quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
O político conclama:
“Vamos parar
Com esse mar de lama”
Mas, por enquanto,
Vai levando
Um certo tanto,
Em troca de apoio
Na votação,
Gritando,
Apregoando:
“Vamos separar
Do trigo, o joio
E, duma vez, acabar
Com a corrupção”.
Constatação II
Esclarecimento: Comunico, a quem interessar possa, que o Juca, que andou jogando no meu Botafogo, não se trata da minha pessoa. Obrigado pela atenção.
Constatação III (De um pseudo–soneto de autoria do obcecado).
 
Arritmia cardíaca
 
Tive um sonho macabro
E fiquei assaz perplexo
Que vivemos num descalabro
E que foi abolido o sexo.
 
Acordei num estupor
Com o coração em disparada
Ensopado dum frio suor
Que deixou a fronha molhada.
 
Não foi como vivemos
O que me deixou tão assustado
Foram esses terríveis extremos.
 
Dos governantes o desempenho
Sempre tem sido despudorado.
Mas sexo? Eu não me abstenho...
 
Constatação IV
Há, dentre muitos, dois tipos de ‘tomara’: O ‘tomara que caia’ e o ‘tomara que chova’. O primeiro, como todos sabem, é aquele modelo de indumentária que não tem alças e, se eventualmente cair, mostrará em toda a sua plenitude o que os decotes, cada vez mais ousados, têm mostrado e que – não é absolutamente uma crítica ou uma reclamação – as famosas, cantoras, modelos e outras tantas procuram mostrar, mormente quando ‘siliconaram’; o segundo ‘tomara’ é inerente ao clima da minha cidade de Curitiba, onde o calor, abafado, induz que se almeje uma chuva que refresque. Ultimamente, tem acontecido com frequência. No entanto, é seguida de um frio que para quem está na primavera e não longe do verão, que causa transtornos, principalmente, para as mulheres que ficam naquela dúvida, provavelmente crucial, o que vestir para sair ou “levo ou não levo casaco”. Coitadas (só no segundo caso...)!
Constatação V (De uma dúvida crucial).
Foi Louis XV que disse: “Depois de mim, o Delúbio, digo, o dilúvio”? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (De várias dúvidas cruciais).
Esse desdém, esse menoscabo, esse desprezo que os políticos têm por nós todos será que algum dia vai acabar? Ou nós continuaremos elegendo pulhas? Afinal, o movimento das ruas foi para quê? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VII (De mais uma dúvida crucial).
Será que o sujeito que recebe o mensalão ou qualquer outro tipo de obtenção de ganho desse jaez consegue se olhar no espelho e dizer: “Não. Eu não sou um fdepê”? Quem conhece alguém que não consegue, por favor, comentários no blog. Mais uma vez, obrigado!
Constatação VIII
E já que falamos no assunto, não se pode confundir ex-mulher com ex-amante, muito embora o que tanto uma como outra tem denunciado casos de corrupção dos seus ex’s, exercendo a auto benesse de deputado, senador e outros cargos (cargo?) menos votados não está em gibi, enciclopédia, livro de história, bem como outras fontes de eventual consulta e/ou leitura. A recíproca para esses casos “dedoduráticos” ainda não foi possível investigar. Tão logo tenhamos a resposta daremos a conhecer, com urgência, aos nossos prezados leitores.
Constatação IX
Não é por nada, não, mas quando o meu Paraná traz, de um jogo fora ou dentro de casa, um empate este assim chamado escriba considera uma estrondosa vitória. Quando ganha, o que, neste ano, aconteceu – agora, lamentavelmente, parando – nem falar.
Constatação X
Destino ingrato,
Veio a acontecer,
Com aquele deputado
Que não conseguiu
Se reeleger
Levou, do seu eleitorado,
Uma baita cama-de-gato
Por causa do seu papo-furado.
E pra não pagar a conta,
Do ‘investimento’
Efetuado
Qual barata tonta,
No mesmo momento,
Fugiu.
Constatação XI
Existe uma música de carnaval do tempo deste assim chamado escriba, que não recorda mais o nome, mas que começava mais ou menos assim: “É com essa que eu vou sambar até cair”. E lá pelas tantas, dizia algo como: “Eu quero ver o ronca-ronca da cuíca, gente pobre, gente rica, deputado e senador[...]”. O autor se referia às pessoas caindo na folia. Não sei quem é o autor, mas não creio que hoje em dia ele manteria a parte da letra na qual ele afirma que quer ver deputado e senador...
Constatação XII
Deu, certa vez, na mídia: “O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou estar muito satisfeito com a pesquisa DataFolha, segundo a qual ele foi avaliado como o prefeito que registrou o melhor índice de aceitação popular dos últimos 20 anos na administração paulistana nos primeiros seis meses de mandato”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que, levando-se em conta os prefeitos dos últimos vinte anos que São Paulo teve, até não pega bem a DataFolha fazer tal tipo de pesquisa.
Constatação XIII
Não se pode confundir leitura com literatura, até porque quem não é dado à leitura, como ocorre, nos dias de hoje, com a maioria dos jovens, não vai manjar de literatura.
A recíproca só pode ser da seguinte maneira: Quem entende de literatura não é dado a ver televisão, por exemplo. Se deve a sua leitura, aulas sobre o assunto, conferência, palestra dos literatos e estudiosos e assim por diante.
Constatação XIV (De outra dúvida crucial).
O jogador LeBron James é o Messi do basquete ou o Messi é o LeBron James do futebol?
Constatação XV (De um pseudo-soneto).
 
Sonhando acordado
 
Era um time obstinado
Em conseguir seus intentos.
Mas sempre mal colocado.
Seu ataque não fazia tentos.
 
A defesa vivia cochilando
Ainda que fossem de boa estatura
Bola na área não se via cortando
Para os adversários era só candura.
 
Um dia se queimaram na parada
Com os constantes maus resultados
E o ataque deu uma baita virada.
 
Me contrataram para centroavante
E eu como sou daqueles bem atilados
Com meus gols o time ficou operante.
 
Constatação XVI (Continuação do pseudo-soneto anterior com novo pseudo-soneto).
 
Sonhando, apenas sonhando...
 
Cada gol de pintura ou não que eu fazia
Os companheiros vinham me bater na cuca
A verdade que depois a cabeça me doía.
“Puxa, como você é bom de bola, Juca!”
 
Eu não me importava com as batidas,
Pois à noite a mina me faria cafuné
Não só na moleira. Nas partes doloridas,
Massagens, dando ênfase as do meu pé.
 
Ela exigia que eu ficasse sem roupa, pelado.
E ela, alegando muito calor, também ficava
Sua mão no meu corpo me deixava arrepiado.
 
A gente não é de ferro, depois de tanto esforço.
E eu quase adormecia de tão cansado que estava
Entretanto, para certas coisas não se pede reforço...
 
Constatação XVII (Coisas Difíceis de Entender. Quem souber explicar, por favor, comentários no blog. Obrigado).
-Por que o esporte (esporte?) Box, ou vale-tudo ainda não foi proibido até hoje, já que mata ou inutiliza tantos lutadores? Basta ver, por exemplo, o que aconteceu com o lutador Cigano. E do lutador de box mexicano, Francisco Leal de 26 anos, que vários sites americanos e espanhóis, entre eles a ESPN, confirmaram no dia 22 de outubro último, a sua morte depois de três dias haver sofrido um nocaute.
-Por que não se proíbe a apresentação de animais nos circos, não se levando em consideração o stress deles e o fato de havê-los tirado do seu habitat?
-Por que os países ricos, tipo G8, se reúnem se tais reuniões são totalmente inócuas?
-Por que os países ricos reclamam à Organização Mundial do Comércio contra os países ditos em desenvolvimento e agem nas mesmas condições do que estão reclamando?
-Por que só alguns países participam e têm direito a veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas?
-Por que não se proíbe, de fato, as touradas na Espanha e em outros lugares? E as brigas de galo? E as de cachorro? E a farra do boi? E passarinho em gaiola? E a caça? E o rodeio, esse macaqueado, digo, copiado da maior potência do Planeta?
-Por que um sujeito que se candidata a um cargo no Legislativo gasta mais do que o seu eventual altíssimo salário irá auferir e caso se eleja, não cobrirá o que gastou? Será por idealismo em servir a pátria? Patriotismo? Devoção aos eleitores?
-Por que um deputado ou senador zera seus delitos se pedir demissão do cargo que vinha ocupando, podendo, assim, se candidatar novamente. E, pior, até conseguindo se reeleger? Por que, para ele, o delito anterior – e, claro, com dolo – passa a ser relegado, perdoado?
-Por que, ao chegar ao Poder, o governante brasileiro muda sua ladainha, seu proceder?
-Por que o governo sempre muda as regras do jogo no meio do jogo?
-Por que a decência ficou fora de moda?
- Por que a Justiça não é reformulada para não permitir tanta protelação?
-Por que o governo obriga que em casos que ela tem que pagar o que deixou de fazê-lo que se tenha de recorrer a um advogado que cobra um percentual que chega até 30% de sua participação?
-Por que os governantes, deputados, senadores, juízes e desembargadores e outros mais não levam ao pé da letra que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”?
-Por que será que a Humanidade é insolúvel? Será que é por causa do crescimento da população que torna o acesso aos bens mais difícil? Daí o ‘tirar melhor proveito em tudo’ e por todos?
 
RICOS E POBRES
Constatação I
Rico tem abdome; pobre, pandulho.
Constatação II
Rico é robusto; pobre é inchado.
Constatação III
Rico é astucioso; pobre é espertalhão.
Constatação IV
Rico é sereno; pobre, mora no sereno.
Constatação V
Rico tem um ou outro contratempo; pobre convive com problema.
Constatação VI
Rico é tribuno; pobre, enrola.
Constatação VII
Rico é empreendedor; pobre, é vagabundo.
Constatação VIII
Rico tem desejo; pobre, só tem vontade.
Constatação IX
Rico é sistemático; pobre, é bitolado.
Constatação X
País rico espiona outros países, sob a alegação de combater o terrorismo; país pobre não espiona. Apenas espia a vizinha quando muda de roupa em frente à janela.
Constatação XI
Rico arrisca; pobre, abusa.
Constatação XII
Rico escreve; pobre, rabisca.
Constatação XIII
Rico, sofre de Mal de Alzheimer; pobre, nem tem o que recordar.
Constatação XIV
Rico mora numa mansão urbana; pobre na periferia suburbana.
Constatação XV
Rico faz grandes negócios que descobre; pobre faz grandes esforços para que não soçobre.
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De conselhos úteis. De nada!)

A gente na idade provecta, cometendo as maiores gafes, por, digamos, escorregadelas da memória e, dentre outros, a narração dos mesmos fatos, das mesmas histórias ene vezes deveria, tomar o cuidado para, ao menos, não modificar as versões.
Constatação II
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “O Senado tem reembolsado gastos com refeições feitas por senadores em contas que chegam a ultrapassar R$ 7 mil, conforme levantamento feito pelo Estado. Os parlamentares têm direito a custear refeições com dinheiro público, o que ajuda a aquecer o mercado da gastronomia em Brasília, que tem atraído grife de restaurantes de outros Estados”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando gostaria de saber se os parlamentares não têm vergonha na cara e, mesmo depois dos movimentos das ruas, se ficará tudo como sempre. Quem souber a resposta, por favor, informações no blog. Obrigado.
Constatação III
Não se deve confundir calhorda com crápula, ainda que todo calhorda em condições normais, ou melhor, anormais de pressão e temperatura é um crápula e todo crápula é um calhorda. Neste caso excepcional, a recíproca é irretorquível e insofismavelmente verdadeira.
Constatação IV
Não se pode confundir expirar com espirrar, muito embora sendo foneticamente quase iguais, a gente prefere espirrar – evidentemente, cuidando de fazê-lo com discrição, a fim de não acordar e/ou assustar a vizinhança – do que expirar. Este, até por razões de ter que se defrontar, dentre vários, com anjos, arcanjos e/ou querubins. Isso, na melhor hipótese. Nas outras, nem falar...
Constatação V
Deu na mídia: “Rebelião em prisão na Austrália acaba em pizza. Um dos funcionários trocou a libertação de reféns pela entrega de 15 pizzas". Rumorejando não conseguiu obter a informação, junto a quem de direito, se o funcionário australiano utilizou o ‘know-how brasileiro’. Quem tiver tal informação, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (De uma dúvida matematicamente crucial).
Uma pessoa
Nova,
Coroa,
Ou com o pé
Na cova;
Obesa
Ou até
Magra,
Que, sem olhar
Despesa,
Tomar,
Viagra
Estará pensando
Que está achando,
Encontrando,
Se defrontando
Com uma banal
Solução,
Duma questão
Vetorial?

Constatação VII
Deu na mídia: “Os Bancos como, por exemplo, o Bradesco (3bilhões neste último trimestre) e o Itaú têm registrado lucro líquido em cada trimestre do ano, com crescimentos de cerca de 100% em relação ao resultado dos mesmo períodos anteriores. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que não se trata de levantar o traseiro da cadeira como apregoou nosso ex-presidente da República. Afinal, todos os bancos estão cobrando juros pornograficamente extorsivos. Daí, fica inócuo trocar, na melhor das hipóteses, seis por meia dúzia ao se mudar de banco. Isso lembra aquela história do sujeito, que estava viajando de bonde, no tempo desse notável meio de transporte não poluente. Ele era o único passageiro e, onde estava sentado havia uma pingadeira, pois estava chovendo muito forte. O cobrador chegou para ele e perguntou: “Por que o senhor não troca de lugar?” E, ele: “Trocar com quem?”.
Constatação VIII (Ah, essas meras palavras...).
-Eu gostaria de ter feito mais pelo povo, mas as circunstâncias não me permitiram.
-O trânsito fez eu me atrasar.
-Não é batom, coisa nenhuma. Você tá imaginando coisas.
-Eu nunca errei um pênalti.
-Eu e meus companheiros faremos tudo para proporcionar a nossa torcida um grande
  espetáculo.
-Vamos levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.
-Tive que fazer serão.
-Se eleito, vou investir em Segurança, Saúde, Educação e criar empregos.
-O trabalho (dos outros?) dignifica o Homem.
-Vou até o bar só para comprar fósforos e já volto.
-É mentira da oposição. A intenção é de desestabilizar as instituições democráticas.
-Não tenho culpa se Deus me ajudou a ganhar tantas vezes na loteria.
-Não sei quem colocou tantos dólares na minha roupa íntima.
-Essa dinheirama toda é proveniente de doações dos amigos.
-Caixa dois? Que caixa dois? Não sei do que você está falando.
-É perseguição política.
-Pode deixar que eu não conto pra ninguém.
-Por razões de segurança, eu só atravesso na faixa, mesmo que não venha carro.
-Eu respeito a opinião alheia.
-Novela? Nem pensar. Eu não vejo televisão. Só o noticiário.
-Eu sempre paro no semáforo vermelho. Inclusive, de madrugada.
-Vamos prum motel. Lá a gente poderá conversar mais à vontade sem ser interrompido.
-Nosso juro é barato.
-Este produto é para toda a vida e mais quinze dias.
-Tire a blusa que tá muito quente aqui.
-Conheço um cara que quebra o teu galho.
-Ele está em reunião.
-Já vamos lhe atender.
-Mande arrumar e depois me mande a conta que eu pago.
-Nosso produto tem garantia.
-Vá reclamar no Procon.
-A Humanidade tem solução. Pode crer.
-Vá para casa e, não esqueça, reze 10 padres-nossos e 10 ave-marias.
-Eu já vi esse filme milhares de vezes
-Só o juiz viu esse pênalti
-Só vou tomar dois minutinhos da sua atenção.
-Eu tenho um ótimo negócio para te oferecer. Imperdível.
-Este aval que eu estou te pedindo é só pró-forma. É exigência do banco. Eu nunca atraso meus pagamentos.
-Não vai doer. Eu garanto. Hoje em dia a extração de dente é uma coisa simples.
-Essa nota foi dada com critério. Eu corrijo as provas dos meus alunos com toda a atenção.
-Não quero tomar o tempo dos presentes. Só queria dizer duas palavrinhas.
-Amanhã não vai chover.
-Isso aqui sempre deu certo, não será hoje que não vai dar.
-Afinal, quando é que alguém vai me explicar a contagem de tênis e como é que se joga        beisebol?
-Esse técnico não entende nada de futebol.
-Eles falaram que só querem passar só este fim de semana aqui em casa.
-Já disse na última entrevista que eu não sou candidato.
-Nosso plano de saúde cobre tudo, inclusive as refeições do acompanhante.
-Eu não corro o risco de me viciar, pois eu paro quando quiser.
-Deixe que eu mesmo faço essa baliza para estacionar bem junto à calçada.
Em nosso país só pobre vai para a cadeia.
-Não vou sentir saudades. Te garanto.
-A internet não me toma tempo. Eu só jogo “copas”, porque desenvolve o raciocínio.
-Nunca tive dor de garganta com bebida gelada, nem de andar na chuva.
-Esse cachorro nunca mordeu ninguém. Ele só rosna pras pessoas.
-Eu não me interesso por mulher turbinada.
-Mulher dos outros, pra mim, é homem.
-Nós, os senadores e deputados, tivemos um aumento percentual inferior ao do salário mínimo. Isso não é justo.
-Viagra, cialis, levitra, catuaba, amendoim, ovo de codorna, tudo bobagem. Imagine se eu vou precisar recorrer a esses supérfluos. Tô fora. Isso logo vai passar. É só estresse.
-Se deseja ver a conta-corrente, disque 1; se deseja ver o valor da próxima fatura, disque 2; se deseja que a corrupção pare de acontecer no nosso país, disque 4 que é o telefone de outros planetas e galáxias; se deseja que os problemas de Educação, Saúde e Segurança sejam resolvidos em nosso país, disque 5 que é telefone do Papai Noel lá no Polo Norte, mas a ligação não será, como as demais, gratuita; se deseja a vizinha solteira que te dá bola, espere o companheiro dela viajar, concomitantemente com a viagem da tua mulher e as crianças, mas antes certifique-se que eles não voltarão tão cedo e que ele não anda armado;

FÁBULA CONFABULADA (Indigna do guru Millôr).
Numa província chinesa, banhada pelo rio Amarelo que, por causa da poluição ficou multicolorido, vivia um professor de matemática, chamado Yan Kah Leh. Sua paixão – além da sua noiva  Shein Dih Nhu, muita bonita, diga-se de passagem – era a álgebra que ele lecionava num colégio, transmitindo, com sucesso, aos seus alunos o amor pela dita e a sua respectiva finalidade. Com isso, tornava o assunto mais interessante, pois os alunos viam o lado prático da aplicação da álgebra, como, por exemplo, na Matemática Financeira que se usa a álgebra para calcular se é mais vantajoso comprar a vista ou a prestação, como se faz nos “decadentes imperialistas russos e nos colonizadores do Ocidente”. Ele fazia blague, nas aulas, dizendo que rico compra a crediário e pobre à prestação. Ou a aplicação da álgebra em Pesquisa Operacional que havia sido desenvolvida na Segunda Guerra Mundial em que todas as dúvidas eram transformadas em incógnitas, havendo a necessidade de criar tantas equações quanto às mencionadas incógnitas para que o sistema tivesse a devida e imprescindível solução. Ou ainda em Programação Linear ou ainda em Engenharia de Avaliações.
O casamento já estava marcado, mesmo com o salário baixo que ele percebia, porque inclusive na China, país possuidor de um povo extremamente inteligente, os professores recebem uma baixa remuneração pelo seu trabalho, como acontece em determinados países que, por razões ético, do tipo sigilo bancário, será omitido. Mas, isso, é uma velha história que, no presente momento não vem para o caso, principalmente para quem, na eventualidade, não seja professor e, também, quem aufira um salário condizente com as necessidades básicas mínimas para se viver. O amor que Yan Kah Leh devotava a Shein Dih Nhu era toldado pela sua – dela – mãe, Mach Shey Feh que, como sói acontecer, vivia, desde os primeiros momentos do relacionamento do casal, “sogrando” a vida do professor. As implicações eram pelos mais comezinhos motivos e, pior, mesmo sem motivo algum. Yan Kah Leh não atinava bem o porquê da implicância, mas tudo levava a crer que era por aquele famoso: “Porque sim e tá acabado”. No entanto, seu amor era tão grande e como a recíproca era mais do que verdadeira, o casal, depois do casamento, tratou de ir viver em outra cidade e aí viveram felizes. Não nos foi possível averiguar se para sempre como nas histórias ditas infantis. Mas isso, no presente momento, também não vem para o caso.
Moral: Assim como a Álgebra é uma ciência que tem por fim simplificar e generalizar as questões relativas aos números, a sogra é uma espécie de equação, não linear, complexa, que tem por finalidade de complicar e infernizar as questões relativas ao bom andamento dos relacionamentos.
E-mail:
josezokner@rimasprimas.com.br
Site: www.rimasprimas.com.br

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De diálogos conjugais).
O raposo
Perguntou,
Furioso,
Pra dona raposa:
“Aonde você andou?
E de onde você sacou
Essa flor-de-lis?
E essa mancha no nariz?”
“Foi uma mariposa.
Que ali pousou.
Com as patas com mel
Esse teu ciúme
Me deixa com azedume,
Pois você sabe muito bem
Que eu te sou fiel
E que sou contra harém.
Quanto à flor-de-lis,
Eu vi uma num quiosque
E como você nunca me presenteou
Mesmo sabendo que eu sempre quis
Eu colhi
Ali
Naquele tão formoso
E oloroso
Bosque”.
Constatação II
E como ponderava o cara-de-pau: “Depois de muitos anos de casado a gente passa a ter menos sexo, mas muito mais de quando era...”
Constatação III
Não se pode confundir cantata* com cantada**, muito embora, assim como o cara oferece flores, serenatas, como cantada para conquistar a mina, também, dependendo da sua voz, ou impostação da mesma, pode utilizar uma cantata com os iguais nobres objetivos. A recíproca, para esses maviosos casos é como é e tá acabado. Tenho dito!
*Cantata = Substantivo feminino
1. Rubrica: música.
Gênero de composição vocal-instrumental, predominantemente religiosa, em vários movimentos.
2. Rubrica: literatura.
Composição poética lírico-dramática de origem italiana, com partes recitadas e partes cantadas (árias)
3. Uso: informal.
m.q. cantada ('conversa')
4. Regionalismo: Portugal. Uso: informal.
Capacidade de enganar; astúcia, manha (Houaiss).
**Cantada = substantivo feminino
Regionalismo: Brasil.
1. Ação de cantar; canto, cantoria.
2. Derivação: sentido figurado. Uso: informal.
Conversa sedutora visando a uma conquista (Houaiss).
Constatação IV
A bruxa que só dizia
E só fazia
Bruxaria,
Nunca tinha laivos de civilidade.
Certo dia achou que havia
Cometido uma iniquidade.
Conheceu um bruxo, ora vejam, bondoso,
Calmo, tranquilo, charmoso,
Cujo fascínio lhe deixou enfeitiçada,
Assaz magnetizada.
Encantada.
Mas logo concluiu que não lhe serviria:
“Que barbaridade!
Ver alguém sem um pingo de maldade,
Só vai me trazer infelicidade”.
Constatação V (De uma dúvida crucial).
Se quem está meio gripado se costuma dizer que se encontra em estado gripal, quem está meio resfriado se encontra em estado resfriadal? Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (De outra dúvida crucial).
Será que um banqueiro quando ele paga menos de 1% ao mês da caderneta de poupança e empresta para um pobre de um tomador necessitado a cerca de 20% ao mês ele não fica vermelho de vergonha? Quem souber a resposta, por favor, comentários etc.
Constatação VII (De mais uma perguntinha inocente).
E já que falamos no assunto, alguém tem acompanhado o lucro pornográfico dos bancos e não tem ficado vermelho de raiva? Inclusive, com o fato dos bancos estarem fazendo economia para lucrarem ainda mais quando eles não colocam caixas em número suficiente, obrigando a gente ficar mais tempo na fila?
Constatação VIII (Sonho ou pesadelo?)
No ano passado,
Um dia sonhei
E fiquei
Todo contente
Que o Paraná
Foi o campeão
Do Brasileirão.
Quando acordei
Constatei
Que havia somente
Um padecimento:
O meu time,
Tão sublime,
Estava lá,
Novamente,
Ameaçado
De rebaixamento.
Coitado!
Constatação IX (De uma dúvida crucial).
Será que em países onde a poligamia é permitida, existem proclamas de casamento? E o problema de ter várias sogras como será que fica? Quem souber as respostas, por favor, comentários no blog. Mais uma vez, obrigado.
Constatação X (De outra dúvida crucial).
País colonizador costuma ter limites de fronteira?
Constatação XI
E como apregoava aquele dentista muito cônscio de faturar mais algum na sua profissão: “Deus dá nozes pra quem não tem quebra-nozes. Quem não tem dentes que venha ao meu consultório”.
Constatação XII (De uma nova versão da velha narração da cigarra e a formiga).
Falou a formiga,
À sua melhor amiga,
Fazendo uma intriga
“Que a cigarra não se liga
E sempre se empertiga
Com a mesma cantiga.
E que, agora, ela que siga
Para dançar em Riga.
Essa cantora de uma figa.
Essa cara de lombriga,
De quem tá com dor de barriga.
E não me desdiga,
Se não viro sua inimiga
E, daí, há o risco, periga
Termos uma boa briga”.
Constatação XIII
Quando ela viu,
No jornal
Local
E nos jornais
Policiais,
O retrato falado,
De frente
E também de perfil,
Do seu amado,
Velho namorado,
Aliás, bem retratado,
Ela intuiu,
Imediatamente,
Que sempre preferiu,
Muito mais,
Ele, no original,
Completamente
Pelado,
Tão-somente.
Constatação XIV (Sem pedir permissão ao meu grande Amigo Sérgio Antunes de Freitas, de Brasilia, para publicar o seu – dele – maravilhoso texto).
(Haikai de bebum)
 Na sala de estar,
 Alguns chamam de barzinho,
 Eu chamo de altar.
Constatação XV [De uma pseudo-fábula* confabulada (Indigna do guru Millôr), contada através de um pseudo-soneto].
*Rumorejando tem a satisfação de apresentar aos seus milhares de leitores (por modéstia, não falsa, não quis escrever milhões de leitores, espalhados por quatro Continentes, faltando atingir a Oceania) a sua última criação, ou seja, a pseudo-fábula, via pseudo-soneto. Rumorejando nesta primeira, digamos, audição a nível municipal, estadual, federal, mundial e intergaláctico, espera que os puristas gramáticos não se aborreçam com o fato, tampouco não fiquem com ciúmes por não terem chegado antes a tal invenção. A inspiração chegou por análise, dedução e com a ajuda imprescindível de algumas cuiadas de chimarrão. Aí vai, pois:
 
Esgotamento com glória.
 
De imediato ela foi tirando a roupa,
Alegando não ter muito tempo a perder.
“Venha depressa, assim você me poupa,
Já que não posso ficar até o anoitecer”.
 
Claro que obedeci na hora àquele mulherão,
Que nunca me havia dado a mínima pelota.
Afinal, eu sempre me julguei um cara bom.
E isso é a mais pura verdade. Não é lorota.
 
Ela não parou de falar nem por um momento,
Se queixando também da corrupção em nosso país.
O que para mim não deixou de ser um tormento.
 
Depois do enésimo orgasmo, ela resolveu ficar,
Usando desculpas de novela, de famosa atriz.
E eu que não mais me aguentava, achei que ia finar.
 
Moral: Dependendo do caso, sempre há tempo para ficar e para morrer...
 
Constatação XVI
Deu na mídia, mais precisamente no site do Estadão: “A presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta segunda-feira,14, que seus prováveis adversários nas eleições de 2014 precisam "estudar muito" e "se prepararem". Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que independente para que e quem for, todos deveriam ter a oportunidade de estudar e também de ter um atendimento médico digno que ela e seu antecessor tiveram no Hospital Sírio-Libanês, quando lá estiveram, por razões de enfermidade. Na verdade, os políticos de modo geral e os brasileiros em particular são todos falastrões, boquirrotos e... deixe pra lá... Vige!
RICOS E POBRES
Constatação I
Rico tem dificuldades específicas; pobre, gerais.
Constatação II
Rico sempre infere; pobre, nunca se dá conta.
Constatação III
Rico se indigna; pobre, fica p. da vida.
Constatação IV
Rico toma uísque escocês, envelhecido, pelo menos, 12 anos; pobre, cachaça recém batizada.
Constatação V
Rico pratica a desobediência civil; pobre é desordeiro.
Constatação VI
Rico tem panturrilha; pobre, batata da perna.
Constatação VII
Rico é categórico; pobre, não conhece o seu lugar.
Constatação VIII
Rico vai a bancarrota; pobre, vive nela.
Constatação IX
Rico enfrenta com seu BMW o aclive; pobre despenca da bicicleta na descida.
Constatação X
Rico tem questão; pobre, incriminação.
FÁBULA CONFABULADA (Indigna do guru Millôr).
Numa província chinesa, banhada pelo rio Amarelo, vivia um chinês, chamado Kah Puh Reh, que, desde a mais tenra idade, mostrou sua vocação para a liderança. Com cinco anos, já tinha junto a ele outras crianças para participarem de jogos que ele sugeria ou que ele inventava; com treze anos, comparecia às reuniões comunitárias, na companhia do seu pai, segredando no seu ouvido algumas sugestões que ele, o pai, Shey Neh Rey Neh, apresentava às pessoas e que, normalmente, eram aceitas praticamente por toda a assistência, dando ao pai certa notoriedade perante os demais presentes. Era o que se poderia chamar de como se costuma dizer no decadente Ocidente: “papagaio come milho, periquito leva a fama”. Mas isso, já é outra história, o que, absolutamente, não vem, nesse momento, para o caso; com vinte anos, quando foi servir o exército, seus superiores o alçaram a tarefas de liderança e Kah Puh Reh se saiu tão bem que foi promovido a anspeçada que é uma graduação de praça entre marinheiro/soldado e cabo; posteriormente, nas reuniões comunitárias, lá estava ele, interferindo com brilhantes sugestões, juntamente com seu pai, Shey Neh Rey Neh, que também fazia suas intervenções, porém, jamais, que conflitassem com as do filho. Um dia, depois de haver exercido vários cargos de mando, vencendo eleições, onde concorriam outros candidatos, dentro da hierarquia permitida pela cúpula, ele se candidatou a um cargo mais elevado dentre aqueles que ele já havia concorrido. A cúpula que, evidentemente, passou a temê-lo, ameaçou os seus prosélitos e simpatizantes a não comparecerem as eleições, sob pena de represálias de toda espécie, inclusive determinando que nada fosse comentado com Kah Puh Reh. Este, um bom tribuno, como todo líder, usou da palavra, apresentando seu plano de metas, que não tinha nada a ver com um determinado plano de um longínquo país, chamado Brasil, que caracterizou um governo de um determinado presidente da república, eleito pseudo-democraticamente, entre várias ditaduras e que, nesse instante, também não vem para o caso. Antes de terminar, já no final apoteótico, ouviram-se pouquíssimas palmas no recinto, muito poucas em relação ao número de assistentes presentes ao evento, ainda que tivesse tido a promessa de incondicional apoio, principalmente dos seus amigos e conhecidos. Kah Puh Reh, sentiu a barra e pensou lá com seus botões: “o mar não está para peixe” e, imediata e estrategicamente, encerrou, retirando a sua candidatura, alegando a necessidade de se formar uma chapa de consenso.
Moral: Para um bom entendedor meio silêncio basta.