sexta-feira, 26 de março de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (Via pseudo-haicai).
O político provocou um murmúrio.
Por todas as partes só se ouvia:
“Chegou aquele cara espúrio”...

Constatação II (Com rimas forçadas).
A batráquia e o batráquio,
Pouco a pouco,
Foram tendo um colóquio
Meio lóquio, digo louco.

Constatação III (Via pseudo-haicai).
Teve que correr uma milha
Para não saldar seu débito
Com o vendedor de barquilha.

Constatação IV (Com as minhas homenagens, via pseudo-haicai).
A “top model”, que cadência!
Nunca, jamais
Perde a malemolência.

Constatação V (Via pseudo-haicai).
Não há quem não claudique
Diante de um 38
E não tenha um tremelique.

Constatação VI
Não se deve confundir provar com aprovar, muito embora pareça óbvio que, para aprovar, há que se, primeiro, provar. No entanto, nem sempre isso se verifica, pois existem aqueles pertencentes ao time do: “não vi e não gostei”, “não experimentei e não gostei”, “não comi e não gostei” e assim por diante...

Constatação VII (Ah, esse nosso vernáculo, meio rimado).
O fã,
Cara de bobão,
No afã
De abraçar
A sua fã,
Deu a impressão
Que queria afanar
Seu roupão.
Não teve perdão,
Levou um safanão.

Constatação VIII
Rico mete os peitos; pobre é despeitado.

Constatação IX (Passível de mal entendido).
Levou uma martelada e ficou com medo de ficar com o mal-do-veado*
*Mal-do-veado = o tétano.


Constatação X (Ah, esse nosso vernáculo).
Ela, por viver em barreguice*, acabou ficando com barriga e com dor de barriga.
*Barreguice = Concubinato.

Constatação XI
E como ralhava aquela mãe para o seu filho que não parava de encher: -“Mãe, quero isso. Mãe, quero aquilo”:
“Pare de amolar
E venha aqui.
Se não, vá catar
Baquiqui”*
*Baquiqui = Molusco que vive em água salobra ou enterrado no lodo.

Constatação XII (Sugestão de um slogan para o laboratório que fabrica o viagra, via pseudo-haicai. De nada!):
Com viagra,
Se melhorar,
Estraga.

Constatação XIII
Chicletes, o dia inteiro,
A gatona masca,
Do começo ao fim.
Mesmo assim,
Como eu a vi primeiro,
Ninguém tasca!

Constatação XIV (De diálogos meio confusos).
-“O Tadeu,
No crepúsculo,
Estremeceu
Com uma dor no músculo.
Foi uma mordida,
Bem fu, digo ardida
Que lhe deu
Um corpúsculo”.
-“Você querida
Julga
Que foi
Um boi ?”
-“Não. Não foi.
Nem alguma fera,
Pra ser sincera,
Era uma pulga”.

Constatação XV
Rico tem dispepsia; pobre, arrota.

Constatação XVI (Didática).
Litotes,*
Para teu conhecimento,
Anotes
Em teu vocabulário:
“Modo de afirmação
Por meio da negação
Do contrário”.
* O Aurelião ainda dá como exemplo: “Não é nada tolo (por ‘é muito esperto’)”.

Constatação XVII
Definição:
Existem pessoas,
De coração,
Muito boas
Que são,
De espírito, coroas
Do tipo turrão.


DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I
Existe cara mais chato do que aquele a quem a gente dá uma carona e ele se põe a criticar o itinerário escolhido ?

Dúvida II
Foi a chuchu beleza que disse que “o chuchu estava bom pra chuchu” ?

Dúvida III
Por que será que, em certos países, os órgãos públicos não entram em acordo para aproveitarem a mesma valeta para a instalação, ampliação e/ou reforma das redes de água, esgoto, telefone, luz e força, águas pluviais, etc. etc. ?

Dúvida IV
Se no escuro, todos os gatos são pardos, de qual cor será que ficam, nas mesmas condições, as eminências pardas ?

Dúvida V
Será que o Papai Noel fica enchendo o saco, lá no Pólo Norte, os restantes 364 dias do ano que não são Natal ?

Dúvida VI
Foi do jardim,
Ou do quintal,
Que deram fim
À roupa do varal ?

Dúvida VII
Apertem o cinto que o piloto (rea)ssumiu ?

Dúvida VIII (Via pseudohaicai).
Zás-trás,
Perdeu o
“Rouba, mas faz” ?

Dúvida IX
Será que nossas dívidas não eram para serem perdoadas no dia 1º de janeiro do ano 2000, em comemoração a virada do século ?

Juca

quinta-feira, 18 de março de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I

Não se deve confundir enche com preenche, muito embora quem vai e preenche um formulário, como, por exemplo, o de declaração de bagagem, normalmente, se vê obrigado a responder muitas perguntas do dito cujo e não pode deixar de se permitir de fazer o seguinte comentário: “como enche cada vez que a gente preenche esse tipo de coisa”.


Constatação II

E como dizia aquele sujeito muito educado: “Eu gostaria de lhe pedir a gentileza do senhor me passar o seu relógio e o seu dinheiro, tendo em vista que esta arma está carregada e ela é, como eu, muito sensível”.


Constatação III (Via pseudohaicai).

A petulância

É íntima

Da abundância.


Constatação IV

E como explicava o mercosulense: “Bostejar, em espanhol, quer dizer bocejar, muito embora, para nós, brasileiros, não pareça”...


Constatação V(Deu nos jornais: “Fila para prevenir câncer de próstata”).

Rico, quando faz exame da próstata, o faz através do psa e da ecografia; pobre, leva dedo.


Constatação VI

Na década de 90, mais precisamente no fim de 1998, os jornais publicaram: “Exportação perde US$10 bilhões com barreiras dos EUA”. Naquele tempo a gente pensava "Que diabo de globalização é essa que só eles é que podem proteger a sua – deles – economia ? Pelo jeito, barreira na economia dos outros países não arde". Agora o Brasil, depois de tanto levar fumo, retaliou os nossos irmãos do norte em represália as nossas exportações de algodão. Bem feito...


Constatação VII (De conselho úteis).

Se você já não agüenta

A tua sogra rabugenta

Que só te apoquenta,

Que só te atormenta,

Não esquenta:

Diga a ela que após os quarenta

A gente fica sedenta

Da paz, que nos alenta.

Se mesmo assim ela não se ausenta

Ameace contratar o João Pimenta,

Mais conhecido por João Arrebenta,

Aquele de pele bexiguenta,

E de cara sardenta

E que transforma gente em polenta...

Você vai ver como teu cartaz aumenta

Com essa tua assim chamada “parenta”.

Aliás, é uma idéia que sempre me tenta

E que muitos anos me acalenta...


Constatação VIII (E assim nós vamos. Viva “nóis”).

“Operários aceitam redução de salário”. Esta nefasta notícia lembra a história do cidadão que, cada vez, diminuía a ração do seu cavalo para ver se ele se desacostumava a comer. Quando o cavalo já estava se desacostumando, aí ele morreu...


Constatação IX

Tomei

Um diclofenaco

Dietilamônio

Porque a sogra,

Aquela ogra,

Me encheu o saco

De olho

No restolho

Do meu escasso patrimônio.

Quase finei.


Constatação X (De conselhos úteis dados por um expert recentemente. De nada!).

Se foi extremamente mal

O teu time favorito

No campeonato nacional

Não fique aflito,

Muito menos constrito,

Pegue um apito

E vá pular o carnaval

No maior agito,

No Rio, Bahia ou Blumenau.

Mas não esqueça do dito:

Quando se vai a um comensal

Não se leva sanduíche, no caso, a “frau”...


DÚVIDAS CRUCIAIS


Dúvida I

Hoje em dia, não é normal nascer com parto normal ?


Dúvida II (Dos tempos modernos do Rambo & Cia, via pseudohaicai).

Do brinquedo

Do teu filho

Você fica com medo ?


Dúvida III

Se existir vida em outros mundos, à semelhança do planeta Terra, será que vai ser preciso tirar passaporte para visitá-los ?


Dúvida IV

Será que mamãe joão-de-barro (sinônimos: joão-barreiro, barreiro, amassa-barro, maria-de-barro, oleiro, forneiro, pedreiro) trata o seu filhinho de joãzinho-de-barro, joão-de-barrinho ou joãozinho-de-barrinho ?


Dúvida V

Tem certeza que o bode estava com cheiro de jasmim ?


Dúvida VI

Quando alguém te aponta, ameaçadoramente, um 38 é porque o teu anjo da guarda anda meio desleixado ?


Dúvida VII

Será que está havendo algum concurso entre as emissoras de televisão para ver qual é a que mais apela ?


Dúvida VIII

É a rosa dos ventos que vive resfriada ?


Dúvida IX (Via pseudohaicai).

O dentista

Que não usa a broca

É um saudosista ?


Dúvida X

Já raiou a liberdade ? Em qual horizonte mesmo ?


Dúvida XI

Será que o Baby Doc, que vive em Paris, vai colaborar com os recursos para as vitimas do Haiti com o dinheiro que ele e o pai surrupiaram do governo haitiano quando estavam no Poder? Quem souber, por favor cartas pelo correio eletrônico.
Obrigado.


Dúvida XII

De repente, não mais que de repente, foi o repentista que, num repente, comeu o pente e tomou um repelente ? (Perdão, leitores).


Dúvida XIII

Será que para ser ministro em geral e da Educação em particular, o candidato não deveria se submeter a um vestibular ?


Dúvida XIV

Será que o governo,

Sempiterno,

Que inferno!

Assaz

Incapaz,

Se compraz

Em deixar

Se acabar,

Finar

Os aposentados,

Tão achincalhados,

Tão desesperados ?


Dúvida XV

Se a situação continuar desse jeito, você não acha que o réquiem deverá ser entoado também para os sobreviventes ?


Dúvida XVI

Será que o proxeneta

Dá comissão, sem fazer careta,

De seus altos negócios ao capeta ?

Ou ele faz alguma motreta ?


Dúvida XVII

A “Dúvida XVI” é de quem é xereta ?

Ou de quem é marreta ?


Dúvida XVIII

Você, prezado leitor, acha que o projeto que trata da corrupção ser considerado crime hediondo será algum dia aprovado? E você acha que alguém é louco de aprovar o inverso de legislar em causa própria?


Juca

sexta-feira, 12 de março de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES

Constatação I (Teoria da relatividade para principiantes)
É muito melhor em dez relações sexuais ter uma falha do que em dez falhas ter uma relação sexual.

Constatação II (É o que acham os adolescentes).
Disque “pai ou mãe objeto”. Atendimento 24 horas por dia e, se for o caso, até mais...

Constatação III (Via pseudohaicai).
Tava, o quentão,
Tão frio, tão frio,
Que até tava “frião”.

Constatação IV
Não se deve confundir patenteado com potentado, muito embora tenha gente que se julga dono de um potentado, administrando em causa própria de maneira tal que, o método, até deveria ser patenteado...

Constatação V(Ah, esse nosso vernáculo).
Na escola de engenharia havia um professor na cadeira de Estradas de Ferro que, nas provas, passava um problema do tipo mais ou menos assim: um trem, puxando um determinado número de vagões de carga cujo peso era dado, tinha que vencer um aclive de tantos porcentos e uma curva, cujo raio mínimo era de tantos metros. Calcular o nome da sogra do maquinista e/ou coisas desse gênero. Um dia, um aluno, após ler a questão, no quadro, se levanta e diz: “Professor, estão faltando dados nesse problema”. E o professor: “Os dados que não foram dados serão tirados dos dados, dados”.

Constatação VI (Meio prolixa).
Não se deve confundir “a taquara rachada” com “atarraxa qüarada”, até porque, o primeiro, se refere a voz; o segundo, não se refere a coisa alguma, muito embora a gente possa atarraxar um parafuso, uma porca, etc. e qüarar uma roupa para não andar sujo como uma porca (perdão, leitores).

Constatação VII
Em certos países, a lei do menor esforço é seguida sem nenhum esforço.

Constatação VIII
Rico tem parente rico nos Estados Unidos; pobre, tem parente rico em lugar incerto e não sabido.

Constatação IX (Via pseudohaicai).
Assistir a certa copa
É só fanático
Que topa...

Constatação X
Tá certo que quem bate o corner não pode fazer o gol de cabeça ou de qualquer outra maneira, mas que pode fazer um gol olímpico isso lá pode. É só fazer com que a bola descreva uma parábola ou uma semi-elipse. Talvez, um quarto de hipérbole. Elementar, minha gente.


DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I
Quem acha que Pelé ainda faz falta na seleção brasileira é saudosista, realista ou ambas as coisas?

Dúvida II
Em país de bacharéis, quem é operário tem dificuldade em ter vez, ou não tem de uma vez a retro mencionada ?

Dúvida III (Via pseudohaicai).
Ela leu, numa semana,
Do Balzac,
A comédia humana ?

Dúvida IV
Recomenda a ética e a etiqueta que um homem, por educação, não deve subir uma escada atrás de uma mulher, passando na sua frente. Talvez, até, seja o único caso que o homem não deva “ceder o passo” à mulher. Tá certo. Mas, na escada rolante de um shopping, ou onde tem escada rolante, como é que fica?

Dúvida V (Adaptada para os tempos modernos nos Estados Unidos, via pseudo-haicai).
Não dá para tocar corneta
E, ao mesmo tempo,
Mastigar uma pimenta malagueta ?

Dúvida VI
No espetáculo, na Costa Brava, Espanha, é que ficaram bravos porque a orquestra não bisou, mesmo com os gritos de: “Bravo! Bravo!”, do público ?

Dúvida VII
Esse preço, você está dizendo que não está caro, meu caro ?

Dúvida VIII
Criar filhos não é fácil. Fácil, é fazer ?

Dúvida IX (Via duplo pseudo-haicai).
Será que a reunião,
De mais de um,
Em regime de exceção,
É considerada por algum
Subversão ?

Dúvida X
O simulacro
Do religioso
Não era sacro ?

Dúvida XI
A mídia tem se comportado medianamente medieval ?

Dúvida XII
Dançar um tango, sem ser argentino, é só pra profissional ?


FÁBULA INDIGNA DO MILLÔR

Numa remota província chinesa, tão remota que até televisão ainda não havia chegado, vivia uma pacata, tranqüila e feliz população. O que, diga-se de passagem, é perfeitamente compreensível, já que os apelos do consumismo, tão comuns na assim chamada mídia televisiva, por aquelas bandas, ainda não havia chegado. A maioria da população se dedicava a trabalhos artesanais, agricultura, pequeno comércio, prestação de serviços e coisas afins.

A família de Hu Teh Men não fugia a regra: o pai, já mencionado; a mãe, de solteira Moy Du Che e o filho Sych Shey Men trabalhavam numa lavoura de subsistência, suficiente para o sustento dos três. Sych Shey Men tinha elevada propensão para o estudo e o governo proporcionou a ele um curso de capacitação profissional em mecânica, sua vocação desde criança, o que ele fez com invulgar brilhantismo e desenvoltura. Posteriormente, concorrendo com muitos candidatos, Sych Shey Men ganhou uma bolsa de estudos para estudar em Paris, onde, anos após, seria disputada a final da Copa do Mundo de Futebol, cujo favorito não pegaria absolutamente nada, mas isso já é outra história...

O curso na França era de pequena duração, porém suficiente para Sych Shey Men descobrir as delicias do capitalismo, o que queria dizer um país do 1º. Mundo, tomar um bom vinho, visitar empresas ligadas ao ramo de sua especialidade e por aí afora.

Quando retornou de sua viagem, Sych Shey Men contou a seus amigos muitas peripécias: que havia passado em frente a um tal de Moulin Rouge; que havia visitado um museu chamado Louvre; que havia trens que viajavam debaixo da terra e funcionavam sempre no horário; que havia uma torre, de rara beleza, construída a mais de 100 anos em homenagem a uma tal de Queda da Bastilha, ocorrida há mais de 200, quando, então, cortaram a cabeça de uma porção de gente com uma máquina mecânica que funcionava muito bem, inventada por um cidadão, chamado Guilhotin e, o da torre, o guia havia dito que se chamava Gustav Eiffel. E o nosso amigo contou, também, que a cidade induz ao amor e que viajar desacompanhado ou não arrumar uma companheira por lá mesmo era terrivelmente fossético e que ele havia arrumado várias e que um dia aconteceu o seguinte: ele havia ido com uns amigos a uma cave - um lugar freqüentado pela juventude, cheio de neblina dos cigarros mata-ratos deles, achando que a guerra fria entre os “revisionistas soviéticos e os imperialistas americanos, inimigos da China” iria redundar na 3ª guerra mundial e, por essa razão, a vida tinha que ser vivida em toda a sua plenitude, em toda a sua existência. Tudo isso, também compunha uma filosofia, o Existencialismo, cujo mentor havia sido um tal de Jean Paul Sartre e até havia uma cantora que se chamava Julieta Greco e que ele assistira uma apresentação dela num tal de Bobino, o segundo mais importante lugar de espetáculos já que o Olympia ele só passara em frente. Bem, lá na cave adivinhem quem é que estava: nada mais, nada menos que a Brigite Bardot, aquela que é símbolo sexual e que tem uma folhinha, em que ela aparece totalmente nua lá na oficina mecânica onde eu vou começar a trabalhar. Quando o nome de Brigite Bardot foi pronunciado, todos os amigos soltaram, em uníssono, um oh de admiração que ecoou por todo o bairro, assustando toda a vizinhança.

“Mas, esperem, isso não foi nada”, contou Sych Shey Men. “Aí, eu fui tirar ela para dançar. Dança daqui, aperta de lá, a gente acabou dormindo junto no apartamento dela”.

Quando a patota escutou esse desfecho, fez-se aquele silêncio, característico de, quando se ouve uma mentira maior que a de pescador, quem se envergonha são as pessoas que a escutaram e não quem a contou. Depois, foi uma gargalhada geral que também ecoou pelo bairro, assustando, mais uma vez, toda a vizinhança. A gozação realmente foi geral e até teve um que disse: “Vai contar essa lá no Brasil”, país onde, coincidentemente, a turma costuma, diante de uma mentira escabrosa, dizer: Vai contar essa lá na China. Mas, isso, também, já é outra história...

MORAL: Existem certos fatos que, mesmo que sejam verdadeiros, não adianta contar, pois ninguém acredita.

Juca

domingo, 7 de março de 2010

RUMOREJANDO
Constatações

De diálogos repetitivos

- Você levou o negativo?

- Negativo? Negativo.
De diálogos meio dicotômicos

- Desses hematomas do seu tombo, fatalmente, vão dizer que o seu marido lhe bateu.

- Que nada. O pessoal sabe que meu marido é bonzinho.

- É, mas a humanidade não é...


Aquele autor só escrevia canções de protesto.

Também, pudera! A sua grande fonte de inspiração era sua mulher...

Dúvidas cruciais

Foi a Senhora de Jaraguá do Sul que disse, em Guajará Mirim, que o seu marido é um jaguara total?

Uma declaração de um fabricante de guarda-chuvas afirma que um dos incrementos do mercado é que as pessoas esquecem os seus nos lugares. Mas, se alguém perde, não existe aquele que acha?

Rimas primas

Perturbou a missa, o moleque,
mas vejam só tamanho pecado:
"Nunca mais na tua vida peque",
Ordenou o padre pro coitado.

Coisa que precisa ser inventada

Garota que, ao receber de nossa parte um elogio, não diga: "O senhor é muito gentil", "E sua senhora como vai?" "Os seus netos já estão na escola?" e coisas assim...

Pobres & Ricos

Pobre é estabanado; rico é arrebatado.

Ah! esse nosso vernáculo

Em cima da bucha, a mulher, cujo marido a chamava de bucho, comeu uma buchada e pegou uma bucha para se lavar.

Enquanto isso, o filho corria atrás de balões proibidos, gritando: - Ninguém bucha.

Buxa, digo, puxa! Que família!...


Rimas primas

No tempo do onça, do beque-central;

Na frente dos beques, o centro-médio;

Do alfo, que hoje é o lateral;

Do chutão da altura dum prédio.

Juca