quarta-feira, 11 de março de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Não se pode confundir pais chatos com pés chatos, muito embora nada impede que pais chatos tenham pés chatos e filhos idem. No entanto, existe outra relação: É que pais e filhos se chateiam mutuamente. Cada um com determinado grau de chatice, calculado empiricamente, pois até a presente data não se conhece que alguém tenha inventado um ‘chatômetro’. Provavelmente o inventor, se houver, vai tomar também como fator o horário político de eventuais candidatos. Vige!
Constatação II
Deu na mídia, mais precisamente no site de Msn Brasil: “Pratos mexicanos ganham tempero com vermes e insetos”. Dúvida crucial: Será que é um balão de ensaio para combater a crise que já se faz presente?
Constatação III
Me perguntam por que eu criei, digamos, a sessão “Ricos & Pobres”. A resposta é simples: Como se constata a todo o momento, porque a lei no Brasil sempre foi e é seletiva. Basta ver, por exemplo, os condenados do mensalão estão todos por aí. Elementar meus caros leitores.
Constatação IV
É impressionante como os 3 Poderes da República continuam legislando em causa própria. A Câmara já havia aprovado passagens aéreas para esposas e maridos de parlamentares. Com a grita, voltou atrás. Depois se ficou sabendo que o presidente havia gasto uma ponderável quantia com as passagens da sua – dele – mulher; também é
auxilio de moradia e outros para os juízes e desembargadores (lá vem sempre o argumento de isonomia); para deputados e senadores os salários diretos e indiretos, nem falar; para ministros e governadores, tampouco falar... E pior, os caras não têm vergonha nas respectivas caras. Governar, para eles, é tirar o máximo proveito em tudo. Corrupção, então, parece, para eles, também um direito adquirido pelo longo tempo implantado. Chega até, para eles, a ser uma questão de usucapião. Vige! E a ética e a moral como é que fica? Simples, não fica. Que diabo de democracia é essa? Até quando?
Constatação V (De uma dúvida não gratuita, mas efetivamente crucial).
E que falamos no tema, cabe, dado o que tem sido possível constatar, o esquema da assim chamada “Ficha Limpa” está vigendo ou ficou tudo na mesma? Quem souber a resposta, por favor, comentários no blog. Obrigado!
Constatação VI (Um tanto quanto enigmática).
Quando o genro, que havia que havia ficado ausente da família para tratamento em hospital por um dia, perguntou à sogra se ela havia sentido a sua – dele – falta, ela respondeu: “Hiiiii!! Ele não entendeu o que significava aquele apito de trem se sim ou se não, mas ficou constrangido para perguntar o que efetivamente significava. Coitado! Alguma surpresa?
Constatação VII
E aí o marido cabeludo que disse para a mulher, que sempre comentava, fofocando, sobre o comportamento das amigas: “Você já me contou isso. Essa história eu já estou careca de saber”.
Constatação VIII
Que inverossimilhança!
A sogra intratável
Antecipou a herança
Passando a amável.
Constatação IX
Não era abstracionismo,
Tampouco um figurativismo,
Muito menos o surrealismo
Do mestre Juarez Machado.
O círculo quadrado
Que a ricaça pintou.
Era tão eivado*
De cabotinismo,
De aristocratismo,
Que um adepto
Do concretismo,
Fã do capitalismo
E do neoliberalismo
Em arte, um inepto
A pintura elogiou.
E, dessa maneira,
A baita besteira,
Lhe consagrou.
*Eivado = Do verbo eivar = Verbo transitivo direto.
1. Produzir mancha em.
2. Contaminar, infectar (física ou moralmente) (Aurélio).
Constatação X
Para o freguês é descaso
Os juros que se cobra
Nas vendas a prazo.
Aí, com tais destemperanças,
Ele soçobra,
Fica com as finanças
Carcomida
Endividado
Para o resto da sua vida.
Coitado!
Constatação XI
O obcecado,
O tal Dionísio
Autoconsagrado,
De gostosão
Depois de conhecer
Restaurantes de rodízio
Achou que o tema
Devia se estender
Não só a um esquema,
Tipo gastronômico qualquer,
Mas, também, por extensão,
A um rodízio de mulher.
Constatação XII
Ficou alijado
Do leito nupcial
A mulher fez greve
Total,
Geral
E um baita alarde:
“Como você se atreve
Chegar
Completamente
Bebum, tão tarde,
Tão-somente
Seu desmiolado?
E eu que tinha bolado
Uma nova posição
Pra gente experimentar
E fiquei te esperando
Ansiosa te aguardando
Com essa calcinha preta
Com um bordado
De uma borboleta
Pra você tirar”.
E numa voz quente,
Excitada,
Num sussurro
Ardente:
“Você é um burro,
Um tapado!”
E, ele, totalmente
Transtornado,
Pôs-se a chorar,
A se lamentar.
Coitado!
Coitada!
Constatação XIII (Teoria da relatividade para principiantes).
É muito melhor fazer parte de 1% das pessoas que detém mais de 50% da riqueza no mundo do que ganhar um salário mínimo no Brasil.
Constatação XIV
E já que falamos no assunto, de acordo com o anunciado em 16 de fevereiro próximo passado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor do “salário mínimo necessário do trabalhador brasileiro para suprir suas necessidades básicas e da família teria que ser de R$ 3.118,62 em janeiro de 2015”. Portanto “o valor do salário mínimo brasileiro, fixado em R$ 788 desde janeiro deste ano, deveria ser multiplicado por quatro. Só assim seria cumprido o que determina a Constituição de nosso país”. O Dieese, o que é imperdoável, esqueceu-se de acrescentar: Viva “nóis”.
Constatação XV
E ainda sobre o mesmo assunto no noticiado do Dieese em 16 de fevereiro: “Ao mesmo tempo em que oferecem à população um salário mínimo que contraria a Constituição, os nossos governantes se agraciam com quantias bem mais robustas”.
“Confira só: Deputados, senadores e ministros do STF: R$ 33,7 mil
Presidente da República, vice, ministros de Estado e o procurador-geral: R$ 30,9 mil
16 de fevereiro de 2015”. Comentário de Rumorejando: Isso sem contar os benefícios indiretos! VIGE!!!
Constatação XVI
Não se pode confundir alusão com ilusão, até porque quando governantes, políticos em geral, fazem alusão que pretendem melhorar, por exemplo, a segurança, a educação, a saúde em nosso país, apenas para citar estes importantes itens, há ainda aqueles que acreditam, achando que tudo é verdade, que absolutamente não é papo furado, não é ilusão. A recíproca pode ser verdadeira, mas não em nosso país. Afinal, sempre foi assim...
Constatação XVII
Quem não assistiu os filmes brasileiros como “Cinema Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, “Casa de Areia”, de Andrucha Waddington, “O maior amor do mundo, de Carlos Diegues, “O ano que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburger, “O céu de Suely”, de Karim Aïnouz, “Zuzu Angel”, de Sérgio Rezende, “Cafundó”, de Paulo Betti e Clóvis Bueno e “Quanto vale ou é por quilo?, de Sérgio Bianchi não é cinéfilo nem aqui nem na casa do Carvalho, enfim, em lugar algum. Tenho, sem patriotada, dito!
Constatação XVIII
Alguém já tentou conjugar o verbo desmaçarocar sem ter problemas de trava-língua? Ainda que os dicionários Aurelião e Houaiss não citem, mas Rumorejando acha – data vênia, é claro – que se existe o verbo maçarocar (emaranhar, enredar [Aurélio]) deve existir o verbo desmaçarocar. Basta ver quando as vovós estão fazendo tricô e o gato começa a brincar com o novelo. Aí, a maçaroca criada terá fatalmente que ser “desmaçarocada”. Como diria o professor de português na televisão: “É isso aí”, quer dizer, desde que o professor e os filólogos concordem, é claro...
Constatação XIX (Quadrinha para ser recitada nos diversos Parlamentos, espalhados pelo mundo em geral e pelo Brasil, em particular).
Por estarem sempre em férias
Os nobres deputados e senadores.
Afinam bem mais as suas lérias*
Para levar no papo novos eleitores.
*Léria = “lábia, fala astuciosa que visa iludir, enganar outrem (tb. se us. no pl.)” Houaiss.
Constatação XX (Conceitos discriminatórios).
Numa viagem do então presidente Bush ao Brasil foi divulgado que ele trouxe até água dos Estados Unidos para não ter que tomar a nossa e a dos outros países visitados da América Latina. Este assim chamado escriba lembra-se de uma viagem que estava fazendo, em 1979, pelo México. No ônibus de linha que ligava a cidade do México a Oaxaca viajavam, alguns poucos turistas, assustados com as manobras em alta velocidade do motorista. A viagem relativamente longa criou um papo entre os turistas, dentre os quais um casal americano, e os mexicanos. Lá pelas tantas, correu a oferta de merendas, na base da gentileza e, diga-se, do escambo. A americana ofereceu sanduíches, dizendo que eram americanos. “Mas vocês não estão provando a comida local?”, perguntei admirado. “Não”, respondeu a americana. “Até a água nós trouxemos dos Estados Unidos”. “Pois eu estou tomando a água deles e comendo a deliciosa e rica comida mexicana e não está me fazendo mal algum”. “É, mas você é brasileiro”...
Constatação XXI
Ameaçou o namorado a sua – dele – namorada: “Se você não me der um beijo agora, já, imediatamente eu começo a ler a íntegra do pronunciamento de Renan na TV Senado quando ele se licenciou certa vez por somente 45 dias”. Aquiesceu a namorada: “Curvo-me diante de tal terrível ameaça. Não é ele que está na relação do procurador Janot no tal Lava Jato?”
Constatação XXII
Deu na mídia, mais precisamente “Circunferência abdominal: boas razões para começar a perder a barriga”. Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando acha que, além das questões de saúde, há outras razões que se deve perder a barriga, como, por exemplo, não precisar recorrer ao espelho para enxergar se está tudo bem com o ‘patrimônio’; não precisar alargar as roupas; não precisar usa suspensórios; poder cortar sozinho as unhas dos pés; não escutar da gata que uma barriguinha, para as pessoas idosas, até dá certo charme e assim por diante... Vige!...
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico malha em academia para ficar elegante; pobre, malha para sobreviver.
Constatação II
Rico emite conceitos oportunos; pobre, mete a colher torta onde não é chamado.
Constatação III
Rico tem iate de grande calado e muitos hp’s; pobre, rema no seco.
Constatação IV
Rico olha de soslaio; pobre, de banda.
Constatação V
Rico olha de cima pra baixo; pobre, nada vê.
Constatação VI
Rico é idiossincrásico; pobre é maníaco.

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