quarta-feira, 14 de agosto de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Deu na mídia: “Estudo mostra efeito benéfico do riso para o coração”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas nas atuais condições de pressão e temperatura econômica, política e social não tá nada fácil é deixar de chorar...
Constatação II
Invadiram o Senado
Profusões
De escorpiões.
O fato tem suscitado
Controvérsia,
Pois, como é sabido,
O escorpião
Vive, aparentemente
Quieto e cabisbaixo,
Debaixo
De pedras, escondido.
Será que eles estão
Levando em consideração
Que nossos senadores,
De tanto valores
E tão amados,
Como pedra rara,
Portanto, cara,
São dotados,
De inércia
Tão-somente?
Constatação III
Não pagar a conta,
Ou despesas efetuadas,
Para vencer
Determinadas
Eleições,
Seja pra governador,
Deputado,
Ou senador,
Mesmo o candidato
Sendo dinheirudo,
Religioso, frequentador
De igreja ou templo,
Nos deixa indignados
E, de fato,
Nos desaponta.
Pois serve de exemplo
Para as novas gerações
E para se compreender
O tirar proveito em tudo.
Constatação IV
Não se pode confundir liderada com liberada, muito embora quando o Executivo ou o Legislativo, seja municipal, estadual ou federal quer que seja liberada e aprovada uma lei que é apresentada, defendida e liderada pela situação ou a oposição, os pais da pátria costumam fazer ingentes esforços para que tal aconteça, negociando através das lideranças. No caso de aumento dos próprios salários, aí a tramitação já passa a ser mais tranquila, não havendo necessidade dos tais ingentes esforços retro mencionados.
Constatação V (Falta de “desconfiômetro”).
"Pelo Poder, vão devagar",
Às mulheres o Presidente
Resolveu aconselhar.
Mas, dos homens, o incipiente
Desempenho, tão contraproducente
E, ainda, elas, querer doutrinar?
Constatação VI
Aquela mulher fascinante,
No meio de tantas feias,
Gordas que nem baleias,
Parecia até destoante.
Constatação VII
Ela descartou
A hipótese
De fazer,
De se submeter
A uma prótese
Nas partes principais.
O preço assustou,
Já que era alto demais
E não era só isso,
Havia ainda mais:
Além dum compromisso
Monetário,
Ela já havia feito,
Confessando,
Meio sem jeito,
Oitenta e um.
Não, operação plástica,
Nem ginástica,
Mas aniversário.
Muito embora,
De viver
A pele esticando
Ela, agora,
Não conseguia,
De modo algum,
Simultaneamente
Sorrir e dar uma piscada
Tão-somente.
Coitada!
Constatação VIII
O Programa Certa Vez, do meu amigo Beto Guiz que a E-Paraná, antes chamada de Educativa do Paraná apresentava todos os domingos, às seis horas da manhã, voltou, depois de uma interrupção e cada vez está melhor. Também muito bom o Programa Venas Abiertas, apresentado por meu Amigo Geraldo Pioli, às 10 horas, também aos domingos. Quem não acompanha, não sabe nada de nada. Tenho dito!
Constatação IX
Rico é arrebatado; pobre é grosso.
Constatação X
Deu na mídia: “Astrônomos encontram planeta cor-de-rosa fora da órbita solar. A descoberta faz parte de um conjunto de estudos sobre exoplanetas com o uso do Telescópio Subaru, no Havaí”. Data vênia, como dizem nossos juristas, mas Rumorejando pensa que, se ele for habitado, só existe pessoas, animais e plantas do sexo feminino que descobriram um modo de dispensar o sexo masculino para se produzir, o que deve ser um planeta assaz infeliz. Vige!
Constatação XI
Quando o namorado se deu conta que a garota queria, porque queria, ser modelo a toda força e que de tão magra já estava até com anorexia e viu ela comprando uma joelheira que, para ela, conforme ela afirmou, seria assaz suficiente para modelar a sua – dela – cintura, falou: “Vai ser magra assim na casa do chapéu. Ela até parece ter nascido num vão de cerca e, inclusive, consegue se desviar dos pingos da chuva”.
Constatação XII
Deu na mídia: "A Câmara não será apenas o supositório do Poder Executivo, afirmou, certa vez, Severino Cavalcanti”, quando foi seu presidente. Data vênia, como dizem nossos juristas, mas Rumorejando, até hoje, não entendeu o que S. Excia. quis dizer com essa assaz diplomática assertiva. Quem puder esclarecer, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XIII
Depois da enésima pifada,
O marido se desculpou,
Todo envergonhado,
Para a mulher, desapontada,
Uma expectante angustiada:
“Como o fenômeno, Ronaldo,
No seu futebol,
Mais uma vez entornou
O caldo,
Pois, também eu estou,
Chova ou faça sol,
Atravessando
Me defrontando,
Com uma má temporada”.
Coitado!
Coitada!
Constatação XIV
Data vênia, como diriam nossos juristas, Rumorejando acha que a gente não deve se indignar contra o Presidente da Câmara Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-Natal-RN). Na noite do dia 16/07/13, ele, abriu as portas da residência oficial que ocupa, às margens do Lago Paranoá, em Brasília, para os deputados da bancada do seu partido ao oferecer-lhes um jantar que custou vinte e oito mil e quatrocentos reais (R$ 28.400,00), ou seja, R$ 355,00 por cabeça. A conta foi paga com dinheiro público. A verba saiu das arcas da Câmara. A ONG Contas Abertas obteve a nota de empenho da despesa.
Está escrito: “Concessão de suprimento de fundos para atender despesas relativas à contratação de serviços destinados à realização de jantar no dia 16.07.2013, na residência oficial da Câmara dos Deputados, para um público estimado de oitenta pessoas, a pedido do gabinete do presidente”.
"A rubrica “suprimentos de fundos” serve para a realização de despesas inesperadas e urgentes. No caso específico, o dinheiro da Câmara (PÚBLICO) foi repassado à servidora Bernadette Maria França Amaral Soares que está lotada no Gabinete de Henrique Alves, como administradora da residência oficial da Câmara. O salário dela é de cerca de R$ 23.000,00 mil mensais". Afinal, ele é o que é e o que sempre foi. Mas, só por isso, a gente não deve se indignar – se não existe alguém que ainda não se indignou – com os deputados que o elegeram presidente da Câmara. A indignação deve se estender também aos senadores que elegeram quem elegeram. Pena!
Constatação XV (De uma dúvida não necessariamente crucial).
O Volta Redonda, fazendo rolar uma bola idem, deu uma bela volta no campeonato carioca?
Constatação XVI (De uma “poesia” descrita por um pintor).
O caradura
Tinha cara
De caricatura,
De biruta,
De estupor,
Como se pintado
Numa cor
Verde, como fruta
Não madura,
Mas cheia de bolor.
Coitado!
Coitado?
Constatação XVII (Homenagem ao mestre sueco Ingmar Bergman, autor, dentre outros, do filme O Sétimo Selo).
O destino,
Alguma vez,
Nos favorece,
Deixando,
Após
Titubear,
A gente ganhar,
Ou, ao menos, empatar
– Embora não quisesse –
Não jogando
O fino
Uma partida
De xadrez,
Por nós
Quase perdida.
Acontece!
Constatação XVIII (De uma dúvida crucial).
Em certos países, até as almas penadas já estão com medo de balas perdidas?
Constatação XIX
Não se deve confundir ansiado com insinuado, muito embora tenha muito cara assaz ansiado para se insinuar, preferencialmente, como deputado federal ou senador, a fim de auferir cerca de 100 mil reais entre salários e ajudas de custo. Ajudas de custo? Custo para o que mesmo ? Quem souber, por favor, comentários no blog para que possamos informar aos nossos prezados leitores. Obrigado pela atenção.
Constatação XX (Rumorejando reitera agradecimentos às cinco colaborações a seguir, do Amigo Edson Ferreira dos Santos, de Maringá-Paraná).
1.Rico faz suas compras à vista; pobre faz suas compras à perder de vista.
2.Rico escalando parede é esporte radical; pobre escalando parede é fugitivo da colônia penal.
3.Rico estuda na Escola de Belas Artes; pobre na Escola, faz "belas artes".
4.Rico mora no Alphaville, pobre mora na Alfavela;
5.Rico dirige seu carro, um B M W; pobre também dirige seu carro, uma B M V (Brasília Meio Velha).
Constatação XXI
Rico opera na bolsa; pobre, é inoperante.
Constatação XXII
Ela puxou uma sonecada
Na hora sagrada do bem-bom
Alegou que tava muito cansada
Pois tinha passado o vassourão.
Constatação XXIII (De uma dúvida não necessariamente crucial).
Quando o meu time, o Paraná entrou no G4 você também, maldosamente, achou que foi acidente de percurso?

Fábula Confabulada (Dessa vez, sem chineses e com personagens dos irmãos do norte).
O sujeito que morava no Texas e que tinha achado petróleo no quintal de seu pequeno terreno, na casa onde morava, logo, logo construiu uma mansão em terreno com as dimensões compatíveis com o seu novo grau de riqueza. Os velhos amigos e os novos, que fatalmente advém nesses casos, diziam, fazendo blague, que a sua nova casa, de tão grande, tinha dois fusos horários: um na entrada social e outro na entrada de serviço. Na realidade, a casa era tão imensa que havia casos em que enquanto chovia no jardim, não chovia no quintal; o filho caçula de 10 anos dirigia o carro no terreno da casa; heliporto, cancha de futebol americano, nem falar; O piso era feito como os dos supermercados, a fim de permitir que todos se deslocassem sobre patins para não se cansarem de andar pela casa. Evidentemente que todos tinham que usar cotoveleiras e também aquelas máscaras protetoras dos jogadores de futebol americano para não se machucarem caso caíssem ao andar sobre patins. As visitas chegavam a encostar seus carros em espécies de baias como cavalos nos estábulos. Efetivamente era uma casa grande. Uma p. duma casa!
Um dia, no aniversário do filho caçula, os amigos e colegas de escola compareceram, trazendo presentes, digamos, condizentes com o novo status da família. No entanto, um dos meninos, trouxe um minúsculo origami, feito por ele mesmo, aprendido em livro sobre o assunto. A família não tinha esse grau de sutileza para apreciar tal tipo de presente, como dizem os americanos, “home made”, feito em casa, aliás, com todo o carinho, pelo garoto. E proibiram, definitivamente, que o caçula continuasse se dando com o “origamista”.
Moral: Nem sempre, como disse o poeta: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br
Site: www.rimasprimas.com.br

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