quarta-feira, 7 de março de 2012

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, POR FALTA DE MAIORES.


Constatação I (Absolutamente não se trata de inveja, olho gordo ou coisas desse jaez).
Deu na mídia: “Cristiano Ronaldo desfila pelas ruas de Madri com sua nova Lamborghini”. Taí uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade.


Constatação II (De razões e proporções matemáticas).
O Homem está para a Razão, assim como a Mulher está para a Intuição. Logo a Mulher é igual ao Homem multiplicado pela Intuição e dividido pela Razão. Elementar, crianças.


Constatação III (Quadrinha para ser recitada pela professora aos seus aluninhos).
Consultar com freqüência o dicionário
Não é nada vexatório, nem vergonhoso
O que é terrível é não saber o abecedário
E ser um cara empafiado, jactancioso.


Constatação IV (Aparentemente paradoxal).
-“Você vai ter que tomar banho hoje à noite antes de dormir porque eu mudei os lençóis”.
-“Tomar banho?! Mas isso que é fazer sujeira para mim”.


Constatação V
Rico participa de orgia, de bacanal; pobre, de gandaia.


Constatação VI
E como apregoava o obcecado do alto da sua pretensa sapiência: “Essa banalização das mulheres de cada vez mais mostrarem a bunda com o uso do fio dental e/ou os seios com esses decotes cada vez mais generosos, a gente vai acabar só se excitando se a burka for generalizada como moda e, aí, quando apenas a mulher mostrar um pedacinho do tornozelo, como no passado. Vige!”


Constatação VII
E como comentava, absolutamente sem nostalgia, o obcecado: “Quando a minha irmã saía com o namorado, nossa mãe me mandava para eu sair junto. Aí eu fiquei sabendo o significado que ouvia tanto falar de segurar a vela; o namorado me fulminava com olhares raivosos e me chamava de rabicho; alguns amigos me chamavam de guardião das virtudes da mana; outros, de escudeiro; outros mais, de cinto de castidade. Depois, quando eu cresci, eu senti na própria carne o que é sair com uma gata, acompanhado por um segurador de vela, mais pentelho do que segurador. E, vejam, aquele pentelho que te entra nos dentes... Cáspite!”


Constatação VIII
O casal se conheceu através da internet nesses links próprios para isso. Depois de trocarem muitos e-mail’s, entrar no skype, no msn messanger de usar a webcan e outros meios para se verem, um deles falou*: - “Agora, eu gostaria de te conhecer pessoalmente”. –“Não convém para mim. Eu tenho lá minhas convicções e, por isso, eu tenho medo de me render aos teus desencantos, digo, aos teus encantos”.
*Não ficou claro quem disse isso ou aquilo, mormente esse ato falho. Se foi ele ou ela. Se alguém souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.


Constatação IX
Disse o burocrata atendente: “O senhor não assinalou a sua condição no item ‘Estado Civil’. O senhor deixou em branco, no questionário, todos esses que constam no documento, ou seja: Solteiro, Casado, Viúvo, Separado, Divorciado, Amasiado, Concubinato. O senhor não se deu conta disso?”
Disse o (mal) atendido: “É que não consta a minha condição”.
Disse o burocrata atendente: “Como assim?”
Disse o (mal) atendido: “É que eu sou viúvo de mulher viva”.
Disse o burocrata atendente: Viúvo de mulher viva? Como pode ser isso?”
Disse o (mal) atendido: “Depois de 20 anos de casado, a gente mal e mal se fala; não se olha mais nos olhos; muito menos, se toca”.
Disse o burocrata atendente: “Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer...


Constatação X (Errata).
Rumorejando, ao cumprimentar o Amigo João Manoel Simões, membro da Academia Paranaense de Letras, quando do lançamento do seu penúltimo livro, assinalou que Simões já havia lançado mais de 50 livros. Na realidade, já foram mais de 100. Minhas desculpas, mestre Simões!


Constatação XI
Depois deste assim chamado escriba haver assistido o jogo do Brasil contra a Bósnia, pagando pecados que ainda nem cometeu, ficando, portanto, em haver, e, como sendo 200.000.001 técnico, vem apresentar seu modesto e abalizado parecer: Pelos passes errados que foram dados, alguns jogadores brasileiros deram a nítida impressão que estavam jogando em favor da Bósnia, passando a bola para nossos adversários; vale lembrar que nos anos em que o Brasil foi Campeão do Mundo o time contou com mais de um craque que desequilibrava; alguns jogadores, ao serem entrevistados depois que a partida acabou, declararam que o mais importante é que o time ganhou. Também o técnico Mano Menezes. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha – na Teoria da Relatividade para principiantes – que mesmo ganhando, teria sido preferível perder e jogar bem e, claro – como disse o guru Millôr Fernandes “é melhor ser rico e ter saúde do que pobre e doente” – o ideal teria sido jogar bem e ganhar... Os entendidos disseram que tem que convocar fulano e/ou beltrano. As sugestões ou críticas dos entendidos parecem que eles é que deveriam ser o técnico... Cáspite!


Constatação XII (Dura realidade).
Com relação à Constatação acima que se deveria chamar fulano ou beltrano para a seleção, me faz lembrar um chiste velhíssimo: Num bonde, já tarde da noite, viajava um único sujeito. Aí caiu um temporal daqueles que parecem que o mundo vai acabar. Exatamente onde o sujeito estava sentado havia uma goteira. E o cidadão continuou sentado no mesmo lugar. Aí, o cobrador perguntou para ele: “Por que o senhor não troca de lugar? E ele: “Porque não tem com quem...”

PSEUDO-SONETOS POR ATACADO.

Teoria da Relatividade.

Ela se sentia passada para trás, fraudada
Vivia resmungando queixumes e queixas
Até falou que o marido saía pra rua e andava
Com penteados esquisitos, com madeixas.

Não era nada disso. Ele não gostava de se pentear
Porque tinha o couro cabeludo muito sensível.
Ir ao cabeleireiro, então, era de até chorar
Porque dos puxões sentia desconforto e dor terrível.

As malévolas insinuações e reclamações que ela fazia
Foram cada vez mais o deixando nervoso e irritado
E acabaram quando ele foi morar sozinho e ela com uma tia.

A tia era uma solteirona de usar blusa fechada até o pescoço
Mesmo quando estava a temperatura alta e um calor abafado.
Aí, ela quis voltar às boas porque já não o achou tão grosso.

De amores e abandonos

Um torvelinho de recordações
Me vieram na cabeça nesses dias
Numa avalanche de emoções
Tristes umas; outras, cheias de alegrias.

Dizem que em determinadas ocasiões
Quando um amor está chegando ao fim
As nostalgias chegam aos borbotões
O que convenhamos, não deveria ser assim.

Das tristezas quando elas me abandonaram
É um sentimento só sentido na hora
E as alegrias, claro, quando elas voltaram.

A minha sorte é que elas não retornaram juntas
E sim em dias alternados e também quando foram embora
Sem dizer adeus e nem me fizeram muitas perguntas.

Bom negócio

Presume-se que todos os honestos
Desapareceram da face da terra
Talvez até por motivos funestos
Do tipo morreram numa guerra.

Basta ligar o rádio ou a televisão
Para ficar terrificado, contrito
O que tem em nosso país de ladrão
Não está em nenhum lugar escrito.

Ta na hora de se dar um basta
Pra todo esse bando, essa caterva
Que cada vez mais se entusiasta.

Também com tanta impunidade,
Que tanto a gente vê, mira e observa,
Os larápios sentem baita felicidade.

Querelas conjugais

Ela se pôs a gritar e vociferar
Quando ele chegou de madrugada
Com cheiro de perfume e de lupanar
Mais bêbado do que ela já tava habituada.

Dessa vez foi demais, foi a gota d’água
Para ela arrumar as malas e se arrancar
Nunca antes havia sentido tanta magoa
E agora, dessa vez, nem conseguiu chorar.

Ele pediu com voz enrolada, perdão
Jurando que o fato não ia mais se repetir
“Eu já escutei antes tal tipo de afirmação”.

“Vou pegar minhas malas e ‘pegar o bonde’.
E mesmo se eu te ver em sangue se esvair.
Ou nem que eu saiba que você virou conde”.

Amor incomensurável

Nem por um ínfimo momento
Imaginei que iria enfrentar
Tanta angústia, tanto sofrimento
Ela incontinente partir, se arrancar

Jurei a ela que iria me redimir
Até iria procurar um emprego
E com isso não iria mais permitir
Que ela me chamasse de morcego.

Na verdade, eu até poderia morcegar
O trabalho pesado nunca me atraiu.
Honestamente, nenhum trabalho realizar

Mas para tê-la outra vez nos meus braços
Eu me disporia a labutar só no mês de abril
Esquecendo quaisquer eventuais cansaços.

Inverossimilhança?

Recebeu uma substancial propina
Não havia resistido ao assédio.
Para seus anseios era uma vitamina
Funcionando como um bom remédio.

Sempre quis fazer parte da alta sociedade
Com a grana poderia comprar uma ação
Mas esqueceu do preço da mensalidade
Que poderia afetar até seu ganha-pão.

A mulher quando se inteirou da origem
Ameaçou abandoná-lo de imediato
O que fez ele sentir até uma vertigem.

“A gente viveu feliz sem essa frescura.
Devolva esse dinheiro asqueroso, putrefato
Se não terei de te arrumar um alvará de soltura”.

E viva “nóis”.

Falaram que havia político honesto
Ninguém levou a afirmação a sério
Inclusive o povo se sentiu molesto
E considerou a assertiva um impropério.

Quando ele é pego com a mão no jarro
Ele alega que são os inimigos opositores
E ainda tem coragem de rir e tirar sarro
Não ligando em fazer parte dos roedores.

Não é à-toa que os argentinos chamam de ‘raton’,
Essa corja, essa cambada, essa súcia de mau-caráter,
E os ‘hermanos’ não fazem parte da imprensa marrom.

O cérebro dessa gente malsã é bem desenvolvido
Talvez o que não esteja nos conformes é a dura-máter’*
Que atua para que o enriquecimento ilícito seja desmedido.

*Dura-máter =  substantivo feminino
Rubrica: anatomia geral.
a mais externa, espessa e fibrosa das três membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal; paquimeninge (Houaiss).

Democracia. Com voto obrigatório?

Está chegando a época de eleger
Prefeitos e vereadores
E, claro, haverá o que vai vencer
E uma maioria de perdedores.

Isso faz lembrar
Do Pelé uma afirmação
‘Que brasileiro não sabe votar’.
O tempo mostrou que ele tinha razão.

Tem Ficha Suja se elegendo
Com uma expressiva votação
E candidato decente perdendo.

No horário gratuito
Se ouve tanta aberração
Que dá para ter um faniquito.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br
www.rimasprimas.com.br

Um comentário:

Kuzma disse...

Disse o burocrata atendente: Viúvo de mulher viva? Como pode ser isso?”
Disse o (mal) atendido: “Depois de 20 anos de casado, a gente mal e mal se fala; não se olha mais nos olhos; muito menos, se toca”.
Disse o burocrata atendente: “Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer...

Excelente, Juca, excelente!
Kuzma