quinta-feira, 29 de abril de 2010

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PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Rico tem dólares lá fora; pobre, dívidas aqui dentro.

Constatação II (E a matemática também).

Rumorejando,
Como cultor do vernáculo,
Sempre vive achando
Nossa língua um espetáculo.

Constatação III (Ficha Suja).

Correm rumores,
Junto aos leitores,
Que os senhores,
Nossos mentores,
Por quem
Ninguém
Morre de amores,
Nem toma suas dores,
Estão cheio de temores
De perderem seus “valores”
Dos seus eleitores
Que lhes fazem tanto bem
Em troca, apenas, do... além.

Constatação IV (Teoria da relatividade para principiantes).

Se as autoridades tivessem permitido trafegar, no perímetro urbano de Curitiba, a uma velocidade máxima de 40km/h, a turma iria a 60km/h. Como a máxima velocidade permitida é de 60, o pessoal costuma andar a 80km/h e até mais. E viva “nóis”!

Constatação V

Rico faz cirurgia de “transgenitalização”; pobre, de mudança de sexo.

Constatação VI

Não se deve confundir tiritando com te irritando, muito embora haja casos em que estão te irritando de maneira tal que você fica tiritando de raiva. Mas, nem por isso, você deve perder a paciência, a calma, a fleuma, o “fair play”, etc.

Constatação VII

A mídia andou, há anos, noticiando que “a máfia italiana quer se expandir no Brasil”. Efetivamente nós somos um grande mercado em potencial...

Constatação VIII (Passível de mal entendido).

Ela lê por cima.

Constatação IX

Passado mais de quatro anos de campanha política, eu cada vez mais me convenço que o nosso presidente da República ainda não desceu do palanque. Dúvida crucial: Ao invés de discursos de retórica, por que será que, por exemplo, nunca há uma política de fomento às pequenas e médias empresas que geram muitos empregos e sempre foram um grande esteio para tantos países como Itália e Japão que possuem também indústrias de grande porte, alta tecnologia, etc. ?” De Educação e Saúde, nem falar...

Constatação X

A gente é e sempre será menos brilhante que supõe ser. Os únicos que podem ser mais brilhantes são os próprios brilhantes. Tenho dito.

Constatação XI (Passível de mal entendido).

O detetive seguiu uma pista assaz complicada e foi dar num motel.

Constatação XII

Dizia que tinha que trabalhar na marra
Na verdade, ele era um fuzarqueiro
Quando ia com os amigos pra farra
Ainda pedia à mulher algum dinheiro.

Constatação XIII

Ninguém me logra
Disse o inserido
Exceto a minha sogra
Que seguiu uma trilha
E da sua filha
Me obrigou a ser o marido.

Constatação XIV

O Ministro da Saúde recomendou para se combater a hipertensão arterial que se coma fruta, verduras, fazer sexo e outras atitudes. Rumorejando – que já ouviu deste Ministro que o problema da Saúde no Brasil estava resolvido sem que o presidente da República, não só repetisse tal incongruência, como o tivesse mantido, até hoje, no cargo – recomenda aos seus prezados leitores que comam fruta antes ou depois de. Jamais ao invés de.

FÁBULA INDIGNA DO MILLÔR

Numa província chinesa, tão logo começou a abertura econômica Fah Dy Nen, em sociedade com seu irmão Bah Dy Nen, abriu uma empresa de alimentos, se dedicando a feitura de hamburguers, x-burguers e outros burguers. Fah Dy Nen cuidava do faturamento, lucro, contabilidade e coisas afins; Bah Dy Nen atendia a freguesia. Sem dúvida, a atividade escolhida havia sido influenciada pela propaganda dos produtos do Ocidente que costumam comer mal pra burro, já que a cozinha chinesa, juntamente com a francesa, são as mais famosas no mundo. O que vale é o faturamento. E se os jovens querem música pop, rock, mascar chicletes, tomar coca cola e tomar outras atitudes que não as tradicionais iniciadas nas diversas dinastias dos antepassados chineses, ninguém tem nada a ver com isso. Mas isso já é outra história.
No começo, eles faziam tudo: o pão, moíam a carne, plantavam e fritavam a batata e assim por diante. Mais tarde, também influenciados pelas lições do Ocidente, que em matéria de aperfeiçoar a produção, o lucro, etc. são cobras, começaram a terceirizar, palavra que, aliás, também tinha entrado na moda na China. Dessa maneira, entabularam negociações com um vizinho que tinha uma plantação de arroz das secas, pedindo para que ele fosse plantar batata – no bom sentido, é claro – para fornecer, já fritas, prontas para o consumo, aos fregueses dos dois irmãos. A coisa ia muito bem até que o fornecimento de batata começou a deixar a desejar quanto à qualidade que piorou e o preço que, concomitante e coincidentemente, ia subindo. Até parecia alguns novos restaurantes e lanchonetes num certo país do Ocidente, chamado Brasil, que no começo é uma maravilha, mas depois que granjeia uma vasta freguesia muda radicalmente o esquema. Mas isso, também, já é outra história. Diante das fundadas reivindicações, o fornecedor de batata – Par She Veh é o seu nome –, no início, atendeu os reclamos dos irmãos. Mas, como queria comprar uma televisão à curto prazo, sem pagar a longo, voltou a nefasta prática já anteriormente descrita. A coisa terminou num Tribunal de Pequenas Causas, já que os valores envolvidos não eram de grande monta. Depois de pouco tempo, igualmente a certos países do Ocidente, que também têm Tribunais para Pequenas Causas e, claro também para grandes, só que essas se arrastam por gerações e gerações, o que é outra história, sobreveio a sempre sábia sentença do juiz, dando ganho de causa aos irmãos. Ela determinava que Par She Veh os indenizasse, fornecendo, por um determinado tempo, certa quantidade de batata, uma vez que li, a moeda chinesa, o mesmo não dispunha, pois havia comprado uma televisão de 10 polegadas, embora quisesse uma de 14 para que sua mulher pudesse assistir melhor novelas de certo país do Ocidente, o que também não vem, agora, ao caso, pois se constitui em outra história. Dessa maneira ficou, na China, pela primeira vez, caracterizado o dito que no Ocidente é muito comum: “Ao vencedor as batatas”.
Moral: Televisão, de qualquer polegada e em qualquer circunstância, faz a turma perder a cabeça.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (Via pseudo-haicai).

Alegre, zurra o muar
Depois de passear
Com sua namorada ao luar.

Constatação II (Via pseudo-haicai).

Uma sogra resmunga:
“Com minha nora e meu genro
A gente não comunga”.

Constatação III (Via pseudo-haicai).

Reflete a outra sogra:
“A minha consogra
É uma ogra”.

Constatação IV (Via pseudo-haicai).

Matuta a sogra, a terceira:
“A minha consogra
É uma toupeira”.

Constatação V (Via pseudo-haicai).

Meditam o genro e a nora:
“Se eu não gostasse do cônjuge,
Pela sogra, eu já teria ido embora”.

Constatação VI

Rico: a mulher, tem mãe; pobre, tem sogra.

Constatação VII

Rico singra os mares no seu iate; pobre, vive no rema-rema.

Constatação VIII (Via pseudo-haicai).

A gatona que voa
O chefe, compreensivo,
Na repartição, perdoa.

Constatação IX (Via pseudo-haicai).

Não perdoa, na repartição,
Ao burocrata voador, seu chefe:
“Pra barbado, não tem perdão”.

Constatação X

Como é fácil constatar, as Constatações VIII e IX se referem a já também anteriormente divulgada “Teoria da relatividade para principiantes”.

Constatação XI (De conselhos totalmente inúteis).

O efeito ostentação – que, inclusive, é levado em conta pelos economistas – atinge muito mais seus objetivos se a pessoa circular por lugares badalados e tiver a felicidade de cruzar com conhecidos.

Constatação XII

Não se deve confundir convinha com covinha, muito embora, convinha que o atual governo tratasse, de uma vez por todas, de cuidar melhor dos aspectos econômicos e sociais da população, caso contrário iremos, logo, logo, para uma covinha, covona, cova, incinerações e outros assemelhados...

Constatação XIII

Rico é um excelente neófito; pobre, é um péssimo aprendiz.

Constatação XIV

Cenas antológicas, consideradas por Rumorejando, de filmes antigos:
-A cena da escolha da Escolha de Sofia.
-O carrinho do bebê rolando a escada em O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein.
-A cena das pessoas escutando os gemidos da dona da pensão do filme Casanova com Alain Delon.
-A cena da brincadeira das crianças quando um pé de criança, calçado com bota, mete-o na porta, fazendo alusão às invasões do exército nas casas dos oponentes à ditadura militar, no filme argentino A História Oficial.
-A preocupação da dona de casa em ligar o chafariz, este, de muito mau gosto, diga-se de passagem, cada vez que alguém apertava a campainha, no filme Meu Tio, de Jacques Tati.
-A dança de Gene Kelly, chapinhando na água, quando se dá conta, feliz, que está apaixonado, em Cantando na Chuva.
-O olhar para as luzes da cidade, numa espécie de se agarrar à vida, do personagem interpretado por Marlon Brando, baleado, no O último tango em Paris.
-A dúvida e a surpresa da personagem interpretada por Giulietta Masina, em A Estrada, quando o ricaço, depois de ter brigado com a namorada, faz sinal para que ela se aproxime.
-O final do filme Um dia muito especial, quando o marido convida a mulher a ir para a cama e se nascer um novo filho darão o nome de Adolfo, em homenagem ao “fuhrer” que estava visitando a Itália naquele dia “muito especial”.
-A visão tranqüila da sua própria morte do personagem do filme Matadouro no. 5.
-As cenas de Charlie Chaplin, Carlitos, comendo seu sapato em A busca do Ouro e, também a dele girando o mapa buscando se orientar.
-Abbot e Costello num filme em que um deles se põe a pintar o outro, usando o polegar para medir as proporções na tela e acaba pintando o próprio polegar.
-Uma perseguição tremenda de carro em que o Gordo e o Magro estão fugindo dos bandidos e conseguem, por fração de segundos, atravessar a linha do trem, que se aproximava em alta velocidade, escapando, assim, dos perseguidores que foram obrigados a frear. Depois que o trem acaba de passar e que o espectador, num suspiro de alívio, imagina que eles tomaram uma razoável distância dos bandidos, aparece o Magro tentando fazer o carro pegar junto à linha férrea.
-A cena em que o Magro aparece, juntamente com outro sujeito, carregando uma extensa tábua. O Magro vai na frente, assobiando. Na primeira passagem cada um vai numa extremidade; na segunda, o sujeito vai correndo um pouco atrás, sem segurar a tábua que continua na horizontal, tal a velocidade com que o Magro caminha; na terceira passagem, o sujeito vai sentado na extremidade da tábua, fumando tranqüilamente um cigarrinho.

Constatação XV (Horário gratuito político de Rumorejando).
Conclamo a todos os aposentados e trabalhadores para que colaborem, abrindo mão integralmente do seu salário, para que os deputados – que tão bem representaram e representam os nossos interesses na Câmara – possam ganhar, no próximo aumento, ainda mais e continuarem tão bem nos representando.

Constatação XVI

E como dizia aquele obcecado e machista: “Talvez ela fale demais. Mas o que ela diz é interessante a gente escutar. Principalmente, enquanto ela vai tirando a roupa”...

Constatação XVII

Não se deve confundir assistência com insistência, até porque, muitas vezes você quer dar uma assistência para uma gatona e ela te diz: “Você não está com nada! Não vai adiantar nada essa tua insistência”.

Constatação XVIII

Não se deve confundir maratona com matrona, até porque, dificilmente uma matrona vai participar de uma maratona, principalmente àquelas em que o participante tem que correr mais de quarenta quilômetros.

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

É masoquista ou sádico
Quem só se limita a ler
Assunto sotádico* ?
*Sotádico = “Obsceno, erótico”.

Dúvida II

Quando será que a “vaga-luma” sabe que o vaga-lume está piscando para ela se ele pisca o tempo todo ?

Dúvida III

Será que o livro A peste, de Albert Camus, é alguma referência simbólica de algum governante específico ?

Dúvida IV

“Pacachorrento” é um cachorro pachorrento paca ?

Dúvida V

A conta da água é fogo ?

Dúvida VI

E a conta da luz é sombria ?

Dúvida VII

Com a conta do gás o dinheiro se evaporou ?

Dúvida VIII

A discussão sobre o aumento para os deputados, referido na Constatação XV vai ficar para as próximas semanas. Você, caro leitor, tem alguma idéia do que é que vai acontecer? Comentários ao blog. Obrigado.

Dúvida IX (Via pseudo-haicai).

Espécie te causa
Que a economia
Faça secular pausa ?

Dúvida X (Via pseudo-haicai).

A saúde engripa
Se a gente beber
Todo vinho da pipa ?

Dúvida XI (Via pseudo-haicai).

O dinheiro se vai
Quando tua aposentadoria,
Cada vez, mais se retrai ?

Dúvida XII (Via pseudo-haicai).

Pelo cálculo das probabilidades
As mulheres nunca negam
Suas verdadeiras idades ?

Dúvida XIII (Via pseudo-haicai).

Foi o cartola
Que ofereceu
Bola e a bola ?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Deu na mídia: “Adriano confirma o fim do seu noivado”. Taí uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade.

Constatação II

Teve uma comichão
No narigão.
Aí, deu um baita espirro
Parecia chuva de um cúmulo-cirro.

Constatação III (Cronologia).

A primeira vez que ela me olhou
Seus olhos pareciam uma lucerna;
Quando a gente namorou
Seus olhos pareciam uma luzerna;
Quando a gente se casou
Seus olhos pareciam uma lanterna;
Quando um quarto de século passou
Sua mirada tinha ficado menos fraterna;
Quando a gente se separou
Seus olhos pareciam uma escura caverna.

Constatação IV (Via um pseudo-soneto).

“Vamos erguer e levantar a cabeça”,
Disse o jogador do time derrotado
Para que a nossa torcida esqueça
Esse péssimo e triste resultado.

Suas perorações nada originais
Parece um carimbo viciado
Será que no vocabulário não há mais
Alguém que mostre um melhor palavreado?

“Futebol é uma caixinha de surpresa”
É outro mote muito usado
Seja do jogador do ataque ou da defesa

O juiz todos vivem a xingar
Dá a impressão de algo predestinado
E da mãe do coitado, nem falar...

Constatação V (Destes tempos, via outro pseudo-soneto).

Caiu uma chuva civilizada,
Aliás, muito bem educada
Ao contrário da torcida organizada
Que, às vezes, briga até por nada.

Ela não promoveu estragos
Nem aqui, nem em outros pagos
Apenas contribuiu com alguns lagos
E nas colheitas somente afagos.

Relâmpagos e trovões não faltaram
E até pode-se dizer que sobraram
Pessoas e vários cães se assustaram

Mas no fim – que sorte – ficou nisso
Essa chuvarada toda parecia feitiço
Apenas o trafego virou um reboliço.

Constatação VI

Rico é ficcionista; pobre, é mentiroso.

Constatação VII

Rico é opiniático; pobre, chuta.

Constatação VIII

Não se pode confundir compartilhado com comprar telhado, muito embora se um casal está construindo a sua – deles – casa e precisa cobrir a dita cuja e ambos trabalham e têm conta conjunta no banco e o saldo é compartilhado pelos depósitos dos dois sem que normalmente ele faça retiradas para fins espúrios, como amiúde acontece, dará para comprar telhado, mobiliar o imóvel, colocar cortinas, televisão ou televisões, para assistir novelas e jogos de futebol, geladeira, para não tomar cerveja quente como os ingleses costumam, e outros apetrechos imprescindíveis ao bom relacionamento do casal.

Constatação IX

O deputado
Com a sua iniqüidade
Ficou encafuado
Na sua imunidade
Na sua imundice
Na sua filha da pu...ce.

Constatação X

Passou a desempenhar um cargo
De provador de amargo*
Aí comentaram: “Que cara largo”.
*Amargo = Mate chimarrão.

Constatação XI

E como dizia o controlador do botão para deflagrar uma guerra atômica: “Não preciso de 20 minutos para tudo mudar, como apregoa uma rádio em FM, num país chamado Brasil. Bastam alguns segundos ou fração. É só apertar determinado botão. Mudança não apenas total como extremamente radical...”

Constatação XII

Estupefaciente
É constatar
Que o meu Paraná
Que de derrotas é um chuá
Às vezes, se põe a ganhar
E se encontra ainda vivente.

Constatação XIII

Quando o obcecado ficou sabendo que em Chicago, uma pesquisa mostrou que um grande número de pessoas prefere ter um celular a fazer sexo, cuspiu pro lado, fez um muxoxo e, com desprezo, falou: “Essa gente deve ter orgasmo no ouvido”.

Constatação XIV (Dia das Mães).

Foi uma reação de afogadilho
Ao chamar a atenção do filho
Que lhe havia dado um presente
Uma dentadura, mas faltando um dente.

Constatação XV

Exibicionista,
Andava pelada
Na janela escancarada
Até demais.
E nunca mais,
Em tempo algum, jamais
Precisou de avalista.

Constatação XVI

Não se deve confundir brochura com broxura, ainda que foneticamente soem iguais, tendo em vista que a primeira pode estar ligada a uma leitura agradável e a outra a fatos assaz desagradáveis.

Constatação XVII

A linda matemática dançava,
Talentosa,
Habilidosa,
Rítmica,
Volteando uma espiral logarítmica
Que parecia até que voava,
Flutuava,
Levitava,
Que no ar pairava.

Constatação XVIII (Quadrinha para ser recitada no Dia das Mães “dedicada” a genitora da sua mulher).

Dizer que o relacionamento
Com a sogra é biunívoco
E não é um tormento
É um baita de um equívoco.

Constatação XIX

Não se deve confundir esvai com se vai, muito embora quando se trata do salário mínimo, do valor da aposentadoria dos trabalhadores, etc., o significado do destino daquelas assim chamadas rendas passa a ser absolutamente as mesmas...

Constatação XX

E não se deve confundir opresso com o preso, muito embora, o preso, aquele da prisão, fatalmente se sentirá opresso; já, o preso, o que está enredado nas malhas do doce amor, absolutamente, em momento algum se supõe que se sentirá opresso.

Constatação XXI (Preocupante, mas com final feliz).

O pelotão de fuzilamento
Não hesitou
Por nenhum momento.
Mirou
Uma estrela, lá, no firmamento
E atirou
Balas de festim em direção ao vento.

Constatação XXII

As coisas mais comuns que existem na face da terra são as pessoas implicarem umas com as outras, em geral e as mulheres implicarem com outras mulheres, em particular. Vá um querer entender a intricada alma humana...

Constatação XXIII (De diálogos esclarecedores).

-“Num instante, a mulher tirou a roupa”.
-“Tão ansiosa que ela estava ?”
-Não. Não é nada disso. “Ela tirou a roupa do varal porque estava prenunciando uma baita de uma tempestade”.
-“Ah, bom”.

Constatação XXIV (“Poesia”, intitulada ‘Excesso de higiene, concomitantemente com falta de consideração’).

Estava ela
No parapeito
Da janela
Limpando uma panela.
E eu, no leito
Meio sem jeito,
Mastigando uma mortadela
E sem falar a respeito,
Esperando a decisão dela.
Pensei: “Pelo seu trejeito
Ela, agora vai me dar trela.
Ou, será que o trato tá desfeito?”
Entrou para buscar uma flanela
– Que despeito! –
Para limpar outra panela...

Constatação XXV

O dia parecerá mais longo
Se você viver
Ou tiver que conviver
Com um mocorongo.

Constatação XXVI

Normalmente,
Todo cara altivo,
De nariz empinado,
Além de, comumente,
Ser esquivo
É só por si mesmo amado,
É de si mesmo cativo...

Constatação XXVII

Só por um momento
Desanuviou
O birrento.
Depois,
Tudo voltou
Ao desentendimento
Entre os dois.

Constatação XXVIII (Meio surrealista).

Ela ficou atarantada
Quando o bisbilhoteiro
Quis saber
Se ela era amada
Pelo companheiro
Que ainda ia ter.

Constatação XXIX

Não se deve confundir almejado com algemado, até porque, para tentar obter um determinado bem almejado, muito cara, por aí, acabou algemado.

Constatação XXX

Rico é circunspecto; pobre, antipático.







sexta-feira, 9 de abril de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

PEQUENAS CONSTATAÇÕES NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (Coisas que precisam ser inventadas).

Depois que o professor Pasquale inovou no ensino do português, corrigindo letras de músicas, divulgadas na rádio Cultura de São Paulo e mais tarde na televisão Cultura e retransmitidas por outras rádios e estações de televisão, seria de bom alvitre que alguma alma caridosa bolasse algo semelhante para o ensino da matemática. O método japonês Kumon não alcançou toda a população por esse mundo afora e não é infalível.

Constatação II

Depois que descobriram funcionários fantasmas foi cogitado a instituição do ponto no Senado. Agora, quando será que vão instituir também a vírgula e o ponto e vírgula?

Constatação III

Rico idoso é senil; pobre, é caduco.

Constatação IV

Que saudades da Telepar!!!

Constatação V

E como filosofava o obcecado, um hermano, parodiando Che Guevara: “Hay que endurecerse siempre con o sin ternura”.

Constatação VI (Perdão, antecipadamente, caros leitores).

Os gases da minha amiga
Quando perambulam
Pela sua barriga
De maneira tal ululam
Que parece um vulcão
Que vai entrar em erupção.

Constatação VII

Se as empresas de pesquisa de opinião pública entrevistassem somente banqueiros a aprovação do presidente chegaria fácil, fácil nos 100%.

Constatação VIII (De provérbios adaptados).

Uma andorinha só não faz descendente.

Constatação IX

Tem sogra que poderia dar lições até para o diabo.

Constatação X (De conselhos úteis).

Você pode se referir ao esposo de uma senhora como o “maridão”, que soa como um elogio. Agora, quanto a uma esposa, você não deve se referir como um “mulherão ou “mulherona” que o marido pode achar que você a está cobiçando (que até pode ser verdade...), pois ele poderá interpretar – e não gostar – como uma mulher gostosa, boazuda ou outros epítetos desse jaez. De nada!

Constatação XI

O projeto de corrupção ser considerado crime hediondo nunca será aprovado. Tampouco a sustação de pessoas se candidatarem ou recandidatarem com a chamada ficha suja ou, como está tramitando no Congresso, Lei Ficha Limpa. Eles não iriam legislar contra si mesmo...

Constatação XII (De provérbios adaptados).

É conversando que a gente se estende

Constatação XIII

Nem sempre Freud explica. Às vezes é a burrice mesmo.

Constatação XIV (De uma dúvida não necessariamente crucial).

Mulher que bota chifre no marido, não se preocupa com os filhos. Ela está preocupada com o próprio umbigo. Umbigo?

Constatação XV (De outra dúvida).

Quem anda pelado está em trajes menores invisíveis?

Constatação XVI (De mais uma dúvida).

Quando uma pessoa guarda algo e depois esquece onde guardou, achando que alguém a roubou quer dizer que foi ela quem roubou dela mesmo?

Constatação XVII

Dia 14 de março é o Dia Nacional da Poesia.
Para muitos, é todo o dia.
Dia 14 de fevereiro é o Dia Internacional do Amor.
Para muitos, nunca existe esse dia.
Coitados!

Constatação XVIII

Na piscina, ela se pôs a provocá-lo, jogando água nele. Ele não revidou e disse: “Menina, você ta brincando com fogo”. Ela não se alterou: “Com fogo ou com água?”.

Constatação XIX

O político fez um discurso
Eivado de conversa mole e papo furado
Seria um didático e excelente curso
Para boi dormir e o restante do gado.

Constatação XX

O argentino
Que é contra o Maradona
Acha que ele é um técnico de figurino
E que ele só é uma velha prima-dona.

Constatação XXI (Quadrinha para ser recitada onde a pessoa quiser).

Da. Maria esticou a massa pro macarrão
Com assaz deferência
Mais do que as novelas que têm um bom
Índice de audiência.

Constatação XXII

Ela fez uma vistoria
Nos ternos do marido
Enquanto cantarolava uma melodia
Aí, desafinou
Quando encontrou
Um bilhete que ele havia recebido
Referindo-se a ele como “meu querido”.
Teve um treco e necessitou de terapia,
Porém teve forças para balbuciar
O filho da p... que diz me amar
Merece um prêmio por ser tão fingido,
Mas ele vai me pagar
Vou ter que continuar
A cornear
Esse mal-ajambrado.
Coitado!

Constatação XXIII

Fumou, no exterior, ópio
Passou a andar
Como um giroscópio
Sem saber aonde chegar.

Constatação XXIV

A ricaça recebeu uma proposta
E ficou muda como um poste
“Tal não merece a mínima resposta.
Ele que ache outra em quem se encoste”.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2010

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (Passível de mal entendido).

Ela voltou a pintar e bordar.

Constatação II (De expressões, adaptadas aos tempos, lamentavelmente, globalizantes).

Aquele cara tá mais perdido do que recém formado em busca de emprego.

Constatação III

Tem gente que meneia os ombros,

Dizendo que está tudo muito bom,

Diante de todos esses escombros

Que estão deixando a nossa nação.

Constatação IV (Passível de mal entendido).

Ele canta já na segunda-feira para poder comer.

Constatação V (Com rima em “inho”, mas sem apelar ao diminutivo).

O teu sobrinho,

Aquele que toca um pinho

E só anda com roupa de linho,

Acabou, sozinho,

Com todo o meu vinho.

Depois, quis fazer carinho

No nosso vizinho.

Constatação VI

Tornou-se muito comum, nos dias de hoje, relacionamentos amorosos entre casais com diferença de idade muito acentuada. Tanto que isso é verdade que me contaram que ouviram por aí a garota contando para as amiguinhas: “O bisneto da minha vizinha tá de olho na minha bisavó”. Si non é vero...

Constatação VII

Rico faz manha; pobre c.... doce

Constatação VIII (De uma dúvida crucial)

De onde será que sai essa dinheirama toda que os ditadores, ex-presidentes, etc. costumam demonstrar que possuem, quando viajam por esses países todos, ou por lá se estabelecem, cujas diárias de hotel, restaurantes, passeios, operações cirúrgicas e por aí afora, custam fortunas que não é de qualquer salário mínimo da vida que se pode sacar ? (Cartas ao correio eltrônico. Obrigado).

Constatação IX (De conselhos úteis).

Tendo em vista o mundo que hoje em dia nós estamos vivendo, em que as pessoas querem tirar proveito em tudo, consequentemente nos passando para trás, você deve dar uma de escoteiro, não no sentido apenas de fazer boas ações, mas também ficando sempre alerta para que tal não venha a ocorrer. De nada!

Constatação X

Rico franze o sobrolho; pobre, é mal encarado.

Constatação XI (De conselhos úteis, via pseudo-haicai).

Seja de briga,

Só quando a pressão

Te obriga.

Constatação XII

Ela pediu desquite

Do pobre marido

Que se sentiu ferido,

Magoado,

Preterido,

Compungido.

Por causa da artrite,

No lugar errado,

Coitado!

Constatação XIII

Cúmulo da desconfiança e da confiança, respectivamente, é a mulher contratar um detetive particular, para seguir os passos do marido, só porque a cartomante falou: “Vejo uma loira ao lado do seu marido”.

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

Depois de fazer amor a grande altura, conforme as companhias aéreas andaram se queixando dos passageiros, será que o próximo passo da turma, em busca de novas emoções, será nos submarinos em profundidade ? Ou com escafandro ? E será que a Marinha dos países vão estar de acordo ? (Tomara!)

Dúvida II

Era o plantador de abóbora que só falava abobrinha ?

Dúvida III

Foi o comedor de vidro que reclamou que o licor foi servido em copinho de chocolate ?

Dúvida IV

Se você não sabe resolver uma equação do 3o grau, de cabeça, não fique triste. Você, por um acaso, já ouviu falar ou conhece alguém que sabe ?

Dúvida V

Foi a Glória que percorreu gloriosamente o caminho da glória ?

Dúvida VI-

“Por que a mata é virgem ?”

-“Porque o vento é fresco”.

-“E como é que você explica quando ele dá uma de machão, destelhando e até derrubando casas, hein, hein, hein ?”

Dúvida VII

Eu não sei por que que a turma fica dizendo que os tucanos costumam ficar em cima do muro. Será que a turma não conhece a palavra “neutro” ?

Dúvida VIII

Será que, em Curitiba,

Neres de pitibiriba

O saudoso sol,

Com seu arrebol ?

Dúvida IX

Já imaginaram a aporrinhação se, nas eleições, houvesse um terceiro, quarto, etc. turnos ?

Dúvida X

Os candidatos mantiveram a disputa em termos altos. Em qual país, mesmo ?

Dúvida XI

A atual política econômica a quem mesmo ela favorece ?

Dúvida XII

Será que os candidatos, vitoriosos ou não, nessa última eleição, se deram conta de que o eleitorado lhes outorgou mais crédito de desconfiança do que de confiança ?

Dúvida XIII (Via pseudo-haicai).

Para a torcida,

A decisão do juiz

Sempre será distorcida ?

Dúvida XIV

Será que não está na hora de, junto com a declaração de bens dos políticos, quando assumem um cargo na função pública, também a outorga, por eles, duma autorização, duma procuração, a quem de direito, para que seja possível, em qualquer época, se ter acesso, no caso de suspeita, a seus depósitos em bancos também no exterior ?

Dúvida XV

Foi o lençol elétrico que deixou ela tão elétrica ?

Dúvida XVI

Tem gente

Por aí

Que só tem querer,

Achando não ter

Algum dever.

A ti

Não parece

Pessoal doente

Que sempre esquece

Da gente ?

Dúvida XVII

Será que a dúvida mais crucial de todas as dúvidas cruciais é a da convicta: “Será que é bom ?”

Dúvida XVIII (Via pseudo-haicai).

Gente por aí campeia

Que fatura

Com a vaidade alheia ?

Dúvida XIX

Quem não pratica* fica sem prática ?

*Natação, basquete, tenis, polo aquático, etc.

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