quinta-feira, 29 de julho de 2010

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Como o prezado leitor já deve ter de há muito depreendido, a coluna, jamais em tempo algum poderia ter uma seção do tipo “Você pergunta e nós respondemos”. Afinal, basta ver a grande quantidade de dúvidas cruciais que Rumorejando também possui.

Constatação II

Tá na hora de eliminar bem mais reversões à esquerda em Curitiba, conforme Rumorejando vem de longa data preconizando e apregoando.

Constatação III

Tá na hora de começar a educar a população deste país. O prezado leitor já se deu conta o número de crimes que ocorrem no Brasil todo o fim de semana, tomando como exemplo apenas esse grave aspecto como parâmetro de baixo nível ?

Constatação IV

Tá na hora de parar de dizer que nós somos um país do 1º. Mundo porque essa afirmação é uma deslavada mentira.

Constatação V (Segundo o jornal Gazeta do Povo do dia 27 de julho de 2010 “Patrimônio de deputados cresce em média 150% em quatro anos. Dos 72 parlamentares federais e estaduais paranaenses que disputarão as eleições ao Legislativo, 55 enriqueceram desde 2006. Em um caso, aumento foi de 3.250%).

Tá na hora dos governantes brasileiros deixarem de lado a empáfia, a vaidade, a veleidade, etc. etc. e começar a tratar de governar para o povo e não apenas para si próprios).

Constatação VI

Não se deve confundir citação com situação, muito embora, dependendo da citação que o sujeito receba, ele fica numa péssima situação.

Constatação VII

E não se deve confundir, também, jaz com jus, muito embora, às vezes, você acha que ali onde está escrito “Aqui jaz Fulano de Tal”, você, face a tudo aquilo que o mortal – que, aliás, se julgava imortal – realizou, ele, tardiamente, fez jus ao infausto desfecho, ainda que, em princípio, você não deseje a morte de ninguém...

Constatação VIII

E, ainda, não se deve confundir estranhas com entranhas, muito embora, alguma vez ou outra, a pessoa apaixonada e não correspondida e/ou compreendida sinta dores profundas nas entranhas da alma e, logo em seguida, comece a sentir sensações estranhas no pobre do magoado coração.

Constatação IX

Sem ser inteligente,
A gente logo depreende
Que pela gravidade do acidente
O “az” do volante nunca aprende.

Constatação X

Vamos parar, de uma vez por todas, de falar mal do atual governo. Afinal, ele nada mais é do que a continuação dos anteriores. Apenas mudaram as moscas, digo, os governantes.

Constatação XI (Brasil ainda é um dos mais desiguais, apesar de progresso, diz ONU).

Em 2009, o Produto Interno Bruto cresceu em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. Se a situação de mortes por violência, por fome, doenças, falta de atendimento médico, migração para outros países, etc. etc. continuar no atual ritmo, a população diminuirá e, consequentemente, o nosso PIB per capita aumentará. Quanto menos gente, maior o PIB per capita. Inversamente proporcional, portanto. E morra “nóis”, digo, viva “nóis”.

Constatação XII (De uma dúvida).
Essa briga entre o senador José Sarney x outros senadores que pediram sua saída da presidência do Senado e outras mais entre Judiciário x Legislativo x Executivo dá a combinação de três elementos, tomados dois a dois. Matemáticas a parte, na sua modesta opinião, caro leitor, ainda bem que, de vez em quando, eles brigam entre eles e, por raros momentos eles não se encontram, como de praxe, unidos contra nós ?

Constatação XIII

O septuagenário fica lucubrando, diante das tristes realidades do que lhe sucede pelo fato de estar na assim chamada 3ª Idade:
-Vontade de tomar chuveiro sentado;
-Virar a direção devagarzinho, levando-a de uma mão para outra sem cruzar os braços;
-Se ver as voltas com uma indefectível barriguinha ou barrigona;
-Paquerar tudo que mulher, inclusive cometendo a gafe de paquerar a do amigo ou conhecido, a quem já foi apresentado muitas vezes e cada vez ter dito: “Muito prazer em conhecê-la”.
-Passar para 2ª marcha do carro ao invés da 4ª e vice-versa. Ou a 1ª ao invés da 3ª; ligar o limpador de pára-brisa ao invés da seta indicadora de direção; querer abrir a porta do carro com a chave da casa ou vice-versa e coisas assim.
-Bebendo ou não, ter dificuldade de fazer um “quatro” sem se apoiar. Ter que sentar para vestir as calças ou também ter que se apoiar, mesmo que o pé não seja grande e a boca da calça não seja estreita.
-Dar marcha à ré, sem voltar a cabeça, bem devagarinho, até o pára-choque bater no outro pára-choque, parede, etc.
-Usar freqüentemente as frases: “Naquele tempo”, “No meu tempo”, “Ah, se eu agora tivesse menos 40 anos...” “O que é que eu estava dizendo mesmo ?” “Os jovens de hoje não são como nós éramos” “Essa gente quer ganhar tudo de bandeja, sem fazer força”, etc.
-Não ser mais aceito, se está procurando emprego, sob qualquer alegação menos a verdadeira da idade provecta. Idem, idem para fazer seguro de vida e convênio com algum plano de doença, digo, de saúde.
-Começar a se interessar por ceroulas, depois de havê-las repudiado durante toda a vida, sob a alegação que ficaria ridículo, que nenhuma mulher deveria ou quer fazer amor com quem usa ceroulas e coisas desse jaez.
-Não pode comer mais isso, não pode mais comer aquilo que faz mal; não pode mais fazer isso, não pode mais fazer aquilo, principalmente, aquilo.
-Mesmo que dê pulinhos e sacuda infinitamente certa parte do seu corpo, os últimos 382 pingos, depois que a tal parte for devidamente recolhida, vão para certa parte de seu vestuário, ao contrário de quando era jovem que, como é sobejamente sabido, apenas, o indefectível último pingo é que deveria ir para o tal mencionado vestuário (Perdão, leitores).
-Dar uma baixada numa gata e receber como resposta “o senhor...”, “tio”, “o vovô”, etc.
-Ficar na fila, no banco, dos idosos e gestantes; ter direito a entrar, gratuitamente, nos cinemas da Prefeitura Municipal de Curitiba; nos bailes, no Operário, também em Curitiba.
-Dar uma passada de olhos na sessão do necrológio do jornal para ver se a média da idade dos óbitos é próximo da sua, ou, ainda, se tem algum conhecido “do seu tempo”.
-Ter uns arroubos de jojoca incontroláveis, estando em casa ou em lugares públicos.
-Procurar adoidado os óculos, com o mesmo na testa;
-Usar boné para proteger a cuca do frio e, dessa maneira, quando está dirigindo, fatalmente, irá assustar os demais motoristas que temem condutor de veículos, “chapeludo”, independente do tipo de chapéu que estiver usando;
-Se ver diante da terrível dúvida crucial: “Puxa vida, aonde mesmo que eu estacionei o meu carro ?” (A expressão “puxa vida”, desde que seja um sujeito educado...).
-Sair da festa, esquecendo a mulher, os filhos e netos e depois voltar somente por achar que havia esquecido o guarda-chuva. Pegar o dito cujo e ir embora, deixando, novamente abandonados a sua própria sorte, ao Deus dará, os seus tão caros familiares;
-Trocar o nome das pessoas e/ou confundi-las com outras que não têm nada a ver;
-Ao invés de dizer “gata”, diz “brotinho”; ao invés de dizer “coroa” diz “balzaqueana”; “vosmecê” no lugar de você; ao invés de escrever “farmácia”, escreve “pharmacia”, etc.
-Chegar ao supermercado e se perguntar: “O que foi mesmo que a mulher queria que eu comprasse ?”
-Se está participando de um jogo de volei, os companheiros não lhe servem a bola, pois sabem que não adianta porque os reflexos foram para as cucuias. Já, os adversários, vá bola em cima do pobre mortal...
-Pelada, para participar, só se for no gol.
-Não conseguir fazer xixi em horários que não os do meio da noite e quando faz o retro-mencionado, o faz em todas as direções, inclusive no lugar correto da bacia sanitária (Perdão, leitores).
-Esquecer o nome da mulher do chefe (menos mal que não o da sua própria...);
-Esquecer do que vive esquecendo;
-Dar uma cuspida pela janela do carro, sem ter verificado antes se havia baixado o vidro (Perdão, leitores);
-Descobrir a diferença entre medo e pavor*...
-Ser convidado para as festas, ginástica, bailinho, excursões, caminhadas, etc. da eufemística Idade de Ouro, Idade da Sabedoria, Idade da Maturidade, etc.;
-Esquecer quem fez a primeira, no jogo de truco (fato muito grave e imperdoável, diga-se de passagem);
-Viver tropeçando, inclusive até na própria sombra.
-Andar com a braguilha aberta e abotoar o paletó completamente errado.
-Ficar sentado em frente à televisão, assistindo o noticiário e, fatalmente, puxar um ronco, acordando, dentro em pouco, assustado.
-Pedir para alguém encontrar um número de telefone na lista telefônica por não conseguir ler “essas malditas letras pequenas”.
-Entrar na fase das muitas letras, como por exemplo, as da letra “pê”: paquera paca e pifa; pega problema na próstata, além de pipalgia (dor na nádega) e pigarro; ou as da letra “a”, pois aparece artrite, artrose, arritmia, arteriosclerose, anda arcado, etc. e da letra erre, dentre outros sintomas, rouquidão, reumatismo, resfriado, rinite; da letra cê, dentre tantos coriza, catarata, o ciático (ah, o ciático) e assim por diante até o total do alfabeto inclusive com as letras “k”, “w” e “y”.
-Abrir os tarros por qualquer motivo, inclusive por coisas e fatos piegas.
-Ter que tomar algum tipo de medicamento antes, durante ou depois das refeições.
-Sentir cãibras e pontadas nas piores ou melhores situações e nos lugares mais esdrúxulos, inclusive até nos cabelos.
*A diferença entre medo e pavor, para quem ainda não sabe, é a seguinte: Medo,é tudo aquilo que o sujeito sente, pela primeira vez, quando não consegue dar a segunda; pavor, é tudo aquilo que o sujeito sente, pela segunda vez, quando não consegue dar a primeira...
Moral de tudo isso, relacionado acima, embora não seja bem uma fábula, pelo menos daquelas indignas do guru Millôr: Não é só a inveja que é uma eme...

DÚVIDAS CRUCIAIS

Dúvida I

A seleção do Mano Menezes parece ser a antípoda da seleção do Dunga?

Dúvida II

Ele estava em dúvida – crucial ou não – se pagava a dívida, achando que não era devida nem uma questão de vida ou morte ?

Dúvida III

A Raimunda,
Aquela
Que ouço falar
Que ela
Também é
Boa de bun, digo, pé,
Profunda
Magoa
Sentiu
Quando,
Em lugar
De cerveja,
Ora, veja!
O garçom,
Com pecha de bom,
De legal
Serviu
Água
Torneiral ?

Dúvida IV

A cartomante,
Nem por um instante
Não viu
Nem previu
Que o seu marido,
Que andava tão arredio
E com ares de compungido
Ia sumir, como de fato,
Sem nenhum espalhafato,
Sumiu
Com uma amante ?

Dúvida V

O prezado leitor é do tempo, como deste assim chamado escriba, em que a última linha da dúvida anterior era escrita assim: “Com u’a amante” ? Minh’alma ? E de pharmacia ? E de 10 bananas por um tostão ? E...E...E... ?

Dúvida VI

Meu bem! Meu doce bombom! O bem-bom não estava bom ?

Dúvida VII

Agora que os cientistas conseguiram reduzir a velocidade da luz, conforme a mídia andou divulgando, será que, de acordo com a teoria da relatividade de Einstein, vai dar para voltar ao passado ? (Cartas à redação. Obrigado).


Dúvida VIII

Não restou ninguém para contar ? Todos, do pelotão de fuzilamento, se suicidaram ? Tem certeza ?

Dúvida IX

Cadê a devolução do excedente nas contas de luz cobradas que até hoje não nos devolveram ?

Dúvida X

A “Dúvida IX” é de quem ainda acredita ou não acredita em Papai Noel ?
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