quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De conselhos úteis. De nada!)

A gente na idade provecta, cometendo as maiores gafes, por, digamos, escorregadelas da memória e, dentre outros, a narração dos mesmos fatos, das mesmas histórias ene vezes deveria, tomar o cuidado para, ao menos, não modificar as versões.
Constatação II
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “O Senado tem reembolsado gastos com refeições feitas por senadores em contas que chegam a ultrapassar R$ 7 mil, conforme levantamento feito pelo Estado. Os parlamentares têm direito a custear refeições com dinheiro público, o que ajuda a aquecer o mercado da gastronomia em Brasília, que tem atraído grife de restaurantes de outros Estados”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando gostaria de saber se os parlamentares não têm vergonha na cara e, mesmo depois dos movimentos das ruas, se ficará tudo como sempre. Quem souber a resposta, por favor, informações no blog. Obrigado.
Constatação III
Não se deve confundir calhorda com crápula, ainda que todo calhorda em condições normais, ou melhor, anormais de pressão e temperatura é um crápula e todo crápula é um calhorda. Neste caso excepcional, a recíproca é irretorquível e insofismavelmente verdadeira.
Constatação IV
Não se pode confundir expirar com espirrar, muito embora sendo foneticamente quase iguais, a gente prefere espirrar – evidentemente, cuidando de fazê-lo com discrição, a fim de não acordar e/ou assustar a vizinhança – do que expirar. Este, até por razões de ter que se defrontar, dentre vários, com anjos, arcanjos e/ou querubins. Isso, na melhor hipótese. Nas outras, nem falar...
Constatação V
Deu na mídia: “Rebelião em prisão na Austrália acaba em pizza. Um dos funcionários trocou a libertação de reféns pela entrega de 15 pizzas". Rumorejando não conseguiu obter a informação, junto a quem de direito, se o funcionário australiano utilizou o ‘know-how brasileiro’. Quem tiver tal informação, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (De uma dúvida matematicamente crucial).
Uma pessoa
Nova,
Coroa,
Ou com o pé
Na cova;
Obesa
Ou até
Magra,
Que, sem olhar
Despesa,
Tomar,
Viagra
Estará pensando
Que está achando,
Encontrando,
Se defrontando
Com uma banal
Solução,
Duma questão
Vetorial?

Constatação VII
Deu na mídia: “Os Bancos como, por exemplo, o Bradesco (3bilhões neste último trimestre) e o Itaú têm registrado lucro líquido em cada trimestre do ano, com crescimentos de cerca de 100% em relação ao resultado dos mesmo períodos anteriores. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que não se trata de levantar o traseiro da cadeira como apregoou nosso ex-presidente da República. Afinal, todos os bancos estão cobrando juros pornograficamente extorsivos. Daí, fica inócuo trocar, na melhor das hipóteses, seis por meia dúzia ao se mudar de banco. Isso lembra aquela história do sujeito, que estava viajando de bonde, no tempo desse notável meio de transporte não poluente. Ele era o único passageiro e, onde estava sentado havia uma pingadeira, pois estava chovendo muito forte. O cobrador chegou para ele e perguntou: “Por que o senhor não troca de lugar?” E, ele: “Trocar com quem?”.
Constatação VIII (Ah, essas meras palavras...).
-Eu gostaria de ter feito mais pelo povo, mas as circunstâncias não me permitiram.
-O trânsito fez eu me atrasar.
-Não é batom, coisa nenhuma. Você tá imaginando coisas.
-Eu nunca errei um pênalti.
-Eu e meus companheiros faremos tudo para proporcionar a nossa torcida um grande
  espetáculo.
-Vamos levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.
-Tive que fazer serão.
-Se eleito, vou investir em Segurança, Saúde, Educação e criar empregos.
-O trabalho (dos outros?) dignifica o Homem.
-Vou até o bar só para comprar fósforos e já volto.
-É mentira da oposição. A intenção é de desestabilizar as instituições democráticas.
-Não tenho culpa se Deus me ajudou a ganhar tantas vezes na loteria.
-Não sei quem colocou tantos dólares na minha roupa íntima.
-Essa dinheirama toda é proveniente de doações dos amigos.
-Caixa dois? Que caixa dois? Não sei do que você está falando.
-É perseguição política.
-Pode deixar que eu não conto pra ninguém.
-Por razões de segurança, eu só atravesso na faixa, mesmo que não venha carro.
-Eu respeito a opinião alheia.
-Novela? Nem pensar. Eu não vejo televisão. Só o noticiário.
-Eu sempre paro no semáforo vermelho. Inclusive, de madrugada.
-Vamos prum motel. Lá a gente poderá conversar mais à vontade sem ser interrompido.
-Nosso juro é barato.
-Este produto é para toda a vida e mais quinze dias.
-Tire a blusa que tá muito quente aqui.
-Conheço um cara que quebra o teu galho.
-Ele está em reunião.
-Já vamos lhe atender.
-Mande arrumar e depois me mande a conta que eu pago.
-Nosso produto tem garantia.
-Vá reclamar no Procon.
-A Humanidade tem solução. Pode crer.
-Vá para casa e, não esqueça, reze 10 padres-nossos e 10 ave-marias.
-Eu já vi esse filme milhares de vezes
-Só o juiz viu esse pênalti
-Só vou tomar dois minutinhos da sua atenção.
-Eu tenho um ótimo negócio para te oferecer. Imperdível.
-Este aval que eu estou te pedindo é só pró-forma. É exigência do banco. Eu nunca atraso meus pagamentos.
-Não vai doer. Eu garanto. Hoje em dia a extração de dente é uma coisa simples.
-Essa nota foi dada com critério. Eu corrijo as provas dos meus alunos com toda a atenção.
-Não quero tomar o tempo dos presentes. Só queria dizer duas palavrinhas.
-Amanhã não vai chover.
-Isso aqui sempre deu certo, não será hoje que não vai dar.
-Afinal, quando é que alguém vai me explicar a contagem de tênis e como é que se joga        beisebol?
-Esse técnico não entende nada de futebol.
-Eles falaram que só querem passar só este fim de semana aqui em casa.
-Já disse na última entrevista que eu não sou candidato.
-Nosso plano de saúde cobre tudo, inclusive as refeições do acompanhante.
-Eu não corro o risco de me viciar, pois eu paro quando quiser.
-Deixe que eu mesmo faço essa baliza para estacionar bem junto à calçada.
Em nosso país só pobre vai para a cadeia.
-Não vou sentir saudades. Te garanto.
-A internet não me toma tempo. Eu só jogo “copas”, porque desenvolve o raciocínio.
-Nunca tive dor de garganta com bebida gelada, nem de andar na chuva.
-Esse cachorro nunca mordeu ninguém. Ele só rosna pras pessoas.
-Eu não me interesso por mulher turbinada.
-Mulher dos outros, pra mim, é homem.
-Nós, os senadores e deputados, tivemos um aumento percentual inferior ao do salário mínimo. Isso não é justo.
-Viagra, cialis, levitra, catuaba, amendoim, ovo de codorna, tudo bobagem. Imagine se eu vou precisar recorrer a esses supérfluos. Tô fora. Isso logo vai passar. É só estresse.
-Se deseja ver a conta-corrente, disque 1; se deseja ver o valor da próxima fatura, disque 2; se deseja que a corrupção pare de acontecer no nosso país, disque 4 que é o telefone de outros planetas e galáxias; se deseja que os problemas de Educação, Saúde e Segurança sejam resolvidos em nosso país, disque 5 que é telefone do Papai Noel lá no Polo Norte, mas a ligação não será, como as demais, gratuita; se deseja a vizinha solteira que te dá bola, espere o companheiro dela viajar, concomitantemente com a viagem da tua mulher e as crianças, mas antes certifique-se que eles não voltarão tão cedo e que ele não anda armado;

FÁBULA CONFABULADA (Indigna do guru Millôr).
Numa província chinesa, banhada pelo rio Amarelo que, por causa da poluição ficou multicolorido, vivia um professor de matemática, chamado Yan Kah Leh. Sua paixão – além da sua noiva  Shein Dih Nhu, muita bonita, diga-se de passagem – era a álgebra que ele lecionava num colégio, transmitindo, com sucesso, aos seus alunos o amor pela dita e a sua respectiva finalidade. Com isso, tornava o assunto mais interessante, pois os alunos viam o lado prático da aplicação da álgebra, como, por exemplo, na Matemática Financeira que se usa a álgebra para calcular se é mais vantajoso comprar a vista ou a prestação, como se faz nos “decadentes imperialistas russos e nos colonizadores do Ocidente”. Ele fazia blague, nas aulas, dizendo que rico compra a crediário e pobre à prestação. Ou a aplicação da álgebra em Pesquisa Operacional que havia sido desenvolvida na Segunda Guerra Mundial em que todas as dúvidas eram transformadas em incógnitas, havendo a necessidade de criar tantas equações quanto às mencionadas incógnitas para que o sistema tivesse a devida e imprescindível solução. Ou ainda em Programação Linear ou ainda em Engenharia de Avaliações.
O casamento já estava marcado, mesmo com o salário baixo que ele percebia, porque inclusive na China, país possuidor de um povo extremamente inteligente, os professores recebem uma baixa remuneração pelo seu trabalho, como acontece em determinados países que, por razões ético, do tipo sigilo bancário, será omitido. Mas, isso, é uma velha história que, no presente momento não vem para o caso, principalmente para quem, na eventualidade, não seja professor e, também, quem aufira um salário condizente com as necessidades básicas mínimas para se viver. O amor que Yan Kah Leh devotava a Shein Dih Nhu era toldado pela sua – dela – mãe, Mach Shey Feh que, como sói acontecer, vivia, desde os primeiros momentos do relacionamento do casal, “sogrando” a vida do professor. As implicações eram pelos mais comezinhos motivos e, pior, mesmo sem motivo algum. Yan Kah Leh não atinava bem o porquê da implicância, mas tudo levava a crer que era por aquele famoso: “Porque sim e tá acabado”. No entanto, seu amor era tão grande e como a recíproca era mais do que verdadeira, o casal, depois do casamento, tratou de ir viver em outra cidade e aí viveram felizes. Não nos foi possível averiguar se para sempre como nas histórias ditas infantis. Mas isso, no presente momento, também não vem para o caso.
Moral: Assim como a Álgebra é uma ciência que tem por fim simplificar e generalizar as questões relativas aos números, a sogra é uma espécie de equação, não linear, complexa, que tem por finalidade de complicar e infernizar as questões relativas ao bom andamento dos relacionamentos.
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Site: www.rimasprimas.com.br

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