quarta-feira, 1 de junho de 2011

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I
Rico acha tudo exeqüível; pobre é quem as torna.

Constatação II (De antigamente).
Garoto rico que detinha a bola de futebol jogava de centroavante; garoto pobre, se não fosse bom de bola, jogava no gol ou na ponta-esquerda.

Constatação III
Pastor americano, que previu apocalipse, diz agora que o fim do mundo será em outubro. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas esperemos que ele transfira, na próxima previsão, para “sine die”.

Constatação IV
Quando o obcecado anti militar leu na midia que “Israel tem agora, pela primeira vez em 63 anos, uma mulher ocupando o posto de General de Exército. Orna Barbivai é a militar promovida após ocupar postos de suma importância na força militar terrestre de Israel. A promoção de Barbivai foi iniciativa do novo Comandante Geral do Exército Beny Ganz”, proferiu sua filosófica ponderação. “Taí a grande chance para f... com um(a) milico(a)” e se perguntou: “Quanto tempo pode um homem civil ou militar ficar sem passar a mão na ‘poupança’ de uma mulher?”

Constatação V
Deu na mídia, depois do entrevero entre o Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci e o vice-presidente da República Michel Temer: “Conflitos entre PT e PMDB não são novidade e de certa forma fazem parte dessa aliança entre parceiros de naturezas tão diferentes. Colisões, portanto, são normais”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando não só acha normal como acha excelente. Primeiro, porque gente fina é outra coisa; segundo, porque, para nossa sorte, eles brigam entre si e se fosse o contrário, isto é, essa gente, como já disse, fina, ficasse do mesmo lado, o povo todo é que pagaria o pato de alguma maneira. E viva “nóis”, digo, os gente fina...

Constatações VI (De uma dúvida crucial).
A franqueza é uma espécie de sinceridade elevada a sua maior potência? Seria, talvez, uma sinceridade exacerbada? E a esquizofrenia seria uma disparada neurose?

Constatação VII
A velhice, em certos casos, não deixa de ser uma espécie de deterioração humana tanto física como mental. Tenho, com muita propriedade, dito!

Constatação VIII (De outra dúvida crucial).
Para os jovens de hoje em dia dizer “muito obrigado”, “com licença”, “desculpe” é uma baita mão-de-obra?

Constatação IX
Segundo pesquisas efetuadas por Rumorejando, a pessoa que tem bom ou mau astral, os seus eflúvios podem ser captados até através de suas fotos.

Constatação X
E como ponderava o obcecado – nada a ver com os outros obcecados, citados anteriormente – “não se pode confundir tesão com lesão até porque quem não der vazão ao primeiro pode provocar, principalmente em si mesmo, o segundo”.

Constatação XI
E como dizia a velhinha pra sua vizinha ao ver na televisão aquelas “poupanças” todas à mostra: -“Eu sou do tempo em que os homens ficavam loucos só de ver um pedacinho do nosso tornozelo. Hoje em dia, é uma pouca vergonha!”
Respondia a vizinha pra velhinha: -“E eu sou do tempo da calcinha pinto calçudo. Aquela em que a “poupança” ficava totalmente coberta. Não sei como hoje em dia elas não pegam resfriado. Cruz credo!”.

Constatação XII
O guru Millôr Fernandes escreveu certa vez no caderno Mais da Folha de São Paulo “Se existe mesmo um crime organizado, olha, rapaziada, é a única coisa organizada neste país”. Vaticínio, palavras proféticas, ou seja, lá o que seja, várias vezes já aconteceu em levante simultâneo e organizado em presídios espalhados principalmente no estado de São Paulo.

Constatação XIII
E não se deve confundir trôpego com sôfrego, muito embora ambas sejam muito assemelhadas e, na maioria das vezes, quem está um está outro, ou vice-versa, quer dizer quem está outro está um. Elementar, minha gente!

Constatação XIV
E também não se deve confundir pastiche com pistache, muito embora se possa pintar um quadro, representando árvores de pistache e por na sala de visitas, de jantar, no dormitório, banheiro, etc. sem que seja uma pintura pastiche. A recíproca, nesse caso, não é verdadeira e nem poderia ser mesmo.

Constatação XV
Hoje em dia, a pessoa para atravessar a rua, com sinaleiro ou não, tem que seguir pelos catetos e, mesmo assim, ainda corre o risco de ser atropelado, já que um carro que faça a curva é prioritário em relação ao indefeso pedestre, ao contrário do que acontece em países do Primeiro Mundo, Argentina, Uruguai, etc. Há 30 anos e talvez nem tanto, numa cidade como Curitiba era possível atravessar a rua pela hipotenusa, quer dizer em diagonal sem correr risco algum. Bons tempos!

Constatação XVI (Via pseudo haicai).
Não se realizou a revanche:
Quais tantos veículos roubados,
O time entrou em desmanche.

Constatação XVII
O inesquecível Sérgio Porto, que usava o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta e que escreveu dentre outros livros O Febeapa – O Festival de Besteira que Assola o País enunciou a frase: “Em rio que dá piranha, jacaré nada de costas”. O previdente adaptou para: “Em vestiário masculino, se o sabonete cai no chão, só se junta o dito cujo com as costas estritamente voltadas para a parede”. E essas duas têm algo a ver com: “macaco velho não mete a mão em cumbuca”.

Constatação XVIII (De diálogos elucidativos).
-“O senhor não quer uma pizza de escarola ? É a especialidade da nossa pizzaria”
-“Não obrigado”.
-“O senhor já experimentou alguma ?”
-“Já. E gostei. É que eu não me dou com escarola. Quero dizer, é a escarola que não se dá comigo. Ela não me faz muito bem”.
-“Ah, bom. Quero dizer, ah, ruim...”

Constatação XIX
Lançou-lhe um olhar de esguelha
Mas não foi ela que, no bem-bom,
Meteu-lhe a unha. Foi uma abelha.

Constatação XX
Foi muita ruindade
Do jogador Andrade
Ao a trave, cabecear;
A bandeirinha de corner, chutar;
A grama, espalhar,
Como fez o considerado
Bom de bola
Aquele que foi recomendado
Pelo olheiro cartola
Coitado!

Constatação XXI
Se a tua mulher não quiser fazer sexo, à tarde, pra não desarrumar a cama, tá na hora de mudar o esquema da cama ou de mulher, ou, ainda, de ambas...

Constatação XXII
Mancomunado
Com o cunhado
Foi pra farra.
“Se você não me der
Uma nota, eu conto
De pronto,
Já amanhã,
Pra minha irmã,
A coitadinha,
Da tua mulher,
Que você ficou
E lá se demorou
Num agarra-agarra
Com uma zinha”.
Salve-se quem puder
De tal extorsão,
Meu irmão!
Que safado!
E acabrunhado
Sentiu-se esbulhado,
Explorado,
Espoliado,
Coitado!

Constatação XXIII
Ela deu um riso sardônico:
“Amor sem sexo, cara, é só
Dos idos tempos do platônico”.

Constatação XXIV (De conselhos e desabafos úteis. De nada!)
E nunca esqueça, prezado(a) leitor(a), de que em todo acidente aéreo a culpa nunca é dos fabricantes da aeronave e/ou da sua manutenção. A culpa é exclusivamente dos pilotos que também morreram no acidente. E viva os fabricantes de aviões e as companhias aéreas responsáveis pela manutenção. E também nunca esqueça que o político tem todo o direito de pôr a mão no jarro e se for flagrado e ele for denunciado, a pessoa que o denunciou estará contribuindo na luta contra a democracia. E o leitor nunca deve esquecer que se for um religioso que está sacando o dinheiro do povo, pondo ou não a mão no jarro, ele absolutamente não estará em pecado. E se os professores da rede pública ou privada estiverem ganhando um salário compatível com uma vida digna para si e para seus familiares, numa carga horária não estafante ele deve ser um estrangeiro que está vivendo em seu próprio país de origem. E se um professor ou trabalhador cá da terra estiver doente nada se poderá fazer, mormente o SUS. Afinal, ninguém mandou que eles ficassem doentes. E se você, prezado(a) leitor(a), for assaltado(a) e o ladrão não for adepto de latrocínio, dê graças. Lembre-se que a distribuição de renda em nosso país, é muito díspar. Basta ver – e console-se – que a distância entre ricos e pobres não só ocorre entre nós, mas também em países do Primeiro Mundo. E veja que o corporativismo é algo extremamente solidário. Alguém já viu o legislativo federal, estadual e municipal condenar os seus colegas, seus pares? E que dá para contar nos dedos de apenas uma mão as condenações do STF a deputados e senadores, afora infinitésimas exceções? É possível entender os componentes de um Poder que votam o aumento do seu próprio salário? Comentários no blog. Obrigado.

FÁBULA INDIGNA DO MILLÔR
Numa província chinesa a beira do rio Amarelo, que com a poluição, ficou marrom – mas isso já é outra história – vivia uma família, constituída pelo pai, Reh Vah Leh, pela mãe, Mah Sha Leh e pela filha, Teh Mah Leh. Os pais trabalhavam arduamente a terra, pouco fértil, para tirar dela o sustento da família. Teh Mah Leh ficava encarregada da limpeza da casa, além de freqüentar a escola, é claro, pois como é sabido, pais que não mandam os filhos estudar, na China, são responsabilizados criminalmente. Mas, isso também já é outra história. Teh Mah Leh manifestou aos seus pais que só queria estudar. O pai alegou que não havia outra solução e de “quem não trabalha não come”. A filha pareceu não se convencer e de tempos em tempos voltava ao assunto. Seu pai argumentou que ela até parecia um tal de Macunaíma, um herói sem caráter, personagem de um livro de um país longínquo, chamado Brasil, que vivia dizendo: “Ai, que preguiça”. Teh Mah Leh argumentou, preguiçosamente, que, no Ocidente, já havia máquinas que faziam certos serviços como lavar louça, roupa, freezer, forno de micro ondas que esquentavam a comida num minuto e outras invenções que facilitavam o trabalho das pessoas. Seu pai ficou na dele, achando que a filha era realmente preguiçosa e que não era uma questão de progresso, de novas técnicas ou algo similar. Como nem havia eletricidade na província, Teh Mah Leh resolveu improvisar. A fim de não precisar despejar no latão de lixo e depois ter que lavar o lixinho que ficava em cima da pia da cozinha, bolou de colocar uma sacola de plástico, dessas que dão no supermercado e, com isso, punha a sacola de plástico com lixo e tudo diretamente no latão de lixo. Dessa maneira não foi mais necessário lavar o lixinho.
Moral: A preguiça, considerada a mãe de todos os vícios, também é inspiradora na lei do menor esforço, na de inventos e no encontro de soluções.
E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br
www.rimasprimas.com.br

5 comentários:

Marina da Silva disse...

Juca,
Será que seu amigo achou que eu ia dar umas porradas nele pq o danado deixou seu blog emo...?
Contatando V: palhoçi sabe que cão que ladra...nada Temer!kkk
VII: Pra quem se safou de um câncer, envelhecer é...uma dádiva dos céus!
XV: Em Berizonte, capital dos atropelamentos, cortar uma hipotenusa pode, no mínimo, levar na bunda uma tangente! He, he, he. Já o negócio só dá lucro se o ócio se tornar vício, que o digam os garotos em suas garagens no Vale do Silício (EUA)!Visse?

Bjin. Marina

Marina da Silva disse...

Desculpa aê a palavra .unda, mas é que dizer nádegas me deixou nauseabunda!kkkk
Tô tentando te clonar!kkkk

Juca disse...

Marina, ikara.
De tudo o que você disse eu só posso fazer eufemisticamente a seguinte assertiva: Teu maridão nasceu com certa parte do seu - dele - corpo voltada para o nosso satélite natural. Neshikot. Juca.

Anônimo disse...

Salve Juca!

Concordo plenamente contigo ao ler a Constatação XXIV (De conselhos e desabafos úteis). Temos, na verdade, que agradecer a todos aqueles que direta ou indiretamente, contribuem para nos ferrar (para nao dizer f...) - literalmente!


Abração Joao Paulo (que não é o segundo!)

José Francisco Kuzma disse...

“Se existe mesmo um crime organizado, olha, rapaziada, é a única coisa organizada neste país” Huahuahuahauahuahauhaua. Muito boa essa. E verdadeira.