quarta-feira, 4 de março de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
A crise tá braba. Deu, certa vez, na mídia:Homem é preso após furtar um caixão de funerária em Recife”. Vige!
Constatação II
Sem dúvida, as novelas em nosso país, são pura ficção. E por tal razão deveriam sempre mostrar – como no cinema antigamente e, em alguns filmes, atualmente – o informe: “Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou coisas é mera coincidência”. O prezado leitor já deve ter se dado conta que nas cenas em que aparece atendimento nos hospitais, estes são impecáveis sob todos os aspectos: atendimento gentil e eficiente, higiene irreprochável, pessoal altamente qualificado e por aí afora. Por ora Rumorejando vai se ater somente aos hospitais. Mas a lista é longa... Infelizmente...
Constatação III
Deu na mídia, mais precisamente no site da Gazeta do Povo: “Escândalo de corrupção. Esquema da Lava Jato é pelo menos 20 vezes maior que o do mensalão. MPF estima que o petrolão desviou pelo menos R$ 2,1 bilhões. Já o mensalão chegou a R$ 101 milhões”. Vige!
Constatação IV
E como elucubrava filosofando o obcecado: “O número 69, além de aparentemente ser um número cabalístico, é o mais lídimo exemplo da representação do sublime na reciprocidade”.
Constatação V
Não se pode confundir mundão com bundão, muito embora o dicionário Aurélio dá para o primeiro “3. Grande porção de pessoas ou de coisas; grande número; grande quantidade. [Sin., nesta acepç., muitos dos quais pop.: abada, abundância, acervo, batelada, cabazada, canchal, chusma, chuva, dilúvio, enxame, fula, horror, magote, metralha, montão, multidão, penca, porrada, ror, zamborrada e (bras.) porção, corrimaca, despotismo, despropósito, destempero, disparate, imundícia ou imundície, estandarte2, mundo, mundão, mundaréu, mundéu, pá, panázio, montoeira, catervagem, um cesto e um samburá.]”. Já para o segundo, há duas acepções: uma depreciativa que o mesmo dicionário apresenta como “bunda-mole: pessoa moleirona, sem coragem, pusilânime”; outra, laudatória, quando se refere a esta parte feminina, considerada, juntamente com terceiras, preferência nacional, sobejamente elogiosa e que faz que um mundão de brasileiros enalteça este, digamos, adorno da natureza da mulher e um mundão de brasileiras se refiram a um pobre mortal masculino. Vige!
Constatação VI (Teoria da Relatividade para principiantes).
Entre uma didatura militar ou civil e uma democracia com estes 3 Poderes que aí estão, eu preferiria morar em um país nórdico, ou na Australia, Nova Zelandia, Uruguai ou Canadá. Na realidade, em outras condições de pressão e temperatura, seja na Lei de Boyle e Mariotte ou Gay Lussac, ou outra ainda mais, eu gostaria é de ficar tranquilo na minha Curitiba e na querida Balsa Nova. Coitado de mim!
Constatação VII
Poetando,
O dito, adaptando,
Constatava o obcecado:
“De médico, de tarado
E de louco
Todos nós temos um pouco".
Constatação VIII De conselhos úteis. De nada!).
Às famosas e aos famosos, ou não, não é recomendável mandar tatuar no corpo o nome dos namorados e das namoradas porque, fatalmente  o relacionamento rarissimamente de gente desse jaez, será “até que a morte os separe” e, até que saia algum produto barato e indolor, para apagar a dita tatuagem, não se pode ainda  prever uma data. De nada!
Constatação IX
Este assim chamado escriba completou, recentemente 78 anos e, entre altos e baixos, não pode se queixar da vida que teve. Atualmente têm escutado, mormente do seu médico, as seguintes expressões com relação a sua idade vetusta (rico é idoso; pobre é velho): Os encantos da velhice; as muitas juventudes, a idade do ouro, idade provecta e outras mais. Evidentemente, a todas, agradeci sensibilizado e respeitoso. Mas tratei de ficar só no pensamento – data vênia, como diriam nosso juristas, é claro – que não só a inveja é uma eme. A velhice, sem dúvida, também...
Constatação X
Não se pode confundir estipêndio, que o dicionário Aurélio dá como “salário, soldada, paga, renumeração” com compêndio, que o mesmo dicionário dá como “livro de texto para escolas” de alguma obra cujo título seria, por exemplo, Como compreender as mulheres, tendo em vista que o número de páginas que seriam necessárias, sob a ótica comercial de vendas, estaria em um modo tal que tornariam o estipêndio, inviável.
Constatação XI
Não se pode confundir afetivo com efetivo, até porque basta ver o tempo limitado dos casamentos, ou ajuntamento entre as pessoas ser de pouca duração, chegando, inclusive, o afetivo que as partes achavam válido “até que a morte os separasse”, portanto efetivo, acabavam redundando em separações litigiosas, inclusive violentas. Vige!”
Constatação XII (“Poeminha” como subsídio para musicistas que seguem a linha do saudoso Lupicínio Rodrigues).
Pra me acalmar
Tomei um aperitivo
Que me ajudou a melhorar.
Mas para a dor-de-cotovelo,
Oriundo daquele novelo,
Daquele imbróglio,
Daquele espólio
Da nossa relação
Não foi um lenitivo.
Muito menos uma solução.
Constatação XIII
Quando eu me deparo com as famosas, as musas, as rainhas das escolas de samba ou de suas baterias, no carnaval, das participantes dos BBB´s da vida dando entrevistas, nas quais falam dos seus corpos, se estão com namorado, ou não e das suas preferências de lugares e “positions”, digo, posições sexuais, induzo a pensar que nenhuma delas leu ou está lendo O Pequeno Príncipe do francês Antoine Saint-Exupéry por ter trocado, passando a ler o Kama Sutra. Vige!
Constatação XIV (De um pseudo-haicai, dedicado ao meu grande Amigo, a quem eu considero meu irmão, o Julio Gomel, atleticano de quatro costados).
De um atleticano: “Considero muito aético
Torcer para o Coritiba ou o Paraná*
E não para o meu querido Atlético".
*Tomara que saia da crise, não acabe e pague o que deve aos seus funcionários e jogadores. Vige!
Constatação XV(De conselhos úteis. De nada!).
Jamais fique doente. Deu na mídia há oito anos: “Em PE, 17 pessoas tomaram insulina no lugar de vacina para se preservar da hepatite B”. Vige!
Constatação XVI (De uma dúvida não necessariamente crucial).
Quem encher com água um balde furado constatará que todo o esforço para transportá-lo foi debalde?
Constatação XVII
Não se pode confundir coçada com caçoada, muito embora, dependendo do local da coçada, esta poderá provocar alguma caçoada. A recíproca não é necessariamente verdadeira se, por exemplo, alguém, com a caçoada cair numa gargalhada monumental, isso poderá vir a ocasionar lágrimas ou dor de barriga de tanto riso. Jamais uma coçada.
Constatação XVIII
Não se pode confundir lépido, que além de significar ligeiro, ágil, também quer dizer risonho, jovial, com tépido, que afora o sentido de morno e tíbio também, no sentido figurado, significa frouxo, fraco, muito embora muito deputado lépido em legislar em causa própria, às vezes, inclusive, recorrendo a expedientes desonestos, se mostra tépido, frouxo, para aprovar projetos de interesse social. A recíproca é como é e tá acabado. Falando, democraticamente, é claro...
Constatação XIX (De uma dúvida crucial).
Será que os políticos que legislam em causa própria, citados na constatação anterior, se emocionam quando ouvem o nosso hino nacional? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XX
O Congresso tem o rabo preso; Os congressistas, não. Independente do partido político que o rabo, digo, o congressista pertença, cada um deles desamarra o rabo do outro até fechar a roda. E, depois, todos juntos se põem a cantar o epinício* do dever cumprido.
*Epinício = “1. na Grécia antiga, canto entoado para celebrar a vitória nos jogos olímpicos; 2. hino triunfal; 3. poema ou cântico feito para comemorar uma vitória ou qualquer obra em que se manifesta o regozijo por um acontecimento” (Houaiss).
Constatação XXI
Deu na mídia: “A bola rola em São José e Balsa Nova”. Custou, mas a minha Balsa Nova apareceu na mídia. Viva!!!
Constatação XXII (Quadrinha para ser recitada para quem estiver disposto a ouvir).
Num programa fui entrevistado
Onde só tinha mulher
Depois fui disputado
Na base do bem-me-quer.
Constatação XXIII
E como elucubrava o matemático obcecado nas suas – dele – dúvidas cruciais: “Se A = B e B = C, logo A = C. Nessa linha de raciocínio, se “a tesão faz a ocasião” e “a ocasião faz o ladrão” quer dizer que a tesão faz o ladrão? E se efetivamente faz, ladrão de quê? Quem souber, por favor comentários no blog ao cuidado de 'matemático'. Obrigado.
Constatação XXIV
Deu na mídia mais precisamente no site do Estadão: “Polícia agora tem de levar preso a juiz em 24 horas”. Dúvida crucial de Rumorejando: E quando o juiz for preso leva para o desembargador? E quando o desembargador for preso leva prá quem? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Mais uma vez, obrigado!
Constatação XXV
Também deu na mídia: “Músico da banda ConeCrew Diretoria é preso por plantar maconha em casa, após denúncia da própria sogra”. Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando gostaria que os nossos prezados leitores se manifestassem se a sogra fez bem, tendo em vista se tratar de maconha ou que sogra é sogra e tá acabado. Por favor, comentários no blog que de posse deles daremos o percentual dos que são a favor ou contra, atendendo evidentemente, àqueles que adoram estatísticas. Obrigado.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico é erotômano*; pobre, é tarado.
*Erotômano = “Aquele em que se manifesta a erotomania”** (Houaiss).
**Erotomania = “exageração, às vezes mórbida, dos sentimentos amorosos e do fascínio por contatos sexuais; mania de sexo” (Houaiss).
Constatação II
Rico é rechonchudo; pobre é balofo.
Constatação III
Rico deduz; pobre arrisca.
Constatação IV
Rico é empírico; pobre chuta.
Constatação V
Rico expõe seu ponto de vista; pobre só se queixa.
Constatação VI
Rico sofre de constipação; pobre, de entupimento.
Constatação VII
Rico faz prognóstico; pobre, empulha.
Constatação VIII
Rico tem um ou outro desafeto; pobre, só tem inimigos.
Constatação IX
Rico reage contra a inércia; pobre, é preguiçoso.
Constatação X
Rico remaneja; pobre, bagunceia.


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