quarta-feira, 14 de maio de 2014

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.  
Constatação I
Não se pode confundir efemeridade que os dicionários Houaiss e Aurélio dão como “qualidade do que é efêmero” com temeridade, até por que a temeridade que a gente sente ao sair na rua, ou mesmo em casa, de ser assaltado, absolutamente não é uma efemeridade, muito antes pelo contrário. Sinal dos tempos. Pena...
Constatação II
Tenho pejo
Do meu lampejo
Que num segundo
Some do meu mundo
E me deixa num dissabor
No coração, uma dor.
E assaz meditabundo.
Constatação III
Não se pode confundir enturmar com enfurnar, muito embora haja políticos, normalmente deputados, senadores e vereadores, para aprovar assuntos pessoais do interesse deles mesmos, através de acordos entre Oposição e Situação que criam um bloco único, ou seja, após se enturmar, em detrimento dos benefícios da população. Depois, grande parte deles vão enfurnar os ganhos auferidos, recorrendo, muitas vezes, a pessoas que emprestam seus nomes. São os terceiros, os consagrados pelo cognome de ”laranjas”. Estes, quando reveladas suas participações, às vezes, se dão conta que seus nomes foram usados indevidamente ou o caso que jamais teriam o dinheiro que auferiram com os ganhos normais dos seu proventos, através de suas ocupações em empregos ou por conta própria. Vige!
Constatação IV
E como filosofava aquele matemático, amante das definições da língua portuguesa, da qual ele era um admirador incondicional: “Lugar comum, tão mencionado por escritores, jornalistas, por simples mortais e, principalmente, por políticos é o máximo mínimo comum do nosso rico vernáculo”.
Constatação V
Segundo o Aurélio o feminino de paspalhão é paspalhona. Não esqueçam, hein! No entanto, vejam bem, qualquer semelhança com determinadas pessoas é mera coincidência.
Constatação VI
E como ponderava o obcecado: “Conquistar a mulherada, o tão carente mulherio, além de ser um ato caritativo, filantrópico é, para mim, também, terapia ocupacional”.
Constatação VII
Está se tornando comum em nosso sofrido país a prática de um governante seja federal, estadual ou municipal deixar de realizar obras durante seus três primeiros anos de administração para no último mostrar serviço com vistas a sua reeleição. Prestem atenção se não é assim que tem acontecido para constatar se Rumorejando não tem, como sempre, razão. Vige!
Constatação VIII (Fatos que se tornaram corriqueiros. É apenas constatação. Rumorejando não entra no mérito de ética, moral, condenação e coisas desse jaez. Isso cabe a grande mídia que atinge maior número de pessoas).
-Cantoras nacionais e estrangeiras apelando para a sensualidade dos seus corpos;
-As BBB´s sendo escolhidas numa condição, sine qua non, de serem liberadas  
sexualmente; uma virgem e que quisesse permanecer nessa condição por suas – dela – razões, não poderia participar desse abominável programa ‘educativo’;
-As ditas famosas usando cada vez mais roupas que mostram cada vez menos seus corpos cobertos;
-Em face de a impunidade, através das leis o aumento da “justiça” pelo povo que não suporta o aumento da criminalidade com todos os riscos de cometer atos como o de Guarujá.
-Em um campo de futebol, atirar um vaso sanitário mostra que este não deveria estar devidamente chumbado onde deveria estar; mostra também o nível do atirador que não deve ter recebido educação em sua casa. Aliás, o que atual governo espera para iniciar atender a Educação, a Segurança e a Saúde?
-Depoimento onde alguém confessa determinado ato e depois modifica totalmente o depoimento anterior;
-A firula jurídica que permite o julgamento ser transferido para o futuro enquanto quem está sendo julgado fica em liberdade.
Constatação IX
Se houvesse um Prêmio Nobel para um gesto, uma atitude, este assim escriba torceria para que fosse outorgado ao jogador Daniel Alves por haver comido a banana que lhe foi atirada. Tenho, com repudio aos fdp dos racistas, dito!
Constatação X
Quando uma pessoa diz que ninguém a atura, suporta, aguenta ela está se queixando, se vangloriando ou o quê?
Constatação XI
Perscruto o céu
Em busca dum ET.
Neca! Em vão!
Lá não estão.
Fico ao léu.
Pior, sem você.
Constatação XII (De uma dúvida crucial via pseudo-haicai).
Um palavrão,
Dependendo a quem é dirigido
É elogio ou palavra de baixo calão?
Constatação XIII
Ele não teve do seu gerente respaldo
Que cortou seu crédito, por defraudo,
Quando a mulher entornou o caldo
Gastando todo seu dinheiro sem deixar saldo.
Constatação XIV (De diálogos dicotômicos).
-“Emengardina, eu quero ir para a cama com você”.
-“Puxa vida, Escolástico! Faz trinta anos que eu sou tua secretária e você sempre se comportou como um cavalheiro. O que é que houve com você?”
-“Nada. Eu continuo o mesmo de sempre. Só que agora que estou trinta anos mais velho, eu estou externando igual sentimento que eu venho sentindo desde o começo, quando você começou a trabalhar na minha empresa”.
-“Ah, bom, quer dizer, ah ruim”.
-“Ruim, por quê?”
-“Porque talvez nos próximos trinta anos eu queira ir para a cama com você. Por ora, não tenho a mínima vontade”.
-“Ah, ruim! Azar meu! Talvez teu também”.
-“É. Talvez...”
Constatação XV (De um pseudo-soneto).

3ª. Idade. A da desrazão...

Foi apavorante, dantesca,
Na sua cuca, jamais fresca
E já com poucos neurônios,
A dança dos demônios.

De flores, havia comprado um buquê,
Porém, não lembrava mais para quê,
Para quem oferecer, para quem dar
De tanto refletir, até ficou sem ar.

Quanto mais pensava, mais se perdia,
O que lhe sucedeu e de maneira geral,
Aí, de viver estava perdendo a alegria.

Eis que onde trabalhava, havia uma diarista
Que as demais pessoas a notavam mal e mal.
Ofertou a ela e se sentiu um feliz socialista.

Constatação XVI (Protesto).
Injustiça o Felipão não convocar o Sururuca, o Sabugo e o Avati. A mim, nem falar...
Constatação XVII
E como versejava o convencido metido a conquistador:
“Dar vazão
A um amor reprimido
Deixa o astral erguido
O que é muito bom”.
Constatação XVIII
E como achava que versejava racionalmente outro convencido conquistador de meia-tigela que nada tem a ver com o anterior:
“Uma mulher
Que tá a fim da gente
Não nos faz sentir como um qualquer,
Mas sim como um cara decente”.
Constatação XIX
Na época da repressão, este assim chamado escriba conversava com um amigo, na Praça João Candido, em Curitiba, quando se aproximaram dois policias que nos disseram “que era proibido fazer reunião de mais de um”. Vige!
Constatação XX (Para as famílias Zanchetta, Marfil, Escher e outras tantas, feirantes de produtos orgânicos).
A “poesia” que segue é uma “dupla quadrinha”, portanto de mais de quatro estrofes... Vale assinalar que não há a intenção de querer fazer proselitismo, porque todo aquele que o faz é um chato. Rumorejando, como uma maneira de homenageá-los, dedica aos feirantes, amigos deste já cognominado escriba, pessoas, é bom e obrigação que se diga, com alto grau de valores e saber.
Fui comprar produto orgânico,
No Passeio Público, sábado pela manhã,
Aí, me dei conta o quanto é satânico
O que vinha consumindo, até então,
Afinal, com agrotóxicos algum produto
É só para quem é bambambã,*
Ou quem quer levar uma no cocuruto,
Ou sofre de burrice, “pamonhice” e obtusão.
*Bambambã = “Bamba”.
Constatação XXI
E como dizia um determinado deputado, admirador de Arquimedes, defensor de uma melhor distribuição da riqueza: “Dai-me a alavanca de um mensalão e um ponto comercial, de apoio, que eu moverei o mundo... dos meus negócios”.
Constatação XXII
E como dizia aquele senador também admirador do grego Arquimedes que saiu gritando totalmente pelado pela rua “Eureka, Eureka”: “Todo corpo pecuniário, mergulhado numa carteira, bolso, cueca, ou paraíso fiscal recebe um impulso, debaixo do pano, pra cima do poder aquisitivo, igual ao peso do volume do total líquido, para os retro mencionados lugares, deslocado”.
Constatação XXIII
Deu na mídia: “No Brasil, trabalhador precisa de 100 anos para dobrar renda”.
"Se o Brasil mantiver o atual ritmo de crescimento econômico levará um século para conseguir dobrar a renda per capita e chegar próximo à atual renda per capita da Coréia do Sul ou de Portugal", afirma o estudo da Confederação Nacional da Indústria - CNI”. Data vênia, como diriam nossos juristas, porém o trabalho não lembrou que a renda per capita, no Brasil, cada vez mais, é pessimamente distribuída e esqueceu-se de acrescentar, a sua pesquisa, viva “nóis”.
Constatação XXIV
E o economista Armínio Fraga que declarou que “o salário mínimo no Brasil está alto”.
Digamos que a palavra é livre em nosso país e que vivemos numa democracia, o que não é verdade, mas, digamos, apenas, digamos. Rumorejando só não entende por que a renda no Brasil é uma das mais distorcidas no mundo (O economista Armínio Fraga deve ter uma renda alta). E já que estamos falando em determinados assuntos, por que as autoridades não se tratam pelo SUS e sim nos hospitais mais consagrados? Como diz a sabedoria popular: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. (Só nos olhos?).
Constatação XXV (De uma quadrinha, óbvia, para ser recitada, por simples leitura, mas preferencialmente interpretada, inclusive com gestual. Poderá, desde que se faça mister, ser decorada).
Resumindo, das CPI’s, o resultado
Chega-se à triste conclusão
Que houve um baita atentado
De governistas e da Oposição.
Constatação XXVI
O septuagenário quase octogenário elucubra que com a sua – dele – idade já adquiriu o direito de, eventualmente, dar – sem querer, é claro – uma, ou mais, de gagá.
Constatação XXVII
Folha de espinheira santa
Botei no meu chimarrão
Ela veio parar na garganta
Como veio, não sei não.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico participa do Fórum Econômico Mundial de Davos; pobre, do Fórum Nacional dos Sem-Terra e Sem-Teto.
Constatação II
Rico tem cabeleireiro; pobre, barbeiro.
Constatação III
Rico troca de carro todo o ano; pobre, fica, para sempre, com seu carrinho de mão.
Constatação IV
Rico(a) fica enlevado(a) com o seu amor; pobre é levado(a)* longe do seu amor.
*Não foi possível determinar exatamente para onde foi levado, mas que não foi enlevado tem-se certeza...

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