quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De uma dúvida crucial).
O ministro que proporciona recursos pecuniários para uma ONG fantasma, será que ele está querendo que ela passe de uma escala de fantasma para ectoplasma?
Constatação II (De um pseudo-soneto).
                        Coitado?

A sogra não era recebida com hurras ou vivas,
Mas como ela havia herdado uma fortuna substancial
Aí, ele começou a tratá-la bem, sem maiores pejorativas,
Demonstrando ser um cara interesseiro, calculista, amoral.

Ela que de trouxa, de songamonga não tinha nada
Logo percebeu a radical mudança dele para com ela
Aí fez de conta que estava seduzida e assaz encantada,
Enquanto convencia a filha para defenestrar o ‘meia-tigela’.

A jovem esposa que já andava desgostosa com o marido
Por ele estar espichando a asa para a vizinha do mesmo andar
Achou que os argumentos da mãe tinham algum sentido.

Ei-lo agora andando com olhar capiongo, tristonho, bem chateado,
Tentando comover pessoas para algum dinheiro lhe emprestar,
Jurando a si mesmo que de ora em diante será um cara comportado.
Constatação III
Ele ficou confuso
Durante o bem-bom
Ela adormeceu
Depois de muito bocejar
Ele teve que perguntar:
“De mim você se encheu?
Aqui no Japão?”
“Absolutamente. É o fuso”.
“Fuso? O que é isso?”
“O horário. Não to acostumada”.
“Ah bom. Não pensei nisso.
Fiquei assustado!”
Coitado!
Coitada!
Constatação IV
Não se pode confundir cizânia, que o dicionário Houaiss dá como “falta de harmonia, desavença, rixa, discórdia” com cidadania, que o mesmo dicionário define como “qualidade ou condição de cidadão” e que Rumorejando define como algo abstrato, principalmente em certos países, até porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Vige!  
Constatação V
Há pessoas desleixadas que são poluição visual; outras, são poluição auditivas; outras mais, poluição olfativas. A pior de todas é aquela que é poluição pessoal. Quando ela chega, desmancha qualquer roda de conversa, A debandada é geral. Vige!
Constatação VI (De diálogos adverbiais de modo, azedamente conjugais).
-“Aonde que você andou para chegar tão tarde em casa? Certamente, andou com alguma sirigaita por aí?”.
-“Imagine! Indubitavelmente, eu sou fiel a você. Fui honestamente jogar um truquinho com os meus amigos. Estou inocentemente falando a mais pura expressão dos fatos. Verdadeiramente”.
-“E por que já não aproveitou para dar, mefistofelicamente, uma parada nos quintos do inferno?”
-“Francamente, eu não mereço escutar isso”.
-“Dê graças, que eu não te dou uns petelecos, tão somente”.
Constatação VII
-“Pai, o que quer dizer magoa?”
-“É o seguinte: um casal começa com um flerte; depois, passa para o namoro; em seguida para o noivado; aparentemente culmina com o casamento; Evidentemente começa a coabitação; seguem-se as discussões; as brigas se tornam cada vez mais frequentes; daí a separação judicial; um juiz, depois de tentar e, claro, fracassar em uma eventual reconciliação, decreta o divórcio. Com este, fica de ambos os lados a magoa que corresponde a ressentimentos recíprocos. Deu para entender?”
-“Mais ou menos. É o que ocorreu entre você e a mamãe?”
-“Exatamente. Mas vamos mudar de assunto. Como é que anda o teu flerte  com o vizinho?
Constatação VIII (De uma dúvida crucial).
Deu, na época, no editorial do Estadão: “(...)a partir do momento em que o Estado sentiu a necessidade de repassar, para a iniciativa privada, a responsabilidade pelos investimentos em favor da modernização (ou conservação) dos serviços públicos, com os quais não podia arcar sozinho, sob pena de relegar funções que lhe são essenciais, tais como as que se situam no campo da saúde, da segurança, da Justiça, da educação, do saneamento básico e outros”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas cadê, então, “as funções que lhe são essenciais” que ninguém sabe, ninguém viu ? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado. Em tempo, o governo está repassando para o controle particular alguns aeroportos por causa da Copa do Mundo em 2014. Vige!
Constatação IX
E como ponderava o obcecado meio fracote para o seu colega, também obcecado, mas um cara forte: “Eu nunca faria um ménage à trois como você acabou de me contar que fez com mais um homem e uma gata”.
“Por que?”
“Porque não. Eu só faço com duas mulheres. Afinal, um cara não muito forte como eu não pode correr riscos”...
“É mesmo. Eu não tinha pensado nisso!”
Constatação X
Não se pode confundir tributo com atributo, porque nós simples cidadãos temos por atributo pagar religiosamente nosso tributo. Já, o governo tem o atributo de aplicar em benefício de todos o tributo recolhido, porém, ninguém fica sabendo o que é feito dele. Se, por um acaso, alguém, algum dia, vier a saber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XI
E como dizia aquele outro obcecado, nada a ver com os outros obcecados: “Algumas dessas ‘mulheres frutas’ que, pretensamente andam vicejando por aí, jamais fariam parte do meu apetecível pomar”.
Constatação XII
Como não podia deixar de ser, as mortes e sequelas  graves dessas lutas do MMA já começaram. Alguém tinha alguma dúvida?
Constatação XIII
Ainda que não fosse uma pessoa fina, sabia aquilatar nos outros uma palpável, ou não, grossura. Coitado(a)!
Constatação XIV (De conselhos úteis principalmente para as demais pessoas da 3ª. e 4ª. idades, como é o caso deste assim chamado escriba.)
Em determinado diálogo com determinado interlocutor que te está contrariando, que está contestando os teus argumentos e por mais que você os ache eivados de infalibilidade nunca aposte, pois existe muita certeza que pode ser uma inexatidão. De nada!
Constatação XV (Teoria da Relatividade para principiantes, mormente para pessoas de idade provecta e desde que não estejam com a audição prejudicada).
É muito melhor ouvir um mini sussurro do que uma mega barulheira.
Constatação XVI
A amiga, escritora e jornalista Dinah Ribas Pinheiro lançou, o livro A Viagem de Efigênia Rolim nas Asas do Peixe Voador. A obra de sua autoria faz uma narrativa da trajetória da artista popular Efigênia Rolim. Dinah, juntamente com Adélia Maria Lopes, Marilú Silveira e a falecida Rosirene Gemael são retratadas por Selma Suely Teixeira no livro Jornalismo cultural: um resgate. Efigênia começou a criar quando o vento levou até os seus pés um papel colorido de bala
A Feira de Artesanato, da Praça da Ordem, em Curitiba, aos domingos, contava com a participação da poetisa Efigênia Ramos Rolim, vizinha de barraca de outro poeta Hélio Leites que lá continua. O Amigo Hélio já colaborou no jornal O Estado do Paraná no “Caderno Almanaque”. Quem quiser uma aula voltada aos simplíssimos valores humanos, pode e deve conferir o trabalho de ambos e verá que nem tudo está perdido neste mundo materializado e nada despojado em que vegetamos. Tenho dito. E obrigado pela atenção!

Constatação XVII

E como poetava o nosso já conhecido obcecado:

“Aviso
A quem
Possa
Interessar
– E não é troça
Nem queixa –
Que é preciso
Dar um basta
Para alguém
Que se mantém
Ainda casta,
Atitude
Tão nefasta,
Tão desprovida
De virtude,
De beatitude
Que me deixa
Tão aflito
E que tal lida
Pode ocasionar
Senectude
E decrepitude.
Tenho dito !”
Constatação XVIII (Regras básicas para começar uma fofoca, um boato,* falar mal de alguém,* etc.
Rumorejando procurando atender milhares de pedidos de seus leitores, apresenta, gratuitamente, meia dúzia de dicas para que o leitor, sem se comprometer, vá ao encontro do acima especificado, seu – dele – desiderato, muito embora – data vênia, como diriam nossos juristas – ficaria melhor se fosse ao encontro da pessoa amada ou àquela supostamente como tal:
1.      Comece dizendo: “Eu sinto muito pena de fulano (a) ou “Coitado (a) de Beltrano (a), seguido da fofoca que explica o porquê de estar compungido, como por exemplo, teve um título protestado na praça, caiu na malha fina do leão, está sendo corneado (a), a sogra vai compartilhar da companhia deles e assim por diante;
2.      Plantar na mídia – preferencialmente a televisiva, no horário nobre – a fofoca, camuflada como notícia. Ainda que recebendo uma infinidade de cartas, Rumorejando já vai avisando, a fim de dirimir quaisquer dúvidas, que não publica esse tipo de notícia. Favor não insistir;
3.      Recorrer a um time de fofoqueiras, conhecidas entre si, para espalhar mais rapidamente o fato que se quer dar conhecimento. A vantagem de serem conhecidas entre si é devido de que elas competem, em velocidade, para dar a notícia e não a deturpam, tendo em vista que uma fofoqueira respeita as suas colegas por conhecer o seu – delas – poder de fogo;
4.      Telefonar para os programas que levam ao ar o pedido do ouvinte – indubitavelmente disfarçando a voz (pode ser usado um lenço na boca do telefone e/ou apertando o nariz para a voz sair fanhosa, etc.), dando um nome fictício – dedicando uma música com votos de pronto restabelecimento e/ou que supere rapidamente sua difícil situação financeira, enfim dizendo aquilo que quer que seja divulgado. Em quermesses, com serviço de alto-falantes também funciona.
5.      A expressão cosmopolita “Não conte para ninguém que isso é um segredo” tem um efeito multiplicador, para o objetivo colimado, de sucesso tal, cuja comprovação se torna extemporânea, tanto a cunho nacional como internacional, dispensando, portanto, maiores e aprofundados comentários e/ou exaustivas explicações.
6.      Fazer perguntas, numa roda, num momento em que o papo ficou em silêncio, do tipo: Fulano ou Beltrana tiveram cheques devolvidos ? Se Fulana ou Beltrano, dando uma de gigolô, casaram só por interesse ? É verdade que Mengano tem um salário incompatível com seus depósitos em bancos suíços ?
*Em condições normais de pressão e temperatura, “boato” e “falar mal de alguém” são, praticamente, sinônimos, já que o boato pretende falar mal de alguém, mesmo falando mal de alguma coisa. Praticamente, porque a recíproca não se propõe verdadeira, pois, as almas mais benevolentes e caritativas podem falar mal de alguém sem que, necessariamente, seja um boato.

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