quarta-feira, 25 de junho de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Um jogador de futebol, também filósofo, disse, ao seu time fazer um gol no último minuto da partida, que não se deve entregar o jogo antes do fim quando se está perdendo porque este “só termina quando acaba” ou “só acaba quando termina” ou algo assim. E efetivamente o gol do jogador da Argentina, chamado Messi – que lamentavelmente não joga no meu Paraná – contra o Irã e o gol de Portugal contra os Estados Unidos confirmam tal assertiva.
Constatação II (Teoria da relatividade para principiantes).
É muito melhor escutar uma bronca da mulher, mesmo chegando cedo a casa, do que uma breve peroração, empulhação, enrolação, enganação de um candidato, no horário político gratuito ou fora dele, em qualquer circunstância, enfim.
Constatação III
Não se pode confundir ‘enviagrado’ com embriagado, ainda que nos dois casos, concomitantemente ou não, podem ser por amor. A recíproca não é verdadeira. Dificilmente o sujeito embriagado vai conseguir atingir seus almejados sublimes objetivos, ‘enviagrado’ ou não...
Constatação IV
A gente quando corta o cabelo e apara a barba os amigos e conhecidos dizem que a gente remoçou pelo menos 20 anos. Até aí, tudo bem. No entanto, cronologicamente, é claro que nada muda, Inclusive naquilo que mais nos interessa...
Constatação V
Não se pode confundir de sabor com dissabor, até por que se te for oferecido, por exemplo, um sorvete específico de sabor x e ele não tiver tal gosto ou de sabor y, fatalmente você terá um dissabor por ter sido levado a crer naquilo que te estava sendo oferecido. A recíproca, nesse caso e em outros tantos é como é e tá acabado. Tenho democraticamente dito.
Constatação VI (De em pseudo-soneto).

            Copa do Mundo

Fiquei muito apreensivo
Quase que não saio vivo
De ver nosso Brasil jogar
Temeroso de ele apanhar.

A fim de poder melhorar
E pra fazer eu me acalmar
Tomei um amargo aperitivo
O que representou um lenitivo.

Infeliz é torcer prum time
Não tendo mais de um craque
Pra que a gente cá se anime.

Depender só de um jogador
Que apenas ele se destaque
É mau, é virar um sofredor.

Constatação VII
Não se pode confundir estipêndio* com dispêndio**, muito embora o salário mínimo em certos países que, inclusive, com os quais os governantes enchem a boca, achando que uma família pode viver com tal estipêndio, sem nunca experimentar também viver da mesma maneira. É mais ou menos como os governantes que ao invés de se tratarem pelo Sus, quando têm necessidade frequentam os hospitais comparáveis aos dos 1º. Mundo.
*Estipêndio = n substantivo masculino
1          Diacronismo: antigo.
paga feita a indivíduo incorporado ao exército; soldo
2          salário ou retribuição por serviços prestados
3          Diacronismo: antigo.
tributo atribuído a um indivíduo
4          Diacronismo: antigo.
imposto a que, na antiga Roma, estavam sujeitas as províncias do Senado ou do povo; tributo, contribuição (Houaiss).
**Dispêndio = n substantivo masculino
1          aquilo que se gasta, se consome; gasto, consumo, despesa
Ex.:
2          Derivação: por extensão de sentido.
gasto excessivo ou desastrado; prejuízo (Houaiss).
Constatação VIII (De uma historinha curta).

             Choque de muitas gerações.

A bisavó vivia pegando no pé do bisneto para que ele cortasse o cabelo que ele havia deixado crescer como era, digamos, moda naquela época. Depois de certo tempo, ela teve problemas graves com a visão. Quando o bisneto a visitava, ela, imaginando que ele estava com o cabelo crescido, passava a mão na sua cabeça como querendo dar a impressão de afagá-lo. Um dia, ele, chateado com a molesta da bisavó, contou a ela a seguinte história que fazia parte de uma antologia adotada no seu colégio: “Sabe bisa, havia um casal que, depois de alguns anos de casado, começaram a ter desavenças e nas mais contundentes e azedas ela chamava o marido de piolhento. Quanto mais ele retrucava, mais ela repetia piolhento, piolhento. Certa vez, ele perdeu a paciência e atirou ela no poço que não era profundo e manteve a cabeça dela submersa. Quando ele soltava para ela respirar, ela gritava piolhento, piolhento, piolhento. Uma hora, ele manteve a cabeça dela mais tempo afundada, aí ela botou o braço para fora da água e fazia com as unhas do polegar e do indicador como se estivesse esmagando o piolho”. “É assim, bisa, que eu me sinto como aquele marido cada vez que você fica me afagando a cabeça”. A bisa entendeu a história e nunca mais molestou o bisneto. Aí, eles viveram felizes quase para sempre...
Constatação IX
Ela ficou
Inflexível
Quando ele perguntou:
“Hoje será factível?”*
*Não foi possível 
Apurar o que ele quis dizer
Com o tal do “factível”.
Rumorejando
Tá pesquisando,
A fim de saber,
Para poder
Informar
A quem se interessar.
Constatação X (Pizzaiolo).
O que tem de deputado, com a ajuda de tantos outros, tirando o seu – dele – da reta, da curva, do ziguezague, ou seja, lá, qual figura geométrica for não está nem na Enciclopédia Britânica. Muito menos em algum gibi. Vige!
Constatação XI
E como dizia o convencido, nosso já conhecido: “Eu exerço sobre as mulheres uma força gravitacional em minha direção, de maneira tal que não existe e jamais existirá, força contrária que se interponha. E não tem nada de data vênia, como se propala por determinada coluna...”
Constatação XII
E como dizia o outro convencido, nada a ver com o anterior, já que nem se conhecem, naquele papo furado pro lado da gatona: “Eu nunca preciso excitar uma mulher. Elas se excitam só de me olhar”. Inferiu a gatona, diante de tal discurso auto laudatório, passível de mal-entendido: “Cara-de-pau!”.
Constatação XIII
Deu certa vez na mídia, mais precisamente no dia 29 de março de 2006: “O ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares prestam depoimento hoje (29) como testemunhas de defesa do deputado José Janene (PP-PR) na Câmara dos Deputados”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas não se poderia deixar de dizer, caso tal efetivamente tivesse se realizado, que os rotos estavam falando do esfarrapado...
Constatação XIV
E como recitava aquele político, evidentemente em busca de votos para sua reeleição, na sua proverbial e não surpreendente demagogia, “esquecendo” ou “não se lembrando” das suas promessas da vez anterior:
“Vivo em comunhão
Com os pobres dos aflitos
Em busca de uma solução
Para os eternos conflitos”.
Constatação XV
E como dizia aquela gatona, usando expressões de antigamente: “Eu acho aquele Ministro, o tal Mantega, um pão”.
Constatação XVI
E o obcecado disse indignado: Substituir algum governante só porque ele andou com algumas gatas? Já não se tem mais respeito nessa terra!”.
Constatação XVII
Deu, certa vez, na mídia: “A atriz norte-americana Scarlett Johansson foi eleita a mulher mais sexy do mundo, segundo uma pesquisa publicada pela revista inglesa masculina FHM” (A FHM (For Him Magazine) é uma revista mensal internacional que se dirige ao público masculino [Wikipédia]). Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que ela merecia um prêmio principalmente pela sua atuação em Moça com Brinco de Pérola (2003), de Peter Webber. Tenho, humildemente, dito.
Constatação XVIII
Rumorejando alguma vez ou outra costuma recomendar aos seus prezados leitores um determinado livro, ou filme, ou música. Evidentemente a recomendação é assinalada pelo agrado que proporcionou a este assim chamado escriba. Uma das vezes foi o livro História da minha vida, autobiografia de Charlie Chaplin. Atualmente, terminando a leitura de Minha vida até agora, também autobiográfico, escrito pela atriz e ativista política Jane Fonda. Tanto ele, como ela, teve problemas com a repressão do seu país, os Estados Unidos, por serem considerados comunistas, negado por ambos, quando, na realidade, eles se opuseram a determinadas posições políticas e bélicas dos seus governantes como defesa de minorias raciais, guerra do Vietnam e por aí afora. Quem se der ao trabalho, digo, ao prazer da leitura vai constatar que a repressão também é uma grande filhada pu...ce. Tenho educadamente dito.
Constatação XIX (De quatro dúvidas cruciais).
Foi o Homem Aranha que se apaixonou por uma aranha marrom? É o Esqueleto que tá com osteoporose? Não é o Tocha Humana que anda meio apagado? O Super-Homem anda espichando a asa pro Capitão Marvel?! Quem souber uma ou mais respostas, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XX
Não se pode confundir escandido* [do verbo escandir, que o dicionário Houaiss assinala = n verbo transitivo direto: 1.Medir (versos) contando as sílabas longas e breves; 2.Dar destaque às sílabas de (palavra, verso) ao pronunciá-las. Ex.: falava devagar, escandindo as sílabas] com escondido, até porque, durante a última ditadura, nas redações de jornais e revistas havia a figura execrável do censor, havia aqueles que escreviam seus textos de modo que nas entrelinhas estava escondido algum pensamento, cuja palavra mesmo fosse escandida não permitiria que o censor se desse conta. Vige!
*Escandido = n adjetivo
1          que se escandiu
2          destacado ou salientado de maneira clara ou enfática
Ex.: palavras escandidas; gestos escandidos (Houaiss).
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico é impulsivo; pobre, é desordeiro.
Constatação II
Rico e condescendente; pobre, é negligente.
Constatação III
Rico se destaca; pobre, é procurado pela polícia.
Constatação IV
Rico come pratos crocantes; pobre, estorricados.
Constatação V
Rico é conviva; pobre, chega coincidentemente na hora do almoço.
Constatação VI
Rico é solitário; pobre, é isolado.
Constatação VII
Rico acontece na coluna social; pobre, na policial.
Constatação VIII
Rico divulga boas notícias; pobre, é coscuvilheiro*
*Coscuvilheiro = n adjetivo e substantivo masculino
1. Que ou quem faz, promove, estimula a coscuvilhice, o mexerico; intrigante
2. Que resulta de coscuvilhice; em que ocorre intriga, mexerico, falatório (Houaiss).
Constatação IX
Rico é destemido; pobre, tem medo até da própria sombra.
Constatação X
Rico precisa descansar; pobre, é preguiçoso.

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quarta-feira, 18 de junho de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Não se pode confundir instinto com distinto, até por que, quem dá vazão “porque sim e tá acabado” ao seu instinto, sem levar em conta se está sendo, ou não, distinto, poderá vir a cometer desatinos, despautérios, burradas, despropósitos e ser reprovado em algum eventual exame ao querer entrar para uma carreira diplomática ou outras carreiras onde se exige mais refinamento que os colunistas sociais, de certa época, diriam de “gente bem”. A recíproca para esses casos, até pode ser verdadeira como, por exemplo, o sujeito ser considerado distinto só porque teve o instinto de querer beijar a sogra. Vige!
Constatação II (De uma dúvida crucial).
A raiz dos fatos é o que causa mais a raiz dos problemas? Ou é o revés? Quem souber informar, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação III (De outra dúvida não necessariamente crucial).
Na constatação anterior será que é possível colocar a expressão “a raiz dos” em evidência? Caso seja possível, a frase ficaria assim: (a raiz dos)(fatos é o que causa+problemas?). Quem achar, ou não, que sim, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação IV (Sem dúvida alguma).
Rumorejando
Também
Quer
Dar
Seu depoimento
Ao colocar
Uma interrogação:
Alguém
Por qualquer
Momento,
Estando
Em perfeita
E aceita
Condição
Mental,
Conhece
Algo mais sensacional
Dessa cheirosa,
Olorosa,
Formosa,
Mimosa,
Menção
Honrosa
Raramente
Nebulosa,
Que a gente
Tanto
Enaltece,
Flor
Que é a mulher?
Portanto,
Caro leitor,
Sinceramente,
O que lhe parece?
Constatação V
Não se pode confundir ternura com torneira, tendo em vista que nem sempre quando o governo abre a torneira das aplicações em publicidade isso queira dizer que está agindo com ternura, exceto para quem são os donos das empresas de publicidade. A recíproca não é necessariamente verdadeira, principalmente nos casos de partidos políticos que depois das eleições ‘esquecem’ (esquecem?) de pagar os seus débitos às retro mencionadas empresas. Aí seria, com perdão aos prezados leitores pelo neologismo, inspirado no inolvidável, imemorável, inesquecível “imexível”, uma ‘desternura’.
Constatação VI (De diálogos futebolísticos).
-Você foi ao campo do Atlético para assistir o jogo Irã contra a Nigéria?
-Não. Não fui.
-E não assistiu pela televisão?
-Tampouco. Mas por que você pergunta?
-Para saber se você, como torcedor do Atlético, não ficou curioso para ver como ficou a Arena da Baixada.
-Curioso, eu efetivamente fiquei. Porém não vai faltar oportunidade.
-Mas se ficou curioso então por que não foi?
-Porque eu não tenho pecado para pagar para ficar assistindo um ‘clássico’ dessa natureza ou o jogo do Brasil com o México. Como você sabe, acabaram empatados de 0 X 0.
Ah bom, quer dizer...
Constatação VII
A poliglota
Numa espécie de lengalenga
E em um idioma capenga
Só contava lorota.
Constatação VIII (Recitativo há mais de 500 anos factível todo este tempo).
O governo empacou;
A corrupção ainda não se evaporou;
A Saúde piorou;
A Segurança nos abandonou;
E a Educação soçobrou.
Constatação IX
Não se pode confundir liberdade de expressão com propaganda e/ou manifestação racista. O jogador da Italia, Balotelli, que também o diga...
Constatação X (Pequenas comparações de mentiras consagradas e aceitas).
-Tão obedecido como “venda sob prescrição médica”.
-Tão verdadeiro como promessa de político.
-Tão original como as cartas: “Espero que estas mal traçadas linhas vão encontrá-la
  gozando a mais perfeita saúde junto aos seus”.
-Tão incomum quanto crítico de uma partida de futebol, dependendo do resultado, 5x4,
  por exemplo, dizer que os ataques superaram as defesas.
-Tão empulhadores como as reuniões dos países ricos para tratar da distorção da renda,
  da pobreza e da respectiva ajuda dos países, da concentração da renda, etc.
-Tão verdadeiro como a negativa que não há desmatação na Amazônia.
-Tão franco como: “Depois a gente casa”.
-Tão utópico como: Segunda-feira, dia 1º. eu começo o regime para emagrecer.
-Tão sincero tal e qual: “Como você está linda, amiga!”
-Tão privativo, como não estar sentado no trono.
-Tão imerecido como o laudatório numa tumba.
-Tão certo como: “O apoio do nosso partido é totalmente desinteressado e patriótico”.
-Tão honesto como o empregador que desconta o INSS dos seus empregados e não
  recolha a quem de direito.
-Tão nunca mancomunado com a empreiteira que realizou a obra com sobrepreços.
-Tão decente que contratava empresas físicas e jurídicas para prestar serviços e no final
  ia protelando o pagamento até que as pessoas desistissem de cobrar.
-Tão concorde com: “Você tem toda razão, mas veja, necessariamente você tem que levar em         conta, blábláblá...
Constatação XI
Quem assistiu aos filmes antigos de faroeste deve se lembrar de que os mocinhos (Gary Cooper, John Wayne, Errol Flynn, Tyrone Power, Glenn Ford, Alan Ladd, etc.) sempre estavam bem barbeados o que não acontecia com os que faziam papel de bandidos (Ernest Borgnine, Lee Marvin, Jack Palance, uma vez Henry Fonda, etc.). Mais tarde os faroestes italianos mudaram estes estereótipos. Este assim chamado escriba que costumava assistir tais filmes e, ingenuamente, achava os índios os bandidos (estou me penitenciando) torcia para os assim chamados heróis. Tanto que eu achava que jamais usaria barba e bigode. No entanto, em 1970, passei a usar barba e não era com a intenção de se esconder dos credores e/ou da polícia. Era por causa da pele sensível que fazia sangrar fosse com uso de navalha, gilete, barbeador. A barba, conforme assinalei, nasceu em 1970, o que perfaz 44 anos de seu uso. Aí aconteceram vários apelidos que persistem, principalmente depois do seu embranquecimento, juntamente com o cabelo: Papai Noel, Karl Marx, Noé – o da arca –, Moises – o dos Dez Mandamentos –, Hermeto Pascoal, Leonardo Boff, que uma jornalista gaúcha veio me entrevistar, como se eu fosse ele, um dia que eu estava no Aeroporto em Porto Alegre, Gandalf – do filme O Senhor dos Anéis, Matusalém, um brasilianista que já não recordo o nome e por aí vai. O de Papai Noel é utilizado por crianças e adultos. Alguns pais ficam constrangidos, quando os filhos, ao me apontarem, dizem: “Pai, mãe, olha lá o Papai Noel”. É evidente que eu entro no esquema e pergunto, se for para uma menina, se ela gostou da boneca que eu dei; e, se menino, um carrinho. O índice de erro é, de modo geral, pequeno... Quanto ao constrangimento dos pais, eu digo a eles que não foi a primeira criança e não será a última a me chamar daquela maneira. O que os, digamos, acalma. Com ralação a Karl Marx, vale lembrar a pessoa do amigo Walmor Marcelino, lamentavelmente já falecido, que era considerado mais marxista do que o próprio Marx, tendo concorrido por partidos de Esquerda a cargos públicos, cá em Curitiba. Walmor sempre me dava afetuosos abraços. Mais tarde, vim a descobrir que ele não abraçava o Juca, mas Karl Marx... Enfim, tenho que me considerar feliz por não me acharem parecido com Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Salim Maluf, Jader Barbalho, Lula, Renan Calheiros e por aí afora. Vige!
Constatação XII
Dizem os entendidos que quem demonstra superioridade, nada mais é que uma pessoa que tem complexo de inferioridade. Até aqui, tudo explicado. O que é grave no comportamento da tal superioridade é quando o cara, metendo toda àquela panca, vem eivado de asneira e burrice. Vige!
Constatação XIII
Além do trabalho escravo que volta e meia é detectado em nosso país, mormente nas fazendas, áreas agrícolas, grandes extensões de terras de latifundiários, existem outras espécies de exploração: Os banqueiros, a fim de continuarem tendo os lucros pornográficos de pelo menos três bilhões por trimestre, não colocam mais funcionários para o atendimento das partes, não se importando com o tempo que as pessoas ficam, em pé, aguardando a vez, ainda que existam leis proibindo que ultrapassem determinado tempo. Mas como sempre, em nosso país: A lei, ora a lei... Dessa maneira, exigem dos funcionários desempenho que, muitas vezes, obriga tais funcionários a levar trabalho para casa. Quando inicia a Copa do Mundo, os políticos, governantes exigem que os jogadores “deem o sangue”, para a vitória. Bem, nesse caso, com o salario deles, não só os políticos e os governantes, mas também os torcedores. Seja lá como seja, o esforço sempre deve ser de terceiros...
Constatação XIV (De um pseudo-soneto).

            Coitado! Coitado?

Sem comunhão de bens eles casaram,
Pois ele nunca participou com algo.
Depois de um tempo se divorciaram.
Ele metia panca como se fora fidalgo.

Na realidade ele não queria nada com nada
Apenas viver ao Deus dará, ao puro ócio.
Só queria estar ao léu, e na patuscada*
E pior, era um imbecil, um beócio**.

A mamata, incontinente, havia acabado.
O fato deixou-o depressivo, prostrado,
Além de macambuzio e meditabundo.

Ao invés de almejar, querer mudar de vida,
Ele procurou alguém para nova investida.
Ninguém mais topou e ele virou errabundo***.

*Patuscada = 1. Ajuntamento festivo de pessoas para comer e beber; comedela,
  comedoria, comezaina.
2. Pândega, folgança, farra (Aurélio)
**Beócio = 2. Fig. Curto de inteligência; ignorante, boçal. (Aurélio).
***Errabundo = Errante (Aurélio).

RICOS E POBRES
Constatação I
Rico tem relacionamento social; pobre tem assecla.
Constatação II
Rico deglute mel; pobre, empurra goela abaixo o fel.
Constatação III
Rico impinge; pobre, aceita.
Constatação IV
Rico tem eventual lapso de memória; pobre, é cabeça de vento.
Constatação V
Rico tem empáfia exacerbada; pobre, timidez atávica.
Constatação VI
Rico é valente na teoria; pobre, como os policiais militares, por exemplo, tem que ter valentia para defender os ricos.
Constatação VII
Rico sofre de narcolepsia*; pobre, chega tarde a casa porque mora longe e tem de acordar cedo para não ser descontado por chegar tarde ao serviço.
*Narcolepsia = Substantivo feminino.
1.Neur. Doença (1) caracterizada por períodos de sono breves, repetidos e incontroláveis; de etiologia desconhecida, pode manifestar-se associada a alucinações hipnagógicas, cataplexia e paralisia do sono (Aurélio).

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De uma dúvida crucial).
Uma pessoa com determinada idade costuma-se dizer que ela está numa idade madura. Será que passando a tal idade ela fica com madureza demais? Ou, mesmo, vira a idade da podridão? Ou o quê? Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação II
Com relação ao meu time aqui no meu estado, a gente foi deportada do Clube Atlético Ferroviário, ou como a gente abreviava, do Ferroviário, para o Colorado e deste para o êxodo do atual Paraná. Tudo leva a crer que já estamos chegando ao fim da linha. Pena!
Constatação III
O obcecado fez constar em todos os jornais da cidade o seguinte: “Comunicado importante. Comunico a quem interessar possa que eu sou uma pessoa facilmente seduzível, mormente por moçoilas lindas e com o corpo bem torneado e que se disponham a pagar nossas despesas, mormente às do motel. Obrigado pela atenção”.
Constatação IV
Quanto mais o povo clama por Educação, Saúde e Segurança mais os governantes não se mexem, não tomam alguma providência. É exemplo de inversamente proporcional.
Constatação V
“O que tinha de ser roubado, já foi”. Afirmação da filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange, Tanto um como outro são acusados de falcatruas. VIGE!
Constatação VI
E já que falamos no assunto, na época que pretendiam cassar o então presidente Collor de Melo, a mídia mostrava extratos de conta-corrente dos envolvidos sem que houvesse reações de quem quer seja. Vale lembrar que, naqueles tempos, não havia proximidade de eleições... Dúvida crucial: Seria só por isso?
Constatação VII
Aquela sogra tratava bastante bem o cachorro do casal, por que era quem melhor a recebia naquela casa, externando uma alegria ‘raboabanante’.
Constatação VIII
Era um cara tão feio, tão feio, mas tão feio que achavam que fora ele que havia inspirado os autores das carrancas dos barcos que singram as águas do Rio São Francisco. Vige!
Constatação IX
Não se pode confundir pulula* com pílula até por que elas podem ser excludentes, mormente para quem toma a pílula.
*Pulular =  verbo  intransitivo
1          lançar rebentos (a planta); brotar
intransitivo
2          germinar com rapidez; brotar, nascer
Ex.: pulula a plantação
intransitivo
3          multiplicar-se rápida e abundantemente, espalhando-se profusamente; irromper, surgir
4          existir, ser ou concorrer em grande número; abundar, sobejar, fervilhar, formigar
Ex.: (Houaiss).
Constatação X (Dúvida crucial, através de pequenas comparações, na falta de maiores e melhores).
O gol contra corresponde o que nos bancos comerciais a gente entrar no negativo da conta corrente?
Constatação XI (De outra dúvida crucial).
A tropa de choque é gerada pela eletricidade através de uma descarga elétrica?
Constatação XII
Não se deve confundir abobrinha com a bobinha, muito embora uma pessoa que não coma abobrinha, pelas propriedades salutares que ela contém, poderá vir a ser considerada a bobinha. A recíproca é como é e tá acabado. Tenho dito!
Constatação XIII (Coitado!).
Comi um bolo de banana e canela. Não tinha gosto nem de banana nem de canela
E tinha gosto de quê?
De nada.
Como de nada?
É como você tivesse engolido uma golfada de ar.
Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer...
Constatação XIV
Não se pode confundir ente com ante, muito embora se você ficar ante um ente do outro mundo, inclusive um extraterrestre, é quase certo que você vai ficar com todas as cores do arco-íris de tanto medo que você vai sentir. A recíproca, como já foi dito, alhures, é como é. Tenho, mais uma vez, dito.
Constatação XV (Dúvida crucial).
Os livros autobiográficos tem a intenção de fazer dos seus leitores um psicanalista amador? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XVI
Não se pode confundir destino com desatino, que o dicionário Aurélio dá como “falta de tino, de juízo; loucura”, muito embora os nossos governantes cometam desatino e os ingênuos, que também se ferram por esse motivo, acham que é o destino deles. Coitados!
Constatação XVII
Quando nas eventuais desavenças, um casal diz coisas desagradáveis um para o outro e o que é dito – acusações recíprocas, por exemplo – é diferente entre si e se, porventura, o que fosse dito fosse igual, isso significaria que os dois pensam igual|? Aí não haveria necessidade do que foi dito, muito menos de desavenças? Os psicólogos, conselheiros e afins que souberem a resposta, sejam por experiência própria ou por intermédio dos seus pacientes, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XVIII
Quando o grande amigo Renato Emilio Coimbra se deu conta da minha coluna dominical no jornal O Estado do Paraná, me enviou o seguinte:
A. Quando os filhos são crianças, são carregados no colo; quando adultos, nas costas.
B. –“Você tem parente pobre?” –“Tenho, mas não os conheço”. –“E parentes ricos?” –“Tenho, mas eles não me conhecem”.
Constatação XIX (De uma obviedade absolutamente assaz conhecida, em certos países, em forma de quadrinha).
Toda barganha,
Com ou sem artimanha,
No jogo do perde e ganha
É uma patranha.
Constatação XX
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão, logo após o jogo do Brasil contra a Sérvia: “Felipão disse que a seleção está pronta”. Com relação à Saúde, Educação e Segurança, além de infraestrutura, Felipão não se pronunciou.
Constatação XXI (Quadrinha para ser recitada antes dos discursos oficiais da abertura da Copa).
Patrioticamente vamos torcer
Pra que o Brasil venha a vencer.
E a Educação, Saúde e Segurança.
Continue a ser somente esperança.
Constatação XXII (Quadrinha para ser recitada na Câmara e no Senado da República, além dos Executivos Federais, Estaduais e Municipais).
Tomara que, do Brasil, os jogadores
Se empenhem para a nossa vitória.
Aí, os políticos serão os vencedores.
Pois para eles será creditada a glória.
Constatação XXIII (Atualíssima observações de certas partes do Hino Nacional Brasileiro).
Por um colosso impávido
A gente tá ávido.
O brado retumbante
Não é o bastante.
O sol da liberdade
É uma boutade*
Gigante pela própria natureza
Tem sido a única certeza.
Se ergues da justiça a clava forte
Se não te alcança é muita sorte.
De amor e de esperança a terra desce
E a fortuna dos ricos cada vez mais cresce.
*Dito espirituoso (Aurélio).
Constatação XXIV
Começa hoje o futuro de muitos políticos que estarão nas mãos, ou melhor, nos pés dos jogadores da seleção e, claro, nas mãos do goleiro.
ATOS E FATOS (Apenas, alguns poucos que podem abalar as eventuais convicções da fidelidade conjugal masculina. Quanto às convicções da fidelidade conjugal feminina, por favor, comentários no blog por quem de fato e de direito. Obrigado).
-Vizinha a quem se dá carona em dia de sol ou de chuva, vestida com uma saia curtíssima e que, ao adentrar no carro e se sentar faz subir ainda mais a saia, mostrando, pelo menos, aquele par de coxas monumental e abençoadas, digna de figurar em antologias best-sellerianas sobre tão fundamental e imprescindível anatomia, digo, assunto.
-Vizinha que troca ou veste a roupa na janela do seu – dela – apartamento em frente ao do nosso.
-Mulherão que no carro, durante a conversa, põe a doce, frágil e gentil mãozinha na sua perna e/ou não tira a perna dela quando você esbarra com a tua mão ao trocar de marcha. Aí você passa a trocar de marcha sem que o carro esteja pedindo e ela não move a dita cuja do lugar, muito menos nenhum musculo. É imprescindível que o teu carro não tenha o câmbio na direção e tampouco seja hidramático.
-Secretária que faz de conta que está a fim da sua autopresumida irresistível e, sem dúvida, diga-se de passagem, ingênua pessoa física e, na verdade, ela está somente interessada em tirar vantagens da sua pessoa jurídica.
-Secretária com decote pra lá de generoso.
-Secretária com “poupança” que, pelo seu esplendor, merece ser chamada de Sua Magnificência. Rumorejando está se referindo à “poupança”.
-As tenras coleguinhas de faculdade de teu filho ou filha que não te chamem de tio, nem de senhor e sim de você.
-Mulheraço que te dá beijinho no rosto roçando os lábios - sem querer, é claro - nos teus.
-Mulheraço – nada a ver com a anterior – que sentou no avião ao seu lado, evidentemente usando óculos escuros, se fizer parte da relação das famosas, mergulhada em alguma leitura, quando de repente, não mais que de repente, ela se dirige a tua humilde pessoa: “Qual é o título do livro que você está lendo?”
-Mulheraço, do tipo intelectual, gostosona e portando óculos com lentes fundo de garrafa que entabula com você uma conversa séria do tipo metafísico, ou melhor, um monólogo porque você não costuma falar desses assuntos por desconhecê-los e tampouco entender bulhufas. Depois ela envereda com uma conversa para boi dormir e outros invertebrados despertar.
-Mulheraço que te pergunta: “O que você tem feito de bom?” “O que é que você vai fazer agora?” “Não quer vir, agora, lá em casa tomar um cafezinho?” “Você já conhece o novo restaurante que semana passada foi inaugurado?” “Em que época você costuma ir para a praia sozinho”. “As suítes dos motéis estão cada vez mais sofisticadas”.
-Mulheraço do teu chefe que te pergunta se o seu – dela – marido está te tratando e bem e tem te prestigiado. “A gente tá se separando”.
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico determina, ordena; pobre, solicita, pede.
Constatação II
Rico tem patota; pobre tem bando.
Constatação III
Rico dá seu douto parecer; pobre mete o bedelho onde não é chamado.
Constatação IV
Rico tem inquietude; pobre, é medroso.
Constatação V
Rico acaricia; pobre, bolina.
Constatação VI
Rico tem desestímulo; pobre, preguiça.
Constatação VII
Rico não é acusado de latifundiário; pobre, é acusado de invasor.
Constatação VIII
Rico tem um lapso de memória; classe média se equivoca; pobre, não tem o que lembrar.
Constatação IX
Rico é nobilíssimo; pobre, é pé-de-chinelíssimo.
Constatação X
Rico dispõe de uma Consultoria, cujos advogados conhecem os meandros das filigranas jurídicas; pobre, tem advogado, na maioria das vezes, de porta de cadeia, indicado pelo governo.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De três histórias curtas).
1ª. História (Mercosulense).
Conforme Rumorejando já teve a oportunidade de assinalar, este assim chamado escriba tem admiração pelo povo argentino, pela sua cultura, pelo número de livrarias apenas em Buenos Aires que, segundo a lenda, ultrapassam ao total das do nosso país; da beleza de suas mulheres; do tango nem falar; do atual cinema argentino; do número de seus escritores (quem não se lembra do filme O carteiro e o poeta, baseado na obra do escritor Antonio Skármeta; da obra de Jorge Luis Borges, do Jogo da Amarelinha de Julio Cortazar, de Ernesto Sábato e assim por diante). A única diferença para com eles é com relação à rivalidade no futebol. Entrar na discussão se Pelé foi melhor que Maradona ou vice-versa é inócua hoje em dia, pois os dois tem algo em comum: dizer e fazer incongruências. Mas vamos aos fatos: Durante certa época, quando as condições financeiras permitiam, este já nominado escriba viajava em férias com a família para Canela, no Rio Grande do Sul. No Grande Hotel de Canela, onde a gente costumava ficar, certa vez, se hospedou uma família de ‘hermanos’, constituída pelo casal e quatro filhos varões. Chamava a atenção o comportamento educado dos ‘chicos’. E fizemos amizade com a família. O mais velho dos filhos, adolescente, contou que praticava rúgbi; no vôlei, onde participava também os familiares do dono do hotel para poder haver quórum de seis para cada lado, também se destacava. O segundo era considerado pelo pai o melhor jogador de tênis de mesa da simpática família. Um dia, fui desafiado para enfrentar o garoto numa partida de tênis de mesa, único esporte que relativamente me destaquei em toda a minha vida. O garoto, pré-adolescente, jogava, digamos, bem. Eis que no meio da partida, o pai do garoto exclama: “Avante Argentina”. Meus brios patrióticos ficaram exacerbados, já que aquele dito determinou a partida como um duelo entre o Brasil e a Argentina. Massacrei o garoto. Coitado!
2ª. História (Racismo).
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão, no dia 21 de maio, próximo passado: “O segundo dia de treinos da seleção italiana, nesta quarta-feira, foi marcado por mais um caso de ofensas racistas, que teriam vindo do lado de fora do centro de treinamentos da federação italiana de futebol, em Coverciano, um pequeno município nos arredores de Florença. A vítima dos insultos foi o atacante Mario Balotelli, que é negro”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas este assim chamado escriba que é um brasileiro com ascendência judaica que desde a mais tenra idade até hoje, quase octogenário, sempre, ou melhor, nunca deixou de escutar referências desairosas com relação aos judeus, não estranha o que tem acontecido com os afrodescendentes estejam onde estiverem. No caso do jogador Balotelli, como ele, de ascendência africana e nascido num país da África, foi criado por uma judia a quem ele considera sua mãe e, por essa razão, se declarou judeu. Afinal, ele não tem somente uma razão, sob a ótica dos racistas, de ser agredido. Tem duas...
3ª. História (Aparentemente paradoxal).
Dois amigos de idade provecta, que há muito tempo não se viam, se encontraram e passaram a contar suas desditas inerentes a suas idades, evidentemente relacionadas com a saúde. Após cada um ter desfilado seu não pouco rosário de sintomas, remédios, médicos especialistas, alopatia, tratamentos por homeopatia, acupuntura, medicinas alternativas, ambos se manifestaram com relação à falta de memória. Aí, começou uma discussão quem tinha cometido maior número de gafes por causa do esquecimento que iam desde a não vinda de palavras durante uma conversa, até não reconhecimento de pessoas com não saber de quem se tratava ou, sabendo ou não, como se chamava. Trocar a chave de casa pela a do carro e vice-versa foi também mencionado por ambos. A conversa sobre o assunto já ia longe até que um disse: “Vamos ver quem se lembra de menos e consequentemente com maior perda da memória, devendo estar com uma pandemia dos neurônios?” “Não tenho dúvida que sou eu, contestou o outro. Quer apostar? Vamos ver quem ganha?” E apostaram. Difícil foi determinar quem havia ganhado. Finalmente um deles se deu por vencido. Foi a única vez, na face da terra de que quem perdeu, ganhou.
Constatação II
Não se pode confundir encriptar* com engripar que o dicionário Houaiss dá como:
“Provocar gripe em ou ficar gripado; gripar(-se)”, muito embora se o cara engripar e não se cuidar corre o risco de encriptar. Cruz credo!
*Encriptar = Colocar em cripta ou em túmulo; sepultar (Houaiss).
Constatação III
E como se justificava o conquistador barato: “Eu não tenho culpa de ser como eu sou. Eu me apaixono por elas, por atacado”.
Constatação IV
Será que os congressistas não aprovam leis do tipo que baixem a maioridade também é por razões de proteção aos parentes e amigos, nepotismo, enfim?
Constatação V
Não se pode confundir alcunhado que o dicionário Aurélio dá como “Substantivo feminino. 1. Cognome geralmente depreciativo que se pôs em alguém, e pelo qual fica sendo conhecido, tirado de alguma particularidade física ou moral; apelidado” com ao cunhado embora, a fonética seja praticamente a mesma, quem empresta dinheiro ao cunhado, jogador inveterado, por instâncias da mulher “por que ele está precisando comprar leite para as crianças”, corre o risco de ser alcunhado de trouxa, de burro, de ingênuo e de outros epítetos desse jaez. Caso “empreste” novamente, sem ter recebido um centavo dos empréstimos anteriores, será aquinhoado pela mulher, pelo menos, com o fim da greve de sexo e, talvez, até com um sorriso de agradecimento. Vige!
Constatação VI
E como elucubrava o obcecado na roda de amigos, querendo mostrar sapiência: “A vantagem de ser misógino ao de ser andrógino é que o misógino, segundo o Aurelião, tem ‘desprezo ou aversão às mulheres inclusive com repulsa mórbida ao contato sexual com elas’. Já o andrógino é relativamente menos grave, pois o mesmo dicionário dá como ‘de aparência ou modos indefinidos, entre masculino e feminino, ou que tem traços marcantes do sexo oposto ao seu’. Vige!”.
Constatação VII
Quando um avião atravessa uma zona de turbulência o número do aumento de crentes em D´us aumenta ainda mais. Substancialmente. Pelo menos, durante aquele trecho. É o que se poderia dizer: Exemplo de diretamente proporcional.
Constatação VIII (Coisa que precisa ser inventada).
Modo de acabar com o colonialismo de qualquer espécie a nível mundial, inclusive o colonialismo do “coronel” (colonialismo e coronelismo, portanto) da família de José Sarney no Maranhão.
Constatação IX (Homenagem ao meu grande Amigo Renato Emilio Coimbra, ex-colega do Banco de Desenvolvimento do Paraná S.A. – BADEP, lamentavelmente já falecido, numa colaboração antiga ao Rumorejando).
“O caipira foi tomar chimarrão com o compadre. Sentados em banquinhos no terreiro a cuia corria e a prosa animada. Um cachorro do compadre, terrivelmente magro perambulava por perto. Envergonhado, o compadre disse:
-“Compadre, não sei o que devo dar para esse cachorro engordar”.
- “Compadre, mecê já experimentou dar comida para ele?”
E depois ensinou uma simpatia infalível para engordar qualquer animal de
estimação:
“Quando mecê for dá comida pra ele, "aquilo que sobrar", mecê espalha no
lombo dele. Em dois meis ele está redondinho de gordo”...
Constatação X (Homenagem ao meu grande Amigo, o mano Milton Cavalcanti, infelizmente também já falecido, autor da foto deste assim chamado escriba que consta na capa do meu livro Rimas Primas & Outras Constatações).
Juca, no dia 1º. de janeiro de 2006 Rumorejando publicou o seguinte:
“Constatação X (Para ser recitado apenas por paranista em festinha escolar ou não).
“Se o meu Paraná
– Que melhor não há,
Nem nunca haverá
Aqui, ali ou acolá –,
Depois de muito apanhar,
Continuar a ganhar
Eu vou comemorar
Em todo lugar.
CONTESTAÇÃO
“No sexto verso
da estrofe única
da Constatação X
desta edição do Rumorejando
há um equívoco
assaz comprometedor.
o que bem mostra
a parcialidade do autor!
O seguimento lógico
do raciocínio exposto
no quinto verso:
"Depois de muito apanhar",
jamais poderia ser
"Continuar a ganhar".
Seria, quando muito,
"Começar a ganhar",
o que na verdade,
é muito difícil acreditar
até mesmo, vejam só,
para um histórico CAF
de bandeira e carteirinha,
que refugando até hoje
tanto o CORI como o CAP
bem poderia torcer
para esse enganador -
insidioso, fajuto e falaz -
timeco que, algum dia,
ousou apresentar-se
como opção alternativa
aos corações feridos
dos bravos torcedores
do sempre glorioso
Clube Atlético Ferroviário,
campeão de trinta e sete,
trinta e oito e quarenta e quatro,
depois, quarenta e oito,
e mais tarde cinquenta e cinquenta e três
- o campeão do centenário -
e finalmente sessenta e cinco
e sessenta e seis, até que
interesses, até hoje inexplicados,
liquidaram sua história.
Constata-se, portanto,
que não dá para torcer,
nem comemorar,
em todo lugar,
nem em qualquer lugar,
nem em nenhum lugar,
para esse Paraná,
que por aí está,
e nos ilude e enrola,
com codilhos e logros,
que não podemos mais suportar.
Que o poeta Juca
não mais nos desafie
rumorejando
aos nossos ouvidos
mesmo que em leitura silenciosa,
suas "pequenas constatações"
e não mais nos fale
em Paraná, clube de futebol.
Sobre o Paraná,
este grande estado,
que, imitando o Brasil,
continua crescendo
a despeito dos governos,
esperamos suas lúcidas,
bem humoradas e
judicious analyzes”.
Constatação XI
O cúmulo de estar mal das ideias e totalmente esquecido é o sujeito ir para um motel com uma gata e, além de esquecer para quê, chegar a casa e num ato falho, revelar, sem querer, é claro, comentar com a legítima aonde esteve. Claro, também o cúmulo da gafe, da burrice, da asneira, do azar...

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico tem compleição débil; pobre, sofre de raquitismo.
Constatação II
Rico se acostuma; pobre, vicia.
Constatação III
Rico assiste ao filme Cria cuervos; pobre, cria maus hábitos.
Constatação IV
Rico abraça; pobre, engalfinha-se.

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