quinta-feira, 29 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Como o prezado leitor já deve ter de há muito depreendido, a coluna, jamais em tempo algum poderia ter uma seção do tipo “Você pergunta e nós respondemos”. Afinal, basta ver a grande quantidade de dúvidas cruciais que Rumorejando também possui.

Constatação II

Tá na hora de eliminar bem mais reversões à esquerda em Curitiba, conforme Rumorejando vem de longa data preconizando e apregoando.

Constatação III

Tá na hora de começar a educar a população deste país. O prezado leitor já se deu conta o número de crimes que ocorrem no Brasil todo o fim de semana, tomando como exemplo apenas esse grave aspecto como parâmetro de baixo nível ?

Constatação IV

Tá na hora de parar de dizer que nós somos um país do 1º. Mundo porque essa afirmação é uma deslavada mentira.

Constatação V (Segundo o jornal Gazeta do Povo do dia 27 de julho de 2010 “Patrimônio de deputados cresce em média 150% em quatro anos. Dos 72 parlamentares federais e estaduais paranaenses que disputarão as eleições ao Legislativo, 55 enriqueceram desde 2006. Em um caso, aumento foi de 3.250%).

Tá na hora dos governantes brasileiros deixarem de lado a empáfia, a vaidade, a veleidade, etc. etc. e começar a tratar de governar para o povo e não apenas para si próprios).

Constatação VI

Não se deve confundir citação com situação, muito embora, dependendo da citação que o sujeito receba, ele fica numa péssima situação.

Constatação VII

E não se deve confundir, também, jaz com jus, muito embora, às vezes, você acha que ali onde está escrito “Aqui jaz Fulano de Tal”, você, face a tudo aquilo que o mortal – que, aliás, se julgava imortal – realizou, ele, tardiamente, fez jus ao infausto desfecho, ainda que, em princípio, você não deseje a morte de ninguém...

Constatação VIII

E, ainda, não se deve confundir estranhas com entranhas, muito embora, alguma vez ou outra, a pessoa apaixonada e não correspondida e/ou compreendida sinta dores profundas nas entranhas da alma e, logo em seguida, comece a sentir sensações estranhas no pobre do magoado coração.

Constatação IX

Sem ser inteligente,
A gente logo depreende
Que pela gravidade do acidente
O “az” do volante nunca aprende.

Constatação X

Vamos parar, de uma vez por todas, de falar mal do atual governo. Afinal, ele nada mais é do que a continuação dos anteriores. Apenas mudaram as moscas, digo, os governantes.

Constatação XI (Brasil ainda é um dos mais desiguais, apesar de progresso, diz ONU).

Em 2009, o Produto Interno Bruto cresceu em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. Se a situação de mortes por violência, por fome, doenças, falta de atendimento médico, migração para outros países, etc. etc. continuar no atual ritmo, a população diminuirá e, consequentemente, o nosso PIB per capita aumentará. Quanto menos gente, maior o PIB per capita. Inversamente proporcional, portanto. E morra “nóis”, digo, viva “nóis”.

Constatação XII (De uma dúvida).
Essa briga entre o senador José Sarney x outros senadores que pediram sua saída da presidência do Senado e outras mais entre Judiciário x Legislativo x Executivo dá a combinação de três elementos, tomados dois a dois. Matemáticas a parte, na sua modesta opinião, caro leitor, ainda bem que, de vez em quando, eles brigam entre eles e, por raros momentos eles não se encontram, como de praxe, unidos contra nós ?

Constatação XIII

O septuagenário fica lucubrando, diante das tristes realidades do que lhe sucede pelo fato de estar na assim chamada 3ª Idade:
-Vontade de tomar chuveiro sentado;
-Virar a direção devagarzinho, levando-a de uma mão para outra sem cruzar os braços;
-Se ver as voltas com uma indefectível barriguinha ou barrigona;
-Paquerar tudo que mulher, inclusive cometendo a gafe de paquerar a do amigo ou conhecido, a quem já foi apresentado muitas vezes e cada vez ter dito: “Muito prazer em conhecê-la”.
-Passar para 2ª marcha do carro ao invés da 4ª e vice-versa. Ou a 1ª ao invés da 3ª; ligar o limpador de pára-brisa ao invés da seta indicadora de direção; querer abrir a porta do carro com a chave da casa ou vice-versa e coisas assim.
-Bebendo ou não, ter dificuldade de fazer um “quatro” sem se apoiar. Ter que sentar para vestir as calças ou também ter que se apoiar, mesmo que o pé não seja grande e a boca da calça não seja estreita.
-Dar marcha à ré, sem voltar a cabeça, bem devagarinho, até o pára-choque bater no outro pára-choque, parede, etc.
-Usar freqüentemente as frases: “Naquele tempo”, “No meu tempo”, “Ah, se eu agora tivesse menos 40 anos...” “O que é que eu estava dizendo mesmo ?” “Os jovens de hoje não são como nós éramos” “Essa gente quer ganhar tudo de bandeja, sem fazer força”, etc.
-Não ser mais aceito, se está procurando emprego, sob qualquer alegação menos a verdadeira da idade provecta. Idem, idem para fazer seguro de vida e convênio com algum plano de doença, digo, de saúde.
-Começar a se interessar por ceroulas, depois de havê-las repudiado durante toda a vida, sob a alegação que ficaria ridículo, que nenhuma mulher deveria ou quer fazer amor com quem usa ceroulas e coisas desse jaez.
-Não pode comer mais isso, não pode mais comer aquilo que faz mal; não pode mais fazer isso, não pode mais fazer aquilo, principalmente, aquilo.
-Mesmo que dê pulinhos e sacuda infinitamente certa parte do seu corpo, os últimos 382 pingos, depois que a tal parte for devidamente recolhida, vão para certa parte de seu vestuário, ao contrário de quando era jovem que, como é sobejamente sabido, apenas, o indefectível último pingo é que deveria ir para o tal mencionado vestuário (Perdão, leitores).
-Dar uma baixada numa gata e receber como resposta “o senhor...”, “tio”, “o vovô”, etc.
-Ficar na fila, no banco, dos idosos e gestantes; ter direito a entrar, gratuitamente, nos cinemas da Prefeitura Municipal de Curitiba; nos bailes, no Operário, também em Curitiba.
-Dar uma passada de olhos na sessão do necrológio do jornal para ver se a média da idade dos óbitos é próximo da sua, ou, ainda, se tem algum conhecido “do seu tempo”.
-Ter uns arroubos de jojoca incontroláveis, estando em casa ou em lugares públicos.
-Procurar adoidado os óculos, com o mesmo na testa;
-Usar boné para proteger a cuca do frio e, dessa maneira, quando está dirigindo, fatalmente, irá assustar os demais motoristas que temem condutor de veículos, “chapeludo”, independente do tipo de chapéu que estiver usando;
-Se ver diante da terrível dúvida crucial: “Puxa vida, aonde mesmo que eu estacionei o meu carro ?” (A expressão “puxa vida”, desde que seja um sujeito educado...).
-Sair da festa, esquecendo a mulher, os filhos e netos e depois voltar somente por achar que havia esquecido o guarda-chuva. Pegar o dito cujo e ir embora, deixando, novamente abandonados a sua própria sorte, ao Deus dará, os seus tão caros familiares;
-Trocar o nome das pessoas e/ou confundi-las com outras que não têm nada a ver;
-Ao invés de dizer “gata”, diz “brotinho”; ao invés de dizer “coroa” diz “balzaqueana”; “vosmecê” no lugar de você; ao invés de escrever “farmácia”, escreve “pharmacia”, etc.
-Chegar ao supermercado e se perguntar: “O que foi mesmo que a mulher queria que eu comprasse ?”
-Se está participando de um jogo de volei, os companheiros não lhe servem a bola, pois sabem que não adianta porque os reflexos foram para as cucuias. Já, os adversários, vá bola em cima do pobre mortal...
-Pelada, para participar, só se for no gol.
-Não conseguir fazer xixi em horários que não os do meio da noite e quando faz o retro-mencionado, o faz em todas as direções, inclusive no lugar correto da bacia sanitária (Perdão, leitores).
-Esquecer o nome da mulher do chefe (menos mal que não o da sua própria...);
-Esquecer do que vive esquecendo;
-Dar uma cuspida pela janela do carro, sem ter verificado antes se havia baixado o vidro (Perdão, leitores);
-Descobrir a diferença entre medo e pavor*...
-Ser convidado para as festas, ginástica, bailinho, excursões, caminhadas, etc. da eufemística Idade de Ouro, Idade da Sabedoria, Idade da Maturidade, etc.;
-Esquecer quem fez a primeira, no jogo de truco (fato muito grave e imperdoável, diga-se de passagem);
-Viver tropeçando, inclusive até na própria sombra.
-Andar com a braguilha aberta e abotoar o paletó completamente errado.
-Ficar sentado em frente à televisão, assistindo o noticiário e, fatalmente, puxar um ronco, acordando, dentro em pouco, assustado.
-Pedir para alguém encontrar um número de telefone na lista telefônica por não conseguir ler “essas malditas letras pequenas”.
-Entrar na fase das muitas letras, como por exemplo, as da letra “pê”: paquera paca e pifa; pega problema na próstata, além de pipalgia (dor na nádega) e pigarro; ou as da letra “a”, pois aparece artrite, artrose, arritmia, arteriosclerose, anda arcado, etc. e da letra erre, dentre outros sintomas, rouquidão, reumatismo, resfriado, rinite; da letra cê, dentre tantos coriza, catarata, o ciático (ah, o ciático) e assim por diante até o total do alfabeto inclusive com as letras “k”, “w” e “y”.
-Abrir os tarros por qualquer motivo, inclusive por coisas e fatos piegas.
-Ter que tomar algum tipo de medicamento antes, durante ou depois das refeições.
-Sentir cãibras e pontadas nas piores ou melhores situações e nos lugares mais esdrúxulos, inclusive até nos cabelos.
*A diferença entre medo e pavor, para quem ainda não sabe, é a seguinte: Medo,é tudo aquilo que o sujeito sente, pela primeira vez, quando não consegue dar a segunda; pavor, é tudo aquilo que o sujeito sente, pela segunda vez, quando não consegue dar a primeira...
Moral de tudo isso, relacionado acima, embora não seja bem uma fábula, pelo menos daquelas indignas do guru Millôr: Não é só a inveja que é uma eme...

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

A seleção do Mano Menezes parece ser a antípoda da seleção do Dunga?

Dúvida II

Ele estava em dúvida – crucial ou não – se pagava a dívida, achando que não era devida nem uma questão de vida ou morte ?

Dúvida III

A Raimunda,
Aquela
Que ouço falar
Que ela
Também é
Boa de bun, digo, pé,
Profunda
Magoa
Sentiu
Quando,
Em lugar
De cerveja,
Ora, veja!
O garçom,
Com pecha de bom,
De legal
Serviu
Água
Torneiral ?

Dúvida IV

A cartomante,
Nem por um instante
Não viu
Nem previu
Que o seu marido,
Que andava tão arredio
E com ares de compungido
Ia sumir, como de fato,
Sem nenhum espalhafato,
Sumiu
Com uma amante ?

Dúvida V

O prezado leitor é do tempo, como deste assim chamado escriba, em que a última linha da dúvida anterior era escrita assim: “Com u’a amante” ? Minh’alma ? E de pharmacia ? E de 10 bananas por um tostão ? E...E...E... ?

Dúvida VI

Meu bem! Meu doce bombom! O bem-bom não estava bom ?

Dúvida VII

Agora que os cientistas conseguiram reduzir a velocidade da luz, conforme a mídia andou divulgando, será que, de acordo com a teoria da relatividade de Einstein, vai dar para voltar ao passado ? (Cartas à redação. Obrigado).


Dúvida VIII

Não restou ninguém para contar ? Todos, do pelotão de fuzilamento, se suicidaram ? Tem certeza ?

Dúvida IX

Cadê a devolução do excedente nas contas de luz cobradas que até hoje não nos devolveram ?

Dúvida X

A “Dúvida IX” é de quem ainda acredita ou não acredita em Papai Noel ?
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Não se deve confundir depor com repor, até porque, quem ler o livro do jornalista Milton Ivan Heller, Resistência Democrática, que trata sobre a repressão no Paraná, vai se dar conta que na época da ditadura militar, muita gente foi convocada a depor e, como ainda não haviam inventado o clone, não foi possível dar um jeito para repor nem parte desse pessoal todo, pois nunca mais se soube mais do paradeiro deles... Maus tempos.

Constatação II

E, também, não se deve confundir murista*, aquele que vive em cima do muro, com humorista, muito embora, na maioria das vezes, o murista, pelas posições que toma, inerentes a sua condição, possa ser confundido com um humorista. A recíproca, nesses casos, jamais, em tempo algum, foi, é ou será verdadeira.
*Sugestão de Rumorejando aos filólogos.

Constatação III

O septuagenário estava se sentindo tão velho, tão velho, mas tão velho que já não se considerava mais testemunha ocular da História, mas da Pré-História.

Constatação IV

Rico é empírico e se equivoca; pobre, improvisa e dá com os burros n’água.

Constatação V (Ah, esse nosso vernáculo).

Ela estava com uma pesada lide, com uma odisséia, para dar uma mera lida na Ilíada e na Odisséia de Homero.

Constatação VI

Era um cara tão sujo, tão sujo, mas tão sujo que, ao morrer, a seu pedido, incineraram o seu corpo, mas não atiraram as cinzas ao mar, como também tinha sido sua vontade, para não poluí-lo ainda mais.

Constatação VII (Tão de acordo, amigos Marcos Antônio Giacomazzi, de Getulio Vargas – Rio Grande do Sul e Rui Afonso Tomé, de Pato Branco - Paraná ?).

Na hora de sorver
O chimarrão,
Errada atitude
É não
Pôr a bomba –
Seja curva, reta
Ou em forma de tromba –
Como meta
De modo a conter
O talude.

Constatação VIII (De diálogos meio dicotômicos).

-“E a vida como é que vai ?”
-“Não posso me queixar. Deus sempre foi generoso comigo”.
-“Mas você também deu duro na vida”.
-“É verdade. Realmente, não foi fácil. Porém tem gente que deu duro na vida e Deus não foi generoso”.
-“Isso também é verdade. Só que tem quem não fez nada na vida e, assim mesmo, Deus foi generoso com essa gente”.
-“Também não deixa de ser verdade”.

Constatação IX

Não se deve confundir adoção com adição, até porque com a adoção de certas medidas, tomadas pelo governo, resulta numa adição no déficit do nosso já tão escasso e minguado orçamento.

Constatação X

Pobre, quando se dá conta que cometeu uma gafe, diz: “passe uma borracha”; rico, manda “deletar”.

Constatação XI

Resiste,
A tremer,
O aposentado
E persiste
Em sobreviver,
Com um trocado.
Coitado!

Constatação XII (Rememorando, entre outros, a nossa história).

Logo depois que o presidente Janio Quadros, para alguns poucos de saudosa memória, renunciou à presidência da República do Brasil, ele tentou correr atrás do prejuízo e recomeçar tudo de novo, candidatando-se ao governo do estado de São Paulo. Seus principais adversários foram: Carvalho Pinto, ou o seu candidato, já não me lembro mais, e Ademar de Barros. Carvalho Pinto havia sucedido Janio Quadros no governo de São Paulo e tudo levava a crer que a sua intenção era de suceder Janio Quadros na Presidência. A decepção de Carvalho Pinto foi tão grande que, quando Janio, já demissionário, parou em São Paulo, vindo de avião de Brasília para, digamos, parlamentar com ele, no decorrer da conversa, as coisas foram azedando de maneira tal que dizem que até pontapé ocorreu. Mas, isto, já é outra história.
Ademar de Barros, que acabou vencendo as eleições – os votos de Janio Quadros e de Carvalho Pinto, ou do seu candidato, se dividiram –, não governou por muito tempo porque teve o seu mandato cassado pelo poder militar que se apossou do país. O Dr. Ademar de Barros, que ficou conhecido por “rouba, mas faz”, que, recentemente, foi usado pelos adversários do Sr. Paulo Salim Maluf, em várias eleições, era formado em medicina. Ele começou sua campanha contra seu grande rival Janio Quadros, que o havia derrotado nas eleições para presidente, contando a seguinte história aos eleitores: “No meu tempo de atendimento aos pacientes, um dia eu fui atender um chamado numa casa em determinado bairro e eis que, em chegando lá, me deparei com o marido, visivelmente bêbado, surrando a sua mulher. Aí, eu falei para o sujeito que não batesse na mulher; que em mulher não se batia nem com uma flor; que aquilo que ele estava fazendo era muito feio e coisas assim. A mulher, que até àquela hora não havia aberto a boca a não ser para gritar enquanto apanhava, se dirigiu para mim, dizendo que eu não tinha nada a ver com isso e que ele batia no que era dele. Se você eleitor paulista quer agir como aquela mulher que gosta de apanhar, então vote em Janio Quadros”. E lá seguia o Dr. Ademar de Barros apregoando suas virtudes enquanto falava mal de seu maior inimigo político...
Contei toda essa história, também para dizer que na vida há gosto para tudo. E tanto há que, nesses dias, numa repartição pública, foi ouvido a maviosa voz daquela super gata, dizendo: “Paulinho! Se até daqui duas horas, você não tirar a mão da minha bunda, eu te denuncio por assédio sexual”...

Constatação XIII (Elementar).

A globalização,
Meu patrão,
Seria muito bom
Não fosse a exclusão.

Constatação XIV

O fofoqueiro,
Atrevido,
Faz intriga,
Provoca briga,
O dia inteiro
Para se sentir inserido,
Concernido,
Em qualquer tema.
Até bola teorema
Para provar
Que é um luminar.
Nem um segundo
Dá pra agüentar
Esse imundo,
Vagabundo.
Esse... e mais não cito.
Tenho dito!

Constatação XV

“Não faça filigrana”,
Disse o assaltante,
“Me passe logo a grana
Que dentro de um instante
Tenho reunião importante
Com gente bacana
E não tenho sonante
Nem pra comprar uma banana”.

Constatação XVI

Rico é um sutil comerciante; pobre é um venal trambiqueiro (Será que venal trambiqueiro é pleonasmo?).

Constatação XVII

Este assim chamado escriba torceu para a Argentina contra a Alemanha, pois era um time sul americano contra um time europeu. Analogamente, em favor dos uruguaios contra os holandeses, ainda que o maracanazo, desde 1950 até hoje, está atravessado na minha garganta. O que não me agrada nos argentinos é o nariz empinado e as botinadas nos jogos contra o Brasil. Isso, claro, não tira minha paixão pelo tango e pelo atual cinema argentino. Quanto a rivalidade futebolística, essa é tão grande quanto o Grêmio x Internacional, em Porto Alegre, o Avaí x Figueirense, em Florianópolis o Coritiba x Atlético, em Curitiba e assim por diante. São casos insolúveis.

Constatação XVIII (Teoria da Relatividade para principiantes).

É muito melhor ser assaltado por dúvidas cruciais do que por um cara que te aponta um 38 na direção do teu indefeso e inocente nariz.

Constatação XIX

Deu na mídia: “Apenas das 20 melhores escolas no Enem são públicas”. “Melhor do Enem 2009 tem mensalidade de R$ 2.700,00”. Quem não tem dinheiro para pagar uma escola particular ta ferrado. Os ministros da Educação e da Saúde no Brasil são dois parlapatões. Este assim chamado escriba não precisa mais votar porque já passou dos setenta anos, mas vai votar na Marina Silva porque ela sabe o que é pobreza e seus problemas. Tenho, ao declarar desde já o meu voto, dito!

Constatação XX

No necrológio,
Do cara raquítico,
O político,
Tentando dar
A impressão
De altamente ético
Em sua oração,
Ou melhor,
Na sua peroração
Laudatória,
No seu falar
Apologético,
Enaltecedor,
Elogioso,
Martirológio,
Mostrando falsa dor,
Mas assaz mentiroso
Deixou escapar
Uma história
De que o finado
Havia surrupiado
Seu relógio
Quando tava numa pior.
Coitado*.
*Não ficou muito claro quem é o “coitado”. Se o político ou o finado. Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.

Constatação XXI

O prezado leitor já assinalou que, quando o seu cérebro decodifica e assinala os acordes dos Noturnos de Frederic François Chopin, por exemplo, e tantas outras, podendo, ou não, fazer rolar alguma eventual lágrima, foi pelo motivo de que uma ramificação se transladou e acabou tocando, também, o seu sensibilíssimo coração?

Constatação XXII

O presidente da FED, o Banco Central dos americanos do norte, Ben Bernanke de forma pomposa declarou em discurso: “Avaliaremos cuidadosamente os acontecimentos financeiros e econômicos e estaremos preparados para aplicar políticas conforme for necessário para amparar o retorno à utilização plena do potencial produtivo da nossa nação num contexto de estabilidade de preços". Comentário de um simples cidadão daquele país: Ferramo-nos*.
*Não foi bem essa palavra que ele usou. Foi outra que também começa com a letra efe, mas que Rumorejando, educadamente, se resguarda o direito de não publicar. Obrigado pela compreensão.

DÚVIDAS CRUCIAIS.

Dúvida I

Foi a condessa de origem italiana, da conceituada linhagem Rondinelli, aquela que até para seus animais de estimação havia providenciado brasão, que queria modificar seus documentos pessoais, passando a assinar seu nome Ronddinnellli, assim mesmo com dois dês, dois enes e três eles ?

Dúvida II

Foi a namorada do Zorro que, por causa do Tonto, o amigo inseparável do Zorro, cometeu uma tontice, uma zorra ?

Dúvida III

Nos campeonatos, no Brasileirão e outros quantos mais, o meu Paraná tem sido posto num desrespeitoso lugar que os despeitados adversários acharam, erroneamente, que foi no devido. Não é o fim dos tempos e da picada?

Dúvida IV

Ideal
Sem patrono
É igual
A cachorro sem dono ?

Dúvida V (Via pseudo-haicai).
A tosse comprida
Encurtou seu beijo
À prometida ?

Dúvida VI
Nem Pantagruel
Comeria
Aquele pastel
Da pastelaria
Do seu Manoel
Feito pela Da. Maria ?

Dúvida VII

A CPI
Dos Bancos
Por aqui
Vai aos trancos
E barrancos ?

Dúvida VIII

E já que falamos em tão intrincado assunto, por que será que nunca, até hoje, foi ao menos cogitada a CPI das pizzarias ?

Dúvida IX

A senha da Internet
No seu computador
Não lhe compromete
Perante seu provedor ?

Dúvida X

Fracalhão
É quem não
Enfrenta,
Ou não
Agüenta
A mão ?

Dúvida XI

Quando você se dá conta que a premiação do Oscar desperta muito mais a atenção da classe média brasileira – que se preparou para assistir na televisão, com pipoca e tudo o mais –, do que dos nossos gravíssimos problemas, você também conclui, tristemente, que este nosso país é efetivamente insolúvel ?

Dúvida XII

Baseado na dúvida anterior, você também acha que a gente engole tudo que a mídia televisiva nos impõe ?

Dúvida XIII

A Diretoria do meu Paraná não tem feito pagamento, em dia, os salários dos jogadores. Será que eles acham que os jogadores e respectivos familiares têm vocação para jejuar?

Dúvida XIV

O PPS do meu estado alerta filiados que não tolerará infidelidade. Será que tampouco a conjugal?

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Não se pode confundir banda diagonal endógena, nome tecnocratês, dado pelos áulicos economistas do Poder vigente, no Brasil, que culminou, numa certa época, com a desvalorização cambial e bunda monumental exógena *, até porque, o primeiro, teve uma repercussão altamente negativa em nosso país; já, o segundo, como é sabido, é exatamente ao revés, levando-se em conta que é considerado preferência nacional...
* Exógena, segundo o Aurelião, quer dizer “que cresce exteriormente ou para fora” e, evidentemente, endógena é para dentro. (Por favor, cuidar para não trocar de posição as palavras endógena e exógena, caso contrário o que era monumental deixará de ser. Obrigado).

Constatação II

Não só não me fio
Nos atuais
(E futuros) governantes,
Municipais,
Estaduais
E federais,
Como tantos pagantes
De impostos
E sinto um calafrio
Ao me dar conta
Que ainda restam
Meses em monta
Para terminar,
Para encerrar
Seus mandatos,
Insensatos,
Tão inconstantes
E que se prestam
A certos atos
Que, muitos, não contestam,
Puxa, nós todos! Que patos !

Constatação III (Objetivos de Rumorejando).

A gente martela
No computador
Para auferir
Mais um leitor
Que possa
Ao menos sorrir
E espairecer
Além de vista grossa
Deixar de fazer,
Diante tanta mazela...

Constatação IV (Subsídios para uma “poesia” infantil para ser recitada nas festas de fim de ano do pré, jardim de infância, 1º ano do primário, etc.).

-“Para rever o meu amor,
Irei até os cafundó”,
Disse o galo conquistador
Falando da galinha carijó.

Constatação V (Subsídios para um recitativo do torcedor, cujo time acabou de levar uma tunda, mas sem perder a esperança de dias melhores).

-“Você viu os gols de placa
Que fizeram no nosso time.
Os outros estão com a macaca
Mas não nos subestime”.

Constatação VI (Subsídios para quem quer recitar reminiscências).

Certa vez a seleção brasileira
Discutiu sobre o valor do bicho.
Sem dúvida, uma grande asneira
E o fato deu o maior “bochicho”.

Constatação VII (Subsídios para histórias de bichos, mas não tão infantis).

No bosque,
Perto do quiosque,
Languidamente a cobra
Disse pro seu galã:
“Vê se você se desdobra
Pra comer aquela maçã
E em mim se enrosque”.

Constatação VIII

Existem certas mulheres quando seus maridos ascendem a altos cargos públicos, se arvoram no direito de co-gestão, apenas, por serem as esposas do chefão. Por outro lado (qual lado ?), com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, a figura do gigolô, que estava em baixa, por causa da liberalização feminina, voltou à cena. Também por causa da mentalidade de “tirar proveito em tudo”. O que tem de mulher sustentando marmanjo por aí, não tá escrito em nenhum gibi...

Constatação IX

Em certos países, não é mais “querer é poder”, mas sim Poder é querer...

Constatação X

A inútil televisão encurta o tempo útil da pessoa, colaborando para torná-la inútil.

Constatação XI

Quem escuta o programa de Geraldo Pioli, Domingo, às 9 horas da manhã, na Rádio Educativa de Curitiba, deve se encantar com esse universo, ainda pouco conhecido, da música latino-americana. É na música latino-americana que vamos encontrar, por exemplo, o boliviano Ernesto Cavour, “El maestro del charango”, tocando “El vuelo del colibri” (picaflor), quando se tem a perfeita sensação de estar vendo o beija-flor, no seu vôo magistral. Algo semelhante ocorre quando a gente escuta o “Vôo da abelha” do autor russo Rimsky Korsakoff. Ainda bem que a globalização não conseguiu, pelo menos por enquanto, deturpar a música de todos os povos.

Constatação XII

Depois que o meu Paraná ficou em primeiro lugar durante a Copa, eu resolvi não tirar sarro dos meus amigos que torcem por outros times. Acho que, tal atitude, seria uma grande covardia e uma grossa patinagem* ou uma tremenda sacaria**.
*Patinagem = patifaria + sacanagem.
**Sacaria = sacanagem + patifaria.

Constatação XIII (De conselhos úteis. Antecipadamente, de nada!).

Da crise
Não corra.
Não adianta.
Eu entendo
Que ela é reprise
E, qual gangorra,
Vai e vem
Que só vendo.
E, pela nossa garganta,
Vai descendo
Mais esse sapo,
Com ou sem papo,
Também.
Mas, nem por isso,
Ou, por causa disso,
Nunca diga
Pra esses governantes,
Duma figa,
Tão inconstantes,
Amem.

Constatação XIV

Quando dá corrida para um banco, por parte de seus depositantes, diante de uma notícia que um banco vai quebrar, o banqueiro não precisa sair em desabalada carreira. O seu – dele - está sempre garantido.

Constatação XV (Teoria da relatividade para principiantes em certos países).

É muito melhor, muito mais seguro você, como pedestre, atravessar a esquina mesmo com o sinal fechado, mas que não tenha nenhum carro à vista, do que você atravessar com o sinal aberto para você, mas com carros vindo.

Constatação XVI

Quem sofre de soluço não consegue passar despercebido.

Constatação XVII (Via pseudo-haicai).

Um “trombadaço”
A chuva. Estragou
A pintura do palhaço.

Constatação XVIII

E como dizia aquele sujeito que volta e meia tomava umas e outras: -“O meu fígado é o meu tendão de Aquiles”.

Constatação XIX

Não se deve confundir a atriz de cinema Jeannette Mac Donald, que formava um par romântico, na década de quarenta, com o ator e cantor Nelson Eddy, com a multinacional McDonald’s, a dos lanches rápidos, até porque cada uma delas representa épocas e fatos distintos.

Constatação XX (Ah, esse nosso vernáculo, passível de mal entendido).

Sexo em demasia deixa o cara depauperado.

Constatação XXI

A semelhança entre este assim chamado escriba e o Rubinho Barichello é que nós nunca ganhamos; ele, o 1º lugar na Fórmula I; eu, na sena. A diferença, é que o que ele ganha, anualmente, corresponde a uma sena ou mais...

Constatação XXII (De razões e proporções matemáticas).

O som alto do rock pauleira, às duas da manhã, do vizinho, está para a tua neurose, assim como o silêncio ou o cantar dos pássaros na natureza está para a neurose de quem escuta o rock pauleira.

Constatação XXIII

Rico tenta e consegue postergar as dívidas; pobre, tenta, inutilmente, postergar o Seproc.

Constatação XXIV ( De cartaz afixado, passível de mal entendido).

“É proibido jogar lixo neste terreno”.

Constatação XXV (De conselho útil específico para um sono mais tranqüilo).

Se você herdou fortuna de antepassado, senhor de escravos, não meta panca de nenhuma espécie. De aristocrata, então, nem falar. Na realidade, o que você deveria fazer é procurar os descendentes dos escravos dos teus antepassados e repartir, senão toda, pelo menos, uma parte da tua fortuna com eles. A rigor, você estará resgatando uma dívida da qual, mesmo que não tenha tido a tua interferência, você está usufruindo dos benefícios auferidos, através dessa página vergonhosa da história na formação da fortuna da tua respeitável família. Com toda a certeza, mesmo que você esteja pensando “pois sim”, “eu, hein” e coisas do gênero, garanto que você – se efetivamente não é um fdepê – passará a dormir melhor, sem sobressaltos e por aí afora. De nada!

Constatação XXVI

Não se deve confundir hesitante com excitante, muito embora exista gente que fica hesitante diante de algo excitante. A recíproca, neste caso específico, dificilmente é verdadeira.

Constatação XXVII

Disse um velhinho pro outro:
-“Você viu aquela propaganda, na qual a moça tira a parte de cima do seu biquini e mostra os seios ?”
-“Não, não vi. E acho que você andou vendo demais. Não terá sido a tua imaginação ?”
-“Se fosse a minha imaginação, não teria sido só a parte de cima”.

Constatação XXVIII

Em certos países, brinca-se de faz-de-conta: as crianças, fabulando; os adultos, eleitores, que os candidatos vão resolver os problemas do país e não os deles próprios; os candidatos eleitos, brincam de fazer-de-conta que vão resolver os problemas do país e não os deles próprios. E viva “nóis” e viva certos países...

Constatação XXIX

Rico é importante; pobre, é irrelevante.

Constatação XXX

Vejam só: O “guru” Millôr Fernandes sempre se intitulou “um escritor sem estilo” e Rumorejando sempre se inspirou no estilo dele.

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

Foi o Stacho,
Meio borracho,
Que deu uma de macho
E, não falando baixo,
Deu, na mulher, um esculacho
Querendo fazer dela capacho ?

Dúvida II

Quando a senhora circunspecta cruza na rua com o ator que está fazendo o papel de vilão, na novela do horário nobre, ameaçando bater no coitado com a sombrinha se ele não mudar de comportamento, pois “onde já se viu tratar Fulana e Beltrano daquela maneira”, ela está querendo fazer justiça com a própria sombrinha, digo com as próprias mãos ? E isso tudo quer dizer que ela não confia no autor da novela, na Justiça, ou em quê ?

Dúvida III

O que será que os governantes pensam – se é que pensam – quando se dão conta – se é que se dão conta – das filas de cinqüenta mil pessoas que se formaram, em apenas um dia, para disputar uma das 10 mil vagas abertas pela Força Sindical e pela Prefeitura de São Paulo que promete um salário mínimo mensal e uma cesta básica por um período de seis meses ?

Dúvida IV

Será que, com tanta CPI,
O visado não realiza,
Não se dá conta
Que, dele, ficamos aqui
Com uma baita ojeriza,
Com nojo, em grande monta ?

Dúvida V (Depois do começo do século).

Quando a gente se dá conta o quanto nós fomos espoliados pelos portugueses, eu não sei se, ao invés dos 500 anos do descobrimento do Brasil, não seria bem melhor ter comemorado os 500 anos de “La Pietá” de Michelangelo. Afinal de contas, também se tratou de 500 anos...

Dúvida VI

Você, leitor,
Também
Se sente
Perdido
No deserto
Como alguém
Com dor
De dente,
Fud, digo ardido,
Que sofre,
Diante
Do cofre
Aberto
Pros banqueiros
Tão ligeiros ?

Dúvida VII

Precisou de sais,
O noivo,
Na noite dos esponsais?

Dúvida VIII

Necessito do seu préstimo:
Será que daria para me fazer
Um razoável empréstimo
Sem que eu precise devolver ?

Dúvida IX (Via pseudo-haicai).

De ver gente famosa,
Deliciam-se os telespectadores,
Numa cena escabrosa ?

Dúvida X (tipicamente latino-americana).

Era do Palácio da Liberdade que as ordens eram emanadas para se prender, trancafiar, torturar e matar ?

Dúvida XI (Via pseudo-haicai).

Tem certeza ?
Sexo grupal
Com sutileza ?

Dúvida XII (Via pseudo-haicai).

Deu o maior escarcéu
Na sua barriga.
Dúzia e meia de pastel ?

Dúvida XIII

Qual presidente e de quê ou de onde que também está tirando proveito em tudo ?

Dúvida XIV
Sei, não:
Filé mignon
Com molho de camarão ?
Sei, não...

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Não se deve confundir de coração com decoração, muito embora existam muitos profissionais que executam a segunda com arte e com empenho, enfim com características da primeira.

Constatação II (De conversa entre comadres).

“A bandida
Andou
Envolvida
Com o bandido
Do meu marido
E se evaporou,
Se eclipsou”.

Constatação III (De afirmações repetitivas).

“Eu respeito muito seu ponto de vista. Mas, o meu ponto de vista é que o senhor tem a dita cuja curta e a língua comprida”.

Constatação IV

Não se deve confundir chã com chão, até porque, além de a primeira ser uma palavra feminina e a segunda masculina, estar com os pés no chão, não andar no mundo da lua é algo tão óbvio que até se torna uma coisa chã.

Constatação V

Não se deve confundir instilar com instigar até porque se você instilar alguns milhões, ou mesmo milhares de gotas de álcool na tua “caveira” ou de alguém, você poderá instigar que a dita cuja saia, só de saia, cometendo asneira por aí.

Constatação VI (De diálogos passíveis de dúbia interpretação e, portanto, passível de mal entendido).

-“Comadre, não se trata de querer falar mal dela, mas ela é do tipo que se tivesse oportunidade ela não hesitaria, não teria o menor escrúpulo em roubar o teu marido”.
-“Mas, comadre, você a mal conhece. Alguém te falou dela para você fazer esse tipo de afirmação ?”
-“É verdade, comadre. Eu a mal conheço. Porém conheço a humanidade e tiro as conclusões por mim mesmo”...

Constatação VII

Tremula
A bandeira
Que o presidente,
Civicamente,
Hasteou.
Pura firula!
De alguma maneira,
Algum vivente,
Descaradamente,
Ele enganou.

Constatação VIII

Finalmente,
A secretaria
Acedeu
Ao seu
Insistente
Convite
Para irem jantar.
Sem palpite,
Ela pediu champanhe
Com caviar,
Logo falando:
“Me acompanhe”.
Ele agradeceu,
Pensando:
“Que perdulária!”
E a menina,
Já mastigando:
“Mas, que sovina!”
E o garçom
Com voz sibilina:
“Está bom ?
Que tal
Um vinho francês,
De 1973,
Pra acompanhar
O prato principal ?”
E ele amuado,
Concordando
Pediu só um pastel
Novamente pensando:
“Que mundo cruel
E
Que...
(Censurado)”.

Constatação IX

Chama-se preconceito quando um casal, que você conhece de longa data, se separa e você incontinente pensa: “O que será que ele(a) fez para ela(e) ?”

Constatação X

A investigação
Anatamo-patológica
Das verrugas
Que, com anestesia local,
Me tiraram
No hospital
Felizmente,
Conforme analisaram
Não deram
Nem em mim,
Nem em alguém
A mínima preocupação.
A constatação,
Diligentemente,
Também,
Me pareceu lógica:
“Idade das rugas,
Velhice, enfim...”

Constatação XI

Disse a adolescente pra sua amiga: “Eu não sei por que aquele cara me olha torto se eu nunca falei mal dele. Agora, a bem da verdade, que não dá pra falar bem dele, isso lá não dá...”

Constatação XII

E como dizia aquele gigolô: “Hoje em dia, as pessoas não trabalham mais com dedicação e profissionalismo”.

Constatação XIII

Tá certo que o menor precisava de uma lei que o protegesse, conforme a Constituição, promulgada em 1988, o fez. Agora, que o maior também precisa ficar protegido dos assaltos, roubos, crimes, etc. que muitos menores, impunemente, vêm cometendo, alguém aí tem alguma dúvida, crucial ou não ?

Constatação XIV

Fez uma serenata
Para a amada
No frio,
No sereno,
Sentindo até calafrio.
Ela, com o rosto sereno,
Atirou-lhe na lata:
“Você não tá com nada,
Seu biruta,
Seu boçal,
Seu pé frio,
Seu azia em copo de sal
De fruta
Eno”.

Constatação XV (De formas de diálogos).

Entre ricos:
-“Comeu tudo o que você tinha direito ?”
-“Bem mais o que o meu médico de regime me recomendou”.
Entre não ricos:
-“Comeu tudo o que você tinha direito ?”
-“Direito ? O que quer dizer direito ?”

Constatação XVI (De diálogos esclarecedores e meio repetitivos).

-“Este macarrão tá cru”.
-“Tá cru coisa nenhuma. Você não entende nada de cozinha. Ele tá “al dente”.
-“Então tá ‘al dente’ demais, pois eu quase quebrei meu dente”.

Constatação XVII (E também conselho útil).

Não se deve confundir atende com entende, até porque quem não te atende, quando você está no estrangeiro, é porque, por não falar o teu idioma, não te entende. Portanto, gente boa, vamos tratar de aprender a falar muitos idiomas, principalmente aqueles que a globalização nos tá impondo. De nada!

Constatação XVIII

A religião, como muitos apregoavam, não é mais o ópio do povo. É o povo, aquele que solta desmesuradamente seus sofridos caramingüados, que é o ópio de algumas religiões...

Constatação XIX (Ah, esse nosso vernáculo).

Eu fico em depressão de ver tanta depressão no asfalto das ruas.

Constatação XX

Rico tem direitos e haveres;
Pobre, obrigações e deveres.

Constatação XXI

-“Vocês duas são farinha do mesmo saco”.
-“Não somos, não. É que ela está sempre me imitando”.

Constatação XXII

Os remédios já subiram e nunca deixaram de subir, mesmo nesta época do real. E, como sempre, sobem antes de todos. E, mais uma vez, viva “nóis”.

Constatação XXIII

Não é somente Rumorejando que tem dúvidas cruciais. Vejam a carta que o Sr. Valmir Marques da Silva de Belo Horizonte escreveu para a Folha de São Paulo, publicada no dia 21 de março de 1999: “Pode-se acusar o governo de tudo, menos de incoerência.
Para que Justiça de Trabalho se não vai haver mais trabalho ou emprego ?”

Constatação XXIV

Tinha um bigode tão fininho, tão fininho, mas tão fininho que todo mundo achava ele com cara de século passado.

Constatação XXV

Andava tão azarado, tão azarado, mas tão azarado que achava que seu anjo da guarda, além de assexuado como todo anjo que se preze, era também apócrifo* e apombocado**
*Apócrifo = “Diz-se da obra ou fato sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou”.
**Apombocado = “Tolo”.

Constatação XXVI

O camarada num domingo vinha saindo da loja de pneus cheio dos ditos, pendurados no pescoço e nos braços. Bem naquela hora passou um carro da “justa” e o guarda perguntou o que significava tudo aquilo. –“É a minha fantasia pro próximo carnaval”...

Constatação XXVII

Não sei porque, mas, todo o dia entopem a minha caixa do correio com propaganda de desentupidora de esgotos, ralos, tanques, pias, águas pluviais e outros mais e também de limpa fossa de maneira tal que eu até já estou ficando na fossa.

Constatação XXVIII

O coração da pobre Maria, em andrajos,
Se dividia entre o Manoel e o Joaquim,
Logo com aqueles mal-encarados gajos
Que a repudiavam e achavam ela o fim.

Constatação XXIX

Não se pode confundir PMD – psicótico maníaco-depressivo com PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro, muito embora, alguns adversários políticos do segundo, acusem – maldosamente ou não – a existência, em seus numerosos quadros, do primeiro.

Constatação XXX

Trilou
O apito
O juiz.
A porfia
Terminou
Em conflito
E ele entrou
Numa fria,
Como nunca quis.

Constatação XXXI

Rico, tudo pode; pobre, tudo quer.

Constatação XXXII (De conselhos úteis).

Não confie, prezado leitor, em esquemas financeiros que estejam ligados a nomes dos detentores do Poder como Chico, Juca, Zé, Paco, Zefa, etc. Deve-se confiar em nomes mais pomposos. Já imaginaram se o ex-Ministro da Fazenda Delfin Neto, fosse conhecido por El Fin, por exemplo ? Com esse apelido, duvido que algum FMI da vida nos tivesse concedido, na época, quaisquer empréstimos de socorro.

Constatação XXXIII (Meio surrealista).

Encasqueta
A vovó
Pra andar de bicicleta
De uma roda só.

Constatação XXXIV (Também meio surrealista).

Ela
Matraqueia
O bel-canto,
Com espalhafato,
Enquanto
Alguém
Tenta sacar
A meia
Dela.
Sem
Tirar
O seu sapato.
(Que barato!).

Constatação XXXV (De diálogos esclarecedores).

-“Pra mim, aquele cara é um piromaníaco”.
-“Como assim ? Ele já incendiou alguma coisa ?”
-“Não. Não é nada disso. O que eu quero dizer é que ele vive de fogo, bebe inveteradamente, vive no porre”.
-“Ah bom, quero dizer, ah ruim”.

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

Nem precisa muita artimanha
Para, em certos países,
Aparecer alguma patranha ?

Dúvida II

A estatueta
Parecia
Que lhe fazia
Uma careta ?

Dúvida III

Se a lua tivesse uma luazinha girando ao redor dela, para quem será que um casal de namorados, se estivessem na lua, olharia: para a luazinha ou para nós cá da terra ?

Dúvida IV (Via pseudo-haicai).

O inescrupuloso
De tanto aprontar
Ainda ficou famoso,
E por onde passava,
Por todo lugar,
Já encontrava
Convite para jantar ?

Dúvida V (Do século passado e/ou do começo deste).

Foi aquele pai que era uma fera que disse pseudo-haicamente para o namorado da filha, da donzela, quando os dois estavam no sofá da sala de visitas:
“Ela é espaldar
Para você nela
Assim se encostar ?”.

MAIS COISAS QUE PRECISAM SER INVENTADAS

-Garçom que não limpe a nossa mesa do bar com aquele pano cheirando a coisas medievais e/ou da era mesozóica.
-Sismógrafo para detectar torcida que foi a campo para fazer baderna.
-Transformador para transformar as ogivas nucleares que existem por esse mundo afora em comida, já que há muitos que estão morrendo de fome.
-Silenciador automático para calar quem fica conversando nos espetáculos públicos, pratica adquirida de quem está diante da sua novela, refestelado em sua poltrona predileta e costuma comentar “porque o Joãozinho não casa com a Mariazinha ao invés de querer casar com a Laurinha” e coisas assim. Aliás, porque não e tá acabado. Imaginem se o autor fosse perguntar a opinião de cada telespectador com quem Fulano ou Beltrana deveriam casar...
-Desmisturador automático para por ordem nas idéias de quem costuma mesclar, tergiversar, bla-bla-blar os assuntos quando narra um fato.
-Anti suspirador para evitar que você, indiscretamente, dê um suspiro de impaciência quando teu chefe, patrão, senhorio, sogra, etc. está te enchendo a paciência.
-Piscina térmica que regule automaticamente a temperatura sem gasto de energia.
-Pessoa loquaz que só diga coisas agradáveis e interessantes.
-Conta corrente que nunca fique negativa.
-Entrevistador que deixe o entrevistado se expressar.
-Sogra híbrida.
-Jogador de truco que me faça frente. (Desculpem a insistente imodéstia, mas não dá para, eternamente, escamotear a realidade).
-Tráfego que flua livremente, quando estivermos no meio dele.
-Produto industrializado que te “fale”, “toque”, enfim te sensibilize tanto quanto os produtos de artesanato.
-Paz no mundo.
-Cinto de castidade sem tetrachave.
-Motoserra que serre somente a “poupança” do seu proprietário.
-Carpê a prova de ácaro e que teu cachorro, em nenhuma hipótese, faça xixi nele (Perdão, leitores).
-Pílula para não dormir em conferência, aula, palestra, curso, etc.
-Telefone público que não desperdice o cartão eletrônico pra que não deixe o usuário pê da vida.
-Comutadores de luz que só admitam uma única posição, para acender e/ou apagar a luz, quando da sua instalação, pois, se houver um corte de luz – como está se tornando muito freqüente – o cidadão, com o auxilio de uma lanterna, saberá como deixar todas as luzes na posição de apagadas e ir dormir ou ir fazer o que melhor lhe aprouver.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Disse a mulher: “Caiu a temperatura”.
Disse o marido sem tirar os olhos da televisão, assistindo a seleção de Dunga, ansioso e com a esperança que saísse um mero golzinho ou, pelo menos uma jogada de ataque: “E ela se machucou?”

Constatação II

E já que falamos no assunto, comunico a quem possa interessar que eu estou pronto para ser o titular da seleção em qualquer uma das posições que me for solicitado a jogar. Tenho humildemente comunicado!

Constatação III

Genuflexo.
Assim,
O vivente orava
E murmurava
Coisas sem nexo
Enquanto pensava,
Meditava
Num erótico amplexo
Enfim...
Em sexo.

Constatação IV

Na época do “milagre econômico”, o Brasil teve altas taxas de crescimento. Na década de 80, o Brasil cresceu como rabo de cavalo. Em face da estagnação da economia, à semelhança de 80, a década de 90 também foi considerada “perdida”. Em duas décadas o governo sempre apresentou os índices de crescimento levando em conta o período do “milagre” para melhorar os índices. O início da década de 2000 não foi lá suas coisas. Por ora, talvez, não seja necessário repetir tais esquemas. Mas, com toda a certeza, aguardem a repetição de algo similar para as futuras eleições.

Constatação IV

A incúria
Dos governantes
Resulta
Em crise espúria,
Não por instantes.
A “multa”,
Que pagamos caro,
Provoca lamúria.
Além,
Também,
De injúria,
É claro...

Constatação V

Em época de crise, o povo se volta para o lado místico, para o lado religioso. E é claro que não faltam os que transformam a religião em atividade mercantil, pois a religião passa a ser o “ramo” que passa a faturar bem. E, nesse caso, também, viva “nóis” os incautos...
Constatação VI (Via pseudo-haicai).
Alegria
Contida
Dá azia.

Constatação VII

Não se deve confundir azougue com açougue, muito embora tenha muito açougue que vende gato por lebre e, isso, em certos países, ao invés de ser reprimido, é considerado ser bom comerciante, saber ganhar dinheiro, ser um azougue, enfim.

Constatação VIII

Rico tem enurese (incontinência de urina); pobre, se “xixiseia” todo.

Constatação IX

Não se deve confundir super marcado com supermercado, muito embora com a ameaça da temida inflação já existe supermercado que está, descaradamente, apresentando preço super marcado. Dúvida crucial: Alguém aí tinha alguma dúvida ?

Constatação X

De todos os presidentes da república que nós tivemos nos últimos 30 anos, o menos insincero foi o general Figueiredo. Respondendo a uma pergunta sobre o que faria se ganhasse o salário mínimo, disse “que se suicidaria”. Foi uma maneira de reconhecer que o salário mínimo era muito pouco. No entanto, à semelhança de todos os demais, inclusive o atual presidente, nada fez para efetivamente melhorar o dito cujo.

Constatação XI

E já que falamos no assunto, segundo o IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população idosa brasileira está entre uma das maiores do mundo, com 13,5 milhões de habitantes com 60 anos ou mais. A maioria dos que já estão aposentados ganham 1 (um) salário mínimo. Não adianta vir com o argumento de percentual, pois este sobre um salário de um desembargador, deputado, senador etc. não apresenta o mesmo efeito sobre o salário mínimo. Adivinhem quanto que ganha quem decide quanto deve ser o salário mínimo em nosso país. Comentários no blog. Desculpem, já ia esquecendo: “viva “nóis”.

Constatação XII (De diálogos esclarecedores).

-“A que horas então a gente se encontra ?”
-“Depois das nove e meia”.
-“Como depois das nove e meia. Quatro da tarde também é depois das nove e meia. Eu preciso saber com certeza, pois tenho uma série de compromissos”.
-“Eu não posso dar certeza. Vejam, as nove abre o supermercado. Aí, eu tenho que levar a minha mulher. Eu sei quanto que ela costuma gastar que, diga-se de passagem, é muito, mas muito mais do que ela deveria. Mas eu não sei quanto tempo ela leva”.
-“Ah, bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer...”

Constatação XIII

Quando o obcecado descobriu que ginástica e sexo produzem endorfina e consequentemente bem-estar, comentou do alto do seu alto grau de conhecimento: “Para mim basta fazer apenas sexo porque eu não preciso fazer nenhuma ginástica e qualquer esforço para atingir tais objetivos e desideratos colimados.

Constatação XIV

Os prezados leitores também são de opinião que a derrota do Brasil para a Holanda – que deixou a gente com gosto de chá de corrimão de repartição pública na boca e com o coração opresso – não era nada mais ou nada menos do que Crônica de uma Desclassificação Anunciada? Comentários no blog. Obrigado.


FÁBULA CONFABULADA (INDIGNA DO MILLÔR).

Numa província chinesa, que não tem nada a ver com outras províncias já citadas neste blog, vivia uma família, cujo patriarca se chamava – e ainda se chama, porque, felizmente, estão todos gozando a mais perfeita saúde – Jah Lhe Ven. Sua mulher, Suh Rah Leh e um casal de filhos: Rah Teh Ven e Shy Mah Leh.
Jah Lhe Ven, pessoa muito econômica, conseguiu, com muito esforço, poupando tostão por tostão, digo yuan por yuan, construir a sua casinha, também humilde, onde vivia toda a família. Ele, trabalhando a terra, plantando arroz que é, para eles, como o bife com batata frita para os franceses ou a polenta para os italianos de certa região da Itália, feijão com arroz num país chamado Brasil e assim por diante; ela, cuidando dos afazeres domésticos e ajudando o marido nas horas que, no Ocidente, chamam de folga; os filhos, estudando e também ajudando os pais, com planos de cursar uma faculdade, igualzinho a classe média dos países do Ocidente. E assim iam levando...
A colheita era toda entregue na cooperativa estatal já que, até então, na China o sistema econômico vigente era centralizado não só dos meios de produção, como também dos demais, onde se inclui o planejamento familiar, uma vez que na China, com mais de 1,3 bilhões de habitantes, o governo quer que os casais só tenham um filho... Mas isso, já é outra história.
Aí, iniciou-se a abertura econômica no país, tão preconizada pelos “imperialistas americanos” e, nos dias de hoje, após o começo de tudo com a queda do Muro de Berlim e da dissolução do império russo, pelos “revisionistas soviéticos”, conforme a rádio estatal da China nunca cansou de apregoar. É aquela velha história de que temos de acompanhar a evolução dos tempos mesmo que se crie, com isso, desemprego cujo número percentual num país chamado Brasil é de 5% do total mundial. Até se tem a impressão de que os governantes daquele longínquo país da América do Sul raciocinam assim: “Quem tem emprego, tem; quem não tem, não tem e tá acabado. Quem manda não se virar. Afinal, nós não temos feito a nossa parte, quer dizer, nós estamos fazendo a nossa parte”. Mas, tudo isso, também já é outra história. É problema lá dos brasileiros.
Bem, a verdade que com a tal da abertura econômica, a família progrediu. Com o dinheiro arrecadado foi possível aumentar a casa. Em seguida, o espaço da criação de porcos e galinhas foi aumentado, visto que uma empresa da cidade pagava melhor que a cooperativa estatal, concorrendo com a dita cuja, o que fez Já Lhe Ven começar a simpatizar com o sistema novo da livre concorrência que ele sempre havia, por influência dos discursos governamentais, condenado. Inclusive havia, na época do “mea culpa”, deixado de falar com um vizinho, quando este confessou seus erros do seu passado. Mas tudo isso é outra história que, nesse instante, não vem absolutamente ao caso.
Terminado os investimentos na melhoria da produção e de um relativo bem-estar, a família começou a pensar na melhoria do consumo. E claro, a famigerada televisão entrou na pauta que partiu, perdão leitores, quero dizer, na pauta das prioridades.
No começo, era uma festa só. Todos, à noite, sentavam ao redor para assistir os programas da Televisão Central da China. Mais tarde, os pais se deram conta que as crianças estavam relaxando os estudos. A novela, importada do Brasil, mostrava hábitos até então desconhecidos pela família. Começaram as discussões sobre as preferências dos programas, canais, etc. Embora o assunto fosse resolvido na base patriarcal – que queria assistir a Copa do Mundo – e, na China, inconcebível que fosse diferente, instalou-se, na família, o emburramento, que consiste na pessoa, que tem os seus interesses contrariados, ficar emburrada, principalmente na mãe e no casal de filhos que brigavam entre si, quando o chefe da família não estava presente.. “Quem emburra tem dois trabalhos”, dizia, não burramente, mas, ao contrário, sabiamente o pai. “O de emburrar e o de desemburrar”. E essa pérola do Ocidente foi incorporada ao vocabulário chinês, juntamente com outras, também copiadas do Ocidente. Mas isso tudo de pérolas e outros ditos menos valiosos já vêm a ser uma nova história que nada tem a ver com essa que acaba de ser relatada. A verdade que as desavenças, até hoje, não estão superadas. E tudo leva a crer que, se não comprarem mais televisão ou televisões, dificilmente serão.
MORAL: Em casa que sobra pão/ quando se tem uma, ou até mais de uma televisão/todos gritam e ninguém tem razão.

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