quarta-feira, 18 de junho de 2014

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Não se pode confundir instinto com distinto, até por que, quem dá vazão “porque sim e tá acabado” ao seu instinto, sem levar em conta se está sendo, ou não, distinto, poderá vir a cometer desatinos, despautérios, burradas, despropósitos e ser reprovado em algum eventual exame ao querer entrar para uma carreira diplomática ou outras carreiras onde se exige mais refinamento que os colunistas sociais, de certa época, diriam de “gente bem”. A recíproca para esses casos, até pode ser verdadeira como, por exemplo, o sujeito ser considerado distinto só porque teve o instinto de querer beijar a sogra. Vige!
Constatação II (De uma dúvida crucial).
A raiz dos fatos é o que causa mais a raiz dos problemas? Ou é o revés? Quem souber informar, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação III (De outra dúvida não necessariamente crucial).
Na constatação anterior será que é possível colocar a expressão “a raiz dos” em evidência? Caso seja possível, a frase ficaria assim: (a raiz dos)(fatos é o que causa+problemas?). Quem achar, ou não, que sim, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação IV (Sem dúvida alguma).
Rumorejando
Também
Quer
Dar
Seu depoimento
Ao colocar
Uma interrogação:
Alguém
Por qualquer
Momento,
Estando
Em perfeita
E aceita
Condição
Mental,
Conhece
Algo mais sensacional
Dessa cheirosa,
Olorosa,
Formosa,
Mimosa,
Menção
Honrosa
Raramente
Nebulosa,
Que a gente
Tanto
Enaltece,
Flor
Que é a mulher?
Portanto,
Caro leitor,
Sinceramente,
O que lhe parece?
Constatação V
Não se pode confundir ternura com torneira, tendo em vista que nem sempre quando o governo abre a torneira das aplicações em publicidade isso queira dizer que está agindo com ternura, exceto para quem são os donos das empresas de publicidade. A recíproca não é necessariamente verdadeira, principalmente nos casos de partidos políticos que depois das eleições ‘esquecem’ (esquecem?) de pagar os seus débitos às retro mencionadas empresas. Aí seria, com perdão aos prezados leitores pelo neologismo, inspirado no inolvidável, imemorável, inesquecível “imexível”, uma ‘desternura’.
Constatação VI (De diálogos futebolísticos).
-Você foi ao campo do Atlético para assistir o jogo Irã contra a Nigéria?
-Não. Não fui.
-E não assistiu pela televisão?
-Tampouco. Mas por que você pergunta?
-Para saber se você, como torcedor do Atlético, não ficou curioso para ver como ficou a Arena da Baixada.
-Curioso, eu efetivamente fiquei. Porém não vai faltar oportunidade.
-Mas se ficou curioso então por que não foi?
-Porque eu não tenho pecado para pagar para ficar assistindo um ‘clássico’ dessa natureza ou o jogo do Brasil com o México. Como você sabe, acabaram empatados de 0 X 0.
Ah bom, quer dizer...
Constatação VII
A poliglota
Numa espécie de lengalenga
E em um idioma capenga
Só contava lorota.
Constatação VIII (Recitativo há mais de 500 anos factível todo este tempo).
O governo empacou;
A corrupção ainda não se evaporou;
A Saúde piorou;
A Segurança nos abandonou;
E a Educação soçobrou.
Constatação IX
Não se pode confundir liberdade de expressão com propaganda e/ou manifestação racista. O jogador da Italia, Balotelli, que também o diga...
Constatação X (Pequenas comparações de mentiras consagradas e aceitas).
-Tão obedecido como “venda sob prescrição médica”.
-Tão verdadeiro como promessa de político.
-Tão original como as cartas: “Espero que estas mal traçadas linhas vão encontrá-la
  gozando a mais perfeita saúde junto aos seus”.
-Tão incomum quanto crítico de uma partida de futebol, dependendo do resultado, 5x4,
  por exemplo, dizer que os ataques superaram as defesas.
-Tão empulhadores como as reuniões dos países ricos para tratar da distorção da renda,
  da pobreza e da respectiva ajuda dos países, da concentração da renda, etc.
-Tão verdadeiro como a negativa que não há desmatação na Amazônia.
-Tão franco como: “Depois a gente casa”.
-Tão utópico como: Segunda-feira, dia 1º. eu começo o regime para emagrecer.
-Tão sincero tal e qual: “Como você está linda, amiga!”
-Tão privativo, como não estar sentado no trono.
-Tão imerecido como o laudatório numa tumba.
-Tão certo como: “O apoio do nosso partido é totalmente desinteressado e patriótico”.
-Tão honesto como o empregador que desconta o INSS dos seus empregados e não
  recolha a quem de direito.
-Tão nunca mancomunado com a empreiteira que realizou a obra com sobrepreços.
-Tão decente que contratava empresas físicas e jurídicas para prestar serviços e no final
  ia protelando o pagamento até que as pessoas desistissem de cobrar.
-Tão concorde com: “Você tem toda razão, mas veja, necessariamente você tem que levar em         conta, blábláblá...
Constatação XI
Quem assistiu aos filmes antigos de faroeste deve se lembrar de que os mocinhos (Gary Cooper, John Wayne, Errol Flynn, Tyrone Power, Glenn Ford, Alan Ladd, etc.) sempre estavam bem barbeados o que não acontecia com os que faziam papel de bandidos (Ernest Borgnine, Lee Marvin, Jack Palance, uma vez Henry Fonda, etc.). Mais tarde os faroestes italianos mudaram estes estereótipos. Este assim chamado escriba que costumava assistir tais filmes e, ingenuamente, achava os índios os bandidos (estou me penitenciando) torcia para os assim chamados heróis. Tanto que eu achava que jamais usaria barba e bigode. No entanto, em 1970, passei a usar barba e não era com a intenção de se esconder dos credores e/ou da polícia. Era por causa da pele sensível que fazia sangrar fosse com uso de navalha, gilete, barbeador. A barba, conforme assinalei, nasceu em 1970, o que perfaz 44 anos de seu uso. Aí aconteceram vários apelidos que persistem, principalmente depois do seu embranquecimento, juntamente com o cabelo: Papai Noel, Karl Marx, Noé – o da arca –, Moises – o dos Dez Mandamentos –, Hermeto Pascoal, Leonardo Boff, que uma jornalista gaúcha veio me entrevistar, como se eu fosse ele, um dia que eu estava no Aeroporto em Porto Alegre, Gandalf – do filme O Senhor dos Anéis, Matusalém, um brasilianista que já não recordo o nome e por aí vai. O de Papai Noel é utilizado por crianças e adultos. Alguns pais ficam constrangidos, quando os filhos, ao me apontarem, dizem: “Pai, mãe, olha lá o Papai Noel”. É evidente que eu entro no esquema e pergunto, se for para uma menina, se ela gostou da boneca que eu dei; e, se menino, um carrinho. O índice de erro é, de modo geral, pequeno... Quanto ao constrangimento dos pais, eu digo a eles que não foi a primeira criança e não será a última a me chamar daquela maneira. O que os, digamos, acalma. Com ralação a Karl Marx, vale lembrar a pessoa do amigo Walmor Marcelino, lamentavelmente já falecido, que era considerado mais marxista do que o próprio Marx, tendo concorrido por partidos de Esquerda a cargos públicos, cá em Curitiba. Walmor sempre me dava afetuosos abraços. Mais tarde, vim a descobrir que ele não abraçava o Juca, mas Karl Marx... Enfim, tenho que me considerar feliz por não me acharem parecido com Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Salim Maluf, Jader Barbalho, Lula, Renan Calheiros e por aí afora. Vige!
Constatação XII
Dizem os entendidos que quem demonstra superioridade, nada mais é que uma pessoa que tem complexo de inferioridade. Até aqui, tudo explicado. O que é grave no comportamento da tal superioridade é quando o cara, metendo toda àquela panca, vem eivado de asneira e burrice. Vige!
Constatação XIII
Além do trabalho escravo que volta e meia é detectado em nosso país, mormente nas fazendas, áreas agrícolas, grandes extensões de terras de latifundiários, existem outras espécies de exploração: Os banqueiros, a fim de continuarem tendo os lucros pornográficos de pelo menos três bilhões por trimestre, não colocam mais funcionários para o atendimento das partes, não se importando com o tempo que as pessoas ficam, em pé, aguardando a vez, ainda que existam leis proibindo que ultrapassem determinado tempo. Mas como sempre, em nosso país: A lei, ora a lei... Dessa maneira, exigem dos funcionários desempenho que, muitas vezes, obriga tais funcionários a levar trabalho para casa. Quando inicia a Copa do Mundo, os políticos, governantes exigem que os jogadores “deem o sangue”, para a vitória. Bem, nesse caso, com o salario deles, não só os políticos e os governantes, mas também os torcedores. Seja lá como seja, o esforço sempre deve ser de terceiros...
Constatação XIV (De um pseudo-soneto).

            Coitado! Coitado?

Sem comunhão de bens eles casaram,
Pois ele nunca participou com algo.
Depois de um tempo se divorciaram.
Ele metia panca como se fora fidalgo.

Na realidade ele não queria nada com nada
Apenas viver ao Deus dará, ao puro ócio.
Só queria estar ao léu, e na patuscada*
E pior, era um imbecil, um beócio**.

A mamata, incontinente, havia acabado.
O fato deixou-o depressivo, prostrado,
Além de macambuzio e meditabundo.

Ao invés de almejar, querer mudar de vida,
Ele procurou alguém para nova investida.
Ninguém mais topou e ele virou errabundo***.

*Patuscada = 1. Ajuntamento festivo de pessoas para comer e beber; comedela,
  comedoria, comezaina.
2. Pândega, folgança, farra (Aurélio)
**Beócio = 2. Fig. Curto de inteligência; ignorante, boçal. (Aurélio).
***Errabundo = Errante (Aurélio).

RICOS E POBRES
Constatação I
Rico tem relacionamento social; pobre tem assecla.
Constatação II
Rico deglute mel; pobre, empurra goela abaixo o fel.
Constatação III
Rico impinge; pobre, aceita.
Constatação IV
Rico tem eventual lapso de memória; pobre, é cabeça de vento.
Constatação V
Rico tem empáfia exacerbada; pobre, timidez atávica.
Constatação VI
Rico é valente na teoria; pobre, como os policiais militares, por exemplo, tem que ter valentia para defender os ricos.
Constatação VII
Rico sofre de narcolepsia*; pobre, chega tarde a casa porque mora longe e tem de acordar cedo para não ser descontado por chegar tarde ao serviço.
*Narcolepsia = Substantivo feminino.
1.Neur. Doença (1) caracterizada por períodos de sono breves, repetidos e incontroláveis; de etiologia desconhecida, pode manifestar-se associada a alucinações hipnagógicas, cataplexia e paralisia do sono (Aurélio).

Site: www.rimasprimas.com.br

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