quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (De uma dúvida crucial, via pseudo-haicai).
Foi o velho Dom cavalo baio
Que olhou pra sua esposa,
A Da. Égua, de soslaio?
Constatação II
Deu na mídia, mais precisamente no site do MSN Brasil: “Petrobrás revisa manual e exige que fornecedoras ou prestadoras de serviços respeitem código de ética”. Data vênia, como diria nossos juristas, mas para Rumorejando isso soa como “depois que a porta foi arrombada aí querem pôr tranca”. Vige!
Constatação III (Pequenas definições, na falta de melhores).
-“Ah! Aquela pessoa era mau-caráter. E pior: era má e, claro, não tinha caráter”. Constatação IV
E como elucubrava aquele ancião, a quem o médico havia mandado fazer alguns tipos de exercícios como caminhadas, natação, ginástica aquática, etc.: “Eu estou envolvido num círculo vicioso. O do cansaço. Eu não sei se canso porque não faço exercício, ou eu não faço exercício porque canso”.
Constatação V (De um pseudo-haicai).
Nasce a aurora.
Mais um dia de trabalho.
Ora, ora...
Constatação VI (De uma dúvida eufemística não necessariamente crucial).
Se a endoscopia é uma pesquisa pela porta da frente, a colonoscopia é uma pesquisa endoscópica pela porta dos fundos?
Constatação VII
O Brasil é considerado o país mundial do desperdício. Segundo os entendidos, a comida que se desperdiça diariamente daria para alimentar a fome existente no mundo. Deve ser por causa do nosso complexo de pobreza. É aquela velha história de que não é preciso fazer economia. E é uma das formas de ostentação. Mas há outras formas de desperdício: A corrupção é uma delas. O salário dos governantes e políticos é outra. Atualmente, no âmbito dos juristas, surgiu mais um componente de aumentar os seus – deles – salários: O auxilio moradia. Sem contar o custo pelo tempo que leva para ser dado um parecer, fazendo a solução de uma demanda demorar anos e anos. E já que falamos em tempo: Viva “nóis”.
Constatação VIII (Dúvida crucial, via pseudo-haicai, dedicada ao meu grande amigo Sergio Gugisch Moreira).
De grão em grão e mais um grão,
A galinha enche o seu papo.
Idem os componentes do Petrolão?
Constatação IX (Um pingo de escatologia. Perdão previamente caros leitores).
Se os gases estomacais e intestinais não fossem invisíveis e fossem de todas as cores, o mundo seria mais colorido. Reitero pedido de desculpas.
Constatação X
Deu na mídia: “Kim Kardashian revela sua posição sexual favorita”. Taí mais uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Vige!
Constatação XI (Quadrinha para ser recitada onde os leitores acharem melhor e determinarem quem possa responder).
Finalmente outro moto contínuo* foi descoberto
Após o Lava Jato veio My Way, outra operação.
Qual será que virá? A próxima ainda está em aberto.
E assim sucessivamente até o fim desta nossa nação?
*Veja adiante a Fábula Confabulada Indigna do guru Millôr.
Constatação XII (Quadrinha pré-carnavalesca com conselhos úteis. De nada!).
A gente não deve se esbaldar,
Neste ou noutro carnaval,
Pois pode te fazer mal
E arrisca até você finar.
Constatação XIII (De um pseudo-soneto).

As aparências, às vezes, enganam.

Ele tinha uma cabeça diferente
O formato era de um cabuchão*.
O cérebro ocupava todo o ente
Mas a cara parecia dum bobalhão.

O sujeito tinha um QI elevado.
A inteligência saía até pelos poros.
O tema Petrobrás o deixava impacientado.
Reagia invariavelmente contra os foros**.

As mulheres o taxavam de tolo
E ele não achava que havia dolo.
Nas atitudes delas. Tão queridas!

Ele esperava com muita paciência
Que elas atinassem a sua proficiência
E o recebessem sempre despidas...

*Cabuchão = Substantivo masculino.
1. Bras. Aquilo que tem forma cônica (Aurélio).
** Foros = Substantivo masculino plural.
1. Imunidades; direitos, privilégios. (Aurélio).

Constatação XIV (De uma dúvida não necessariamente crucial de cunho psico-sociológico-esportivo).
O goleiro Jeferson que ficou na reserva nesta última Copa do Mundo quando o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 X1 deve se considerar um cara feliz por não ter jogado e infeliz de ver o nosso time levar tal placar? Quem souber a resposta, sendo botafoguense como este locutor que vos fala, digo, digita, ou não, por favor, comentários no blog, não necessitando se ativer para esquemas rígidos didáticos, mas colaborando para se tirar uma conclusão – sem dúvida de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Desde já, obrigadão pela atenção e colaboração!
Constatação XV
Deu na mídia, mais especificamente no site do MSN Brasil: “Mulher Melão vai fazer curso para aperfeiçoar sua performance na cama”. Rumorejando pretendia dizer, como costuma nestes casos, que a notícia é também de transcendental importância para o futuro da Humanidade, mas, para não ser repetitivo, pois já existe outro fato transcendental, como em Constatação anterior, se limita a dizer que há que se ter um ideal na vida. Que sirva – o ideal – como exemplo desde que seja positivo como é o presente caso...
Constatação XVI
Também deu na mídia e também no site do MSN Brasil: “Maluf quer ser candidato à Prefeitura de São Paulo em 2016”. Vige!!!
Constatação XVII (De uma quadrinha aparentemente dicotômica e meio confusa).
Andava por caminho tortuoso:
Jogava pôquer desbragadamente,
Mas com as gatas era afetuoso
Cumprimentava-as cavalheirescamente.
Constatação XVIII
Quando o obcecado leu na mídia, mais precisamente no site da Globo: “Tenista Caroline Wozniacki agradece à revista por fotos em ensaio sensual de biquíni”, comentou: “Ela não tem nada que agradecer. Nós* é que agradecemos”.
*Não ficou claro se esse “nós” foi majestático ou houve mais pessoas que fizeram coro ao obcecado. Tão logo Rumorejando tenha tal informação imediatamente passará aos nossos prezados leitores.
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico é espargido com água benta; pobre é molambento.
Constatação II
Rico é ingênuo; pobre, é babaca.
Constatação III
Rico tem convicções; pobre, é turrão.
Constatação IV
Rica fica mais assanhada nos dias férteis; pobre, em qualquer dia.
Constatação V
Rico é consultor; pobre é aspone*
*Aspone = Assessor de porra nenhuma.
Constatação VI
Rico embeleza o ambiente; pobre trabalha para embelezar o rico.
Constatação VII
Rico é catedrático em uma infinidade de assuntos; pobre é analfabeto atávico.
Constatação VIII
Rico é conciso; pobre, é prolixo.
Constatação IX
Rico faz concessão; pobre, faz greve.
Constatação X
Rico concretiza suas ideias; pobre não pensa em nada.
FÁBULA CONFABULADA (INDIGNA DO GURU MILLÔR).
Numa província chinesa, não ficou claro se banhada pelo rio Amarelo ou por algum outro rio de outra cor, há muitos anos atrás, nos tempos das dinastias, vivia um déspota, nada esclarecido, como é praxe com os déspotas, que dirigia, como sói acontecer com déspotas, seu império com mão de ferro. Seu nome era Tze Bah Leh. O ditador adotava a política que a maioria dos governantes adota, mesmo sendo eleito pelo voto popular, o tal dito democrático, que, por sua vez, não leva em conta os gastos vultosos dos ricos que gastam os tubos para se elegerem. E/ou sendo auxiliado direta e/ou indiretamente pela administração maior e/ou menor do Estado. Mas isso já é outra história e que nesse momento, não vem para o caso, até porque o povo já está acostumado e impotente para protestar, pois sempre não dá em nada. Voltando ao assunto, estávamos nos referindo à política que adotam que é “Eu faço o que eu quero porque sim e tá acabado”. O ditador Tze Bah Leh tinha como um dos seus muitos auxiliares, um secretário, parente de longe, chamado Kno Bah Leh, a quem ele tratava, como era de sua praxe, com muita rispidez, rudeza e grosseria, apenas para citar alguns poucos adjetivos demeritórios. Se não fosse há tanto tempo atrás, mais recentemente, até poderia ser comparado aos personagens de O Senhor Presidente, de autoria do escritor guatemalteco, Prêmio Nobel de Literatura, Miguel Angel Astúrias. Mas isso é outra história e que não vem, agora, ao caso.
Certa vez, Kno Bah Leh estava se explicando, para sua douta chefia, Tze Bah Leh, atitudes que havia tomado contra grupos que estavam se rebelando, em determinado local, contra o descaso do assim chamado governo com relação a inúmeras reivindicações de cunho social, elevada carga tributária, que até parecia de um certo país do Ocidente, cujo atendimento havia ficado somente na promessa como é de mau alvitre acontecer com governos democráticos ou não. O que convenhamos, isso já é outra história e terrível para quem ingenuamente acredita na devida providencia das autoridades constituídas. Lá pelas tantas, quando lhe faltou algumas palavras para definir determinada situação, referindo-se à maneira como a pseudo-rebelião havia sido sufocada, com mortes, prisões e torturas, Kno Bah Leh disse: “Como é que eu poderia dizer melhor como foi feito, Excelência?” “Não precisa dizer. O único aqui que pode dizer e desdizer sou eu. Chega de inócua explicação”, disse o ditador de plantão Tze Bah Leh. Kno Bah Leh ficou vermelho como um pimentão, depois empalideceu e ficou mais amarelo como outro pimentão e verde de raiva como um terceiro pimentão. Ficou com as cores dos pimentões que se costuma usar numa caponata. Porém, isso já é outra história. Para gáudio de Kno Bah Leh, Tze Bah Leh acabou sendo derrubado por outro ditador que também estava de plantão. É o que se poderia chamar a vingança do pipoqueiro porque outra não era possível Kno Bah Leh realizar. E o novo ditador foi, mais tarde, substituído por outro e, assim se descobriu o moto contínuo que, na maioria dos casos políticos, se transforma em contínuo e não perpétuo, pois, como é sobejamente sabido, eles também morrem algum dia. Felizmente! Mas isso também já é outra história que, nas atuais circunstâncias, não vem para o caso. Pelo menos para todos eles e também àqueles que desfrutaram e se locupletaram com o poder...
Moral I: Para o mau ditador, meia ou nenhuma explicação basta.
Moral II: Em alguns países, atrás de um grande ditador, sempre há um maior ainda, inclusive eleito, ou não.

Site: www.rimasprimas.com.br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Alguns deputados petistas estão se afastando do governo e tudo leva a crer do partido. Como é mesmo aquela história de quem são os primeiros a abandonar o navio quando ele está afundando? São só ratos ou alguns gatos também?
Constatação II
Para curtir e manter uma aptitude*
Quando se trata de encantamento
Há que se possuir muita virtude
E não só por um reles momento...
*Aptitude = aptidão (Aurélio).
Constatação III
Deu na mídia, mais precisamente no site do msn Brasil: “Anitta sensualiza e deixa celulite à mostra”. Taí mais uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Vige!
Constatação IV
Rumorejando não sabe quem inventou ou instituiu a delação premiada. Ela tem dado resultados surpreendentes ao revelar pessoas que querem passar e passavam por inocentes, decentes e boa gentes. A delação premiada passou a ser uma espécie de tortura, mas dos delatados, que passam a fazer malabarismos para provar suas difíceis e improváveis inocências. Faz-se mister, agora, a extensão da delação premiada para a virtude premiada, a paz premiada, a educação premiada, a saúde premiada, a ordem premiada, o silêncio depois das 22 horas premiada, a bondade premiada e assim por diante...
Constatação V (De uma dúvida crucial).
Barriga sarada das musas é aquela que estava doída e sarou com uma umbigada? Umbigada?
Constatação VI (De outra dúvida crucial).
E já que falamos em musas, além delas (nem todas), tem gente que se expressa com convicção através da poupança, mais conhecida por bunda?
Constatação VII
Deu na mídia, mais precisamente no site do MSN Brasil: “Depois de Salvador, Valesca Popozuda levanta foliões de Florianópolis”. Só?
Constatação VIII
Também deu na mídia, mais precisamente no site do Estadão: “HSBC pede desculpas por incentivo à sonegação. Banco é acusado de ajudar 8,7 mil clientes brasileiros a 'esconder' cerca de 7 bilhões de dólares na Suíça”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que a gente deve pedir desculpas se, por exemplo, pisa no pé de alguém, evidentemente sem a menor intenção. E viva o selvagem sistema capitalista! E viva “nóis”! E viva os donos dos bancos! De banqueiros, nem falar...
Constatação IX (De um pseudo-soneto).

Uma história de carnaval com final...adivinhe

Saí com uma fantasia bem espampanante,
No entanto, esqueci, em casa, a camisinha.
Não deu para o bem-bom nem um instante.
Só fiquei no papo, discorrendo abobrinha.

A gata me mirava com olhos esbugalhados
Provavelmente pensando: “Qual é deste cara?
No carnaval dá de tudo inclusive tarados.
Ele já está merecendo uma surra com vara”.

Eu não sabia como ia sair daquela situação.
Resolvi contar, do meu comportamento, a razão.
Ela me olhou atônita e deu uma baita gargalhada.

“ Que não seja só por isso ou por outro motivo”,
Ela contestou já com um olhar assaz convidativo.
“Taí a camisinha que sempre trago comigo guardada”.

Constatação X (De outro pseudo-soneto).

Atrás de um grande homem sempre há...

Era um sujeito sobejamente conhecido
Na vizinhança do bairro e da polícia
Pra algum era medroso; por outro, temido.
Mas diziam que da mulher sofria sevícia.

Na realidade, o que ele era muito pacato,
Mesmo que tivesse o alto cargo de delegado
Não se pode dar moleza pra não sofrer desacato
Ainda se sabendo que ele andava armado...

Bulling ele havia sofrido quando ainda criança
Quando se tem na Humanidade fé e esperança
O que ao longo da vida o deixara taciturno.

A mulher embora se falasse, era um doce de pessoa.
Daquelas risonhas, que levava toda a vida numa boa.
E fez com que ele mudasse e deixasse de ser soturno.

Constatação XI (Via pseudo-haicai).
Nada constrangido
O banqueiro é um agiota
Devidamente consentido.
Constatação XII
Não se pode confundir emborcou com embarcou, muito embora, em alguns casos, há uma relação biunivocamente perfeita entre as duas palavras, como no exemplo a seguir: O cachaceiro emborcou, segundo ele, a saideira, embora já tivesse, nas oito vezes anterior, manifestado que àquelas seriam a saideira e, coitado, embarcou.
Constatação XIII
Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando acha que piolhento e pentelho possuem uma similitude e são quase sinônimos e explica a razão: Na antologia do professor Rosário Farani Mansur Guérios, cá da terra, há um texto que é mais ou menos o seguinte: “Havia um casal que, depois de alguns anos de casado, começou a ter desavenças e nas mais contundentes e azedas ela chamava o marido de piolhento. Quanto mais ele retrucava, mais ela repetia piolhento, piolhento. Certa vez, ele perdeu a paciência e atirou ela no poço que não era profundo e manteve a cabeça dela submersa. Quando ele soltava para ela respirar, ela gritava piolhento, piolhento, piolhento. Uma hora, ele manteve a cabeça dela mais tempo afundada, aí ela botou o braço para fora da água e fazia com as unhas do polegar e do indicador como se estivesse esmagando um piolho”.
A primeira vez que este assim chamado escriba ouviu a expressão pentelho foi no Teatro Guaíra em Curitiba, numa apresentação do Ballet Guaíra, do Paraná, na década de 80. Explica-se, reproduzindo a Wikipédia: “O álbum surgiu de uma encomenda do Ballet Guaíra, do Paraná, em 1982. Sua inspiração veio do poema surrealista de Jorge de Lima, “O Grande Circo Místico”, escrito em 1938, e publicado no livro “A Túnica Inconsútil”. Jorge de Lima, poeta do parnasianismo e do modernismo, criou o poema inspirado em um fato real acontecido na Áustria, no século XIX. A partir do tema, Chico Buarque e Edu Lobo criaram a trilha sonora para a apresentação do balé, contando musicalmente, a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knieps e do amor entre um aristocrata e uma acrobata, que vagavam de cidade em cidade, apresentando os seus números circenses”. O termo pentelho já estava incorporado ao vernáculo e o dicionário Aurélio apresenta como “Substantivo masculino 3.Bras. Indivíduo maçante, aborrecido, chato. [Fem., nesta acepç.: pentelha.]. Inicialmente a palavra pentelho havia sido censurada, mas depois do término da ditadura militar as censuras ficaram menos rígidas.
Rumorejando dá por encerrada a informação e aproveita o ensejo para agradecer a atenção dos seus prezados leitores, achando que correu o risco da retro mencionada informação possa ser considerada por alguém de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Vige!
Constatação XIV (De um baita de um pseudo-haicai).
Procurei refúgio nos braços da minha querida amante
Para me esconder da legítima, dos meus credores e fantasmas.
E ela que estava numa pior: “Olhe lá! É só por um instante”.
Constatação XV (Coitado!).
Ele ficava a invejar
O vizinho do 4º. Andar
Que sempre trazia para ficar
Gatas. Àquelas que não são de miar.
E ele, com elas, só levava azar...
Constatação XVI
Quando no verão nos meses dezembro e janeiro
A praia se enche de gata com seu biquininho
Será que ela são se dá conta assim, assinzinho,
Que está provocando e mexendo num vespeiro?
Constatação XVII
Reparem só o meu contratempo.
Que pena eu estar em declínio.
Logo agora, depois de tanto tempo,
Ela achar que eu exerço um fascínio.
Constatação XVIII (Situações apocalípticas, trágicas e catastróficas de dores calamitosas e perturbadoras, difíceis de serem purgadas e assaz desconcertantes).
Cada derrota do Atlético
Deixa o pobre torcedor
Cada vez mais frenético,
Mais sofredor;
Cada derrota do Coritiba
Deixa o pobre torcedor
Cada vez menos arriba
Na sua imensa dor;
Cada derrota do meu Paraná
Deixa, nem mais nem menos,
Minha emoção, não de somenos,
Numa situação ruim, muito má.
Constatação XIX
Não se pode confundir missão cumprida com missão comprida, muito embora determinada missão cumprida não deixasse de ser missão comprida, mormente a do tipo do trabalho que se leva para fazer em casa, porque, segundo a douta chefia, “ele precisa ficar pronto pra ontem”. A recíproca pra esses casos de ordem e dever não é necessariamente verdadeira. Basta ver o que os senhores deputados, senadores e membros do Executivo e do Judiciário realizam, ou melhor, não realizam...
Constatação XX
Deu, certa vez, na mídia: “Materazzi continua esperando pedido de desculpas de Zidane”. Ele se referia à cabeçada que levou na final daquela Copa do Mundo. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que o jogador italiano vai ter que esperar sentado porque, como dizem por aí, em pé cansa. Afinal, por um acaso, em algo bem mais grave, como o que os deputados e senadores, que deveriam dar exemplos de conduta andam fazendo aqui, na Itália ou na França, eles pedem desculpas, ou pretendem mudar? E não é no fragor da, digamos, batalha...
Constatação XXI (Pequenas definições, na falta de melhores).
Era um cara tão grosso, tão grosso, mas tão grosso que não cabia em si de tanta grossura.
Constatação XXII
Era um cara tão fino, tão fino, mas tão fino que até conseguia se desviar dos pingos do chuvisco.
Constatação XXIII
Retrato falado, às vezes tartamudeia?

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico sofre de transtorno bipolar; classe média é maníaca depressiva; pobre vive na fossa.
Constatação II (De autoria do meu grande Amigo Sérgio Antunes de Freitas, de Brasília).
Rico faz delação premiada; pobre é “cagueta” mesmo!
Constatação III
Rico está em todas; pobre, toma chá de sumiço.
Constatação IV
Ricos se separam com traumas, mormente quando um dos cônjuges é rico; pobres se separam numa boa.
Constatação V
Rico é dipsomaníaco (aquele que tem dipsomania*); Classe média alta é alcoólatra; classe média, média é ébria; classe média baixa é bêbada inveterada; pobre é pau-d´água.
*Dipsomania = Substantivo feminino. 1. Psiq. Impulso mórbido periódico e irresistível que leva a ingerir grande porção de bebidas alcoólicas (Aurélio).
Constatação VI
Rico é militante; pobre é meliante.
Constatação VII
Rico embeleza o ambiente; pobre contribui para embelezar o rico.
Constatação VIII
Rico tem contentamento; pobre, padecimento.
Constatação IX
Rico é importante; pobre é irrelevante.
Constatação X
Rico é jovem; pobre é envelhecido.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br 
Site: www.rimasprimas.com.br 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I (Passível de mal-entendido).
-“Como é que está o relacionamento com a tua mulher?”
-“Já deu o que tinha que dar”.
Constatação II
E como elucubrava o obcecado: “morrer transando é uma morte gloriosa; morrer de uma transfusão de sangue que estava contaminado com o vírus da Aids, além de ser uma morte inglória, arrisca ensejar que façam o seguinte comentário: “Fulano, hein!” “Quem diria...”
Constatação III (Teoria da relatividade para principiantes).
E como dizia aquele obcecado – nada a ver com o obcecado anterior – que já estava com a idade próxima de 80 anos: “Pra mim, na minha idade e com meu desempenho sair com uma mulher de 40 anos pode ser considerado pedofilia”.
Constatação IV
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “É preciso melhorar a política, disse Renan Calheiros”, logo após ser reeleito por mais dois anos para a presidência do Senado. Quanto à acusação da sua – dele – participação no Lava Jato S. Excia. nada comentou. Tampouco os senadores que o elegeram. Vige!
Constatação V
Quando o diretor do manicômio perguntou ao médico chefe o que o paciente do quarto 228 apresentava como sintomas, recebeu a resposta que ele havia se internado por sua livre e espontânea vontade porque havia tentado entender as mulheres, particularmente a sua. “Ótimo”, falou o diretor. “Quando vocês curarem o cidadão, por favor, me comuniquem qual a terapia que vocês usaram para que eu não precise acabar de diretor deste hospital, para um mero paciente como os demais”...
Constatação VI (De um pseudo-soneto).

             Tragédias do cotidiano

Pra a amante, era um sujeito muito do bacana;
Para a mulher não passava de um muquirana*.
Claro! Para a queridona deu um anel de brilhante;
Para o cônjuge somente se mostrava implicante.

Essa acentuada diferença visível de tratamento
Acabou redundando para ele num baita tormento.
Não faltou quem fosse fofocar para a consorte
Que o garanhão andava ‘viajando sem passaporte’.

Ela, que era muito rica, tratou de pedir o divórcio,
Sem fazer escândalo, dizendo “acabou o consórcio”.
E ele se sentiu como se estivesse no mato sem cachorro.

Financeiramente dependia dela. Não era dado ao trabalho.
Jamais exerceu alguma atividade porque não queria dar malho.
E caiu num inconsolável, triste, macambuzio, sentido choro.
*Muquirana = n substantivo feminino
Rubrica: entomologia. Regionalismo: Brasil.
1          m.q. piolho (Pediculus humanus)
n adjetivo e substantivo de dois gêneros (sXX)
2          Derivação: por analogia. Regionalismo: Sudeste do Brasil. Uso: informal, jocoso.
que ou aquele que se mostra maçante, aborrecido; indivíduo enfadonho, chato
3          Regionalismo: São Paulo. Uso: informal.
que ou aquele que se mostra sovina; avarento, mesquinho (Houaiss).
Constatação VII (De outro pseudo-soneto).

De truque, truco, liques, zápete.

Cada vez que ele gritava no jogo: “truque!”
Instintivamente ele mostrava o muque.
Todos achavam que era de banana, o gesto.
E até o fiel e leal parceiro se sentia molesto.

Um dia um adversário fez o sinal de figa
Ao retrucar contra a dupla velha amiga.
Ele estava retribuindo o suposto sinal
Que, na verdade, não tinha nada de mal.

Era apenas um tique de quem estava habituado
A apontar o bíceps, ameaçando o filho malcriado,
De lhe dar uma camaçada se não fizesse a lição.

O garoto estava naquela idade de pré-adolescência
De se rebelar contra tudo e todos e com indolência,
De fazer os seus deveres que eram sua obrigação.

Constatação VIII (De um terceiro pseudo-soneto).

A minha cidade também pode vir visitar

Estamos entrando num período momesco
E quem não tem espírito carnavalesco
Deve ir para um lugar pra fazer retiro
Pra contatar a natureza que tanto admiro.

Trata-se de Curitiba que já ouviram falar
Ou provavelmente enaltecer e espalhar
Que tem um clima e um ar modorrento
Onde se descansa e não por um momento.

Maldosamente, os adeptos do período entrudesco,
Fazem dos curitibanos troça com algum dito burlesco
Dizendo que nós, aqui, temos o freio de mão puxado.

Efetivamente, nós não temos toda essa malemolência,
Mas respeitamos de cada um a sua – dele – preferência
E queremos que respeitem a nossa. Muito obrigado!

Constatação IX
Não se pode confundir mofina*, com morfina**, muito embora quem se encontra numa situação ruim de qualquer espécie, como por exemplo, muita conta para pagar sem ter suficiente numerário, se divorciou do cônjuge com quem viveu muitos anos numa boa, seu time caiu para a divisão inferior, como é o caso de meu Paraná e outras tantas terríveis como a dor, a depressão, ainda que não deva, acaba apelando para psicotrópicos. Pena!
*Mofina = “n substantivo feminino
1. Circunstância adversa; situação dolorosa; desdita, infortúnio, desgraça, azar
(Houaiss).
**Morfina = “Substantivo feminino. 1.Quím. O principal e mais ativo dos alcaloides do ópio, branco, cristalino, usado como sedativo” (Aurélio).
Constatação X
Rumorejando confessa que ultimamente não tem entendido muitos textos que lhe é dado ler na imprensa. Isso se não se deve ao fato do texto eventualmente ser apócrifo – como se vê quando político está se expressando, teses acadêmicas e por aí afora –, ou prolixo. A dificuldade está no número de palavras estrangeiras que são usadas e, algumas poucas vezes, usadas na linguagem técnica, o que ainda poderiam ser aceitas por, talvez, não haver a correspondente em português. De vez em quando algum filólogo, professor, escritor e/ou amante dessa nossa rica língua portuguesa se manifesta contra tal fato. Rumorejando faz coro com todos estes protestos. A única concessão é a maneira de escrever a palavra vodca. Não porque o k o y e o w foram, digamos, reativados. Porém comprar uma garrafa de vodca, nacional ou estrangeira, que não esteja escrita com k dá a impressão que é de baixa qualidade e até mesmo ser falsificada. Vige!
Constatação XI
E como elucubrava aquele obcecado também amante da matemática: “Vejam: Se a > b (> = leia-se maior que) e se b > c, logo a > c. Por semelhança de raciocínio: Se carícia é um carinho cheio de boas intenções e se bolinagem é um carinho com excelentes intenções, logo bolina é um carinho com boas + excelentes intenções = excelentíssimas intenções”.
Constatação XII
Com essa profusão de eleição para rainha, escolha de musa, eleição por jurados de miss qualquer coisa e de tantas outras coisas similares, Rumorejando, respeitosamente como é de seu feitio, sugere para promotores (não os juristas), para os criadores ‘Pardal da Vida’ de “Coisas que precisam ser inventadas” a introdução (epa!...) de novos concursos, como, por exemplo, Miss Chuteira, Miss Prancha de Surf, Miss Cestinha e, logo, logo com o advento do rugby, do futebol americano, que estão sendo importados, dos irmãos do norte, em nosso país, também misses voltadas para estes não menos violentos esportes. Fica aqui consignada, no nosso modesto entender, a brilhante ideia.
Constatação XIII (De um quarto pseudo-soneto. )

        Gente prazerosa

Na escola o chamavam de balofo.
A progenitora o achava muito fofo.
Quando cresceu arrumou uma guria
Que o considerou uma doce simpatia.

Efetivamente, um saudável bonachão,
Alegre, risonho, um cara brincalhão.
A maldade nunca habitava o seu ser.
Era maneiroso como se fosse seu dever.

Ela era do tipo pouco rechonchudo
E formavam um casal harmonioso.
Que os Hermanos diriam macanudo.

Quem cruzasse com aquela dupla simpatia
Sentir-se-ia feliz, eufórico, contente e jubiloso,
Esquecendo-se de Lula, Dilma & Companhia.

Constatação XIV (De um quinto pseudo-soneto. Vige!)

De brochuras cambiais

Ela ficou cabreira, na moita:
“Você aqui não mais pernoita.
Será que você cansou de mim?
Ou arranjou uma gaja chinfrim?”

“Não é nada disso, minha cara.
É que o dólar dispara.
Você sabe que eu te amo.
E isso há tempo, eu proclamo”.

“Então fique cá comigo
Que coloquei no meu umbigo
Um ‘piercing’ e quero te mostrar”.

“Você tem que me dar crédito:
Em dólar é meu débito
E eu não sei como vou pagar”.

Constatação XV
Depois que foi instituída a delação premiada, faz-se mister que também seja estabelecida a denúncia premiada. Naturalmente a premiação só seria paga depois de ser comprovada a sua veracidade e a veracidade da veracidade. Afinal, em certos países iria se correr o risco de que o volume fosse tal de denuncias que fatalmente ir-se-ia (Fi-lo porque qui-lo) descambar para a necessidade de uma delação premiada face às fraudes e falcatruas no teor das denúncias que adviriam. Elementar, minha gente!
Constatação XVI
Deu na mídia, mais precisamente no site da Globo: “Após reaparecer 19 kg mais magra, a ex-BBB Ana Carolina revela: Estou há um ano sem sexo”. Taí uma notícia de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Vige!!!
Constatação XVII (Sextilha para ser recitada algures).
O dinheiro que se paga como salário
Para os políticos. A maioria salafrário.
Seria mil vezes melhor aproveitado
Se fosse muito melhor destinado,
Como em Educação, Segurança,
E na Saúde do adulto e da criança.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico argumenta na dialética; pobre, na discussão (quando não, na bordoada).
Constatação II
Pessoa jurídica de prestação de serviços, rica, cobra indevidamente na fatura e não acontece nada; pessoa física de prestação de serviços, pobre, nem sempre consegue receber o trabalho realizado.
Constatação III
Rico raramente comete um equívoco; pobre, só faz burrada.
Constatação IV
Rico tem dinheiro em paraíso fiscal; pobre tem a promessa de ir ao paraíso, àquele onde moram os anjos, sob a alegação que deles, os pobres, será o reino do céu.
Constatação V
Rico usa roupa de grife; pobre usa a roupa que dá no jeito.
Constatação VI
Rica, conforme o caso, usa roupa ‘plus size’; pobre, tamanho único. (Perdão leitores o termo estrangeiro que contraria a ‘Constatação X’ acima).
Constatação VII
Rico frequenta restaurante onde os chefes de cozinha são famosos. Pobre, lava os pratos.
Constatação VIII
Rico pratica o polo; pobre, arrepia o pelo.
Constatação IX
Rico frequenta Cambridge e Oxford; pobre, só vai até o segundo do primário.
Constatação X
Rico pratica tiro ao prato; pobre, recolhe os cacos.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Deu na mídia, mais precisamente no MSN Brasil: “Marquezine revela curiosidade”: “Chupei dedo até os 12 anos”. Taí uma notícia, a semelhança das que ocorrem no BBB15, de transcendental importância para o futuro da Humanidade. Vige!
Constatação II
Não se pode confundir adversário com aniversário, muito embora alguém possa comemorar o aniversário do adversário, quando àquele for por morte. Vige!
Constatação III
Os bancos comerciais, quando apresentam seus balanços, neles estão, dentre outros, uma rubrica, intitulada “Devedores Duvidosos”, onde estão relacionados créditos, cujo recebimento, como o próprio título diz, ser de duvidosa cobrança. Dessa maneira os lucros são menores e, consequentemente, os impostos a pagar também. Por outro lado (qual lado?), a Petrobrás, conforme a mídia noticiou, após adiamentos divulgou “balanço trimestral sem baixas por corrupção”, não mencionando a operação Lava Jato. Dessa maneira, os lucros tiveram queda de somente (o grifo é de Rumorejando) 38% no período. Data vênia, como diria nossos juristas, este assim chamado escriba acha que há uma similitude entre a maneira de apresentar balanço dos bancos e da Petrobrás. Quanto à recuperação do dinheiro desviado, os balanços, da Petrobrás e dos bancos, não fazem referência alguma. Vige!
Constatação IV
Não se pode confundir creatinina, que o dicionário Aurélio dá como “Substantivo feminino. 1. Bioquímica. Substância nitrogenada cíclica, que é o produto final do metabolismo da creatina e que ocorre na urina [fórm.: C4H7N3O] com cretina, que quer dizer cretina mesmo, até porque tenha muita gente cretina, ou não, que nunca precisou fazer exame de urina ou de qualquer outra espécie, como, por exemplo, para ser nomeado a algum posto governamental. Gente, sortuda essa!
Constatação V (De diálogos conjugais).
Perguntou ela: -“Você me acha inteligente?”
Disse ele: “-“É para dizer a verdade?
Disse ela, chorando: -“Por que você não me acha inteligente? Só por que eu tinjo meu cabelo de loira?”
Disse ele querendo se redimir: -“Não. Só porque você casou com um cara como eu”.
Disse ela, aliviada: -“Ah bom, quer dizer, ah, ruim, quer dizer, ah bom mesmo...”
Constatação VI (De conversa entre vários amigos, nos tempos atuais).
-“O que você anda fazendo?”
-“Eu estou correndo atrás do vil metal”.
-“E você?”
-“Eu estou correndo para me esconder dos meus credores”.
-“E você?”
-“Eu? Eu estou correndo atrás dos meus devedores para pagar os meus credores”.
-“E você?”
-“Eu estou correndo do leão do imposto de renda. E você, que só perguntou para todos nós?”
-“Bem eu, eu tô igual a todos vocês, acrescido de correr atrás de um cargo nas próximas eleições para me livrar de todos esses encargos”.
Constatação VII (Até quando?)
Os crimes, no Brasil, estão de tal violência e, digamos, gratuidade, que até parece que os que perpetram estão participando de uma competição para ver quem comete o mais bárbaro. Não é de surpreender que, hoje em dia, alguns comecem a apregoar a implantação da pena de morte em nosso país.
Constatação VIII
O único comentário que a este assim chamado escriba ocorre de fazer, depois da vitória do meu Paraná, no seu primeiro jogo do Campeonato Estadual, em casa, contra o time do Prudentópolis, é Vige!!!
Constatação IX
E não se pode confundir cordura, que quer dizer “Qualidade ou caráter de cordato” com gordura, muito embora, de modo geral, os que têm um pouco mais de gordura são do tipo bonachão, cordato, risonho, boa plateia. A recíproca não é necessariamente verdadeira. Basta ver como o excesso de cordura do povo, em certos países, permite que muito político continue a aumentar, ainda mais, a gordura de seus astronômicos ganhos...
Constatação X (De uma quadrinha para ser recitada com gestual ou sem, como homenagem aos que são obrigados a sair do país em busca de emprego).
Meu salário-hora
Não dava nem pro cheiro.
Tive que ir pra fora
Tentar ganhar algum dinheiro.
Constatação XI
Wilson Mizner, dramaturgo norte-americano, famoso por suas frases, dentre elas, enunciou a seguinte: “Certa vez, em Holywood, eles pensaram em fazer um filme inteligente, mas controlaram-se a tempo”. Quem, por exemplo, assistiu ao filme “Ó pai, ó”, que é uma expressão baiana, "olhe para isso, olhe", constatará que em nosso país se faz filmes inteligentes. E no país dos nossos vizinhos argentinos e uruguaios também.  Tenho – sem patriotada e sem intenção, tampouco, de dar uma colher de chá para nossos ‘hermanos’ – dito!
Constatação XII (De uma dúvida crucial, via pseudo-haicai).
O que fazem é galhofa
De nós, os governantes,
Ou é mofa?
Constatação XIII [Quadrinha de onze (undeciminha?) para ser recitada em festa de escola primária na aula de boa educação e boas maneiras. Por quem assim o desejar, é claro].
Tropeçou no meio-fio
Estatelou-se no chão frio,
Todo mundo que assistiu
Gargalhou, riu ou sorriu.
E ele, como na bela canção,
A poeira da roupa sacudiu
E nem ao menos proferiu
Um atenuante saudável palavrão.
E ninguém entendeu o porquê,
Já que era do seu tradicional feitio,
Sempre explodir num pequepê.
Constatação XIV (Dúvida não mais crucial, tendo em vista a eterna repetição do fato).
Por que será que a Oposição não fez (e tampouco fará se voltar a ser Situação) quando era Situação e que fica cobrando da Situação que ela faça? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XV (Escambo de homenagens e afetos).
A Gigi Zokner é uma das cachorras que mora com a gente. Como as demais, ela tem o sobrenome deste assim chamado escriba por também ser membro da família. A Gigi, também como as demais, foi recolhida da rua e ficou, certo tempo, hospedada no Hospital Veterinário São Bernardo a espera de uma adoção. Como esta não ocorreu, ela veio morar com a família, onde se adaptou e fez amizade com outros membros da, digamos, clã dos Zokner’s. No São Bernardo ela era atendida também pelo amigo Paulo que passeava com ela pelo jardim a fim de resolver suas – dela – questões particulares. Inadiáveis e insubstituíveis. Dia desses o Paulo veio em casa trazer uma medicação veterinária que havia sido prescrita para outro membro da família. Evidentemente, também de quatro patas. A Gigi, depois de aproximadamente dois anos, reconheceu o seu amigo Paulo e fez uma demonstração de afeto e apreço tal que comoveu os que assistiram a cena. Paulo não resistiu e fez questão de confraternizar com a Gigi para retribuir o carinho com que foi recebido.
Constatação XVI (Ah, esse nosso vernáculo).
A flecha do arco, qual um raio, passou tangente ao círculo*.
*Não ficou esclarecido se o círculo era de amigos ou do que quer que fosse. Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XVII
Quem ainda não foi assaltado com uma arma apontada, foi assaltado em banco comercial, por débito indevido na conta corrente, ou prestadora de serviços das empresas de energia elétrica, telefone, água e esgoto, cartão de crédito, seguradora, provedor na Internet ou por prestador de serviços de consertos?  Quem não se lembra do selo nos carros para trafegar por estrada em bom estado, na época do Sr. José Sarney? Cadê esse dinheiro? Onde foi aplicado. Nas estradas, jamais. E o CPMF, destinado à Saúde? E o pedágio? E o dinheiro do mensalão e do petrolão? E do INSS E... E...E  Viva “nóis”.
Constatação XVIII
E já que falamos no assunto, não se pode confundir mensalão com mansão, muito embora não seja improvável que com o dinheiro do mensalão se possa comprar não apenas uma mansão, mas várias. A recíproca para esses imobiliários-investimentos-pseudos-higiênicos* casos não é necessariamente verdadeira. Depende da fonte do mensalão que, pelo que consta, é oriunda de órgãos do governo e não de alguém que tenha vendido a sua mansão para fins filantrópicos...
*Pela lavagem do dinheiro.
Constatação XIX
Em certos países, quando chega a época das eleições para a Presidência do Senado, da Câmara Federal, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de vereadores não só chama a atenção o currículo dos candidatos, já que a maioria tem ficha suja, ou falando eufemisticamente, não limpa, mas o apoio que recebem dos deputados que não levam em conta o passado, o presente e muito menos o futuro de quem estão elegendo. O futuro não se refere aos que votam, estes parecem ter interesse pessoal em quem votam... E vivam os deputados que elegem e, claro, viva “nóis”, que votamos em todos eles.
Constatação XX
E o comportamento das torcidas nos estádios já está a todo vapor. A torcida do Flamengo invadiu o vestiário do Macaé. Somos um país bem educado! E com um nível cultural bastante elevado...
Constatação XXI
Duas referências dos meus gurus Millôr Fernandes e Mario Benedetti, lamentavelmente ambos já falecidos, sobre o mesmo assunto.
Do Millôr: “RELUTÂNCIA. Não vai ser assim fácil, fácil, me botarem num cemitério. Vão ter que passar por cima do meu cadáver”.
Do Mario Benedetti: “CÁLCULO DE PROBABILIDADES. Cada vez que um dono de terra proclama: ‘Para me tirar este patrimônio terão que passar sobre o meu cadáver’, deveria levar em conta que às vezes passam”.
Constatação XXII
O carnaval está chegando. O futebol, também. Consequentemente, o circo. Só falta o pão... O pão, ora, o pão...Deixa pra lá...
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico tem carro novo ou seminovo; pobre, tem carrinho usado. De mão.
Constatação II
Rico reivindica; pobre, incomoda.
Constatação III
Rico carrega o ônus (ou o bônus) de pagar elevado imposto de renda, mercê dos seus elevados lucros; pobre carrega a sua triste cruz.
Constatação IV
Rico vive dias de glória; pobre, vive o dia a dia.
Constatação V
Rico vive usufruindo suas conquistas; pobre, vive com complexo de culpa.
Constatação VI
Rico não é afetado pela inflação, pela alta dos preços; pobre, tampouco. Ele não consome mesmo.
Constatação VII
Rico é íntegro; pobre, é indigno.
Constatação VIII
Rico é importante; pobre, é insignificante.
Constatação IX
Rico faz rápidos negócios; Pobre, é ligeirinho.
Constatação X
Rico tem liderança; pobre, falta de pujança.