quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Entre Tutty Vasques e o Macaco Simão, fico com o primeiro. Macaco Simão apela desbragadamente. Tutty Vasques faz um humor inteligente.
Constatação II
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “A renúncia do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) foi lida na abertura da sessão da Câmara da tarde desta segunda-feira, 10 (de fevereiro de 2014), por Gonzaga Patriota”. O Ministério da Educação e também o da Cultura deveriam inserir no currículo escolar porque o texto, indubitável e inegavelmente deve ter sido de transcendental importância para o futuro da Humanidade...
Constatação III
Era um tipo tão azedo, tão azedo, mas tão azedo que não sorria nem mesmo quando estava sendo filmado (a).
Constatação IV (Encômios).
Comunico, a quem interessar possa que meus livros Rimas Primas & Outras Constatações e 150 Sonetos & 1 Sonetão (Pseudos), além da Livraria Cultura, também podem ser encontrados na Livraria da Vila que fica no Shopping Pátio Batel. Para minha agradabilíssima surpresa este Shopping admite cachorros.
Constatação V
E já que falamos em cachorro, no facebook, está registrado pelo meu grande Amigo Edilson Pereira, atualmente colunista e repórter na Tribuna do Paraná, que conheci na redação do jornal O Estado do Paraná, o seguinte: “Quem tem problemas com diabetes não deve ter cachorros. Eles são muito doces”.
Constatação VI
E já que falamos em Edilson Pereira, atualmente Rumorejando está se inteirando e desfrutando do livro O Homem do Hotel Cervantes, de sua – dele – autoria que me foi ofertado, na base de escambo, juntamente com A loira do taxi noturno, Uma profissão tão antiga como a tua e a Garota da cidade também da autoria do mano Edilson.
Constatação VII
Não se pode confundir indicado com indiciado, muito embora que muito indicado nos diversos cargos do governo executivo, legislativo e judiciário esteja indiciado por desvio de dinheiro público e coisas desse jaez não se encontra nem no gibi. Vige!
Constatação VIII
O que certos peruanos fizerem com o jogador Tinga é execrável. Cambada de filhos daquilo!
Constatação IX
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “Tráfico domina rua a quatro quadras da Paulista e faz feira livre das drogas”. “Estado flagrou ação de traficantes que abordam adolescentes na Rua Peixoto Gomide para vender maconha, cocaína, LSD e ecstasy; vendedores circulam entre carros e dominam área durante as madrugadas. Polícia diz que já fez operações de repressão na região”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas será que a turma está confundindo o nosso país com o Uruguai, já que aquele país, por iniciativa do seu presidente José “Pepe” Mujica, foi liberada a maconha? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação X (De um pseudo-soneto). 

 Explicações didáticas

Tentou provar para a consorte
Por estatística e mecânica racional
Que ela havia tido muita sorte
De ela não precisar ir ao seu funeral.

Para isso argumentou usando vetores,
Alegando probabilidades e rara ocorrência
E que por ela tinha grandes paixões e amores
E que chegara tarde por perigosa continência.

Ela, formada com distinção em geologia,
Com especialidade em cristalografia,
Recebeu-o com duas pedras na mão.

Era um granito com quartzo, mica, feldspato,
Como é sempre constituído tal tipo de artefato,
Que foi parar no seu lombo por imigração.

Constatação XI (Quadrinha para ser recitada em jogos entre os maiores rivais).
Sou um cara comportado
Não vou cometer deslizes
O jogo deve ser jogado
Para não criar infelizes.
Constatação XII
Este assim chamado escriba tem grandes amigos, também, entre os hermanos argentinos. Claro que rivalidades futebolísticas à parte. O que dá uma grande satisfação é ver o cinema do Brasil e Argentina estarem se superando sem rivalidades e superando Europa e Estados Unidos que ficam a dever bons espetáculos. Tenho “mercosul-hermanamente” dito.
Constatação XIII (Pra ser recitado, como exemplo de falta de sorte, quando for mister, em festa de começo, meio ou fim de ano).
Achei uma nota de cinquenta
Que estava numa velha calça
Aí, comi uma comida suculenta.
O garçom, na hora que eu quis pagar,
Falou que não daria pra nota aceitar,
Pois ela era grosseiramente falsa.
Mas que pu, digo, baita azar!
Constatação XIV (Pra ser recitado ou discursado, quando algum candidato, de qualquer partido, pedir o teu voto ou por quem quiser cabalá-lo e você não quiser dizer, de cara, um peremptório não).
Ó expedito:
A tua opção
Que se antevê,
Aos eleitores,
Pra próxima eleição,
Não é pra eu e/ou você
Morrer de amores.
Tenho dito!
Constatação XV
Deu na mídia: “Pesquisadores de uma universidade da Escócia estão buscando a resposta a uma questão: ‘ será que meu bumbum parece grande nesta roupa? ’, que milhões de mulheres se fazem diariamente”. Data vênia, como diriam nossos juristas, no entanto, Rumorejando acha que, com a obtenção da resposta dos pesquisadores – se houver, é claro –, todos os problemas deste nosso conturbado e sofrido Planeta estarão resolvidos, já que se trata de um assunto de transcendental importância para o futuro da Humanidade.
Constatação XVI
Não se pode confundir respeito com despeito, até porque com essa falta de respeito que os políticos têm para com nós todos, é impossível que alguém não fique com despeito. A recíproca pode não ser verdadeira, como no caso de um sujeito com despeito, por ter sido injuriado por um figurão, submissamente, continuar sem faltar o respeito com o injuriador. Ainda que ache o dito cujo um grandíssimo... Deixa pra lá...
Constatação XVII
E como dizia aquele sujeito extremamente pessimista*: “Do jeito que os fatos estão se desenrolando, logo, logo alguém passará a fazer um réquiem para os sobreviventes”.
*Pessimista ou realista?
Constatação XVIII (De razões e proporções matemáticas).
Pedra está para o sapato assim como cisco está para o olho, assim como buraco está para mola quebrada, assim como se esquecer de pôr gasolina para a baita distância do posto.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico constrói; pobre, desmantela.
Constatação II
Rico acha que tem sangue azul; pobre, tem certeza que não tem*.
*Não ficou bem claro se o pobre acha que é o rico que não tem sangue azul ou que ele, pobre, é que não tem. Quem entender de hemoglobina, hemocianina** e outras “hemos”, concernentes a tão transcendental assunto, por favor, comentários no blog. Obrigado.
**Hemocianina = “Pigmento respiratório azul encontrado no sangue de alguns moluscos e artrópodes” (Houaiss).
Constatação III
Rico, cada vez mais, enriquece; pobre, idem, idem, empobrece.
Constatação IV
Rico vai ao cabelereiro; pobre, ao barbeiro.
Constatação V
Rico se revigora; pobre, definha.
Constatação VI
Rico induz; pobre, desestimula.
Constatação VII
Rico é audaz; pobre, sem-vergonha.
Constatação VIII
Rico faz esbórnia; pobre, bagunça.
Constatação IX
Jornalista rico (?) tem um lapso; jornalista pobre comete erro.
Constatação X
Rico é envolvente; pobre, espanta.

FÁBULA CONFABULADA, INDIGNA DO GURU MILLÔR.
Numa província chinesa, a leste do Grande Canal, vivia uma família, constituída pelo pai Zen Deh Ken, pela mãe Moy Chel Zain e pelo filho Gan Tze Zayt.
Gan Tze Zayt era um sujeito alto, bem apessoado e, segundo os amigos e conhecidos, bonito, já que na China um homem que acha outro homem bonito não corre o risco de ter posta em dúvida suas convicções viris, ao contrário do que acontece nos países latinos, Brasil, inclusive, no decadente Ocidente. Mas isto é outra historia que, no momento, não interessa e, portanto, não vem ao caso. Do assédio das mulheres chinesas, ou estrangeiras, nem falar. Era um assédio pros lados de Gan Tze Zait, sem exagero, 25 horas por dia, 8 dias por semana, 32 dias por mês e 369 dias por ano, não bissexto. Ainda que a mãe pressionasse para que ele parasse com esse tipo de vida e casasse, naturalmente com moça de boa família, ele ia protelando indefinidamente um relacionamento mais sério. “Para quê? O mulherio taí mesmo dando sopa. Sopa? Mais um novo nome a tantos já existentes?”, ele dizia para si mesmo, nas introspecções que os chineses costumam fazer.
Assim, os anos foram passando e Gan Tze Zait começou a se dar conta que os chamados anos dourados estavam se acabando: o desempenho havia diminuído, amainado, arrefecido. O médico consultado, um amigo de infância, recomendou, entre outras terapias auxiliares, o consumo de alimentação condizente e compatível com as suas preocupações, como ostras, ovos de codorna e chás de Damiana, suco de limão, muirapuamina, alfavaca dos campos, além de catuaba, este o mais difundido. Gan Tze Zait achou um exagero, pois não achava que era para tanto. Afinal, como se encontrava dava para o gasto. Gasto?
Um dia, uma colega de trabalho que, pelos seus dotes, digamos, físicos e que no decadente Ocidente costuma-se definir como uma “boa”, “um mulherão”, “um pedaço de mau caminho” e que Gan Tze Zait, há muito, vinha convidando, finalmente, aquiesceu em sair para jantar. Foram para um restaurante, chamado “Aza Yua Oyf Zey”, especializado em pratos afrodisíacos, ainda que não confessos, muito menos apregoados. Ao entrar no carro e no beijo que ela deu na bochecha, mas roçando os seus lábios Gan Tze Zait constatou, com a adrenalina a mil, que a deusa, o mulheraço estava a fim. No restaurante, como aperitivo “Gema ao Madeira e ao Maraschino; de entrada veio uma salada ‘Aipo a Popoff’, constituída de aipo, manteiga, sal, pimenta, noz-moscada, laranja e parmesão ralado; como prato principal testículos de touro; a sobremesa a fruta lechia”. Evidentemente não faltou vinho e champanhe. Ao puxar o isqueiro do bolso para acender o cigarro dela, como nos filmes dos imperialistas americanos, deixou cair uma caixinha de um medicamento, conhecido como a “pílula azul”. Ela já havia se dado conta, pelo cardápio, acrescido da tal caixinha das suas intenções, porém recusou o convite para ir ao seu apartamento, alegando a indefectível dor de cabeça.
Moral: Mesmo que seja para errar por excesso, não se devem cometer erros que podem ser interpretados como por falta.

Site: www.rimasprimas.com.br

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