domingo, 6 de setembro de 2009

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I
Rico ganha abastança*; pobre, perde a esperança.
*Abastança = substantivo feminino
1 provimento satisfatório ou suficiente
2 excesso de provimentos e haveres; abundância, riqueza.
3 vida segura, confortável, sem privações ou problemas de subsistência (Houaiss).

Constatação II
Um otimista sempre vai achar que o Paraná volta para a Primeirona do Brasileirão; o pessimista, que ele cai para a Terceirona; o realista que ele deverá continuar na Segundona. Esta, parece ser a mais provável. Triste sina...

Constatação III
Não se pode confundir provisão com profissão, muito embora muitos políticos fazem de seus cargos uma profissão, recorrendo a alguma provisão de numerário, não necessariamente honesta, independentemente de seus estratosféricos salários.

Constatação IV
Não se pode confundir colunável (Quem aparece nas colunas sociais [e/ou policiais]) com colimável (passível de se ter em vista; pretenso), até porque nem sempre é possível obter o objeto, pessoa ou coisa que se deseja por meios lícitos ou não com o fito de passar a ser colunável. A recíproca é como é e tá acabado. Tenho democraticamente dito!

Constatação V
Parcos pode ser substantivo ou adjetivo; porcos, também. Mas nem por isso deve-se confundir uns com os outros.

Constatação VI
“Eu achei o pedido da ministra incabível”, disse a ex-secretária da Receita Federal Dilma Vieira se referindo a Ministra Dilma Roussef. Taí mais uma expressão sendo inaugurada em depoimento. E a sua utilização, embora soe estranha, está correta. Igualmente como foi a de um outro ministro que usou o “imexível”. A utilização de ambas é infrequente (epa...).

Constatação VII
Esse pessoal do PT que votou a favor do Sarney agora tenta justificar o voto (“Obedeci ordens porque sou homem do partido”), para estar bem com todos. Os nazistas também, segundo eles, obedeciam a ordens. Tá na hora desse pessoal do PT se dar conta de quem bate o córner não consegue também cabecear. A falta de caráter virou pandemia...

Constatação VIII
Disse a mulher na praia para o marido: “Pare de olhar para essas meninas todas”.
Disse o marido: “Não sou eu que estou olhando pra elas. São elas que estão olhando pra mim. Como você já deve ter se dado conta, no meu caso específico, charme não se compra em farmácia”.
Contestou a mulher: “Mas xarope tem de todas as marcas”.

Constatação IX
Uma livraria cá de Curitiba colocou junto a sua placa indicativa uma máxima, atribuindo sua autoria ao grande escritor gaúcho Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas; os livros mudam as pessoas”. A autoria da frase é contestada. Segundo os entendidos ela foi proferida pelo romano do século II a.C. Caio Graco. Rumorejando gostaria de receber informações dos seus leitores a respeito. Obrigado.

Constatação X
Travado
Pelo zagueiro,
De gol com gana e sede,
O artilheiro
Chutou-o e também a bola.
Esta, quicou
Como se tivesse cola
E ficou
Ali ao lado.
O coitado do zagueiro,
Ao ser chutado,
Voou
Raspando o travessão.
Acabou
Estatelado
Na rede
Onde se emaranhou
Na maior contusão.
Coitado!

Constatação XI
Nada de ladainha!
A credibilidade
Da Situação
E da Oposição
Tá um caco.
Na realidade,
Eles sempre foram farinha
Do mesmo saco.

Constatação XII
Se o Homem foi criado à semelhança de Deus, como se propaga por aí, a Sua imagem como é que fica?

Constatação XIII
Rico dispõe de tudo; pobre, eventualmente do entrudo.

Constatação XIV
Deu na mídia: “Presidente da Inguchétia retorna dois meses após atentado”. E Rumorejando que achava que seus conhecimentos de gografia estavam em dia. Inguchétia?

Constatação XV
E como dizia o obcecado para a solteirona convicta, parodiando o antigo partido União Democrática Nacional - UDN (“O preço da liberdade é a eterna vigilância”): “O preço da ignorância é a eterna vigilância. E o preço da vigilância é a eterna ignorância”.

Constatação XVI
E já que falamos no assunto da incompreendia liberdade, o livro Poemas para a Liberdade, do escritor Manoel Andrade, catarinense radicado em Curitiba, publicado em vários países da América do Sul, saiu em português, pela editora Escrituras de São Paulo, numa edição bilíngue. Leitura obrigatória , como diriam os críticos.

Juca

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