quarta-feira, 4 de julho de 2012

RUMOREJANDO


PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.


Constatação I

Hitler deve ter se virado lá no seu túmulo, segundo consta onde morreu – lá na Argentina, que deu guarida aos nazistas quando a Segunda Guerra Mundial findou – ao se inteirar que a Alemanha foi desclassificada na Eurocopa pela Itália, pelo placar de 2x1, com dois gols do jogador Balotelli, negro e que se considera judeu.

Constatação II

Rico tende a ser conservador e sempre defende o ‘status quo’*. Quando envelhece tende a virar reacionário; pobre tende a ser revolucionário para mudar o ‘status quo’. Se eventualmente ficar rico tende a desprezar os pobres. Vige!

*Status quo = “expressão latina que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for” (Google -Wikipédia).

Constatação III (Expressão matemática dos políticos).

Nas razões e proporções da matemática podemos inferir que o álcool está para a irresponsabilidade, assim como os políticos estão para a fraude. Logo, tirando o valor dos políticos obtém-se que é igual à fraude multiplicada pelo álcool e dividido pela irresponsabilidade. Vige!

Constatação IV (De uma quadrinha para ser recitada para os meus credores e para a minha gerente do banco).

Pediram que eu abrisse uma conta corrente com cem

Pois sabem que eu não sou nem nunca fui velhaco.

Como sempre vivo sem um pu, digo, algum vintém

Como vou conseguir sair desse desagradável buraco?

Constatação V

Não se pode confundir célere, que o dicionário Houaiss dá como “com velocidade acelerada; ligeiro, veloz” com célebre, que o mesmo dicionário dá, dentre outros, como “distinto pelo saber, mérito e demais qualidades louváveis; notável, ilustre”, muito embora exista uma profusão de político que tão logo ascende fica célere em pôr a mão no jarro, ficando célebre, diferentemente o que apregoa o citado dicionário, como um ladrão da coisa púbica.

Constatação VI (Não assim pequena, a guisa de informação e, claro, de um desabafo também).

Diz o ditado: “O que nos torna sábios não é a experiência, mas a reflexão sobre ela”. Parodiando este ditado: O porquê de Rumorejando: Uso do humor para o entretenimento e para a reflexão. E esta nasce de questionamentos. Daí, por exemplo, as Dúvidas Cruciais, Coisas que precisam ser inventadas e, claro as Constatações. E, assim, Rumorejando se propõe a questionar porque com o advento da assim chamada Democracia, mormente, nos três Poderes da República, há tanta fraude, tanta falcatrua, tanto mau-caratismo. Por que tanta distorção salarial? Por que essa disparidade entre os salários dos governantes e de um simples operário? Por que só pobre vai para a cadeia? Por que não se resolve a situação da Saúde, da Educação e da Segurança, dentre outros, de uma vez por todas? Por que há verbas para pagar o alto salário de deputados, senadores, desembargadores e não há para investimentos também em infra-estrutura? E, voltando-se para o comportamento dos países ricos e das pessoas ricas causa espécie a insensibilidade para com os, digamos, menos afortunados. As reuniões dos G20, G7 + Rússia, a Rio+20 e demais é uma empulhação, uma enganação, uma pantomima que não serve para mudar o status-quo, já que as promessas são demagógicas e são eternamente proteladas. As “ajudas aos países em crise financeira, após discussões com os países como a França e a Alemanha e, mais os FMI’s da vida socorrem na base de empréstimos. Os ricos não abrem mão de seus privilégios. Eles estão às tintas para os demais. E vejam, prezados leitores, é só uma questão de querer, de mudar a estrutura mental dos ricos sem maiores traumas a eles. A adoção da Taxa Tobin (TT). Vejamos o que diz a Wikipédia no Google sobre a TT: “A Taxa Tobin é um tributo proposto pelo economista americano James Tobin, da Universidade de Yale, laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1981. Esse tributo incidiria sobre as movimentações financeiras internacionais de caráter especulativo.

A proposta da Taxa Tobin inspirou a criação da ATTAC, em 1997, por Ignacio Ramonet, diretor do jornal francês Le Monde Diplomatique.

Tecnicamente, nos termos da legislação tributária do Brasil, a "Taxa Tobin" seria na verdade um imposto e não uma taxa, cuja alíquota, incidente sobre o valor das transações financeiras de curto prazo, deveria variar entre 0.1% e 0.25%. Embora a alíquota proposta fosse baixa, Tobin acreditava que pudesse limitar a especulação financeira internacional”. Ainda a Wikipédia, no Google notícia: “A secretaria-geral da Central Sindical Internacional (CSI), Sharan Burrow, reúne-se nesta quarta-feira com a presidenta Dilma Rousseff e vai defender a criação de um imposto mundial sobre transações financeiras, como fizeram na véspera o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Fonte: 17/8/2011 9:56, Por Redação, com Carta Maior de Brasília). E continua a notícia na Wikipédia, no Goolgle:

- Esse mercado financeiro sem controle levou a uma crise que é financeira, mas prejudica o trabalho decente e a proteção social dos trabalhadores, disse à Carta Maior a sindicalista brasileira Nair Goulart, que é dirigente da CSI e vai participar da audiência no Palácio do Planalto” (Pelo o que se tem visto com relação ao auxilio financeiro dado a Grécia e o que se cogita para com outros países ameaçados de quebrarem, não tem sido aceito a adoção da Taxa Tobin. Os esquemas continuam os mesmos. A distorção entre ricos e pobres deverá seguir o seu caminho de estrangulamento a países como a África, Asia, América Central e do Sul e também a alguns países da Europa e os Estados Unidos. Economia sustentável, nem pensar. Seria de bom alvitre a Presidenta Dilma convencer os demais países, ditos emergentes, de se incorporarem na defesa da implantação da Taxa Tobin e deixar de participarem nos FMI’s da vida, enquanto a Saúde e a Educação estão cada vez mais caóticas, apenas para citar essas duas. Afinal, porque deixar que a execrável especulação financeira não seja ao menos taxada?

Em tempo: Europa fará experiência ousada com a Taxa Tobin (Analise de autoria de Humberto Saccomandi, publicada no dia 28 de junho de 2012, no Jornal Valor Econômico pagina A15).


PSEUDO-SONETOS UM TANTO QUANTO LEVEMENTE ERÓTICOS, ALGUNS; OUTROS, BEM MENOS OU NULOS EM EROTISMOS.


Constatação VIII (De um pseudo-soneto com rima em ‘ência’).


Ta na hora de perder a paciência


Perdura uma grave pendência

E isso não é uma maledicência.

Queremos saber se há solvência

Na Saúde, sempre sem assistência


Também na Educação sem subsistência

E na Segurança que está uma indecência.

Talvez se a corrupção não fosse ciência

Aplicar-se-ia verbas com proficiência.


Isso apregoado, já perdida a paciência

Não se deve permitir a permanência

Daqueles que já mostraram incoerência.


Ocorrendo a existência de decência

E para tal basta do eleitor consciência

E aí sim o Brasil chegará a ser potência.


Constatação IX (E como “pseudo-soneteava” o obcecado com rima em “’avel”).


Mas eu sou um cara desfrutável

Sou um sujeito inefável

Ou o que é mais provável

Contrário a tanto detestável

Sou com elas muito amável.


Eu torno as fantasias delas realizável

E a minha companhia é agradável

Elas me consideram apaixonável

E meu desempenho inatacável.


E a uma coisa que não é contestável

Sou um sujeito assaz domesticável

E agir diferente seria inexplicável.


Permaneço ao lado delas comportável

Para que não possa ser injustificável

Ainda que me achem inclassificável.


Constatação X (De outro pseudo-soneto, do obcecado, em continuação do pseudo-soneto anterior. Também com rima em “ável”)


          Investimento rentável


Tenho uma certeza, até uma fé inquebrantável

Que eu também sou um cara desfrutável

Com comportamento irreprochável.

Mau-caratismo, comigo, é impensável.


Minha atitude com elas é sempre louvável

Eu as trato com muito carinho inexpugnável

A maledicência de tantos não me é perturbável

Que eu considero algo odioso, algo abominável.


Acontece que eu sou adepto do reciclável

O que me induz constantemente ao renovável

O que para o meu ego considero assaz saudável.


Aí, eu as levo a um motel para um evento memorável

E, claro, para um amor digno numa cama confortável

Evidentemente desde que o meu desempenho seja viável.


Constatação XI


“Pseudo-sonetou” ele para ela:


Antes de irmos para a cama

Diga se você ainda me ama.

Em caso positivo, fique nua

Pois com roupa a gente sua*.


Fique só de sutiã e calcinha

Eu tiro e faço uma trouxinha

E enquanto eu for, trêmulo, tirando

Você e eu iremos nos excitando.


Me fale dos teus pontos erógenos quais são

Que eu te oriento onde os meus estão

E assim ambos ativaremos nossa libido.


Com isso eu melhoro meu fraco desempenho,

Pois nunca me faltou capricho ou empenho.

Você ficará feliz e eu humildemente agradecido.


*Rico transpira; pobre, sua.


Constatação XII


“Pseudo-sonetou” ela para ele


Veja lá se você me poupa

De que eu tire toda a roupa

Neste rigoroso frio curitibano

Que já vem desde o começo do ano.


Não é preciso eu ficar nua

Pra ser inteiramente tua

Basta eu só tirar a calcinha

E deixe que eu sei tirar sozinha.


Quanto à parte de cima

Por causa desse clima

Eu não pretendo tirar.


Como você tem uma baita imaginação

Faz de conta que eu tirei meu blusão.

E, juntos, iremos nos esfalfar*...


*Esfalfar =  verbo

transitivo direto e pronominal

cansar(-se), fatigar(-se), extenuar(-se) devido a trabalho, esforço excessivo ou doença (Houaiss).


Constatação XIII


Massagens e seus efeitos e terapias.


Uma massagem ela pediu para ele lhe fazer

Queixou-se que o computador lhe dava LER*.

Aí ele sugeriu que ela toda a roupa tirasse

Para que ela pudesse relaxar e em alfa entrasse.


Ele, então, iniciou a almejada massageada

Ao invés de relaxar ela ficou um tanto excitada

Ele logo notou que a respiração dela acelerou

E que ele também se despisse, ela aconselhou.


Ele não se fez, em nenhum momento, de rogado

E com toda pressa ficou desnudo, despido, pelado.

E as massagens se transformaram em beijinhos.


A preconizada massagem descambou a um ponto tal

Que ela quando chegou ao seu término, ao seu final

Sobrevieram louvores e não foram pouquinhos.


*LER ou L.E.R. = Lesão por Esforço Repetitivo (Google).


E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

www.rimasprimas.com.br

Nenhum comentário: