quarta-feira, 4 de abril de 2012

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (De uma dúvida).
Se Deus efetivamente criou o mundo e se o Homem é a semelhança Dele, Ele foi muito ou pouco imaginativo?

Constatação II
Não se trata de querer se arvorar em crítico de qualquer outro gênero, mas este assim chamado escriba não tem o hábito de assistir televisão, salvo a transmissão de um jogo de futebol entre Barcelona e Real Madri ou alguma programação da e-Paraná que já foi chamada de Educativa, Estadual até a inicial Rádio Colégio Estadual que era, naquela época, dirigida por Aluizio Finzetto, de saudosa memória, e pai do meu grande amigo Newton Finzetto. Mas o que Rumorejando curte na televisão são as propagandas pela criatividade que apresentam. Por exemplo, as das Sandálias Havaianas, a de uma determinada, da Caixa Econômica Federal do Paraná, com um espetacular desempenho de uma jovem que procurava imitar a atriz Marilyn Monroe e que morava em Califórnia no norte do meu estado, Paraná. Atualmente merece menção o bom gosto e sutileza do supermercado Condor e a de mau gosto da montadora de automóvel Renault. De modo geral, as propagandas de cerveja sempre têm mulherões, o que não se pode criticar, porém havia umas que, além delas, participava a simpaticíssima Juliana Paes ou que o sujeito ia sair no Japão através de um buraco na terra, ainda que um tanto quanto repetitiva. Enfim... Quem quiser, pode opinar a respeito no blog que será, como sempre, bem-vindo.

Constatação III
E como se vangloriava o obcecado: “Eu nunca sou assediado por alguma Maria Gasolina ou Maria Chuteira. No primeiro caso, eu tenho um Corcel 80 e no segundo, eu nunca fui de bola quando jovem. Agora, com o pouco patrimônio que eu tenho eu não sou assediado por interesses pecuniários. Eu sou assediado indistintamente por elas pelo meu modesto, incontestável e já de domínio público charme”.

Constatação IV
Teve uma magra vitória
O meu Paraná.
Foi a glória!

Constatação V
Rico se indigna; pobre, se enoja.

Constatação VI [De um pseudo-soneto um tanto quanto surrealista (Rico é surrealista; pobre, é mentiroso) e aparentemente inverossímil].

Exageros?

Trocamos carícias debaixo do edredom
O alento, tão necessário, começou a nos faltar
E na hora nobre, altiva, sublime do bem-bom
Você teve um ofego e espirros sem parar.

Foram espirros de modo tal
Que parecia estar chuviscando
E foi uma molhadura geral
Que até a cama ficou boiando.

Minha sorte foi que eu, a nadar, cedo aprendi
E isso é como se domina como andar de bicicleta
Pois nunca, jamais, em tempo algum, esqueci.

No futuro, ou numa próxima vez, se porventura houver,
Nada de edredom para este seu fortuito sexual atleta
E seria recomendável a gente ter bem próximo um escaler.

Constatação VII (Lições subseqüentes, principalmente para o mundo feminino, o qual, cada vez mais, comparece aos jogos de futebol depois de ter aprendido a finalidade da bola, a presença de um juiz, porque o goleiro pode pegar a bola com a mão e outras coisas ligadas ao assim chamado esporte bretão).
Eis o sonho de um placar dos torcedores dos times rivais, por este mundo afora, como Coritiba x Atlético, Cruzeiro x Atlético Mineiro, Palmeiras x Corinthians, Flamengo x Vasco da Gama; Avaí x Figueirense, Barcelona x Atlético de Madri, Nacional x Peñarol; Boca Juniors x River Plate e assim por diante. Deu na mídia, enviado por um internauta chamado Fernando Moreira: “Uma partida do torneio amador entrou para a história do futebol britânico. O Wheel Power derrotou o Nova 2010 por 58 a 0!!! A partida se realizou em Torquay (Inglaterra). O Nova entrou com nove homens apenas em campo. O que já seria um saco de pancadas ficou ainda pior... Aos cinco minutos da primeira etapa o placar mostrava: 5 a 0. No intervalo: 20 a 0. No segundo tempo, continuou o massacre. ‘Quando estava 50 a 0 já era o bastante para eles, mas o juiz disse que eles deveriam continuar jogando para não serem multados’, disse, segundo o site "SWNS", Stuart Bowker, jogador do Wheel Power. O recorde anterior pertencia a Illogan 55 x 0 Madron, em 2010”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que seria, pelo menos cinqüenta e oito vezes, melhor perder por W.O.* Afinal, já que faltaram dois jogadores para completar onze, não seria de bom alvitre que faltassem os outros nove também? Segue abaixo a transcrição da Wikipédia:
*W.O =O W.O. ou Walkover (em inglês**) é a atribuição de uma vitória a uma equipe ou competidor quando a equipe adversária está impossibilitada de competir. Isto pode acontecer devido a não existência de um número mínimo de esportistas necessários para uma partida, desqualificação, não-apresentação de uma equipe na data e hora estabelecidos, entre outros. O termo é aplicável no futebol e em outros esportes, mas pode também ser utilizado em eleições. No futebol, por exemplo, um W.O. pode ocorrer pela não-apresentação de uma equipe com no máximo 11 jogadores e no mínimo 7, dos quais um tem que ser o goleiro. Se no decorrer da partida a equipe jogar com menos do que o mínimo (7 jogadores), quer seja por jogadores lesionados que não possam ser substituídos ou por expulsões, a equipe também perde por W.O.
Significados:
Walkover = vitória fácil;
Without opponent = sem adversário.
Walk over = andar sobre.

Constatação VIII
O expediente acima foi usado, numa final para apontar o campeão do nosso Estado entre o meu Paraná e o Cascavel e o empate daria ao Cascavel a condição de campeão. Os jogadores do Cascavel começaram a cair no gramado aparentando não ter mais condição de continuar jogando, pois já havia efetuado as três substituições, permitidas pela regra. A atitude, embora aética, apelativa e outros epítetos, cuja boa educação não recomenda, era legal. Como ensejou muita discussão, a Federação Paranaense de Futebol considerou os dois times campeões. Isso que, segundo alguns tratou-se de uma solução salomônica... Vige!

Constatação IX (Encerrando o assunto, didaticamente(?) abordado, nas duas constatações acima).
Rico da solução para as pendências de maneira salomônica e dentro da Lei (sic); pobre, na base do jeitinho brasileiro...

Constatação X

Nefastos acontecimentos

A mulher chamou sua atenção
De uma maneira peremptória
Que ele não era bom anfitrião
O que fazia parte de uma história.

A história tinha a ver com relacionamento
Estava cada vez mais se esfacelando
Que depois de muitos anos de casamento
Por ‘fadiga do material’ apresentando.

A tal ‘fadiga’ acontece depois dos sete anos
Mas no caso foram vários múltiplos de sete
O que se verifica, cada vez mais, entre humanos?

Tais acontecimentos talvez Freud explique.
Então é jogado pedras em lugar de confete
Naquela má fase só de contestação e replique.

Constatação XI

Justiça e Direito? Boa sorte, Dra. Themys!

Themys Cabral, jornalista e advogada
Estará incumbida do Caderno Justiça e Direito
Do jornal Gazeta do Povo, numa dificil empreitada
Num país que ao invés das Leis usa-se o “dar um jeito”.

Rumorejando imagina que haverá somente
A transcrição de novas leis e não dos fatos reais
Já que o que é dado a nos ver ultimamente
São aberrações judiciárias como não se viu jamais.

A impunidade tem acontecido somente para os ricos
Os pobres, há os pobres! Deles será o reino do céu.
Está nas Escrituras. E parece não se tratar de fuxicos.

Enquanto isso, eles, os pobres, vão para a cadeia, a temível prisão
Algemados e humilhados, para serem julgados, como um troféu
Mesmo que eles venham a levar para o filho um simples naco de pão.

Constatação XII

Quando o obcecasdo leu na mídia que “Não fazer atividade sexual antes do esporte é um mito, diz o médico, Dr. Carlos Alberto Pastore, explicando que a atividade sexual em si não traz prejuízos para o atleta”, cuspiu para o lado, como era do seu condenável hábito e questionou: “Mas isso será que vale para um outro tipo de atleta, o sexual? Como eu?”

Constatação XIII
Mesmo soando fonética e absolutamente iguais, não se pode confundir expectador, que o dicionário Houaiss dá como “adjetivo e substantivo masculino” “que ou aquele que permanece na expectativa”, com espectador, que o mesmo dicionário dá, entre outros, como “ adjetivo e substantivo masculino 1. que ou aquele que assiste a um espetáculo”, e até porque nós, o povo, sempre estamos como um simples expectador, esperando dos nossos governantes um honesto e profícuo desempenho, mas assistindo a um espetáculo – portanto, somos um espectador –, indubitavelmente, triste para não dizer trágico...

Constatação XIV (De um diálogo dicotômico).
-“Eu gostaria de ir para a cama com você”.
-“Eu também gostaria, mas eu não posso”.
-“Por que você não pode?”
-“Porque você é um homem casado e fatalmente eu viria a ser a ‘outra’. E eu não aceito essa condição de ser a ‘outra’, viu?”
-“Ledo engano seu”.
-“Engano meu? Por quê?”
-“Porque para isso deveria existir a uma ao quadrado”.
-“Lá vem você com a execrável e complicada da tua matemática. Que negócio esse de “uma ao quadrado?”
-“Elementar, queridíssima. Para você ser a ‘outra’ é preciso que haja uma ‘uma’. Aí sim seria uma e outra. E, atualmente, eu apenas vivo, ou melhor, vegeto com a minha mulher. É uma existência de direito, mas não de fato. Por isso que me expressei uma ‘uma’. O que dá duas vezes uma, ou seja, uma ao quadrado. Elementar, como já te falei”.
-“Ah bom, quer dizer, ah, ruim, quer dizer...”

Constatação XV
Dizem que atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher. E atrás de uma grande mulher, daquelas que trabalham fora, sempre há uma grande diarista e/ou babá...

Constatação XVI (Quadrinha para ser recitada em festa infantil só de meninos).
Com a fieira enrolei o meu pião
E atirei com muito jeito no chão
Ele fez um baita de um buracão
E acabou parando lá no Japão.

Constatação XVII (Quadrinha para ser recitada em festa infantil só de meninas).
Na minha festa brincamos de cabra-cega,
De trinta-e-um, de esconde-esconde e de roda
Não deu vontade de brincar de pega-pega
Porque minhas amigas disseram: "fora de moda".

Constatação XVIII
Rico tem sogra rica; pobre, tem sogra que só implica.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br
www.rimasprimas.com.br

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