quinta-feira, 29 de abril de 2010

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PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Rico tem dólares lá fora; pobre, dívidas aqui dentro.

Constatação II (E a matemática também).

Rumorejando,
Como cultor do vernáculo,
Sempre vive achando
Nossa língua um espetáculo.

Constatação III (Ficha Suja).

Correm rumores,
Junto aos leitores,
Que os senhores,
Nossos mentores,
Por quem
Ninguém
Morre de amores,
Nem toma suas dores,
Estão cheio de temores
De perderem seus “valores”
Dos seus eleitores
Que lhes fazem tanto bem
Em troca, apenas, do... além.

Constatação IV (Teoria da relatividade para principiantes).

Se as autoridades tivessem permitido trafegar, no perímetro urbano de Curitiba, a uma velocidade máxima de 40km/h, a turma iria a 60km/h. Como a máxima velocidade permitida é de 60, o pessoal costuma andar a 80km/h e até mais. E viva “nóis”!

Constatação V

Rico faz cirurgia de “transgenitalização”; pobre, de mudança de sexo.

Constatação VI

Não se deve confundir tiritando com te irritando, muito embora haja casos em que estão te irritando de maneira tal que você fica tiritando de raiva. Mas, nem por isso, você deve perder a paciência, a calma, a fleuma, o “fair play”, etc.

Constatação VII

A mídia andou, há anos, noticiando que “a máfia italiana quer se expandir no Brasil”. Efetivamente nós somos um grande mercado em potencial...

Constatação VIII (Passível de mal entendido).

Ela lê por cima.

Constatação IX

Passado mais de quatro anos de campanha política, eu cada vez mais me convenço que o nosso presidente da República ainda não desceu do palanque. Dúvida crucial: Ao invés de discursos de retórica, por que será que, por exemplo, nunca há uma política de fomento às pequenas e médias empresas que geram muitos empregos e sempre foram um grande esteio para tantos países como Itália e Japão que possuem também indústrias de grande porte, alta tecnologia, etc. ?” De Educação e Saúde, nem falar...

Constatação X

A gente é e sempre será menos brilhante que supõe ser. Os únicos que podem ser mais brilhantes são os próprios brilhantes. Tenho dito.

Constatação XI (Passível de mal entendido).

O detetive seguiu uma pista assaz complicada e foi dar num motel.

Constatação XII

Dizia que tinha que trabalhar na marra
Na verdade, ele era um fuzarqueiro
Quando ia com os amigos pra farra
Ainda pedia à mulher algum dinheiro.

Constatação XIII

Ninguém me logra
Disse o inserido
Exceto a minha sogra
Que seguiu uma trilha
E da sua filha
Me obrigou a ser o marido.

Constatação XIV

O Ministro da Saúde recomendou para se combater a hipertensão arterial que se coma fruta, verduras, fazer sexo e outras atitudes. Rumorejando – que já ouviu deste Ministro que o problema da Saúde no Brasil estava resolvido sem que o presidente da República, não só repetisse tal incongruência, como o tivesse mantido, até hoje, no cargo – recomenda aos seus prezados leitores que comam fruta antes ou depois de. Jamais ao invés de.

FÁBULA INDIGNA DO MILLÔR

Numa província chinesa, tão logo começou a abertura econômica Fah Dy Nen, em sociedade com seu irmão Bah Dy Nen, abriu uma empresa de alimentos, se dedicando a feitura de hamburguers, x-burguers e outros burguers. Fah Dy Nen cuidava do faturamento, lucro, contabilidade e coisas afins; Bah Dy Nen atendia a freguesia. Sem dúvida, a atividade escolhida havia sido influenciada pela propaganda dos produtos do Ocidente que costumam comer mal pra burro, já que a cozinha chinesa, juntamente com a francesa, são as mais famosas no mundo. O que vale é o faturamento. E se os jovens querem música pop, rock, mascar chicletes, tomar coca cola e tomar outras atitudes que não as tradicionais iniciadas nas diversas dinastias dos antepassados chineses, ninguém tem nada a ver com isso. Mas isso já é outra história.
No começo, eles faziam tudo: o pão, moíam a carne, plantavam e fritavam a batata e assim por diante. Mais tarde, também influenciados pelas lições do Ocidente, que em matéria de aperfeiçoar a produção, o lucro, etc. são cobras, começaram a terceirizar, palavra que, aliás, também tinha entrado na moda na China. Dessa maneira, entabularam negociações com um vizinho que tinha uma plantação de arroz das secas, pedindo para que ele fosse plantar batata – no bom sentido, é claro – para fornecer, já fritas, prontas para o consumo, aos fregueses dos dois irmãos. A coisa ia muito bem até que o fornecimento de batata começou a deixar a desejar quanto à qualidade que piorou e o preço que, concomitante e coincidentemente, ia subindo. Até parecia alguns novos restaurantes e lanchonetes num certo país do Ocidente, chamado Brasil, que no começo é uma maravilha, mas depois que granjeia uma vasta freguesia muda radicalmente o esquema. Mas isso, também, já é outra história. Diante das fundadas reivindicações, o fornecedor de batata – Par She Veh é o seu nome –, no início, atendeu os reclamos dos irmãos. Mas, como queria comprar uma televisão à curto prazo, sem pagar a longo, voltou a nefasta prática já anteriormente descrita. A coisa terminou num Tribunal de Pequenas Causas, já que os valores envolvidos não eram de grande monta. Depois de pouco tempo, igualmente a certos países do Ocidente, que também têm Tribunais para Pequenas Causas e, claro também para grandes, só que essas se arrastam por gerações e gerações, o que é outra história, sobreveio a sempre sábia sentença do juiz, dando ganho de causa aos irmãos. Ela determinava que Par She Veh os indenizasse, fornecendo, por um determinado tempo, certa quantidade de batata, uma vez que li, a moeda chinesa, o mesmo não dispunha, pois havia comprado uma televisão de 10 polegadas, embora quisesse uma de 14 para que sua mulher pudesse assistir melhor novelas de certo país do Ocidente, o que também não vem, agora, ao caso, pois se constitui em outra história. Dessa maneira ficou, na China, pela primeira vez, caracterizado o dito que no Ocidente é muito comum: “Ao vencedor as batatas”.
Moral: Televisão, de qualquer polegada e em qualquer circunstância, faz a turma perder a cabeça.

2 comentários:

Anônimo disse...

Amigo.

Nosso presidente deve estar com "sacus plenas bagus est" de nóis assim como estamos dele; pois, ele disse que se continuar assim; sendo paparicado pelo exterior; não vai conseguir colocar o ego pra dentro das calças.
ninguém merece! Ops! merecemos sim.

Juca disse...

Pois é. Se correr o bicho pega; se ficar o bicho pega também. Socorro!