quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “Maioria dos partidos diz não haver espaço para candidatura de Barbosa. Enquete do 'Estado' com 32 legendas registradas no Brasil mostra que presidente do Supremo teria dificuldades caso decidisse enfrentar as urnas por uma sigla bem estruturada”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que a “falta de espaço” é por falta ao Presidente do Supremo de um Atestado de Maus Antecedentes. Vige!
Constatação II
Também deu na mídia: “Novo fator previdenciário pode diminuir aposentadoria em R$ 200. Cálculo é de especialista em Direito Previdenciário; a partir desta segunda-feira, já vale a nova tabela com base na nova expectativa de vida divulgada pelo IBGE”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que o próximo passo será contratar pistoleiros, pagando R$50,00 para eliminar cada um dos aposentados e ficar com mais dinheiro para as fraudes que lá vem, há tempos, ocorrendo. Novamente: Vige! 
Constatação III (De um agradecimento).
Em 09/06/2011, o Amigo Aurélio Munhoz publicou no site da revista Carta Capital um texto intitulado “Para viver a liberdade”, citando este assim chamado escriba. O texto suscitou várias manifestações, algumas laudatórias, outras, nem tanto, aliás, muito antes pelo contrário. Dentre as, digamos, simpáticas havia uma poesia do professor Paulo Barja, que já havia sido publicada também em Rumorejando e transcrita a seguir:

 Pra entender a liberdade
é preciso exercitá-la
em tudo que a gente faz
em tudo que a gente fala
sabendo ouvir quem não pensa
igual a nós, ou tem crença
diferente e não se cala.

 Liberdade é mesmo assim
dia a dia cultivada
exercício de convívio
ao longo da nossa estrada
quem condena a liberdade
pode falar à vontade
garanto: não tá com nada!

Respeitar a voz do outro:
garantir e defender
que possa manifestar-se
é bandeira e é dever
de quem pensa a liberdade
como uma necessidade
para melhor se viver.

Agora, com o lançamento do meu segundo livro, 150 Sonetos & 1 Sonetão, na orelha da capa e da contracapa publiquei nos ‘Fragmentos Críticos’, dentre outros, o texto acima do Professor Paulo Barja e lhe enviei um exemplar. Daí, recebi o soneto que segue e que eu, mais uma vez, agradeço, a atenção a mim, calorosamente, dispensada.

SONETO PRO JOSÉ ZOKNER

                                   (Paulo Barja)

Chegando do trabalho, assim cansado,
Querendo só chuveiro e o jantar,
Achei que nada fosse me animar,
Mas eis que percebi, bem embrulhado,

Pacote prometendo uma surpresa.
De Curitiba vinha, vejam só!
A curiosidade dava nó,
Seria um livro novo, sobre a mesa?

Abri. Que coisa linda! Achei e digo.
Já comecei a ler ali, de pé
-aí vi que eu estava lá na orelha:

Mandando abraço em versos pro amigo
Que ainda eu encontrarei, eu tenho fé.
No breu da vida, siga assim: Centelha!

Constatação IV
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “Por Diogo Martins | Valor RIO - Os 10% mais pobres da população brasileira detinham apenas 1,1% da renda total do país, ao passo que os 10% mais ricos possuíam 41,9% do rendimento nacional em 2012. É o que aponta a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística […]”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que o Sr. Diogo Martins se esqueceu de acrescentar: Viva ‘nóis’.
Constatação V (Dúvida bem mais que crucial).
Por que deputado ou senador tendo sido caçados não perde o direito à aposentadoria como outros funcionários públicos exonerados? A lei não é igual para todos? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (Ah, esse nosso vernáculo!).
No Maranhão, a aranha fez um emaranhado, um emaranhamento e ficou amarfanhada e arranhada. Coitada!
Constatação VII
Deu, certa vez, na mídia: “Câmara afirma que 97 parlamentares devolveram ou doaram salário extra”. O número de deputados é acima de 500. Logo, mais de 400 embolsaram e, claro, ficou por isso. Depois querem que não se fale mal dos deputados e senadores. Vige!
Constatação VIII
E já que falamos no assunto, Rumorejando, no intuito de dar a sua parcela de contribuição ao ensino do país, toma a liberdade de sugerir – data vênia, é claro, pois somos democratas – que seja dado nas escolas primárias, como exemplo de substantivo abstrato, as famigeradas promessas dos políticos. A fim de tabular dados estatísticos, quem estiver ou não de acordo e pretende opinar com relação à retro mencionada sugestão, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação IX (Quadrinha para ser recitada ou mandado como bilhete, se for o caso, evidentemente, a quem de direito, com o fito de sensibilizar a destinatária).
Eu tento reter um uivo,
Quando você nem me olha,
Ó moça do cabelo ruivo
Cheia de chove-não-molha*.
*Cheia de chove-não-molha = Aborrecida, farta (Aurélio).
Constatação X
Foi pelo ralo
Mais uma promessa
De ela comparecer
Ao encontro com o namorado,
Que, sem esmorecer,
Fora, mais uma vez,
Com cupidez,
No embalo
Do “vamos nessa!*”
Coitado!
*Expressão utilizada no livro 150 Sonetos & 1 Sonetão (Pseudos), na página 17, no pseudo-soneto Pensamentos de um incentivo patriótico, cujo lançamento foi efetuado no dia 9 próximo passado, na Livraria Cultura, que se encontra no Shopping Curitiba, cá na terra.
Constatação XI
Deu, certa vez, na mídia: “Alckmin diz que não quer ser candidato por W.O.” Coincidência: O meu time, o Paraná, também não quer obter vitórias dos adversários por W.O. Tampouco, com a ajuda de algum pênalti indevido e/ou coisas desse jaez. (Mas como diz um colega paranista sofredor, como este assim chamado escriba: “Bem que ele tá precisando...”).
Constatação XII
Pouca repercussão
É de se imaginar
Pra próxima eleição,
Pois é muito difícil
Escolher
Quem eleger,
Em quem votar,
Com esses antibrasileiros
Que são mais ligeiros
Do que um míssil.
Constatação XIII
E já que falamos no assunto, será que a maioria dos congressistas não poderia se louvar na História do Brasil e dizer: “Se é para o bem de todos e para a felicidade geral da nação diga ao povo que eu não me candidato novamente, nem nunca mais na minha vida”?
Constatação XIV (De uma dúvida crucial).
Diz a sabedoria popular que a gentileza é a filha da hipocrisia e que a preguiça é a mãe de todos os vícios. Será que a hipocrisia e a preguiça são consogras? Tudo leva a crer que sim. Afinal, não é improvável que as, digamos, gentilezas que nos estão sendo dadas a ver, envolvendo principalmente deputados, está, de há muito, se caracterizando como vício... Mas, por via das dúvidas, quem souber, principalmente entendidos em filosofia, comportamento humano, antropólogos, financistas e economistas, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XV
Não se pode confundir comedida com cometida, muito embora a barbaridade que vêm sendo cometida, nos últimos tempos, ser considerada comedida por quem esteve ou está no Poder, naquela velha história de que, para eles, os fins justificam os meios, não importando quais meios, desde que eles se achem que permanecerão inteiros... A recíproca para esses casos em quem paga é, como sempre, o povo, pode até ser verdadeira, como uma arremetida comedida, cometida para conquistar um(a) parceiro(a), sem que se caracterize como assédio sexual, por exemplo.
Constatação XVI
Quando o inglês leu na imprensa que “moradores de 67 cidades francesas estão sendo obrigados a limitar o uso de água”, também noticiado pela mídia televisiva, comentou, reacendendo a velha rivalidade franco-inglesa: “Mas esses caras nunca gastam quase nada de água, pois nunca tomam banho”.
Constatação XVII (De uma ou mais dúvidas cruciais).
Ponderações de um leitor de Rumorejando, que pediu para que seu nome não fosse divulgado: “Os bandidos, hoje em dia, criaram mecanismos tecnológicos para fazer frente às medidas de proteção das pessoas para defenderem suas casas, seu patrimônio, enfim, de roubos, através de sistemas de alarmes, grades, cercas com fios elétricos, porteiros eletrônicos, circuitos fechados de televisão e coisas do gênero. De que adianta uma reforma política, se os políticos continuarão no esquema tão consagrado dos mensalões da vida, que os argentinos chamavam, de modo eufemístico, de “sobresueldos”? Ou, por acaso, evitará o caixa 2 e outras licitações facciosas também da vida e por aí afora? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog que repassará a quem de direito. Obrigado.
Constatação XVIII (De uma dúvida crucial).
O repudio de Rumorejando do que aconteceu entre as torcidas do Vasco e do Atlético. Alguém viu algum policiamento naquela hora?

RICOS & POBRES.
Constatação I
Rico está acima do bem e do mal; pobre está sempre por baixo.
Constatação II
Rico é lealmente competitivo; pobre é deslealmente concorrente.
Constatação III
Rico é libidinoso; pobre, pervertido.
Constatação IV
Rico toca saxofone, pistão, trompete com os cobras do jazz em New Orleans; pobre toca corneta no quartel.
Constatação V
Rico é, alegremente, colonizador; pobre tenta, inutilmente, se descolonizar.
Constatação VI
Rico tem “insuficiente corpo para comprazer a sua alma”*; pobre é broxa.
*Expressão mencionada pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura, no livro O General em seu labirinto. A propósito do escritor Gabriel García Márquez, este assim chamado escriba de Rumorejando o homenageou, dedicando-lhe o pseudo-soneto, intitulado A espera e a esperança, que havia constado no blog, no dia 15 de agosto de 2012, e que também consta no livro 150 Sonetos & 1 Sonetão (Pseudos), (página 211).
Constatação VII
Frase de rico repercute; de pobre, não há quem escute.
Constatação VIII
Frase de rico repercute; de pobre, não há quem escute.
Constatação IX
Rico se manifesta nos bastidores, a boca pequena; pobre, leva gás lacrimogênio nas suas manifestações de rua.
Constatação X
Rico rima com aperta-chico*; pobre com desnobre**
*Aperta-chico = substantivo masculino
Regionalismo: Ceará. Uso: informal.
conflito envolvendo muitas pessoas; alvoroço, confusão (Houaiss).
** Desnobre = adjetivo
Estatística: pouco usado.
1          que não é nobre; plebeu
2          sem nobreza; ignóbil, vil, reles, baixo (Houaiss)

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