quarta-feira, 25 de novembro de 2015

RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Este assim chamado escriba vem manifestar o seu desapontamento, neste fim do mês de novembro, por não ter sido homenageado na data de 1º. do corrente mês, por ser o Dia de Todos os Santos. Além da decepção, o sentimento, também, de falta de respeito.
Constatação II (Sinal dos tempos).
O avião decolou
No horário estabelecido
O passageiro nem acreditou
E ficou confundido.
Constatação III (Triste realidade, sem bazófia).
Sai ano, entra ano e este assim chamado escriba continua não encontrando um adversário à altura no científico jogo de truco. Pena!
Constatação IV
Deixou-a num mutismo
Ela era adepta do cristianismo,
Ele do protestantismo;
Ela do impressionismo,
Ele do expressionismo;
Ela do modernismo,
Ele do tropicalismo;
Ela do romantismo,
Ele do concretismo;
Ela do pedestrianismo;
Ele do automobilismo.
Ela do socialismo,
Ele do capitalismo;
Anos mais tarde, o batismo
Do filho, nascido, no adventismo*.
E o educaram no conservadorismo.
Vige! Que caradurismo!
*Adventismo = Substantivo masculino.
1. Doutrina protestante dos adventistas, fundada nos E.U.A., em 1849, e que espera o cumprimento literal de algumas profecias numa segunda vinda de Jesus à Terra, visto não se haverem cumprido quando da primeira (Houaiss).
Constatação V (Teoria da Relatividade para principiantes*).
“Em vinte minutos tudo pode mudar”,
É o que afirma a Band News.
Em um minuto podem ficar nus
Os casais que querem se amar.
*Não ficou claro se os principiantes são da teoria de Albert Einstein ou de algum casal que vai se amar pela primeira vez. Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação VI (Quadrinha, para ser recitada no fim do Campeonato Nacional, alegre e triste).
Meu Botafogo subiu
Meu Corinthians foi campeão
Meu Paraná não caiu
Meu candidato virou ladrão.
Constatação VII
Não é somente por ser vegetariano que este assim chamado escriba torce para o touro numa famigerada tourada. É pelo fato que há outras maneiras de passar o tempo. Se não houvesse espectadores, obviamente não haveria o espetáculo. A Humanidade é insolúvel!
Constatação VIII
Não se pode confundir médico com módico muito embora seja muito raro ver um médico ou um dentista que cobra um preço módico por uma consulta, cirurgia, exames de laboratório, etc. A recíproca é como é e tá democraticamente acabado. Tenho dito!
Constatação IX (Ah, esse nosso vernáculo).
O cabeça-de-vento falava pelos cotovelos e evidentemente metia os pés pelas mãos e a turma ficava só de olho nele. Vige!
Constatação X
Deu na mídia:Durante audiência nesta quinta-feira (19), o deputado Paulo Teixeira (PT) disse que a doação de R$ 190 mil da Engevix para sua campanha em 2014 foi ‘um engano’. De acordo com a prestação de contas de Teixeira, ele recebeu R$ 190 mil da Engevix em 2014, através do Diretório Nacional do partido”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que não adianta relatar certos fatos por que ninguém vai acreditar, como, por exemplo, a chegada tarde em casa, a visão de disco voador, o meu time Paraná vai ascender no Campeonato Nacional, juiz apitar pênalti contra o meu Corinthians e assim por diante. A propósito vale lembrar a Fábula Indigna do Millôr, já contada no blog, em Rumorejando, em 12 de março de 2010, baseada em um fato real que transcrevo a seguir:
                                  
                                 FÁBULA INDIGNA DO MILLÔR

Numa remota província chinesa, tão remota que até televisão ainda não havia chegado, vivia uma pacata, tranquila e feliz população. O que, diga-se de passagem, é perfeitamente compreensível, já que os apelos do consumismo, tão comuns na assim chamada mídia televisiva, por aquelas bandas, ainda não havia chegado. A maioria da população se dedicava a trabalhos artesanais, agricultura, pequeno comércio, prestação de serviços e coisas afins.
A família de Hu Teh Men não fugia a regra: o pai, já mencionado; a mãe, de solteira Moy Du Che e o filho Sych Shey Men trabalhavam numa lavoura de subsistência, suficiente para o sustento dos três. Sych Shey Men tinha elevada propensão para o estudo e o governo proporcionou a ele um curso de capacitação profissional em mecânica, sua vocação desde criança, o que ele fez com invulgar brilhantismo e desenvoltura. Posteriormente, concorrendo com muitos candidatos, Sych Shey Men ganhou uma bolsa de estudos para estudar em Paris, onde, anos após, seria disputada a final da Copa do Mundo de Futebol, cujo favorito não pegaria absolutamente nada, mas isso já é outra história...
O curso na França era de pequena duração, porém suficiente para Sych Shey Men descobrir as delicias do capitalismo, o que queria dizer um país do 1º. Mundo, tomar um bom vinho, visitar empresas ligadas ao ramo de sua especialidade e por aí afora.
Quando retornou de sua viagem, Sych Shey Men contou a seus amigos muitas peripécias: que havia passado em frente a um tal de Moulin Rouge; que havia visitado um museu chamado Louvre; que havia trens que viajavam debaixo da terra e funcionavam sempre no horário; que havia uma torre, de rara beleza, construída a mais de 100 anos em homenagem a uma tal de Queda da Bastilha, ocorrida há mais de 200, quando, então, cortaram a cabeça de uma porção de gente com uma máquina mecânica que funcionava muito bem, inventada por um cidadão, chamado Guilhotin e, o da torre, o guia havia dito que se chamava Gustav Eiffel. E o nosso amigo contou, também, que a cidade induz ao amor e que viajar desacompanhado ou não arrumar uma companheira por lá mesmo era terrivelmente fossético e que ele havia arrumado várias e que um dia aconteceu o seguinte: ele havia ido com uns amigos a uma cave - um lugar freqüentado pela juventude, cheio de neblina dos cigarros mata-ratos deles, achando que a guerra fria entre os “revisionistas soviéticos e os imperialistas americanos, inimigos da China” iria redundar na 3ª guerra mundial e, por essa razão, a vida tinha que ser vivida em toda a sua plenitude, em toda a sua existência. Tudo isso, também compunha uma filosofia, o Existencialismo, cujo mentor havia sido um tal de Jean Paul Sartre e até havia uma cantora que se chamava Julieta Greco e que ele assistira uma apresentação dela num tal de Bobino, o segundo mais importante lugar de espetáculos já que o Olympia ele só passara em frente. Bem, lá na cave adivinhem quem é que estava: nada mais, nada menos que a Brigite Bardot, aquela que é símbolo sexual e que tem uma folhinha, em que ela aparece totalmente nua lá na oficina mecânica onde eu vou começar a trabalhar. Quando o nome de Brigite Bardot foi pronunciado, todos os amigos soltaram, em uníssono, um oh de admiração que ecoou por todo o bairro, assustando toda a vizinhança.
“Mas, esperem, isso não foi nada”, contou Sych Shey Men. “Aí, eu fui tirar ela para dançar. Dança daqui, aperta de lá, a gente acabou dormindo junto no apartamento dela”.
Quando a patota escutou esse desfecho, fez-se aquele silêncio, característico de, quando se ouve uma mentira maior que a de pescador, quem se envergonha são as pessoas que a escutaram e não quem a contou. Depois, foi uma gargalhada geral que também ecoou pelo bairro, assustando, mais uma vez, toda a vizinhança. A gozação realmente foi geral e até teve um que disse: “Vai contar essa lá no Brasil”, país onde, coincidentemente, a turma costuma, diante de uma mentira escabrosa, dizer: Vai contar essa lá na China. Mas, isso, também, já é outra história...
MORAL: Existem certos fatos que, mesmo que sejam verdadeiros, não adianta contar, pois ninguém acredita.
Constatação XI
E já que se falou em enganos há certos comerciantes que sempre se enganam na apresentação das contas, no trôco, na adição das despesas. Coincidentemente, jamais em tempo algum em favor do freguês, Vige!
Constatação XII (Teoria da Relatividade para principiantes idosos).
É muito melhor ter um ataque de priapismo do que um ataque de disfunção erétil.
Constatação XIII
Rumorejando recebeu, certa vez, mais precisamente em fins de 2008, do Amigo Leszek Celinski:
Aceite com juros, multa e correção monetária
Os votos que me enviou nesta época santuária,
Amigo Juca. Pois em minha e nossa faixa etária
Lembrar-se de algo ou alguém é ação temerária,
Incontida em seu frenesi, audaz, mas perdulária,
Qual pirotecnia festiva em sua glória temporária.
Assim, colega, companheiro desta vida sedentária
Receba meus bons augúrios para 2009... de forma solidária
E hilária.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico é opiniático; pobre dá palpites.
Constatação II
Rico tem agorafobia*; pobre, tem como único lazer passear na praça (e normalmente começa a chover quando está passeando).
*Agorafobia = “medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos; cenofobia”. (Houaiss).
Constatação III
Rico anda com um carro Volvo do ano; pobre a pé ou de ônibus, ou, no máximo, com uma traquitana*.
*Traquitana = * Substantivo feminino. 2. Pop. Carro mais ou menos desconjuntado; calhambeque (Houaiss).
Constatação IV
Rico forceja; classe média alta introduz; classe média, média insere; classe média baixa põe; pobre, mete.
Constatação V
Rico é algófobo*; pobre aceita até injeção na testa se for grátis.
*Algofobia = “medo mórbido das dores físicas ou morais”. (Houaiss).
Constatação VI
Rico tem sangue azul e fortuna; classe média é rastaquera*; pobre é pé de chinelo.
*Rastaquera = Substantivo de dois gêneros.
1. Pessoa recentemente enriquecida que não perde oportunidade para chamar a atenção, pelo luxo que ostenta e pelos gastos que faz (Houaiss).
Constatação VII
Rico da cambalhota na água da sua piscina de casa; pobre se vira como pode na água, no ar e na terra.
Constatação VIII
Rico é inventivo, pobre, é mentiroso.
Constatação IX
Rico é batófobo*; pobre quando vai ao parque quer andar de roda-gigante.
* Batofobia = “temor mórbido das profundezas (submarinas ou dos espaços aéreos)”. (Houaiss).
Constatação X (Colaboração do meu grande amigo Sérgio Antunes de Freitas, de Brasília).
 "Rico é combativo; pobre é briguento".


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