sábado, 6 de junho de 2009

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I

Deu na mídia: “Reduzida pena de iraquiano que atirou sapatos em Bush”. Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando ouviu rumores que o cara ia receber uma condecoração por ter virado unanimidade internacional.

Constatação II
(Teoria da Relatividade para principiantes).
É muito melhor ter oscilações no mercado do que no desempenho sexual.

Constatação III
Perspicaz
Como sempre foi
A vaca
Não foi capaz
De fechar a matraca
Do seu marido
Ultimamente
Azedo
Tão-somente
Agora, o casto,
Já gasto
E pacato boi
Considerado,
Outrora,
Quando, desde cedo,
Despontava a aurora,
O rei do pasto,
E do mais lindo mugido.
Coitado!

Constatação IV
E foi a formiga
Que se queixou
Pra comadre,
Sua grande amiga:
“O compadre
Acha que eu estou
Relaxada,
Engordando,
Embuchando
Nessa idade madura,
Ficando
Sem cintura”.
Coitada!

Constatação V
“Não há comiseração.
Aqui não se perdoa”,
Disse a leoa
Pra o seu marido leão.
“Venha cumprir a tua obrigação.
Eu sei que você foi ao cabeleireiro
Pentear a juba
E os pelos do teu rabo no traseiro.
Não seja beócio!
Tire da cabeça esse negócio
De suruba
Com outros animais.
Vou te fazer,
Com devoção,
Algo que nunca te fiz jamais.
Não me vem dizer
Que está cansado”.
Coitado!

Constatação VI (De diálogos conjugais).
E como dizia o físico para a sua mulher, também física, na hora do bem-bom: “Não esqueça, meu amor, que movimento vibratório é o de um corpo afastado da posição de equilíbrio para a esquerda e para a direita deste, que executa um movimento de vaivém. E ela, jogadora de truco, aprendido na faculdade, levantou pra seis na hora: “Tudo bem. Mas lembre-se, meu querido, amor da minha vida, que freqüência é o número de vibrações por unidade de tempo...”

Constatação VII
Muito ativo
Muito vivo
Ao setor público
Foi lesivo.

Constatação VIII
Quando a gente é guri
A grande literatura
É o super-homem do gibi.
Outra, a gente não atura.

Quando a pessoa fica madura
A preferência muda
Lê-se o corpo humano “in natura”
E anatomia feminina a gente estuda.

Quando a pessoa envelhece
A leitura passa pro gênero sensual
Pra ver se aquilo que esmorece
Volta à condição antiga normal.

Quando se está caquético
A leitura passa ao jornal esportivo
Pra saber do Coritiba ou Atlético
Ou do Paraná se ainda tá vivo.

Constatação IX
Quando estragou a televisão
E o cara rádio não ouvia
Nem jornal lia,
Como por encanto
E para seu grande espanto,
Deixou de ter depressão.

Constatação X
Para o zagueiro
E para os demais
Falou
O goleiro;
“Na minha frente, nada.
Deixe que eu encaixo”.
A falta foi mal cobrada.
O artilheiro
Pegou na orelha da bola
Como não fizera jamais.
Até parecia
Que chutou
Com a sola.
E acertou
O infeliz
Longe do nariz
Mais precisamente no país
De baixo.
E logo ele que havia
Se preparado
Pro casamento
No próximo dia.
Que tormento!
Coitado!

Constatação XI
Ela deu um olhar secante
Que resvalou nele como uma tangente
Mas antes ela havia dado corda.
E ele pensou: “Nós somos extremos de um diâmetro.
Ainda que Cupido tentou nos atingir com uma flecha,
Após dar voltas, qual circunferência
Cada vez com raio menor”.
Agora ela me parece um purgante
Igual a tanta gente
Que te aborda
E de distância estamos um decâmetro
O que corresponde uma grande brecha
Por ela não tenho alguma apetência
Já que por aí existe coisa muito melhor.

Constatação XII
Por que será que raramente os jogadores brasileiros pedem desculpas ao adversário quando fazem falta ao contrário de boa parte dos jogadores da Europa? Será que é por uma questão de nível ou de falta de orientação?

Constatação XIII (Quadrinha para ser recitada quando se quer desmanchar o namoro).
“Ver para crer como São Tomé
É preciso, como tudo, ter fé,
Seja na reza ou no candomblé
Você sabe fazer pelo menos um café?

Constatação XIV
“Tô regenerado”,
Ele disse pra mulher
Ao chegar
Em casa tarde
Totalmente chumbado.
“Por favor, não faça alarde”.
Levou o dele com o cabo de madeira
Da colher
Que lhe fez um galo na moleira.
“Vou te deixar
No ostracismo,
Por causa do teu caradurismo”,
Ela se pôs a gritar.
“Vire-se sozinho.
Ponha-se a buscar
Um pingo de carinho.
De ora em diante
Não conte comigo
Nem por um instante.
Você virou meu inimigo.
Seu pilecado”.
Coitado!
Coitado?

Juca

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