sábado, 17 de outubro de 2009

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I
Tem gente que encobre
De já ter sido nobre
Quando descobre
Que não é mais rico, é pobre.

Constatação II
Enquanto ela rebolava
Num sensual saracoteio,
Por causa de comentários libidinosos
Que se referiam aos seus dotes apetitosos,
O marido, vexado, incomodado,
Se meteu num sururu
Onde muita rasteira,
Muita bordoada rolava,
Por baixo, por cima e pelo meio,
Além de golpes de capoeira,
Que doía mais que rabo-de-tatu.
Coitado!

Constatação III
Dentre os muitos e-mail’s recebidos após a publicação de “O terror que matura”, no dia 11 de outubro, transcrevo do meu amigo e colega Abelardo Perseke Junior:
“Juca:


Deixe o futebol, esta loucura,
Que torna em vinagre a água mais pura
Que endeusa vagabundos de feroz feiúra,
E viva a poesia, que esta sim, em ti perdura,
Pois este teu poema, de alvear secura,
Foi para mim, serena criatura,
Motivo de prazer, que dura
A Eternidade que tanto procura...

Abelardo, e, parabéns ( e pêsames pelo Paranito)”.

Constatação IV
E já que falamos no assunto, como disseram os poucos neurônios sobreviventes deste locutor que vos fala, digo digita: “O terror que matura, com as 166 rimas em ura, contadas pelo Amigo Sérgio Antunes de Freitas, no seu site www.reforme.com.br/kitnet, pra nós, pobres neurônios, foi uma radical e sofrida aventura. Hurra! Hurra! Quer dizer, Ufa! Ufa!”

Constatação V
Foi a massa de ar quente
Que disse pra frente fria,
Demonstrando alegria:
“Vamos criar uma chuvinha
Grossa ou fininha
Ou se você quiser um furacão
Com relâmpago e trovão”?

Constatação VI
Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que a garota que faz a publicidade, na televisão, como funcionária da Caixa Econômica Federal, na cidade de Califórnia, no meu estado, o Paraná, merece um prêmio pelo seu desempenho. Parabéns!!! Rumorejando, sem ter bola de cristal, prevê um futuro brilhante como atriz pra “Mari” ou “Marilyn”.

Constatação VII
Foi uma picuinha,
Uma questiúncula
Ou uma boutade
A pergunta pro rei
Da magra rainha:
Perdoai-me, Vossa Majestade,
Segundo eu sei,
Não deveis
Esquecer
Que os reis
Não devem cometer
Nunca um pecado,
Mormente o da gula.
Coitado!

Constatação VIII (Ah, esse nosso vernáculo).
Os noivos para cortarem o bolo do casamento, cortaram um doce.

Constatação IX (De conselhos úteis).
Não deve ter uma namorada
Quem sofre de ronco na barriga,
Pois pode assustar a coitada
E o bem-bom redundar em briga.

Constatação X
Ríspido, ele foi considerado,
Apenas por falar mal da sogra
Ao considerá-la não mais que uma ogra.
Ele só havia dito a verdade. Coitado!

Constatação XI
Não tem algum sentido
Discutir com a sua Maria
E depois ficar deprimido
Afinal não se briga com a chefia...

Constatação XII (Ainda sobre o gol vergonhoso do meu Paraná).
Considerou a derrota do seu time um baita revés.
E pior, o gol validado tinha sido com a mão.
Comentou: “Talvez eu não tenha razão,
Isso que se chama meter as mãos pelos pés”.

Constatação XIII (Dúvida crucial, com rima não apelativa e passível de mal-entendido).
O rechonchudo
E a rotunda
Rolaram e fizeram de tudo,
Merecendo uma tunda?

Constatação XIV
Quando um médico começa a ficar enfermo (Rico fica enfermo; pobre, doente), ele perde a credibilidade dos seus pacientes ou estes consideram a máxima de que “casa de ferreiro, espeto de pau”.

Constatação XV
Rico é ilibado; pobre, censurável.

Constatação XVI (De um pseudo-soneto).

O condenável caçador de dotes
Que vivia até com puídas calças
Recebeu,do pai da noiva, potes
De uma bolada de notas falsas.

A atitude fez nele um ressentimento,
Mas como a noiva era muito querida
Pesou o custo/benefício do casamento
E pensou: “Vamos enfrentar a nova vida”.

Aí, acabou engolindo o fel do veneno.
Sempre acaba existindo uma boa mulher,
Atrás de um homem grande ou pequeno.

Rejeitou do sogro uma oferta de emprego
Que disse que trabalhar se faria mister.
“Afinal, tenho que preservar o meu sossego”.

Constatação XVII
Quem é bitolado só vislumbra uma única solução, ou nenhuma, diante de um problema, mesmo que neste haja inúmeras variáveis.

Constatação XVIII
Diz a sabedoria popular que “quem não chora, não mama”. Já no caso de político, chorando ou não, mama...

Juca

Nenhum comentário: