XIV
Dizem que errar é humano e perdoar é divino. Data vênia, como diz nossos juristas, mas Rumorejando só acha divino para aquele – e só pra ele – que foi perdoado.

Constatação XV
A junta médica disse que o enfermo tava perdido. Perdidos estavam os médicos da junta. O assim chamado enfermo se curou com chás do tempo da vovó (dele) e, mais, sem o indefectível efeito colateral.

Constatação XVI
O bebê nasceu prematuramente. A sogra* não perdoou: “Também foi concebido prematuramente antes do casamento”.
*Não ficou claro se foi a sogra dele ou dela. Talvez as duas. Rumorejando se compromete a averiguar e tão logo saiba, dará a conhecer aos seus prezados leitores.

Constatação XVII (Crise financeira mundial).
Num banco, que a gente trabalha,
O meu saldo
É nada mais
Que um ínfimo rescaldo,
Uma migalha
Como nos demais.

Constatação XVIII
O pobre do marido
Em tempo assaz periódico
Escuta a peroração dela,
Bastante aborrecido,
Ar acabrunhado,
Prostrado,
Abatido
Que a compra foi uma bagatela
Por um preço módico.
Coitado!

Constatação XIX
Ela me fez seu joguete,
Disse que eu era mixo
E me deixou no lodo
Depois quis me varrer,
Com o rodo,
Para debaixo do tapete
Como ela faz desaparecer
O lixo.

Constatação XX (Quadrinha de onze estrofes (undeciminha?) de dúvida crucial troglodita, digo poliglota).
Quando o meu Paraná perde
Um coitado
De um torcedor francês
Será
Que ficará,
Como eu, insone
E, talvez,
Dirá
Merde,
Ou, se for educado,
Les cinq lettres de Cambronne?

Constatação XXI (E já que falamos no assunto...)
Recado ao Amigo Ernani Buchmann: Faz favor de dar uma mão – ou como se escrevia antigamente, na velha ortografia, u’a mão – ao nosso time Paraná. Tá feia a situação. Obrigado pela atenção.

Juca

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